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Não esquecer:

por Vasco Lobo Xavier, em 01.08.18

Este caso do Ricardo Robles tem imensas ramificações e convém não esquecer nenhuma.

Eu não ganho propriamente 21.000 euros brutos por ano, embora tenha imensas despesas comigo e com a prole que Ricardo Robles não terá. Também é certo que nunca pedi à banca cerca de 800.000 euros para despesas ou investimento, ainda que supostamente a juros magníficos, quaisquer que tenham sido as garantias oferecidas.

Já quanto às garantias oferecidas, e uma vez assente a demissão do cargo ou emprego ou tacho de vereador e o facto de o devedor ter assumido publicamente que não irá revender com lucro o investimento feito com o empréstimo bancário, pergunto-me se o banco não se deveria começar a preocupar com o reembolso…

Não é por nada…, é só porque pela bancarrota Sócrates me puseram num escalão de irs que não mereço, alombo ainda com uma sobretaxa que prometeram acabar e ainda cá está para pagar, e não me apetecia nada ser chamado uma vez mais a contribuir para investimentos mal calculados.

 

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SABUGAL!

por Vasco Lobo Xavier, em 01.08.18


Conheci aquela região magnífica por causa de uns clientes, há mais de 15 anos, que se tornaram excelentes amigos. Ofereceram-me iguarias fabulosas da região (ainda hoje recordo com saudade imensa uma manteiga branca magnífica de cabra).

Hoje (ontem) tive também uma trabalheira imensa, uma imensa seca, a vasculhar todos os noticiários televisivos sobre a notícia da Catarina Martins fazer parte de uma sociedade comercial (capitalista) de exploração (exploração) de alojamento local ou turismo rural no Sabugal. Meteu-se-me na cabeça explorar a coisa. Bisbilhotei tudo nas televisões, ainda que admita me tenha escapado qualquer coisa em qualquer canal.

Mas só encontrei ligeira referência à notícia da empresária Catarina Martins (provavelmente por contingências familiares) no noticiário do Correio da Manhã das 19h45.

E mesmo assim só às 21h36.

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Perdeu-se uma jornalista:

por Vasco Lobo Xavier, em 01.08.18


Assisti hoje a um episódio lamentável, ao oferecimento de tempo de antena (bem mais de meia hora) a Catarina Martins na RTP 3, que é paga com os nossos impostos. Ao mesmo tempo, à auto-destruição de uma suposta jornalista, Ana Lourenço. Eu sei que todos temos de viver e de pagar as contas mas a sujeição de Ana Lourenço ao papel de pé de microfone foi lamentável, uma verdadeira vergonha. Acho até, das imagens, que Ana Lourenço estava com nojo de si própria, o que compreendo. Estar para ali calada a ouvir Catarina a elogiar “as convicções” de Robles, a repetir a mentira de que Robles teria “travado o negócio” antes das notícias (quando o que aconteceu foi apenas que o especulador não conseguiu vender o prédio a tempo), os disparates das “contingências familiares, uma enorme colecção de imbecilidades, não deve ser fácil nem para quem se aprestou de antemão a fazer o papelucho. 
Não deve ser fácil a um jornalista sério ouvir calado Catarina Martins a dizer que “este caso foi criado pela direita” sem pestanejar quando “o caso” foi criado unicamente por Robles: foi ele quem comprou barato, investiu e pretendeu vender caro (o que por si só não seria criticável) quando apregoava por aí que isso quase seria crime e vociferava contra todos os que o faziam. O tipo é um hipócrita sem vergonha. Catarina Martins e a maltosa do Bloco, quando o defenderam e defendem, são a mesma coisa, e Ana Lourenço é mero pé de microfone. Nada me surpreende vindo do Bloco, mas não contava com o pé de microfone.
O pé de microfone, durante aquele tempo todo, nem se lembrou de fazer qualquer pergunta sobre os investimentos da empresária de hotelaria e alojamento local, Catarina Martins, no Sabugal, ou sobre os subsídios que recebeu para tal coisa. É bem certo que no noticiário da TVI das 20h00 (aquele que vi) também se não tocou no assunto e provavelmente nos restantes canais amantes do Bloco terá acontecido o mesmo, mas é mais estranho que no tempo de antena de hoje, perdão, na suposta entrevista de hoje na RTP 3 à Catarina Martins o tema não tenha vindo à baila. Uma vergonha. Pode até ser que Ana Lourenço tenha um pé bonitinho, mas não passa de um pé de microfone. Não podia descer mais baixo: perdeu-se uma jornalista.

