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Vão faltar peças quando formos apanhar os cacos

por João Távora, em 10.08.20

Igreja.JPG

O distanciamento social é um fenómeno contrário à democracia, dizia há tempos Bernard  Henry-Levy numa entrevista do Pedro Mexia publicada no Expresso, e eu atrevo-me a sugerir que o distanciamento social, mais que antidemocrático, é pouco cristão.  E o pior é que suspeito que demorará muito tempo a apanhar os cacos e vão faltar peças para restaurar a normalidade nas relações humanas como as conhecíamos.

Numa missa de domingo na Igreja Matriz do Cadaval em que participei recentemente, fiquei triste ao encontrar o templo quase vazio. O meu grupo de onze pessoas foi acolhido com espanto e foi dificil explicar que eramos a mesma família e que não fazia mal ficarmos juntos. Estou a falar de uma freguesia que, sendo dispersa territorialmente, é próspera, e julgo ser bastante povoada mesmo em Agosto. Fico com a ideia de que boa parte dos católicos não desconfinaram verdadeiramente, ao mesmo tempo que o “higienismo”, que é uma forma de idolatria, tomou conta da liturgia com milícias de zelosos paroquianos que fanaticamente arrumam os crentes nos bancos da igreja e os aspergem insistentemente com álcool à entrada, outra vez antes da eucaristia, outra vez depois, e finalmente mais uma borrifadela à saída. Fico com a ideia que as missas no sofá, pela televisão ou pelas redes sociais, em que involuntariamente se relativizou o valor transcendental do sacramento da “comunhão” (palavra com significado oposto a “distanciamento social”) constituiu um forte abalo no cada vez mais fragilizado costume dos crentes se encontrarem fisicamente ao Domingo para a Missa. Foi Jesus Cristo que afirmou a importância do encontro comunitário: “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles" (Mateus 18:20).

Mas como é bom de ver, este não é apenas um problema da Igreja e das paróquias, que são dos últimos bastiões das antigas comunidades locais relativamente autónomas. A pandemia apenas veio acelerar o processo de descristianização e atomização social que há muito vem fazendo o seu caminho. A consequência são os exércitos de indivíduos inaptos para as relações sociais, cada vez mais isolados e dependentes do Estado, do Centro de Saúde ou da Segurança Social. E fiquem sabendo que admiro a tenacidade dos comunistas que insistem fazer a sua festa. 

Contou-me a minha mulher que antes da pandemia já vigorava a nova moda sanitária sobre os bebés recém-nascidos que são aconselhados pelos médicos a viver os dois primeiros meses isolados com os pais, sem saídas, visitas ou contacto físico com os avós, tios ou outros parentes, obrigados a conformarem-se com uma “story” no Instagram. E depois já repararam como é ineficiente o teletrabalho, a promiscuidade entre o trabalho, a família e o lazer? Já repararam na aberração dos jovens entretidos com gadgets electrónicos impedidos de ir à escola ou nos miúdos sem acesso aos parques infantis ainda selados pela fúria higienista e pelo medo da segunda vaga?

Quando é que nos vamos encontrar todos outra vez?



28 comentários

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De Anónimo a 10.08.2020 às 20:26

Esta dos borrifos de álcool nas Igrejas, não lembrava nem ao inimigo!


A propósito deixo aqui um apelo à boa vontade de quem ainda tem amor e respeito pelo Património de todos nós.
Está a decorrer uma subscrição para ajudar a restaurar o RETÁBULO QUINHENTISTA DA IGREJA DA MISERICÓRDIA DE TENTÚGAL.
A Misericórdia de Lisboa ajudou com uma participação muito significativa mas falta uma parcela para cobrir o Orçamento.
Trata-se de um retábulo de grandes dimensões, único no País, todo esculpido em pedra de Ançã que, pela idade requer restauro urgente.
Para ajudar, basta seguir os seguintes passos na Net:
PPL Crowdfunding - Apoiar - Tudo -PPL Causas - Popularidade - Mais recentes - Vamos salvar o Retábulo Quinhentista da Misericórdia de Tentúgal
É Obra séria dirigida por gente séria.   
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De Anónimo a 11.08.2020 às 08:53

