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CML Anula Arrendamento

por Vasco Mina, em 19.04.18

Parece uma notícia surreal mas não é. Segundo o DN, a CML anulou o leilão do arrendamento dos T1 que tinham sido licitados por 700,00€ e o T2 por 916,00€ e que aquiaqui eu tinha comentado. O que é curioso é que o concurso foi dado como fechado e os resultados anunciados. Mas a verdade é que o site da SRU Lisboa Ocidental se encontra hoje, à hora em que escrevo este posto, sem acesso possível; ou seja, terá sido desactivado. Segundo a mesma notícia, fonte da CML considera que "o concurso para arrendamento de fogos promovido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) não cumpre os princípios nem os critérios do Programa Renda Acessível (PRA). Este concurso vai, pois, ser anulado pela CML e vai ser lançado outro novo que respeite na íntegra princípios e preços do PRA." Acrescenta ainda que  "vai averiguar as razões deste procedimento da SRU tirando daí as devidas consequências". Mas o concurso foi lançado com algum tempo de antecedência. Não deram conta? Não há comunicação entre a Direção da SRU e a CML? Ou só anulam o leilão porque as pessoas se manifestaram? Talvez seja esta a explicação pois do que vemos da governação socialista é dar no dia seguinte o que foi reclamado na véspera.

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A CML vai arrendar, através da SRU Lisboa Ocidental, um T2 por 916,00€ e 7 T1 por 700,00€. Conforme aqui ontem referi, trata-se de um processo de arrendamento lançado por uma Sociedade de Reabilitação Urbana detida a 100% pela CML. Assim vai o arrendamento acessível da política camarária socialista de Lisboa!

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Têm sido várias as notícias, nos últimos dias, sobre os problemas da habitação em Lisboa. Desde a questão dos despejos nos bairros de Alfama e do Castelo, aos prédios da Fidelidade, passando pelo Alojamento Local não tem faltado assunto para o tema da habitação em Lisboa. Também Fernando Medina veio ao debate com uma entrevista no DN. Segundo o Presidente da CML “o que nós estamos a construir em Lisboa é uma solução estrutural para o acesso à habitação das classes médias. Vai demorar algum tempo? Sim, mas é a resposta que é estrutural e que vai marcar o futuro do acesso à habitação na cidade de Lisboa”. Acrescenta ainda que “estamos a fazer com a Segurança Social no sentido de assegurar que vamos conseguir disponibilizar à cidade habitação para mais de 1100 pessoas, entre habitação permanente e residências universitárias, quartos para estudantes universitários”. Quanto aos valores dos arrendamentos o discurso é o seguinte: “Estamos a falar de rendas verdadeiramente acessíveis que são calculadas em função da capacidade de pagamento das famílias; estamos afalar de valores médios de T0 e T1 em torno dos 150/200 por mês; estamos a falar, no topo, de valores de T4 que podem andar entre os 400/600 por mês, é esta a gama de preços com a qual estamos a trabalhar.” Em simultâneo, o Governo fez saber, ver aqui, que quer pôr fim à necessidade de cauções e fiadores no mercado de habitação através da criação de um seguro, já negociado com as empresas do setor. Mas o discurso não cola com a realidade e tanto assim é que foi lançado um processo de arrendamento pela SRU Ocidental que é uma Sociedade de Reabilitação Urbana; para os que desconhecem, é uma sociedade de capital exclusivamente municipal, constituída no âmbito do Decreto-Lei n.º 104/2004, de 7 de Maio, que tem por objecto promover a reabilitação da sua Área de Reabilitação Urbana. Ora está esta SRU a colocar, para arrendamento, 7 fogos T1 e um fogo T2 na Ajuda. Não se trata de um sorteio e por isso serão atribuídos aos candidatos que apresentem a melhor oferta. Os valores base de licitação são, para os T0 de 350,00€ e de 500,00 para o T2 de 500,00€ (confrontem com o discurso acima de Fernando Medina) e a ver vamos quais serão os valores finais de licitação. Mas não fica por aqui o procedimento: para a apresentação da candidatura é obrigatório o depósito de  500,00€ como garantia de interesse (que posteriormente será devolvido caso não seja a proposta ganhadora). Caso seja o ganhador vai ser ainda necessário o pagamento de uma caução (vejam acima as intenções do Governo) de 1.750,00€ ou 2.500,00€ (consoante a tipologia) para cobrir eventuais estragos. E, cereja no topo do bolo, “com a assinatura do Contrato, os Arrendatários pagam à SRU as rendas dos meses de maio e junho de 2018, devendo entre os dias 1 e 8 do mês de maio pagar a renda de julho de 2018 e assim sucessivamente.” Ou seja, o inquilino pagará, para além da caução, três meses de renda. Assi vai a prática de habitação acessível da CML! Discurso é apenas para entreter!

