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Ventura, o inevitável fim gémeo de outros patetas

por João-Afonso Machado, em 23.06.24

Os transcendentais dias da República meditam agora nos mistérios do Europeu de futebol (louvavelmente) e, sob influências eu diria satânicas, no famigerado «caso das gémeas». É isto, em essência, a República e oxalá a nossa participação na competição desportiva, encadeada nos Jogos Olímpicos de Paris, contribuam para deixar em paz as criancinhas, a sua família e o pendor dos políticos para a futilidade.

Soube ontem, na CPI criada para o efeito (do incrível «caso das gémeas») ainda faltam ouvir 40 pessoas!!!

E porquê, para quê? Já tudo foi dito! Os pais procederam como procederiam outros pais quaisquer, em desespero de causa. Terão  havido almas mais sensiveis que se prestaram à ajuda. A salvação das pequenas custou ao Estado 4 milhões de euros?; e então? - eram, são, duas vidas com tudo pela frente. Alguêm foi preterido, ultrapassado na lista de espera? - consta que não, o problema nem foi levantado. Houve "cunhas"? - cumpriu-se então a tradição nacional, somos ainda Portugal.

A corrupção e o favorecimento não são isso. Implicam um interesse económico, político sempre pessoal e com contrapartidas. Negócios... Arrume isto, Sr. André Ventura. O seu partido não é, nunca foi, nem sabe ser da extrema-direita. É apenas um partido (cada vez mais) fala-baratista, arte além da qual são as trevas ideológicas totais. A onda de simpatia que logrou alcançar vai já em decrescendo notório e brevemente lerá esses resultados. Entretanto não seja maçador.

E se quiser ser útil à Nação não se ponha com habilidades na discussão parlamentar das propostas de lei que a Ministra da Justiça tem em mão.


29 comentários

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De Anónimo a 23.06.2024 às 13:46

Fenomenal tiro no pé do líder do Chega,
Prova à saciedade que não "sente" o Povo de que faz parte :  comporta-se como um reles  pcp ou um ainda mais reles bloco de esterco
Juromenha...
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De Alberto Mendes a 23.06.2024 às 14:09

Caro João, 


A sua análise parece-me de uma pessoa de inocente e de bom coração. Não estou a ironizar, estou a ser sincero. Comento apenas algumas das frases do prisma de uma pessoa mais céptica (ou cínica ser preferir) que é a de pai de um menino com 5 anos e uma doença rara que afecta cerca de 3600 pessoas no mundo:    
-  "Terão  havido almas mais sensiveis que se prestaram à ajuda"-  ou pessoas  que queriam agradar ao Sr. Presidente da República para não perder um aliado politico. Lembro que no governo anterior havia quem estivesse disposto a mudar um voo para não perigar esse apoio. 
- "A salvação das pequenas custou ao Estado 4 milhões de euros?" Passa como cão por vinha vindimada sobre a  naturalização  em tempo record , referenciação e marcação de primeira consulta. Aguado há mais tempo por um EEG para o meu filho que o tempo que as meninas esperaram neste processo. E eu pago impostos em Portugal há mais tempo que a familia das meninas. Aguardo tb a disponibilização do apoio para compra uma cadeira especial para ele poder fazer atividades que custa 12K. A ajuda dada às meninas comprava 332 cadeira e dava troco. 
-"eram, são, duas vidas com tudo pela frente. Alguêm foi preterido, ultrapassado na lista de espera?" - Sim, foi.  A menos que o SNS tenha recursos infinitos esse 4M não foram canalizados para outros tratamentos de outras pessoas.O que acontece é que quem ficou sem esses tratamentos não tem voz nos OCS nem conhece o Sr. Presidente da República e por isso não existem.    

- "A corrupção e o favorecimento não são isso. Implicam um interesse económico, político sempre pessoal e com contrapartidas." - Não estou tão certo que não seja corrupção. Como pode o João assegurar que o ex-filho do Sr. Presidente da República não tirou beneficios comercias da cunha? Que sabemos nós da rede de contactos e contractos entre o ex-flho do Sr. Presidente da República, a familia da meninas e outras pessoas que intermediaram cá e lá o processo (e.g. o senhor José Magro)? O João punha as suas mãos no fogo por eles? Eu não!