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Coisas que passam despercebidas:

por Vasco Lobo Xavier, em 27.07.18

O episódio do vereador bloquista-capitalista-usufruidor-da lei-que-critica, bem como as suas esfarrapadas explicações, tem o seu quê de pitoresco e cómico. Mas não devemos esquecer outros pontos importantes da novela:

 

O QUE LEVA A SEGURANÇA SOCIAL A VENDER A UM VEREADOR DA CÂMARA LISBOETA, PELO BLOCO DE ESQUERDA, POR APENAS 350 MIL EUROS, UM PRÉDIO COM ESTE POTENCIAL? NINGUÉM PERGUNTA? NINGUÉM RESPONDE? O QUE TEM A DIZER O MINISTRO? O QUE TEM A DIZER O PRIMEIRO-MINISTRO? QUE GESTÃO É ESTA?

 

Há que não esquecer esta parte da história.

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Tem o que merece:

por Vasco Lobo Xavier, em 04.05.18

Se não considerasse José Sócrates personagem tão execrável quase que tinha pena do homem. Está o desgraçado sossegadamente em casa, espojado no sofá, quiçá de fato de treino avermelhado, provavelmente mirando as meias rotas e certamente sonhando com os tempos áureos em que as dificuldades financeiras se resolviam com um simples telefonema e uma fotocopiadora e as suas relações sociais chegavam às esposas de banqueiros…, e cai-lhe em cima um batalhão concertado de amigos socialistas aos berros: pimba!... Tau!... Toma!... Vai buscar!...



Ferra-lhe as canelas o Galamba, o tal que a inocente e crédula Câncio tanto tinha gabado e aconselhado o namorado a apoiar, enquanto discutiam a aquisição de casas de milhões e férias de milhares! Sai à liça o Carlos César, essa nulidade incomensurável cuja existência, por si só, deveria envergonhar qualquer país minimamente decente, e toca a desferir facada atrás de facada sobre o antigo estudante parisiense (“Tu quoque, Brutus?” – terá Sócrates pensado, em francês no original). O açoriano andou nisto dias a fio, até que um dia alguém o levou a sério ou percebeu o que ele andava a tentar dizer.



Com aquela organização maquiavélica em que o PS é exímio (nessa área e em comparação com os socialistas, os comunistas são uns menininhos de coro), aparece de seguida Medina a malhar-lhe também forte e feio. Porque isto das quotas é muito querido aos socialistas politicamente correctos, entra igualmente em cena Ana Cristina Mendes e põe-se a ferrar-lhe a jugular com toda violência, sem largar, a fazer sangue em barda, que espicha em todas as direcções. Augusto Santos Silva, com um animado e indisfarçável brilhozinho nos olhos, lança farpa sobre farpa sobre o desgraçado tombado.



Tudo isto devidamente concertado, tudo muito bem organizado, tudo por táctica política, tudo sem quaisquer escrúpulos, como só o PS sabe fazer e faz sempre tão bem. Nada tinha mudado relativamente ao Sócras, entretanto, e as imagens televisivas dos interrogatórios da semana passada ou a proximidade do congresso do PS não justificam nem a canalhice nem a inversão de comportamentos desta malta que se dizia tão amiga e esteve tão calada e quieta até agora. É só táctica e opção política.