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A Eutanásia é Crime

por Vasco Mina, em 03.04.18

Não, a afirmação não é minha. Se fosse iria ter a caixa de comentários ao rubro. Quem tal assim considera é a deputada Maria Antónia Almeida Santos (do PS) e co-autora do Projecto que este partido vai apresentar na AR sobre a eutanásia. Segundo a mesma, o documento (agora nas mãos de Carlos César) “será mais garantístico e menos burocrático”. Ou seja, é crime mas vão facilitar o acto. Para o PS um crime será aceitável? Por outras palavras, o PS entende que os médicos e enfermeiros que praticarem a eutanásia estarão a cometer um crime! E vão autorizar? Sem mais comentários…

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Rio, Costa e o Anel de Rubi

por Vasco Mina, em 29.03.18

António Costa na entrevista dada à Visão esta semana: "Temos de distinguir o que são soluções de governo, e isso eu sempre achei que soluções tipo bloco central são negativas para a democracia, porque a empobrecem, diminuem a escolha que os eleitores têm para procurar caminhos alternativos. Num sistema partidário como o que temos em Portugal, necessariamente as soluções de governo serão polarizadas ou pelo PS ou pelo PSD e, portanto, a junção dos dois diminuía a possibilidade de geração de alternativas"

Sou um daqueles que aguarda para melhor entender a estratégia de oposição ao Governo por parte de Rui Rio, mas ao ler as afirmações, acima, de António Costa recordo da letra de uma música de outro Rui (também do Porto):

"A saliva que eu gastei, para te mudar.
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu.
E nem com a força da música ele se moveu.

Mas tu não ficaste, nem meia hora.

Não fizeste um esforço para gostar e foste embora.
Contigo aprendi uma grande liçao.
Não se ama alguém que não houve a mesma canção.

Mesmo sabendo que não gostavas,
Empenhei o meu anel de rubi.
Para te levar ao concerto,
Que havia no Rivoli.

Foi nesse dia, que percebi,
Nada mais por nós havia a fazer."

Será que Rio ficará agora a perceber que não adianta “gastar mais saliva” com António Costa? Valerá a pena “empenhar o anel de rubi”, ou seja, colocar em causa a identidade e a alternativa do PSD?

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Quem anda a dormir?

por Vasco Mina, em 08.09.17

Segundo o PR, é a direita. Isto porque, apesar do virar à direita ser “coisa que eu em Portugal já não faço há algum tempo”, a dita área política não nota quando o Prof. Marcelo se lembra de fazer tal movimento. Presume-se que o Prof. Marcelo entenda por direita o espaço político ocupado pelo PSD e o CDS-PP. Assim sendo, a direita estava bem acordada quando nele votou nas eleições presidenciais mas agora adormeceu. Porquê? Será que a direita não nota mesmo neste (raro) movimento do Prof. Marcelo? Ou será que é o próprio, que tanto à esquerda tem virado, que ainda não notou que, de facto, não virou, nem pontualmente, à direita?

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madre-teresa-de-calcuta_lady-diana-princesa-de-gal

 
A Igreja celebra, na liturgia de hoje, Santa Teresa de Calcutá. Faleceu há precisamente 20 anos em 05 de Setembro de 1997, poucos dias após o trágico acidente de automóvel da Princesa Diana que a vitimou. Madre Teresa foi, talvez, no Sec. XX,  a maior testemunha do que é a Caridade. A sua obra é conhecida e reconhecida em todo o Mundo e fundou uma Congregação – “Missionárias da Caridade” – que deu e continua a dar continuidade à sua Obra. São muitas as intervenções públicas que fez ao longo da sua vida e recordo, muito especialmente hoje, esta sua afirmação: “Tudo o que não se dá, perde-se!”