Confesso-lhe o que a mim me deixa triste:
- Pais a contar magros euros, a fazer rifas, a recolher tampas de garrafas para poderem dar tratamentos aos filhos pois nem o SNS nem a Segurança Social o fazem. E ninguém quer saber (excepto a cmtv que vai fazendo umas reportagens sobre casos particulares)
- A angustia dos pais de não saberem o que vai ser dos seus filhos quando já ca não estiverem. Não há qualquer sistema de suporte. 
- A sede implacavel do fisco sobre os rendimentos desses pais que, se não estiverem atentos ou forem conhecedores ao preencher a declaração IRS, são esbulhados em mais que o que deviam apesar de toda a informação estar na posso da AT. 


Já o senhor Ventura, fazer disto um assunto, parece-me muito bem. Pelo menos melhor que as coisas que o Sr. Presidente quer ver discutidas e que, usando o Expresso, são apenas intrigas palacianas. 


Bom São João,



 
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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 15:49

Caro Alberto Mendes:


Obviamente não faço comparações com o seu caso pessoal, sobre o qual só desejo o melhor sucesso.
Mas respondo às suas objeções:
- Desconfio dos agrados ao PR, pessoa fina e que está a perder com a situação.
- A naturalização, ao que consta, não levanta problemas. Foi tramitada de modo regular.
- Os 4 milhões salvaram 2 vidas muito jovens. Se foi o Estado ou não, resta o chamado "direito de regresso" que o Estado pode exercer se a intervenção não derivar do próprio SNS.
- Insisto, naquele quadro de doença, ningúem se queixou dizendo-se preterido.
- Não estou certo de nada quanto à intervenção do filho do PR. Se eu tivesse importância em contexto assim, ajudaria. Sem pedir nada em troca. Quero acreditar que um rapaz mais novo, o Nuno RS, também não andou a fazer contas. Com os meios hoje disponíveis, essas contas eram facilmente detectáveis.
- Não ponho as mãos no fogo por ninguém. Nem por mim próprio....
- Sobre o que escreve acerca de pais tristes e dessperançados - inteiramente de acordo. O estado não corresponde e eu sou anarquista, o Estado é pirata. Mais: isto não vai de denúncias da CMTV mas com uma reforma a sério que o actual regime nunca fará.
- Por isso o Ventura: fala, fala, fala, mas quer apenas um lugar no Governo. Como comprovadamente está.


Todos os melhores votos para a sua descendência
e os meus cumprimentos.
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De Francisco Almeida a 24.06.2024 às 11:34

A naturalização, ao que consta, não levanta problemas. Foi tramitada de modo regular.

Um processo que demora meses é concluído em menos de duas semanas. Não faço juízos de intenções mas "modo regular" é difícil de compreender/aceitar.
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De João Brandão a 23.06.2024 às 14:40


Não me preocupo se o Chega está a agir bem ou mal e não é isso que interessa muito. Pelo menos não está a ter conduta ilícita e nem me parece ser exactamente imoral, como os dizeres de algumas 'boas almas' parecem sugerir, proclamando/reclamando, em lágrimas e prostração, por compaixão. 
  
Não sei se o caso das gémeas passou à frente de outros ou não, mas a fazer fé no que se diz não terá passado. Se for verdade ... então, mas porquê ou para quê o tal pistolão?? 


"A salvação das pequenas custou ao Estado 4 milhões de euros?". 
Parece que a pátria, não sei se ainda pode usar-se este termo, das ditas pequenas não esteve disponível para lhes proporcionar tal quantia, isto é, faltou compaixão à terra da ordem e progresso. Teve que ser uma pátria de outros a ter a dita compaixão.


Se J A Machado tiver amigos ou conhecidos estrangeiros, sempre pode sugerir-lhes que, em caso de doença grave ou dispendiosa, que lhes não desejo, que se dirijam cá, pois "somos ainda Portugal" e sempre se cumprirá mais uma vez a "tradição nacional" e, os contribuintes portugueses cá estarão para 'proporcionar' a compaixão indispensável. 


Será mesmo que "Já tudo foi dito"?
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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 15:53

Eu, nacional português, não recomendo a República a ninguém.
Mas, se no meio da confusão instalada alguém conseguiu algo, fico muito contente.
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De João Brandão a 23.06.2024 às 15:31


Acabei de ler o comentário do Sr. Alberto Mendes 
São testemunhos como este que nos metem pelos olhos dentro a infinita hipocrisia e mesquinhez do texto de João Afonso Machado.


