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Vingança é punir com o único objectivo de retaliar um agravo ofensa (ou pior). A situação em Israel tem levado muitos comentadores no espaço publico ou nas redes sociais, a criticar a guerra de vingança de Israel.
Enquanto isso, imaginemos qualquer pais que tenha sido alvo de uma invasão temporária por parte de uma organização terrorista. Pode não retaliar, por incapacidade ou, apesar de ter meios, nada fazer por opção, por grandeza moral, desejo de expiação ou outro qualquer motivo.
É exactamente não retaliar que propõe demasiados defensores da causa palestiniana, ligando a resposta de Israel a uma vingança gratuita, onde muitos inocentes irão sofrer a morte e muitos mais, pelo menos, graves prejuízos. Não é vingança responder com força, desde que o sentimento que presida á acção tenha outra intenção, como por exemplo, autodefesa. Alguns Israelitas desejarão vingança, mas um estado democrático como Israel não age por impulso e sem razões, quando a sua sobrevivencia está em jogo. Não parece que Israel, depois da acção que sofreu e dos bombardeamentos que continua a sofrer, precise de justificar o que é evidente: tem que se defender. O primeiro pensamento que me ocorreu, como a reacção certa por Israel, seria o de erguer um muro intransponível: exactamente o que já tinha sido feito restando, mesmo assim, os rockets e os túneis. Tenho a sorte de nada ter que decidir sobre uma reacção adequada, já que não parecessem existir boas alternativas, mas quem calçar sapatos israelitas, tem que considerar que se tem que fazer alguma coisa.
Outros, lembram que a resposta do Hamas não nasce do nada, que há razões históricas para a explicar. O que nada acrescenta, nem á questão de facto (alguém responder a uma agressão) nem justifica o que quer que seja: todos podem reivindicar agravos passados, ninguém pode cometer barbáries para o justificar.
Todos lamentam as vitimas inocentes palestinianas ( embora alguns não consideram as Israelitas), embora considere que o Hamas, não só contava com elas mas as consideravam um sucedâneo indispensável ao seu sinistro plano. Pode perceber-se que, com muito menos forças, o Hamas se esconda entre a população. O que leva a perceber que os Israelitas não poderão deixar de fazer vitimas civis e inocentes para confrontar o Hamas. O verdadeiro responsável pela situação que se vive hoje é incontestavelmente do Hamas, não a história, não os diabólicos sionistas, não os custos de contexto, não o mundo Ocidental nem o imperialismo americano.
O que mais desdém e nojo provoca no sentimento e na ética Humana, é chamarem ao exército de um Povo que se defende de outro: "terrorista". E ao outro “exército”. Como se a defesa de um Povo fosse diferente consoante a facção a que se pertence. Como se houvesse Pessoas de 1.ª e de 2.ª categoria.
Em 2011, na entrevista ao jornal polaco “Poliyka”, Zygmunt Bauman, o sociólogo atualmente aclamado pelo seu diagnóstico à sociedade moderna (2000, “Liquid Modernity”, Cambridge), judeu, condecorado com a “Cruz de Valor” nas batalhas de Berlin e de Kolberg contra o III.º Reich na 2.ª Guerra Mundial, afirmou: “Israel não está interessado na paz, mas somente em se aproveitar do Holocausto para legitimar atos inadmissíveis. O Muro da Cisjordânia, que Israel construiu na Palestina, é igual aos muros do Ghetto de Varsóvia onde centenas de milhares de judeus morreram”.
25 outubro 2023. Glasgow, Escócia: “CELTIC PARK REPLETO DE BANDEIRAS DA PALESTINA. Antes do início do jogo com o Atlético de Madrid, as bancadas do Celtic Park exibiram milhares de bandeiras da Palestina, ao mesmo tempo que os adeptos entoavam, como é hábito o hino do clube, o famoso ‘You’ll Never Walk Alone’." (Lusa)
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