Não por acaso, em 2012, a ONU instituiu o Dia Internacional da Caridade nesta data. Curiosamente, mas sem surpresas, a comunicação social (com excepção da Rádio Renascença) não faz hoje qualquer referência nem à efeméride, nem Madre Teresa de Calcutá nem ao Dia Internacional da Caridade. Por contraste, fomos inundados de notícias, artigos, reportagens sobre a Princesa Diana. Saliente-se que ambas se estimavam mutuamente e a Madre Teresa morreu quando se preparava para uma celebração em memória da Princesa Diana. Tenho, ainda que por motivos distintos, a maior estima por estas duas personagens; mas, confesso, sinto tristeza (e até alguma revolta) pela publicidade que a uma delas se faz e a condenação ao esquecimento relativamente à outra.

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Segundo esta notícia do DN, “apenas quatro médicos aceitaram ir reforçar os cuidados hospitalares no Algarve durante o verão, através do programa de mobilidade especial, lançado pelo Ministério da Saúde este ano pela segunda vez. Mas a medida voltou a ter um impacto reduzido, ainda menor do que em 2016, quando sete médicos aceitaram a mobilidade para aquela região entre Junho e Setembro”. Ou seja, uma medida que foi um fiasco total e que serviu apenas para efeitos de propaganda do Ministério da Saúde. Obviamente e seguindo a praxis governamental, ninguém no Ministério vai explicar o fracasso e talvez o Presidente da República vá à procura de um destes quatro médicos para o tal abraço com muito afecto.

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A Política, a Ética e a Justiça

por Vasco Mina, em 09.08.17

As últimas semanas têm sido fecundas em casos com a política como pano de fundo mas que envolvem a Justiça e colocam questões de ética: os Secretários de Estado que aceitaram a oferta da Galp para uma  viagem a Paris para assistir a um jogo de futebol, dirigentes partidários (e autárquicos) que viajaram até à China com o apoio da Huawei e, hoje, um Juíz que terá tomado uma decisão relativa a uma candidatura autárquica quando tem relações de amizade com outro dos candidatos. Não vou, neste post, discutir os fundamentos jurídicos sobre a aceitação de ofertas de empresas fornecedoras (ou tuteladas) nem sobre processos administrativos de candidaturas eleitorais. Muito menos vou fazer qualquer comentário político a cada um dos casos pois entendo que o que está em causa, em cada um estes casos, é um problema ético. Ou seja, é eticamente aceitável que um membro do governo aceite uma oferta de uma viagem de uma empresa privada (quando ainda para mais numa das situações existe um contencioso judicial)? É eticamente aceitável que responsáveis autárquicos aceitem ofertas de viagens de fornecedores de equipamentos (ou soluções tecnológicas) que podem ser adquiridas pelas autarquias nas quais têm responsabilidades de decisão? É eticamente aceitável que um Juíz tome uma decisão sobre um processo quando tem uma relação de proximidade (de amizade mesmo) com uma das partes (seja  direta, ou indiretamente, relacionada com o processo)? Não vale a pena, politicamente, apelar à intervenção da justiça quando, na base, o problema é de natureza ética. É esta que tem de ser questionada!

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Nos primeiros sete meses do ano, o investimento angariado atingiu os 656.226.116,72 euros, mais 14,8% do que os 571.511.345,63 euros registados em igual período de 2016.

Em 2014 o BE apresentou, na AR, uma proposta para eliminação dos vistos gold. Eram então Pedro Passos Coelho e Paulo Portas ,respectivamente, PM e Vice-PM. "Achamos necessário cortar o mal pela raiz e por isso eliminar da legislação a possibilidade de criação de vistos gold”, declarava então Pedro Filipe Soares.

Será que, para o Orçamento de 2018, ainda vão querer manter a posição de cortar o mal pela raíz? Ou já foram definitivamente geringonçados pelo atual PM António Costa? Ou os vistos gold serão um mal quando geridos pela direita e um benefício quando geridos pela esquerda? Definitivamente, o PS “meteu no bolso” o BE

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Gambozinos – Vidas que se cruzam

por Vasco Mina, em 07.08.17

Gambozinos.JPG

 

