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Virar o bico ao prego

por henrique pereira dos santos, em 08.09.21

"assumiu esta terça-feira em conferência de imprensa o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da Organização Mundial da Saúde.

“Penso que este vírus está aqui para ficar connosco e vai evoluir como o vírus pandémico da gripe, vai evoluir para se tornar outro dos vírus que nos afetam”, disse Michael Ryan. “As pessoas disseram que íamos eliminar ou erradicar o vírus. Não, não vamos, é muito, muito improvável.”

Se o novo coronavírus tivesse sido contido no início, disse na mesma conferência de imprensa Maria Van Kerkhove, a epidemiologista que lidera a equipa técnica de combate à Covid da Organização Mundial da Saúde, o resultado poderia ter sido bastante diferente. “Esta pandemia não tinha de ter sido tão má.”"

Isto é o que está escrito no Observador e, apesar da imprudência, não tenciono confirmar em fontes directas de informação porque já não vale o esforço.

Aparentemente, os dirigentes mais técnicos da OMS, encontraram o tom certo para virar o bico ao prego, sem se expor demasiado.

Um diz que "as pessoas" (não nós, claro) andaram (eu acrescento, andam menos, mas ainda há uns quantos que falam de covid zero, como a senhora da Nova Zelândia, e há muitos mais que, sem falar explicitamente nisso, continuam a vender a banha da cobra do esmagamento do vírus e parvoíces do género) a dizer que se ia eliminar o vírus e até já diz sem complexos que "vai evoluir como o vírus pandémico da gripe" (o malandro, a comparar o desastre sanitário da covid a uma gripezinha).

A outra diz que se o Rossio coubesse na Betesga é que era bom.

Agora avaliar o que andaram a fazer e se o que deixaram que os governos fizessem foi adequado, com o seu silêncio sobre a necessidade da proporcionalidade das medidas de gestão face aos riscos reais existentes, isso é que é mais difícil.

Na prática estão a tirar o tapete aos amigos jornalistas, e isso não se faz aos amigos, é uma ingratidão.



9 comentários

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De Elvimonte a 08.09.2021 às 23:53

Até podem ir virando o bico ao prego, negando afirmações e intenções anteriores, mas ainda ninguém foi ao futuro e voltou para nos contar o que se vai passar. Historicamente, sabemos que o vírus da gripe espanhola de 1918, após a fase aguda, continuou a fazer vítimas - pelo menos apresentavam os mesmos sintomas - até final da década seguinte, tendo depois desaparecido. Apenas deixou rasto nos sistemas imunitários de pessoas que com ele conviveram. Concretamente nas células B com memória imunológica que produzem anti-corpos IgG específicos, não se sabendo se também nas células T (CD4 e CD8) com idêntica memória - ambos os tipos, B e T, na origem da imunidade de longo termo.

«"The B cells have been waiting for at least 60 years— if not 90 years— for that flu to come around again," he said. "That's amazing, because it's the longest memory anyone's ever demonstrated."
From the B cells of three donors, the research group generated five monoclonal antibodies that not only strongly neutralized the 1918 virus, but also cross-reacted with proteins related to the 1930 swine flu virus. However, the antibodies did not react against more contemporary influenza strains.
(...) 
Anthony Fauci, MD, director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases, said recent studies have projected that immunity lasts several decades; the current study provides proof, the AP reported. "This is the mother of all immunological memory here," he told the AP.»
https://www.cidrap.umn.edu/news-perspective/2008/08/researchers-find-long-lived-immunity-1918-pandemic-virus )


Conclusão preliminar: quando se fala em diminuição de concentrações de anti-corpos para justificar repetidas doses da vacina, haja alguém que vire o bico ao prego e fale antes em células B e T com memória imunológica, porque é disso que se devia falar e não de anti-corpos; os anti-corpos diminuem naturalmente ao longo do tempo na ausência de exposição ao agente; caso assim não fosse o nosso sangue seria uma pasta; chega de omissões e manipulações para ignorantes.


(continua se continuar, que meias-verdades, verdades irrelevantes, omissões, manipulações e propaganda geradoras de lucro à custa da ignorância alheia causam-me dano) 
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De Elvimonte a 09.09.2021 às 23:28

O virar agora o bico ao prego é compreensível:

a) conseguiu-se criar a percepção de que não há tratamento para a doença, o que é uma mentira - basta consultar a base de dados de artigos científicos https://c19early.com/ para se concluir que existem várias substâncias genéricas que se mostram eficazes na prevenção e no tratamento, desde que este se inicie após os primeiros sintomas;


b) fruto da campanha de propaganda e de censura na origem da criação da percepção anterior, conseguiu-se autorizações de emergência para as vacinas;


c) depois de se verificar o fracasso, eventualmente propositado, da campanha de vacinação - o caso de Israel é paradigmático, entre outros com elevadas taxas de vacinação - já se conseguiu criar a percepção de que vão ser precisas novas doses de reforço a cada 5, 6, 8 meses; 


d) como o negócio está a correr muito bem porque na generalidade das pessoas, mesmo nalgumas que não são propriamente estúpidas, se conseguiu criar percepções distorcidas da realidade, o essencial do trabalho para garantir futuros lucros está feito.


Este excerto retirado de página da OMS é paradigmático para que se possa levantar uma pequena ponta do véu que cobre uma gigantesca trama de interesses: 


"We work closely with decision-makers: Ministries of Health, government agencies, other government departments at the national level.
We also work with influencers: health partnerships, foundations, intragovernmental and nongovernmental organizations,  civil society,  media, professional associations, and WHO collaborating centres."

https://www.who.int/about/who-we-are/stakeholders )






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