Esta gente só queria um "pé" para não os obrigarem a ir para a igreja. Muita gente ia á igreja sem fé. A igreja deles agora é outra. Reúnem-se muitos, pastorados por gente que se apelida de católico e até se borrifam todos, mas com bebidas alcoólicas.
Infelizmente é assim...
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De Anónimo a 11.08.2020 às 09:40

Uma sociedade muito doente e a desintegrar-se. 
Com a regionalização _ que está a caminho_  também acabará por se perder a coesão.
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De Anónimo a 11.08.2020 às 12:24


Apenas 2 observações:
- O Cadaval é um concelho do distrito de Lisboa a cerca de 90 Km da capital
- a foto não é da igreja matriz do Cadaval
- Não sei a que Cadaval deste país o post se refere, mas importa esclarecer.
Obrigado
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De João Távora a 11.08.2020 às 18:56

Se ler com atenção reparará que esta crónica não é sobre a paróquia do Cadaval ou sobre a sua igreja Matriz. A igreja da fotografia é a de Stº António do Estoril que costumo frequentar e que ainda não reabriu depois do Covid. 
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De zazie a 11.08.2020 às 23:07

Também tenho pena e adoro essa Igreja.


Mas fazem bem em manter fechada. 
Fazem bem porque a facilidade de contágio é real, E dizer o contrário é mentira, é tara negacionista por motivos bem pouco católicos. 
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De Luís Lavoura a 11.08.2020 às 17:32

É engraçado, dantes as pessoas ao entrar na igreja benziam-se com água benta, agora parece que se benzem com álcool.
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De Anónimo a 11.08.2020 às 19:19

Sou o Pároco do Cadaval e estou disponível para esclarecer o que está a ser feito e como. Basta contactar.
Ao dispor.
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De João Távora a 11.08.2020 às 20:57

Senhor Padre

Peço desculpa se feri alguma susceptibilidade, mas a questão levantada não é exclusiva da paróquia do Cadaval. Levanto a questão do higienismo por genuína preocupação. 
Podemos trocar impressões se escrever para este email bloguecortafitas@gmail.com. 


Respeitosamente,
João Távora 
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De Anónimo a 12.08.2020 às 00:37

Podemos e devemos ter cuidados de higiene acrescidos e respeitar o distanciamento físico, como nos é recomendado pela DGS, sem que com isso estejamos "distanciados" uns dos outros no que é mais importante. Não consigo entender a crítica que tece às medidas adotadas pela igreja relativamente à prevenção do Covid19, e no caso concreto à paróquia do Cadaval, pois todos os domingos tenho participado na eucaristia nessa mesma paróquia à qual tenho a graça de pertencer, e só posso agradecer ao nosso pároco pelos cuidados e dedicação para com todos. Distanciamento físico? Sim. Como recomendado pela DGS. Cuidados de higiene acrescidos? Sim. Como nos recomenda o bom senso. Para que rapidamente possamos ultrapassar estes tempos atípicos que vivemos. Reforço apenas que, podemos estar distanciados fisicamente mas continuamos próximos uns dos outros. 
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De zazie a 12.08.2020 às 10:28

Totalmente certo!


A expressão "distanciamento social" é um chavão apalermado.
O que tem de existir até este maldito bicho poder ser controlado, é não andar a atirar perdigotos para cima do próximo. 
Só que há quem pareça mais carroceiro que outra coisa, que agora tenha descoberto o direito a mandar escarro para cima do próximo em nome da "liberdade individual" e do amor ao próximo.


Se o próximo ficar doente, azar- se for velho quilha mas velhos estão a mais e só dão despesa. Se for novo, não há crise, contamina outras pessoas mas Deus existe e esses têm o reino dos Céus à espera e o sofrimento terreno pelo pecado adâmico. Se forem maus, têm o Inferno e entretanto vamos é aos negócios de carrinho e em família.