Estamos no tempo dos campos de férias de jovens. São imensos os que se realizam por todo o país e de várias naturezas. Uns são de inspiração desportiva, outros universitários, outros ainda de inspiração religiosa. O DN na sua edição de sexta-feira última piblica uma reportagem com um desses campos – Os Gambozinos. São de inspiração católica e com o apoio dos Jesuítas. Realizam-se há cerca de 20 anos e juntam jovens. Como refere a notícia os participantes são oriundos de “mundos distintos: os que vêm dos bairros sociais do Pragal e Peniche, os que frequentam os melhores colégios de Lisboa e de Braga. Todos ficam privados de eletricidade e o banho será no rio com sabão azul”. Durante 10 dias todos convivem num espaço ao ar livre e participando em várias atividades. A logística tem a sua importância pois é necessário escolher (muito antecipadamente) um local, prepararas tendas, comprar os alimentos, assegurar a confeção das refeições, transportar os jovens… Não esquecendo o apoio espiritual que é sempre assegurado por um padre jesuíta que está em permanência no campo. Como salienta o Padre Francisco Mota “o tipo de relação e respeito que se cria aqui entre animadores e estes miúdos é impressionante. Somos mais do que um amigo mas menos do que um pai ou uma mãe. Temos aqui a oportunidade de contribuir para a educação deles com uma força enorme. Começamos a ver agora os primeiros filhos de alguns que já foram gambozinos e o impacto é enorme".

O jogo da lama, como mostra a foto, é uma das atividades incontornáveis e nem os monitores e o próprio padre se escapam. Mas também é celebrada missa e a “capela é imaginária, há apenas um tronco que serve de altar”. Mas os Gambozinos não terminam com os campos de férias pois, segundo um dos organizadores (que é um dos meus filhos) "temos uma presença constante e regular no dia-a-dia destes miúdos." Ser Igreja é estar ao serviço e os Gambozinos são um bom exemplo!

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Segundo o Expresso de hoje, a lei da maternidade  de substituição (vulgo barrigas de aluguer) entrou em vigor esta semana e já se encontram 53 casais registados. A minha opinião sobre esta lei já aqui e aqui a expressei. Referi então que estava a  “porta aberta para a mercantilização do corpo da mulher”. Bem podem os defensores desta lei defender a tese de que que não haverá negócio pois a mulher gestante não poderá receber qualquer pagamento. Mas quais as formas de garantir que tal não aconteça? Num país onde é roubado material militar de um paiol e morrem 64 pessoas num incêndio em que ninguém assume responsabilidades efetivas em nenhuma das situações, percebe-se bem como irão evoluir os contratos entre a gestante e o casal de beneficiários. Aliás, como o próprio Expresso refere, 25% dos casais candidatos são estrangeiros. Mas a Lei está aprovada e com o apoio da agora candidata à Câmara Municipal de Lisboa  que, lembro, “no final da votação fez sinal de vitória com o polegar para Catarina Martins. A líder do Bloco cruzou o hemiciclo para lhe dar um beijinho”.

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Ricardo Salgado tem razão…

por Vasco Mina, em 23.07.17

“Qualquer outro governo com o mínimo de responsabilidade e sem intuitos populistas teria evitado a resolução de um banco com a dimensão do BES.” Fosse o do José Sócrates, fosse o do atual Costa. Os banqueiros privados (os expoentes máximos do capitalismos) sempre se deram bem, em Portugal, com as elites socialistas. Recordam-se das visitas de Mário Soares a Salgado quando este se sencontrava em prisão domiciliar? E que o BES era o principal financiador da Fundação Mário Soares?

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Não é uma surpresa mas não deve deixar de ser registada a posição de hoje do PCP e BE relativamente ao voto de pesar pela morte de Américo Amorim: Rejeição. O texto, que foi aprovado com os votos das outras bancadas parlamentares (O PEV absteve-se) referia que "Américo Amorim criou riqueza produtiva e, por via dela, acrescentou valor ao trabalho, empregando largos milhares de pessoas e nunca virando as costas ao tecido social da sua terra". Recordo que os mesmos partidos votaram favoravelmente o voto de pesar pela morte do ditador cubano Fidel Castro. Ou seja, comunistas e bloquistas sempre alinhados com as ditaduras de esquerda (como acontece agora com o apoio a Nicolas Maduro da Venezuela) mas sempre condenando figuras públicas portuguesas que criaram valor no país. António Costa considerou ontem ser uma desonra o apoio de Passos Coelho a um candidato autárquico e por causa de umas declarações deste sobre os ciganos. Será que o mesmo Costa se sente honrado com os seus parceiros do PC e BE que rejeitam um voto de pesar pela morte de Américo Amorim?