E o desgraçado, de quem a mulher do amigo dizia que seria quem iria desgraçar o casal, estava por estes dias simplesmente na sua palhota, ao Parque das Nações, de comando na mão, embora a consciencializar-se de que já sem comando algum sobre as suas amotinadas tropas, sem guito, a viver pobre e preguiçosamente os seus ódios e taras a partir do rendimento proporcionado generosamente pelos contribuintes portugueses, sem imaginar que o mundo dos seus amigos lhe iria cair em cima. Tendo caído em si, cai também no erro de se demitir da agremiação socialista, o que vai abrir portas a que qualquer um lhe vá desferir a patada final enquanto é tempo (não tarda nada – todos nós precisamos de viver e alguns precisam do PS –, até o Paulo Campos, o Mário Lino ou o Silva Pereira opinarão com nojo sobre o homem e a sua "miserável" actuação).



Com o cinismo que se lhe conhece, António Costa mostra-se surpreendido com a demissão do seu antigo n.º 1.



Se não considerasse José Sócrates personagem tão execrável, quase que tinha pena do homem. Felizmente não tenho: ele tem o que merece.

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A comunicação social que temos...

por Vasco Lobo Xavier, em 22.03.18

De tempos a tempos a comunicação social queixa-se de que ninguém a vê, ninguém a lê, ninguém a ouve, ninguém a compra. E chora, chora, chora, lamentando-se do seu público alvo, que não presta. A comunicação social portuguesa nunca imagina nem admitiria que quem não presta é ela e que as pessoas não a vêem, não a lêem, não a ouvem ou não a compram porque não acreditam nela e porque ela não presta. Mas é assim mesmo.

Hoje ouvi na rádio (não sei se na Antena 1 se na TSF) que a Comissão Técnica que realizou o relatório sobre os fogos (e que afecta mortalmente o governo da geringonça) admitiu que havia “informação não totalmente correcta no relatório dos incêndios de outubro”, pondo assim em causa o seu próprio relatório. Achei estranho. Cheguei a casa e bisbilhotei os jornais na net e aparecia esse título em vários deles, até no Observador.

Fui então à fonte, por desconfiar da canalização, e apercebi-me que aquilo que foi dito, na verdade, foi que a Comissão não podia (obviamente) garantir que fossem verdadeiros os dados em que se baseou para elaborar o Relatório, mas apenas garantir que o seu Relatório se sustentou, todo ele, em “documentos oficiais”.

Ora isto é completamente diferente daquilo que os títulos e chamadas de atenção pretenderam fazer crer.

A comunicação social portuguesa lamenta-se porque ninguém a lê, a vê, a ouve e compra? Eu acho extraordinário é que neste país alguém a leia, veja, oiça e compre.

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Tudo isto me mete nojo!

por Vasco Lobo Xavier, em 03.02.18

Francisco George, pessoa que se diz médico e foi durante 12 anos director-geral da saúde, veio defender a eutanásia proposta pelo BE. Acha mesmo que é do “interesse público” defender a eutanásia.

Defender a eutanásia é defender o interesse público pois, segundo diz, há muitos hospitais (principalmente privados, esses malvados…) que prolongam “abusivamente” a vida dos doentes à custa do dinheiro dos contribuintes. Vai daí, corta-se o mal pela raiz e lança-se borda fora o doente, novo ou velho, adulto ou criança, e poupa-se na electricidade e na máquina. Duvido que o contribuinte venha a sentir algum alívio nos impostos com a proliferação da eutanásia mas provavelmente a extrema-esquerda que apoia Costa poderá defender mais alguns aumentos para a função pública ou promover mais algumas rotundas.


Tudo o que acabei de escrever me mete um nojo profundo. Defender a eutanásia, e para mais defender que com a defesa da eutanásia se está a defender o interesse público, ainda por cima pelo argumento invocado, tudo isso me mete um nojo profundo.

E não me esqueço de que o interesse público varia muito de acordo com as pessoas, os pensamentos e os tempos. Em certos momentos da história alemã e russa (para ficarmos só por aqui), certa eutanásia também pretendia apresentar-se como a defesa do interesse público. De certo interesse público.

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Bagão Félix será genro da sogra de Vieira da Silva?

por Vasco Lobo Xavier, em 22.12.17

Segundo o contraditório da força socialista e da comunicação social amiga, parece que Bagão Félix, enquanto Ministro, também atribuíu subsídios à IPSS dirigida por Elvira Fertuzinhos, Mãe de Sónia Fertuzinhos e sogra do Ministro Vieira da Silva, aquele que igualmente concedeu um subsídio à IPSS, a tal que paga um ordenado à dita sua sogra.