Depois fica bem citar um judeu cretino que acha que até o Sartre foi um iluminado por ter vindo cá assistir à destruição do país em pleno PREC


E esse judeu não prega o amor ao próximo por via de perdigoto. Prega as cruzadas ideológicas que precisam de quem deixe a família e o próximo e faça muito turismo proselitista por "eles". Pelas causas da causa exclusiva deles e contra as nacionalidades dos goyim
!
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De Carlos Sousa a 12.08.2020 às 16:07

Como dizia Aristóteles “o homem é um animal social”, não entender esta simples frase em pleno século XXI só demonstra mesmo cegueira ideológica.

Justificar medidas draconianas de limitação das liberdades individuais, com uma pseudo pandemia que matou metade das pessoas em relação à gripe do ano passado, só pode ter origem num fundamentalismo bacoco ou numa iletracia social, cuja finalidade é apenas o confronto estéril.

Tem problemas de contágio? Proteja-se, ninguém a proíbe.

Tem problemas de ajuntamentos sociais? Afaste-se, ninguém a proíbe.

O problema é que se continua a defender esse tipo de regras absurdas, qualquer dia obrigam-na a usar uma estrela amarela ao peito, não por ser judia, mas com a desculpa de controlar melhor a covid.

Não perca a esperança, já existe uma aplicação para telemóvel, só falta aprovação. Mas está quase, tenha fé, e depois já pode dar largas à sua mórbida curiosidade de saber quem está infectado e depois poder fazer queixinhas às autoridades.

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De zazie a 12.08.2020 às 17:15

Mas v. acha que eu sou alguma imbecil que ia perder tempo a responder a imbecilidades e provocações besta que devia dizer à sua mãezinha?


Vá contaminá-la e desorelhe que há coisas que não têm sequer espaço para diálogo. 


O seu avô devia dizer o mesmo quando escarrava na rua
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De Carlos Sousa a 12.08.2020 às 17:48

Por acaso o meu avô estava mais preocupado em evitar que a sua família fosse para campos de concentração, que é o desfecho mais provável se continuarem a alimentar estas atitudes pidescas.
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De Anónimo a 15.08.2020 às 18:19

Dentro do espaço de uma Igreja sigo as indicações dos Senhores Bispos e as orientações do meu Bispo, o Senhor Patriarca.
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De Anónimo a 11.08.2020 às 22:16

Tenho orgulho no meu páraco, e nos cuidados que tem com a sua comunidade... 
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De pitosga a 11.08.2020 às 20:34


João Távora,
Sei que é muito raro conhecer isto. Aprendi de um notável sacerdote de origem judaica e cristão ortodoxo. No Judaísmo existe uma figura chamada sequiná que está associada ao espírito de Deus. Muito antes de Jesus os estudiosos sabiam que quando alguns estivessem reunidos a orar, ou a estudar a Torá, e até em julgamentos, sequiná estava entre eles.

Abraço
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De zazie a 11.08.2020 às 23:06

Sim, faz falta a oração colectiva.


Como faz falta a dança na rua.


São as duas coisas que mais sinto falta. 
A dança de carnaval na rua, a dança de coreto, já andava ameaçada pelo terrorismo islâmico.
Esta porcaria veio tirar a oração no seu espaço certo- no que nunca consegui deixar de entrar nem viajar onde não existe- as Igrejas.


Mas não é distanciamento social. É precaução e cautela pela Vida. Porque a Vida é uma dádiva e negar isto é heresia, é hipocrisia, é mentira!
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De João Távora a 12.08.2020 às 10:03

Tudo o que é demais é moléstia. À Igreha cabe cuidar das almas e não embarcar na onda de medo irracional. "Não temais, homens de pouca fé", disse Jesus. 
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De zazie a 12.08.2020 às 10:37

Sim. Tudo o que é exagero é moléstia.


Devia era perceber onde está o exagero ao ter seguido a patranha utilitarista do negacionismo.




Missas, sim. No átrio.
Obscurantismo de "a nós nada se pega", é disparate. No mínimo, porque o senhor é educado e eu estou no seu blogue e também concordo que ser-se polido é uma grande virtude.
Mais do que dizer tudo e toda a verdade.


