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É a despudorada exploração da desgraça alheia, com câmaras deleitadas fixas sobre gente prostrada no chão, microfones atirados à cara de quem possa chorar um bocadinho aqui para as alegadas audiências.
É a ignorância descabelada, sobre fogos, sobre estradas, sobre meteorologia, sobre governo, sobre território, sobre populações, sobre políticas, sobre a própria língua, como a da jornalista (enfim...) da Sic que dizia que há carros queimados nos sentidos ascendente e descendente porque «as pessoas não conseguiram fugir deste conclave», ou a da CMtv que dizia que já não sei o quê era «profundamente essencial».
É a figura patética e despropositadamente vestida de Judite recuando excitadamente estrada fora a dizer coisas como a Georgina para terminar com um pezinho sobre o reboque que carrega o esqueleto ardido de um automóvel.
É o insuportável linguajar radiofónico, cheio de plurais arrastados e bengalas e tautologias e vacuidade -- oshecarrosshequeentãoestãoaquinestasheentãoflorestashesqueentãoexibemtodaa-a-entãoprofundidadedoshaaadramasshevividosheporessashegentesheaquiondeofogoentãolavraainda -- a ser envergonhado pelo português articulado e bem pontuado de cada bombeiro entrevistado.
Marcelo distribui platitudes e sentimentos melados? Sim; conhece o povo melhor do que nós. Para o ano arde tudo outra vez? Sim, mas enquanto Marcelo atrair as câmaras ouvimos ao menos português de lei e somos poupados às reportagens.
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A sua resposta sobre a economia é mais ou menos co...
é isso mesmo , isto é um caso de histeria colectiv...
Não. De facto, não acredito que o número de mortes...
Básicamente è a diferença entre o Holocausto ( 4 a...
Isso que dizer que concede que o "crash" económico...