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Relatório do inquérito à Caixa chumba por falta de deputados do PS

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Tancos: Roubo ou Cooperação?

por Vasco Mina, em 17.07.17

Hoje, em Comunicado, o Exército informou que “tendo decorrido as averiguações internas relativamente ao funcionamento das áreas técnica, segurança física, controlo de acessos e vigilância eletrónica dos Paióis Nacionais de Tancos (PNT), e tendo presente a obrigatoriedade de salvaguardar informação classificada de natureza estritamente militar, informa-se que o Exército irá proceder à transferência do material existente nos PNT para outros paióis.” Ou seja, as autoridades militares decidiram cortar pela raíz o problema (se é quede facto houve): fechar os paióis! Porquê? Não se sabe mas com esta decisão fica assegurada a eficaz vigilância destes depósitos de armamento pois deixa de ser necessária: para quê vigiar instalações enceradas e sem nada no seu interior? A questão deixa, assim, de ser em torno do desaparecimento de material militar mas sim centrada na justificação de paióis. É que segundo declarações, feitas há dias, pelo Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), General Pina Monteiro, "depois de uma avaliação muito detalhada sobre as condições do material que foi roubado, importa referir que tem um valor de cerca de 34 mil euros”. Mais, “os lança-granadas foguete furtados estavam selecionados para serem abatidos. Portanto, o Exército avaliou tudo em detalhe - e esse, que é talvez o material que mais significado tem em termos de potencial de perigo, não tem afinal a relevância que se esperava". Ou seja, uma ninharia! Assunto resolvido (os militares, honra lhes seja feita, detestam não resolver problemas)! Talvez até nem faça sentido falar em roubo mas sim num acto de cooperação por parte de quem retirou, dos paióis, o dito armamento; é que em boa das verdades se “despachou”, sem custos, a tralha que lá se encontrava.

O mesmo Comunicado informou também que “considerando que com a conclusão destas averiguações se encontram ultrapassadas as razões que justificaram a exoneração dos comandantes (…)o Exército informa que os oficiais em causa foram nomeados pelo Chefe do Estado-Maior do Exército para os mesmos cargos, com efeitos a partir de 18 de julho de 2017.” Ou seja e dada a proximidade geográfica vem à memória a velha expressão “Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes”

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E a ética política Dr. Ferro Rodrigues?

por Vasco Mina, em 15.07.17

Ferro Rodrigues deu uma entrevista à TSF em que afirma o seguinte: "para mim há um mistério nisto que é o fato de haver um empresa que patrocinava a seleção nacional de futebol, a GALP, ter feito uns convites a umas pessoas e elas terem aceite. Onde é que isto configura um crime parece-me totalmente absurdo. É a minha posição pessoal". E a ética política Dr. Ferro Rodrigues? Aceitar oferta de bilhetes para ir ver um jogo é eticamente aceitável por parte de um político que ocupa funções no Estado? Qual a intimidade pessoal e institucional entre as partes (a que oferece e a que aceita)? Como bem refere Miguel Poiares Maduro, “na política (como no futebol…) qualquer discussão ética é transformada numa discussão jurídica. Parece que só há violação ética se corresponder a um crime.” E acrescenta “no fundo, é a incapacidade de tirar conclusões éticas e políticas sobre estes comportamentos que acaba por não deixar outra alternativa que a intervenção da justiça.”

João Miguel Tavares escreve hoje, no Público, o seguinte: “É perigoso nós querermos saltar de uma cultura onde a cunha, o amiguismo e a informalidade estão perigosamente disseminadas, para um quadro jurídico onde a aceitação de uma simples ida ao futebol passa a ser criminalizada. Não porque ache que a borla à bola seja aceitável – não é –, mas porque uma grande exigência moral necessita de sustentação cultural, social e política.” Acompanho a argumentação mas coloco a questão: como fazer para sustentar cultural, social e politicamente a grande exigência moral? Só vejo uma via: a de uma ética política exigente. Porque se somos fracos nas pequenas questões também o seremos nas de maior dimensão. Assim, o exemplo das elites é fundamental para que se consiga a tal sustentação cultural, social e política. Infelizmente para o Presidente da AR (e que é o segundo na hierarquia do Estado) a questão só se coloca em termos de ser, ou não, crime, ou seja no plano jurídico.