Que vergonha!
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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 16:07

João Brandão:
Hipócrita e mesquinho... será você, se os adjectivos me são dirigidos.
E se forem, está patente a obstrusidade de um esquerda ou extrema-direita, lugares que a minha idade e conhecimento (conhecimento, ouviu?; não conhecimentoS) já tem por cavernícolas.
A ter errado a sua escrita, antecipadamente o meu perdão.
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De João Brandão a 23.06.2024 às 17:25


Os qualificativos políticos não me impressionam, ademais que quem deu ao postal um pendor político foi J A Machado e não são esses qualificativos que me constrangem o escrever ou o dizer.
Também não chamei à sua pessoa hipócrita e mesquinho, porquanto não o conheço e por isso devo respeitá-lo como a toda a gente, mesmo não conhecendo. Muito menos troco insultos com seja quem for.
Mas o seu escrito é adjectivável como foi e ... deixe lá, todos podemos ter saídas menos felizes... Lamentável é que não consiga fazer a destrinça.    
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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 18:00

Deixe  lá João Brandão 
 V. na sua, eu na minha.
À parte: o célebre João Brandão de Midões, matava os  ultramontanistas...
Decerto o seu pseudónimo é  só coincidência.  O amigo pensa o que pensa,  eu também, e a.bos dorimimos descanados.
Até ao dia de sermos ambos pedintes da República. 
Cumprimentos 
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De João Brandão a 23.06.2024 às 20:33


Noto que tem tendência para carrear para o diálogo referências pessoais. 
Não é método que eu utilize ou a que responda, tornando-se, por isso, dispensável qualquer réplica.
Cumprimentos. 
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De Alexandre a 23.06.2024 às 16:04

ninguem foi preterido?? são no todos os dias!!..
( ó caro paciente esse tratamento custa milhares de euros, está a brincar ou que...) nã.o é por acaso que houve uns quantos médicos que protetaram contar esta situação. obviamente incomodados com o que se passou. em contraste com as cirurgias e demais tratamentos que eles tém de negar aos seus pacientes!
sabendo eles. melhor que ninguem, como os pacientes precisam deles,,
falo por experiencia propria, infelizmente,,
perguntinha: quantas pessoas em Portugal receberam o tal tratamento mais caro do Mundo e em que circunstancias?
para não falar na nacionalização record... ainda mais rãpida que a do Liedson...
Faz muito bem o sr Ventura arrastar esta canalha para a lama,
já que mais que isso dificilmente se fará,,,
é que isto é um assunto onde ninguem, nas absolutamente ninguem fica bem na fotografia, excepto as pobres miudas.
e o mais triste e confrangedor é que só o Chega se insurge contra esta pouca vergonha, ao ponto de gentinha de má fé vir debitar postas de pescada que isto é um assiunto politico/partidário,
apenas o Chega?!,,,
os outros miseráveis partidos nada tem a dizer disto?
já não digo o ps ou psd porque aquilo é só rabos de palha por todos os cantos,,, e o be é o partido do quanto pior, melhor, já se sabe.
mas o pc o pan o iniciativa liberal...nada, népia, nicles batatóides, uma miséria!
aos portugueses tem de se lhe enfiar a realidade pelos olhos dentro.
isto enquanto não a sentirem na pele...
só por esta acção (inédita em Portugal hem?) o Chega tem o meu voto garantido nas proximas eleições Força aí nisso!
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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 16:18

Involuntáriamente cortei (16:13) um comentário de um senhor que não identifico.
Se o mesmo quiser ter a maçada, peço que o repita para o publicar.
As minhas desculpas.
JAM
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De Antonio Maria Lamas a 23.06.2024 às 16:31

Toda esta vergonha alheia porque passámos na sexta feira teria sido evitada se a senhora dissesse o óbvio.
"Sou mãe e faço tudo pelos meus filhos. 
Sabias que uma amiga conhecia o Nuno. Falei com ela, e ela ajudou-me. 
Como? Não quero saber. O problema é em Portugal, não é meu" . 
O inquérito acabava ali 
Assim, com tanta mentira só para safar o Marcelo, foi pior a emenda que o soneto. 
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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 16:52