 


Contudo, e tanto quanto se sabe, Bagão Félix nunca foi genro da sogra do Ministro Vieira da Silva.

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A comunicação social que temos...:

por Vasco Lobo Xavier, em 19.12.17

É simplesmente extraordinário que se divulgue esta notícia e opinião como se fosse coisa natural.

Então a CGTP e o Governo socialista apoiado pela extrema-esquerda é que iriam definir a estratégia da VW para a Autoeuropa?

Mas estará tudo doido?!?...

 

 

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De consciência tequila:

por Vasco Lobo Xavier, em 13.12.17

 

Vamos lá ver se a gente se centra no essencial.

 

Há uma IPSS que desenvolve uma actividade importante e muito meritória, a Raríssimas. Como acontece com várias IPSS, das suas receitas constam dinheiros públicos, muitos, mecenato e a clássica generosidade dos portugueses. Ao que parece, e nenhum facto concreto foi negado pela principal visada (não confundir com a instituição), a sua dirigente (Paula Brito Costa) atribuía-se ordenados e regalias que se afiguram a todos enormemente exagerados para quem lidera este tipo de IPSS e fazia despesas que fariam corar Salomão. E meteu lá o filho (que curiosamente dá pelo nome de César mas parece não haver ramificações familiares açorianas), o marido (gestor de armazém?!?...) e até um amigo com quem viajava amiúde e que veio a ser Secretário de Estado do Governo Socialista de António Costa (aquele apoiado pelo BE e pelo PCP). Há quem possa querer ver nisto má língua mas as respectivas foram mostradas por ambos em fotografias brasileiras de que não sou responsável. Seja como for, a coisa tornou-se pública.

Perante este cenário, e todos sem negar as alegações, João Galamba acusou o Governo anterior; a arguta jornalista de investigação que não vê um palmo à frente do seu nariz (e não será por falta de espaço) quando as coisas são com ela e o namorado em Formentera apressou-se a acusar Maria Cavaco Silva por apoiar a IPSS; e o Ministro Vieira da Silva declarou-se de consciência tranquila.

Vamos lá ver. Esquecendo o Galamba e as suas imbecilidades habituais de empurrar tudo o que há de negativo nos dias de hoje para o Governo anterior, há que explicar a Câncio que Maria Cavaco Silva apoiar uma IPSS importante não quer dizer nada. O facto de a IPSS Raríssimas ser apoiada por Maria Cavaco Silva, Ramalho Eanes, a Rainha Letícia, Marcelo Rebelo de Sousa e muitas outras pessoas de boa fé não inocenta Paula Brito Costa de qualquer acto ilegal, se é que existe, nem transforma aqueles em cúmplices de qualquer atitude menos própria da dita senhora. O facto de diversas pessoas darem a cara ou emprestarem o seu nome por uma IPSS que parece (e será) meritória não se confunde com actuações menos próprias da pessoa que dirige a IPSS. E o que fica dito vale também para Vieira da Silva enquanto Vice-Presidente da mesa da assembleia geral da dita instituição: nessas funções, ele não tinha necessariamente de se aperceber de qualquer irregularidade ou excesso que porventura se tivesse verificado na actuação da dirigente da Raríssimas. Isto parece-me evidente.

Posto isto, temos que nos centrar no essencial e aí Vieira da Silva não escapa. Foram feitas várias denúncias a organismos e instituições e ao próprio Ministério tutelado por Vieira da Silva de factos graves que constituem sérias acusações sobre a actuação de Paula Brito Costa à frente daquela IPSS. Denúncias feitas desde Agosto de 2017 e cujo teor não deixa margem para dúvidas. O Ministro Vieira da Silva nunca foi claro nas declarações que proferiu mas ficámos a saber uma de duas coisas: ou os serviços que tutela foram incompetentes na posterior actuação de investigação que fizeram (isto é uma evidência) ou houve tentativa de nada fazerem e concluírem (esta é a única segunda hipótese). Em qualquer dos casos, o responsável é ele.