E sim. Sinto muitíssimo a falta da missa na Igreja. E insisto que a Igreja (como instituição) e os padres, como párocos, não precisam de andar a toque de caixa dos políticos nem dobrarem-se tanto como se dobram.


Eu acho uma certa piada a quem acredita na teoria- uma mera teoria- cheia de buracos, da dita evolução das espécies e negue a existência de um vírus que não foi feito para viver dentro de nós.


É mesmo muito engraçado a forma como o materialismo se foi infiltrando nas cabecinhas de tanta gente. 
Leiam o último livro do Tom Wolfe- The Kingdom of Speech que é uma iconoclastia deliciosa
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De pitosga a 12.08.2020 às 15:29


Zazie,
Muito boas as suas palavras acerca da Vida.
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De Anónimo a 31.08.2020 às 20:19

É verdade esta coisa da Sequiná; já a vi aparecer e alterar a fé de alguns que se diziam crentes. Posso garantir que existe esta Sequiná. Diabólica...-Deus nos livre dela...
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De zazie a 11.08.2020 às 22:54

Esta mistura de utilitarismo de carcanhol com sacrifício porque a verdadeira Vida é no Além e isto por aqui não passa de um vale de lágrimas, é deliciosa


Principalmente quando mandam os outros arriscar doença por eles.
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De zazie a 11.08.2020 às 23:03

Uma coisa é cuidado provisório por causa de uma porcaria contra-natura que foi feita para viver dentro de morcegos e não de humanos.


Para isso já a Maria Teixeira Alves disse o que há a dizer- crime contra a Humanidade e a China que indemnize.


O resto é aquele tipo de pequeno nada hipócrita que faz a diferença entre um Papa a carregar a cruz pelas ruas de Roma e a exorcizar esta peste. E esse sim, foi genuíno e o que citou de Cristo, à frente do leme é uma coisa no sentido de Fé em Deus que existe e lhe devemos pedir ajuda, outra esta treta dos negacionistas dentro de carrinho e refugiados nas quintinhas a mandarem os outros adoecer porque esse é o mandamento de Deus.


E é por estas e por outras que eu continuo com um pé de fora da Igreja e ainda não consegui, por muito que deseje, por muito que sinta o chamamento, ir mais longe.


Porque este detalhe da basófia da Eternidade depois (porque aí é que vai ser em grande) e, nos entretantos, uns que se cuidem e os outros que se danem, encanita-me.


Há mentira em quem diz isto e não é santo, nem vive em convento, nem prescindiu da vida nem anda a limpar hospitais, já que o medo é doença e não há motivos para a cautela.


Então porque não arriscam nada de útil onde é mesmo preciso- peguem nas esfregonas e depois mandem as bocas às borrifadelas de álcool.


As missas deviam era ter retomado a boa da tradição medieval e serem no alpendre. Ao ar livre.

E digo isto porque sempre me senti pré-tridentina. 
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De zazie a 12.08.2020 às 10:30

Queria dizer pré Trento. Assim fica mais perceptível.


E sim. os adros das Igrejas sempre existiram para as missas cá fora e pela reza pelos defuntos.


Não sei o que é que os padres estão à espera porque cancelaram as missas online e não deram alternativa.


Andam sempre com demasiado medo de ocupação do espaço público para não ofender o ateísmo militante-jacobino.
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De Anónimo a 11.08.2020 às 23:26

Sou uma das zelosa que lhes prestou todas as regras exigidas. Fiquei feliz por os ter recebido, atendendo a que estamos a conquistar a confiança dos fiéis, para que voltem à prática religiosa. Afinal... Não fui compreendida. Temo que opiniões como a do senhor tenham efeito contrário ao pretendido 
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De João Távora a 11.08.2020 às 23:35

Receio bem que não tenha percebido a questão que coloco. Não é nada de pessoal.


Cordiais cumprimentos 
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De zazie a 14.08.2020 às 11:30




Tome lá que esta é para si


https://portadaloja.blogspot.com/2020/08/opus-diabolus.html#disqus_thread

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