Concordo com a ressalva de que Marcelo - um PR, sendo eu monárquico - não será criticável.
El-Rei faria o mesmo por uma família aflita com os seus pequenitos. E mal fora El-Rei não se dedicar.
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De Alexandre a 23.06.2024 às 17:06

óptimo sr João. aí está a solução (até rima) para as misérias do "nosso"
SNS
Linha marcelo24 para todos!
em caso de demora no atendimento queiram contactar o dr nuno (que por acaso é meu filho) pelos "canais alterntivos"


Bravo!!!!
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De balio a 24.06.2024 às 11:12


El-Rei faria o mesmo


Disso não tenho dúvidas, e isso só mostra a superioridade do sistema republicano. É que, se El-Rei fizesse uma merda destas, nós teríamos que comer e calar. (Se protestássemos seria crime, como o é em Espanha. Não se pode protestar contra as merdas que El-Rei faz.) Aqui ao menos podemos, pelo menos em princípio, exigir que Marcelo se vá embora.
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De Anonimus a 23.06.2024 às 17:02

A cunha e o corte na fila são instituições. Republicanas, monárquicas, portuguesas. O jeitinho, a benesse, todo um rol de terminologia que talvez não se aprendam no MBA, mas que existem na vida real.
A teoria do crime sem vítima, aportuguesando o americanismo... ninguém foi prejudicado, pelo contrário,  salvaram-se vidas. Houve ums telefonemas, uns favores, uns atalhos, mas no fim todos saíram a ganhar
É assim Portugal. 
Convém é ser coerente, não se pode abraçar a cultura consoante o caso particular. 
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De marina a 23.06.2024 às 17:39

"Para perceber o panorama português basta olhar para os números: só no primeiro semestre de 2023, 19% dos doentes com cancro a precisar de cirurgia foram operados fora do tempo previsto. Esta é uma das conclusões da análise feita pela Entidade Reguladora da ­Saúde (ERS), divulgada este mês. Sabe-se também que a 30 de junho de 2023 aguardavam cirurgia 7048 doentes, 18% dos quais já com espera superior aos tempos estipulados."



https://expresso.pt/iniciativaseprodutos/projetos-expresso/2024-01-26-atrasos-consecutivos-comprometem-futuro-da-oncologia-8090030e


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De G. Elias a 23.06.2024 às 19:17

Gostaria de comentar esta parte:
"A salvação das pequenas custou ao Estado 4 milhões de euros?; e então? - eram, são, duas vidas com tudo pela frente."


Costuma dizer-se que a vida humana não tem preço. É uma ideia bonita. E num mundo de recursos infinitos, certamente que se gastaria o que fosse preciso para salvar uma vida, para salvar todas as vidas que estivessem em risco.
Sucede, porém, que a realidade é um pouco diferente. Os recursos não são infinitos, que é como quem diz, não chegam para acudir a toda a gente ou, dito de outra forma, não há dinheiro para salvar todas as vidas.

Numa situação de recursos finitos, há naturalmente que fazer escolhas sobre quais são as pessoas que devem beneficiar desses recursos finitos e quais as que devem ser preteridas. São decisões difíceis, mas que têm de ser tomadas.
O que se exige a quem toma essas decisões é que haja transparência. Infelizmente não foi isso que se passou aqui.

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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 19:28

Como já escrevi: não apareceu niguém a dizer que tinha sido preterido.
É só isso que está em causa.
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De G. Elias a 23.06.2024 às 20:39

Convém não esquecermos que para se disponibilizarem os 4 milhões para esse caso, outras pessoas ficaram por tratar. Era a isto que me referia (e não apenas a situações envolvendo esta doença). Por outras palavras, para disponibilizar recursos para o medicamento em questão, é necessário retirá-los de outro lado.
Claro que podemos sempre dizer "se for para salvar vidas, gasta-se o que for preciso". Mas como também já referi, os recursos não são infinitos.


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De João-Afonso Machado a 23.06.2024 às 23:31

Obviamente. Dada a exiguidade do OE isso está sempre acontecendo.
Ou não houvesse longas listas de espera no IPO, v.g.
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De G. Elias a 25.06.2024 às 14:35

Já agora, e ainda a propósito do parágrafo que citei, gostaria ainda de adicionar que neste caso os 4 milhões não foram para "salvar as pequenas", para usar a  sua expressão, uma vez que elas já estavam a ser tratadas no Brasil contra a mesma doença, embora com um medicamento diferente.

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