E em qualquer dos casos, atenta a ligação de Vieira da Silva e seus familiares à pessoa responsável pela Raríssimas, a suspeita é grave e o responsável último é ele. E está de consciência tranquila?!?

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Ao que se chegou...:

por Vasco Lobo Xavier, em 11.12.17

Todo o assunto da Raríssimas já metia nojo. Uma vez mais, a solidariedade e generosidade dos portugueses não chega às vítimas ou aos que delas necessitam (tal como às vítimas dos incêndios). Isto é tão repugnante que só encontra igual no silêncio dos bloquistas e dos comunistas, bem como de parte da comunicação social, relativamente a estes assuntos.

Pensei que se tinha batido no fundo mas veio agora o Ministro Vieira da Silva cavar mais fundo. Vieira da Silva acusa os serviços de fiscalização da Segurança Social de enorme incompetência. Os serviços ficam-se. Vieira da Silva, que os tutela, também. Todos sem vergonha nenhuma, na linha da colisão entre a dirigente do Infarmed e o Ministro respectivo. Ou da discussão entre Catarina Martins e António Costa. Tudo na mesma: cospem-se na cara uns dos outros e não se passa nada. É como se nada fosse, é como se adorassem ser escarrados.

No entretanto, aqueles que deviam ser beneficiados com a generosidade gratuita dos portugueses e com os impostos dos contribuintes continuam à míngua, e são alguns quantos ou algumas quantas que se abarbatam com a massa. Nós vivemos actualmente num país miserável, com governantes miseráveis, tendo-se perdido por completo o sentido de honorabilidade, de seriedade, de honestidade.

Foi ao que se chegou.

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Interrogo-me...

por Vasco Lobo Xavier, em 18.11.17

...sobre a forma como o PS vai conseguir passar no orçamento a medida que colocará os comentadores da comunicação social do Bloco, do próprio PS e mesmo do PCP, esses trabalhadores e pensionistas que ainda acumulam como profissionais liberais em regime de recibos verdes, dentro do regime simplificado que existia. Rui Tavares, depois de um artigo inflamado no Público, há umas semanas atrás, calou-se misteriosamente entretanto. Já saberá da medida que o protegerá e aos amigos? E Daniel Oliveira? E Louçã? E Fernando Rosas? Estou para saber.

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Acho engraçado o título da notícia do Observador sobre as medidas da geringonça para os profissionais em recibo verde, que deve ter sido sugerido pelo governo. “IRS só muda para recibos verdes acima de 27 mil euros.” “Só muda”?!?... O governo não está a criar mudanças no regime simplificado: o governo acaba com o regime simplificado e torna-o numa bagunça imensa; e tudo isto apoiado pelos comunistas e pelos bloquistas (convém ter sempre presente o apoio desta malta a estas medidas).

Os profissionais liberais em regime de recibos verdes (onde me incluo, fica aqui a declaração de interesses) são já o grupo mais desprotegido no mundo do trabalho (sim, sim, sim, comunistas e bloquistas…: muito pior do que funcionários públicos em geral e professores em particular) e agora ainda levam mais uma enorme cacetada, obrigados a inúmeros trabalhos e despesas para terem uma contabilidade organizada. Todos? Não!... Parece que uns quantos ficam de fora – agricultores e pequenos comerciantes e aqueles que não aufiram a enorme fortuna de 27.000 euros anuais (em 12 meses, não em 14 com apenas 11 de trabalho). E sabe-se lá por que assim se decide, mas deverá ser apenas mais uma politiquice politiqueira para aguentar António Costa num lugar que não conquistou, sempre com o apoio dos bloquistas e dos comunistas, que se estarão nas tintas para as pessoas em regime de recibos verdes.

Estou ansioso para ver como bloquistas e comunistas vão defender esta proposta no parlamento, essa maltosa que anda sempre com os “trabalhadores” na boca, que agora só lhes sabe a sapo, mas que agora se evidencia serem apenas defensores dos que trabalham para o estado (a minúscula é propositada).

