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António Diniz, pneumologista e membro do grupo que acompanha a covid na ordem dos médicos, diz que daqui a 15 dias vamos ter, por dia, 125 novos doentes com covid nos cuidados intensivos.
Manuel Carmo Gomes, biólogo e professor de epidemiologia, diz que vamos ter 10 mil casos de covid por dia, no princípio de Dezembro, 530 internados em UCI uma semana depois e uma mortalidade à volta das cem pessoas por dia na primeira quinzena de Dezembro.
Eu, porteiro do hotel Alcazar, digo que dentro de uma semana, ali por meados do mês de Novembro, estaremos a parar o crescimento do número de casos diários e portanto não vamos chegar aos números citados acima (sendo mais preciso, um dia ou outro com dez mil casos não significa nada fora desta minha previsão Zandinga, uma média a sete dias de 10 mil casos, sim, significa que a previsão está errada).
Agora é simples, é deixar correr o tempo e ver quem fica mais próximo da realidade (errar vamos todos errar, isso é seguro).
Os dois de cima são mais sabedores e inteligentes que eu, de maneira que vão já avisando que os cenários que fazem é se nada for feito, mas se as medidas forem eficazes, os números ficarão abaixo.
Aliás, dizem o mesmo há meses: que é preciso diminuir os contactos (primeiro para assegurar a capacidade de encaixe do Serviço Nacional de Saúde, no período em que era evidente haver uma grande folga nos serviços de saúde, passou a ser para liquidar a actividade viral na origem, agora volta a ser para proteger o serviço nacional de saúde, mas o resultado é sempre o mesmo, recomendar mais e mais medidas para impedir as pessoas e a sociedade de serem o que são. No fundo, estão a pedir à economia que pague a falta de investimento do serviço nacional de saúde, não através dos impostos cuja alocação é da responsabilidade dos governos, mas através de decisões administrativas, não escrutináveis na sua fundamentação, suportadas no aparelho repressivo do Estado).
Quando as coisas acalmam, é porque os portugueses foram fantásticos e confinaram mesmo antes do Governo impôr medidas, quando as coisas correm mal, as medidas foram ineficazes e os portugueses são uns bandalhos que só querem é visitar a família, em vez de ficarem quietos em casa, como deviam.
Nesta altura explicarem quanto vale cada medida de contenção da epidemia - por exemplo, quanto se espera que o recolher obrigatório ao fim de semana represente de dimunuição face ao que prevêem - isso já é mais difícil, nenhum se atravessa e limitam-se a dizer que apoiam todas as medidas que diminuam contactos, porque todos os contactos contam.
Quando alguém lhes pergunta se não acham uma tragédia humanitária estimar-se em 100 milhões o número de pessoas que foram empurradas para baixo do limiar que define a miséria extrema, respondem, com ar grave e sério, que isso já são outras questões, os seus comentáros são estritamente epidemiológicos e científicos, todas essas questões económicas e sociais são de outra esfera sobre a qual não têm opinião (com razão, que opinião científica se pode ter sobre 100 milhões de pessoas empurradas para a miséria extrema?).
Como eu sou um bocado mais básico limito-me a dizer que se dentro de uma semana os números não estiverem a estabilizar ou descer, é porque a minha previsão está errada e eu disse asneiras, demonstrando-se, mais uma vez, que percebo pouco de epidemias e que isto evolui de forma diferente da que eu estava convencido que ocorreria.
E, em percebendo isso, mudo de opinião com a maior das tranquilidades.
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É assim mesmo, caro primo.