Num ponto concordo com Ferro Rodrigues: "Porque é que passado um ano há agora esta situação de serem constituídos arguidos. É um mistério da Justiça portuguesa." Não se percebe, de facto, o porquê de tanto tempo para a tomada de decisão do Ministério Publico. A menos que, como refere a revista Sábado, “os secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, da Indústria e da Internacionalização terão, activamente, solicitado, à petrolífera, viagens, bilhetes para os encontros e/ou refeições para aqueles que os acompanharam - e os custos para a empresa com cada convidado rondaram os 3.000 euros”. Se os Secretários de Estado meteram “um cunha” para membros do seu staff poderem ir “à bola”, poderão ser acusados de crime? Mais uma vez e antes da questão jurídica o que está em causa é a ética política.

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Imãs contra o terrorismo

por Vasco Mina, em 10.07.17

Frequentemente se coloca a pergunta sobre o paradeiro dos muçulmanos que condenam os atos terroristas praticados pelo dito Estado Islâmico (EI) ou Daesh. Ouvem-se, pontualmente, algumas posições mas, sendo isoladas, fica-se com a perceção de serem intervenções pessoais não necessariamente representativas de uma comunidade (neste caso a islâmica). Por outras palavras e numa linguagem mais comum: onde andam os muçulmanos defensores da paz e que condenem o terrorismo? De acordo com esta notícia,” Imãs fazem "tour" europeia contra o terror”. Hoje em Bruxelas mas tendo passado por Paris e Berlim e seguindo depois para Nice. Claro que fica por saber qual a representatividade destes Imãs na comunidade islâmica europeia . Mas em tempos conturbados com ações terroristas, é uma manifestação a saudar.

Manif Muculmanos.png

 

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Costa esconde e Marcelo expõe

por Vasco Mina, em 09.07.17

Duas atitudes distintas marcaram as intervenções de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa nestas últimas semanas. Em Pedrógão, Costa só começou a aparecer, com regularidade, quando Marcelo passou a deslocar-se diariamente. Ou seja, foi o PR que deu toda a exposição do drama enquanto o PM ía atrás e procurando não destacar o problema. Marcelo distribuiu afetos por todos mas Costa nem por isso. O PR a exigir relatórios e investigações completas com conclusões e identificação de responsabilidades e Costa a “passar culpas” para o clima. Depois o roubo de armas em Tancos com o PR a exigir, novamente, investigação ao caso e Costa em silêncio deixando “a solo” o Ministro da Defesa. Marcelo vai a Tancos visitar as instalações e Azeredo Lopes lá teve de ir pois Costa tinha ido de férias para o estrangeiro e decidira não interromper. O PR convoca o Conselho Superior de Defesa Nacional e o Conselho de Estado para o mesmo dia. Costa em férias. PR volta, uma vez mais, a Pedrógrão para assistir ao concerto em memória das vítimas do incêndio e diz que vai “acompanhar [as obras], vindo cá, pois tenciono neste Verão vir muitas vezes, em vários momentos, precisamente para dar apoio ao que está a ser feito e mostrar como exemplo. Para a semana estarei outra vez, daqui a três semanas, cinco semanas, eu não vou esperar pelo Natal”. E até admitiu levar a família até lá naquela quadra festiva. Costa não assistiu ao concerto pois permanecia em férias. Marcelo não irá “largar” Pedrógrão e Costa lá irá o menos possível. Costa gosta de dar os casos como encerrados (como aconteceu na situação das viagens oferecidas pelas GALP aos Secretários de Estado agora exonerados) mas Marcelo prefere que tudo em aberto até ao esclarecimento total. Assim acontecerá sempre que ocorrerem casos (ou seja, más notícias para Costa): Marcelo será uma verdadeira picareta (não “falante” como Guterres) presencial. Até agora, Costa agradeceu e elogiou a presença de Marcelo. A partir de agora vai sempre tentar esconder sempre que Marcelo tentar expor.

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Imaginação após férias

por Vasco Mina, em 07.07.17

No Verão do ano passado, António Costa, afirmou que “tinha esperança que as férias tivessem dado ao doutor Passos Coelho alguma imaginação…” Será que agora, após umas férias no estrangeiro (só um boçal PM goza férias em Portugal),  o PM nos dará um exemplo do que é a imaginação estival?

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