Mas…, sabem eles? Cerca de setecentos a novecentos mil profissionais liberais vão ter de passar a ter uma contabilidade organizada, com todas as despesas inerentes a isso, sempre em seu prejuízo, sem estabilidade, sem subsídios de desemprego, sem nada. Pode ser que esses profissionais ainda se não dêem conta disto mas, quando tiverem de pagar as despesas ou os impostos em Agosto de 2019, estes 700 a 900.000 profissionais liberais irão aperceber-se da triste realidade desta medida da geringonça socialista, bloquista e comunista.

Tenho por certo uma coisa. Se o PS vai para a frente com esta medida orçamental é porque não conta ir a eleições em 2019, quando deveria ser, e depois de toda esta gente ter levado bordoada: António Costa vai querer eleições antecipadas e os comunistas e bloquistas nem estão a perceber isto. Nem os profissionais liberais que não se insurgem.

 

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João Ferreira do PCP é mentiroso!

por Vasco Lobo Xavier, em 17.11.17

Acabo de ouvir na SIC Notícias João Ferreira do PCP a dizer que este governo da geringonça acabou com a sobretaxa. É mentira! Ela está aí, há muito boa gente que ainda alomba com a sobretaxa e João Ferreira, do PCP, não pode ignorar tal coisa, pelo que quando diz tal (perante o silêncio habitual daquelas supostas jornalistas) que este governo acabou com a sobretaxa está a mentir.

João Ferreira, do PCP, é mentiroso.

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Um deputado do ps à assembleia da república, joão galamba (todas as minúsculas são propositadas), informa José Sócrates sobre o que veio a conhecer na Comissão de Inquérito ao BES, e que José Sócrates iria ter problemas, e discutiram o que iria ou estava a ser tratado. Não obstante isto tudo ser público, João Galamba continua a ser deputado e a ser pago por dinheiros públicos, dos contribuintes portugueses. Bem como José Sócrates é pago com os nossos impostos. Nós só nos podemos queixar de nós próprios.

 

ver a partir do minuto 18:50

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Vamos lá ver:

por Vasco Lobo Xavier, em 22.10.17

Este governo socialista, com apoio dos bloquistas e dos comunistas, esteve desde a tragédia de Pedrógão Grande sem mexer uma palha. Nem da generosidade gratuita dos portugueses para as vítimas conseguiu tratar (descontando o que meteu no próprio bolso).

 Sabe-se agora que o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) avisou as autoridades, com 72 horas de antecedência, de que o dia 15 de Outubro seria o mais perigoso do ano e, na posse dessa informação, ninguém no governo ligou peva: o governo não avisou as pessoas, não se preparou, não antecipou as reacções às ameaças, fechou-se em copas e foi à bola ou ao diabo que o carregue.

Na sequência de tudo isto, dão-se incêndios devastadores de milhares de hectares de matas e florestas, quarenta e quatro pessoas mortas (para já), centenas (milhares?) de empresas e casas ardidas, bem como animais, centenas de postos de trabalho destruídos, centenas de milhões de euros de prejuízos. Tantos milhões que o governo socialista veio hoje (prometer) deitar mais de trezentos milhões de euros sobre o assunto, a ver se o apaga com comunicados aos amigos da comunicação social. Tudo, ou quase tudo, por incompetência do governo socialista, com apoio dos bloquistas e comunistas. E isto não é motivo suficiente para censurar o governo? Não justifica a apresentação de uma moção de censura?

 Como é que essa malta do Bloco e do PCP consegue defender o contrário? Apoiam toda esta incompetência do governo socialista que sustentam? Será por estarem ali fechadinhos em Lisboa e não terem percebido a imensa devastação que ocorreu no país? Ou só por aproveitamento político? Tenham vergonha!

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Solidariedade socialista?

por Vasco Lobo Xavier, em 19.10.17

É conhecido o enorme sentimento de solidariedade dos portugueses e a sua imensa generosidade. Mesmo nos piores momentos da última bancarrota socialista, as ofertas, os movimentos de solidariedade e a generosidade dos portugueses eram notícia. Aquando da tragédia de Pedrógão Grande, a generosidade foi igualmente imensa, enorme e imediata, até com concertos de artistas, espectáculos fabulosos.



