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Vacinas vamos ter. E bom senso?

por Jose Miguel Roque Martins, em 25.11.20

Num esforço inédito, multiplicam-se as vacinas válidas no combate à pandemia, menos de um ano depois do seu inicio. A última barreira para derrotar o vírus, vai começar a estar disponível a partir do princípio do próximo ano.

O nosso problema é que ter vacinas,  não é ter bom senso. O que nos pode continuar a complicar a vida.

Já começámos mal. Quando ouvi falar da comissão que, tarde e a más horas, foi constituída, lembrei-me logo de uma expressão atribuída a Salazar.  “Se queres alguma coisa feita, nomeia um homem, se não, nomeia uma comissão”. Neste caso a tarefa não é complicada: muitos países já apresentaram os seus planos, pelo que uma grande base de trabalho já está disponivel. Aprender com os outros não parece má ideia. 

Um pouco por todo o mundo, parece que a prioridade é começar por proteger os mais vulneráveis. Aqueles que mais probabilidade têm de poder morrer em consequência de uma infecção. Os mais velhos, em especial quem está em lares e aqueles que apresentam morbilidades letais, são escolhidos como os mais prioritários. A ideia é simples, combater em primeiro lugar os efeitos realmente graves do Covid, as mortes que provoca. E só depois erradicar a infecção na restante população. A falta de vacinas em quantidade suficiente, obriga a um particular cuidado na atribuição das primeiras vacinas disponíveis, de forma a obter o maior impacto positivo , o mais rapidamente possível.

O meu receio é a nossa extraordinária tendência para a originalidade. E que inventemos que, em vez de combatermos os efeitos realmente indesejáveis da pandemia (as mortes), nos concentremos em reduzir a doença, o número de infectados.

Mesmo que consigamos praticamente erradicar a mortalidade, espera-nos outro desafio. Deixar de estar obcecados com o numero de infecções (tendencialmente não letais)  e retomar a normalidade das nossas vidas. Diminuindo os custos de saúde publica da pandemia, não há razão para suportarmos tantos custos económicos e sociais como até agora.

O que a história recente nos ensina é que não vale a pena estarmos demasiado optimistas. Termos a vacina a caminho pode ser o mais fácil. Termos bom senso, pode ser mais complicado.

Como diria Jack o Estripador, temos que ir por partes.



8 comentários

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De Elvimonte a 25.11.2020 às 22:41

Nota prévia: as vacinas foram uma das descobertas mais importantes da Humanidade em termos de saúde pública e, em abstracto, nada me move contra elas.


Como contexto, de um lado temos as manadas de votos, a quem os políticos, à cautela, devem convencer do pior cenário possível - para depois ficarem com os louros ou dizerem que fizeram tudo o que estava ao seu alcance - o jornalismo da desgraça, da faca e do alguidar, porque é isso que vende, as baratas tontas do alarmismo, a estupidez saloia, os especialistas balofos e a ignorância generalizada. Do outro temos as "pandemic bonds" do Banco Mundial (é só pesquisar), a omissão dos efeitos nefastos - com grande probabilidade fatais - da carência de vitamina D, a omissão do papel do zinco na imunidade viral, a supressão, censura e diabolização da hidroxicloroquina, um dos ionóforos mais conhecidos do zinco, os interesses do complexo farmacêutico, que vão desde os antivirais até ao negócio superlativo das vacinas, os interesses dos que pretendem comprar os activos dos arruinados ao preço da uva mijona, os interesses difusos dos que apostam no endividamento dos países e a corrupção endémica e transversal às sociedades actuais. Um cocktail apocalíptico de fim de civilização.


Chegados aqui, seria proveitoso consultar-se o site c19study.com, uma base de dados com artigos científicos sobre hidroxicloroquina, ivermectina, vitamina D, zinco, tratamentos de anti-corpos e o anti-viral remdesivir. Proveitosa seria também a leitura do protocolo de tratamento MATH+ (é só pesquisar), oriundo da East Verginia Medical School.


Portanto, temos evidência científica sobre profilaxia e terapêutica, constituindo aquilo que refiro apenas alguns exemplos. Ao contrário da crença popular, a doença pode ser prevenida e terá cura em mais de 99,7% dos casos. E quem inculcou, difundiu e fomentou essa crença popular?


Chegados aqui, convém ler, porque estão lá todas as respostas, o artigo do Der Spiegel "Reconstruction of a Mass Hysteria - The Swine Flu Panic of 2009"

(https://www.spiegel.de/international/world/reconstruction-of-a-mass-hysteria-the-swine-flu-panic-of-2009-a-682613.html)


Temos também evidência científica e empírica de que, segundo o recente artigo "Infection fatality rate of COVID-19 inferred from seroprevalence data", publicado no Bulletin of the World Health Organization: 


«Across 51 locations, the median COVID-19 infection fatality rate was 0.27% (corrected 0.23%) (...). In people <70 years, infection fatality rates ranged from 0.00% to 0.31% with crude and corrected medians of 0.05%.»


Eu diria que só não temos evidência científica dos interesses que nos estão a empurrar para o negócio superlativo das vacinas. Se bem que haja alguns indícios, como por exemplo este, vindo do RU:


«Revealed: Sir Patrick Vallance has £600,000 shareholding in firm contracted to develop vaccines
Government denies claims of potential conflict of interest, maintaining he is not involved in commercial decisions on coronavirus vaccines.»
(https://www.telegraph.co.uk/news/2020/09/23/revealed-sir-patrick-vallance-has-600000-shareholding-firm-contracted/)



Ora é precisamente do RU que nos chega este sinal de alarme, sob a forma do aviso Supplies - 506291-2020 -TED:


«The MHRA urgently seeks an Artificial Intelligence (AI) software tool to process the expected high volume of Covid-19 vaccine Adverse Drug Reaction (ADRs) (...).
(...)
Events unforeseeable — the Covid-19 crisis is novel and developments in the search of a Covid-19 vaccine have not followed any predictable pattern so far.»


(link: https://ted.europa.eu/udl?uri=TED%3ANOTICE%3A506291-2020%3ATEXT%3AEN%3AHTML)
 

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