Uns meses passados, sem que o produto dessa generosidade chegasse às vítimas, com o governo socialista a fechar-se em copas sobre o destino dessas verbas, dei comigo com medo a pensar que os portugueses iriam começar a desconfiar do resultado da sua generosidade natural e que, da vez seguinte, e por uma vez (a primeira!...), já não seriam tão generosos. Tentei afastar de mim tais pensamentos tão negros.



Após a tragédia que se deu nos últimos dias não vi (pelo menos publicitada ou noticiada) tanta e tão rápida angariação de verbas e de bens como há quatro meses, não vi tanto voluntarismo. Voltaram-me os pensamentos tristes e negros.


 Claro que há sempre e tem havido enorme generosidade e ofertas e voluntariado excelente que são noticiadas e divulgadas nas chamadas “redes sociais” (a comunicação social está mais preocupada em segurar António Costa) e certamente milhares de pessoas têm estado a ajudar as pessoas mais afectadas com tudo isto. Tenho visto e tomado devida nota. Mas não é igual ao que vimos há quatro meses.

 Hoje vi noticiado que parte da generosidade dos portugueses com o desastre de Pedrógão Grande foi parar – não directamente às pessoas necessitadas mas – a instituições do Estado, que são (e são e assim deviam ser) alimentadas com os nossos impostos. Segundo se diz, a hospitais de Coimbra e para unidades de queimados.

 É necessária uma declaração de interesses: nasci e vivi belíssima parte da minha vida em Coimbra, sou de Coimbra, sinto Coimbra, vou imensas vezes a Coimbra, tenho casa em Coimbra, familiares, amigos, ameixas, laranjas, limões e uvas americanas, para já não falar de uma garrafa permanente no Quebra-Costas. E tenho enormes dívidas de gratidão a vários hospitais de Coimbra, a médicos (amigos ou desconhecidos), enfermeiros e demais profissionais de saúde de Coimbra, para além de admirar profundamente o seu imenso profissionalismo. E conto lá morrer.

 


Agora uma coisa tenho por certa: quando a generosidade dos portugueses os fez oferecer o que quer que seja (1, 10, 100, 1000 euros) em benefício das vítimas de Pedrógão Grande não foi certamente para o governo socialista utilizar essas ofertas naquilo que já deveria ser suportado pelos elevadíssimos impostos que os portugueses já hoje suportam.


 Aquelas ofertas eram feitas para as pessoas directamente ligadas à tragédia de Pedrógão, não para este governo fazer face às suas despesas no Ministério da Saúde.

 Mas posso estar enganado.

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“Se querem ouvir-me a pedir desculpas, eu peço desculpas” (via Expresso), disse António Costa numa resposta, no meio de um debate, na Assembleia da República, sob aplausos dos seus (e, imagino, da extrema-esquerda).

Já nem me interessa explicar a esta gente que a gravidade do que ocorreu exigia um pedido de desculpas que não fosse algo referido, de passagem, no meio de uma discussão.

Mas não saber, como qualquer criança de 8 anos sabe (pois ouve-o de quaisquer pais minimamente sensatos), que dizer “se querem ouvir-me a pedir desculpas, eu peço desculpas” não é nenhum pedido de desculpas, isso é de uma ignorância indesculpável.

Aliás..., isto nem pode ser ignorância, é impossível: isto é um completo desprezo e total falta de sentimentos pelas pessoas que estão a sofrer. Atingiu o limite do inacreditável!

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Dizem-me que o PS...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

... vai queimar e deixar arder a Ministra da Administração Interna. É o seu modo de lidar com o fogo, deixar arder, deixar queimar.

Acontece que o que se passou agora, depois do que se passou há apenas quatro meses, não é só responsabilidade daquela Ministra.

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Pode e deve...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

…acontecer que os portugueses realizem, finalmente, que para se ser bom governante não basta ter um ar bonacheirão e parecer andar sempre na galhofa. Governar a vida dos portugueses é coisa séria, não pode nem deve ser uma brincadeira permanente.

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