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Uma homenagem a Henrique Barrilaro Ruas

por João Távora, em 14.10.19

HBR_Convite_Lançamento.jpg

A Real Associação de Lisboa agendou para o próximo dia 17 de Outubro pelas 18:30 o lançamento do livro "A Liberdade Portuguesa", uma antologia de textos dispersos de Henrique Barrilaro Ruas compilada por Vasco Rosa e com prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes publicada sob a nossa chancela Razões Reais. Esta obra, cujo lançamento terá lugar no Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro, nº 10-1º (ao lado do Café No Chiado), constitui uma homenagem ao homem do pensamento e doutrinador monárquico que foi Henrique Barrilaro Ruas e contará com a apresentação de Augusto Ferreira do Amaral, Guilherme Oliveira Martins e a presença dos Duques de Bragança.

Henrique Barrilaro Ruas não foi apenas um dos mais proeminentes pensadores políticos do século XX português, que de forma brilhante fez a síntese entre o Integralismo Lusitano e a Democracia. Distinguiu-se pela incansável militância e efectiva acção política pela monarquia, que teve como apogeu a sua eleição para a Assembleia da República pelas listas da Aliança Democrática. É de João Bigotte Chorão a frase que melhor define a intervenção cívica e cultural deste vulto maior das nossas fileiras: “o ideário monárquico, a fé católica e a ideia de portugalidade”. O seu amor à liberdade manifestou-se na luta contra o centralismo político que não mais deixou de se agigantar desde o século XVIII, e a favor das comunidades e das suas instituições tradicionais – o rei e os municípios - numa perspectiva comunitarista e ecológica, porque intrinsecamente natural e humana. 

O livro poderá ser adquirido aqui ou no local e a entrada é livre.

 

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Domingo

por João Távora, em 13.10.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para Lhe agradecer. Era um samaritano. Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?». E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».


Palavra da salvação.

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Dom Manuel II.jpg

Uma carta de 1928 recentemente chegada às minhas mãos, de Dom Manuel II para o meu bisavô João Ulrich consentindo o casamento de Maria Emília Casal Ribeiro Ulrich com o Marquês de Abrantes (meus avós), insinua num singelo parágrafo uma improvável amizade entre o rei e o meu avô José. Bem sei que tinham praticamente a mesma idade e que o meu avô pagou com o exílio a luta contra a república. Mas acontece que a Casa de Abrantes tinha, desde o início do conflito entre liberais e tradicionalistas, uma ligação fortíssima com a causa legitimista que por muitas décadas apoiou política e monetariamente contra o ramo liberal de que descendia Dom Manuel II. Talvez para um português actual não seja fácil entender até que ponto no século XIX era brutal esta fractura, mas a mim ainda hoje me chegam ecos desta cizânia que resultou numa sangrenta guerra civil. Sendo assim, a frase “Sou muito amigo de há muitos anos do Marquês de Abrantes: estou convencido que a sua filha não poderia fazer melhor escolha.”  vem carregada de significado político e reconforta o meu coração monárquico. Exilado e longe da sua amada Pátria tomada pelo radicalismo revolucionário, Dom Manuel II demonstra uma enorme grandeza de espírito e de que matéria é feito um Príncipe.
Lembrei-me disto a propósito da conflitualidade que se adivinha nos discursos radicais emergentes da nova legislatura e seus protagonistas. Pela minha parte tenho dificuldade em entender que as pessoas não se possam relacionar cortesmente, por maior que sejam as suas diferenças políticas e ideológicas. Nada justifica a perda de compostura, há uns mínimos de urbanidade exigível aos deputados que nos vão representar no parlamento, mesmo que este se chame Assembleia da República. Que não lhes fuja o pé para a chinela e não comprometam os consensos mínimos de uma nação que se quer civilizada.

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A minha douta análise aos resultados eleitorais

por João Távora, em 07.10.19

  • IL – Descontado as questões de costumes, a este triste país, um comprimidozito de liberalismo só pode fazer bem.

  • Livre - Agora com a Joacine em S. Bento o parlamento vai ter de mudar o regulamento de tempo para número de palavras proferidas.

  • Chega – Não acho perigoso um deputado de extrema-direita num parlamento com várias dezenas do outro extremo. Ventura quererá desafiar o CDS.

  • CDS – Os trabalhos de hércules necessários para a sua recuperação, dispensariam a guerra civil que se prepara. Como caiu no chão qual papel amarrotado, agora qualquer tontinho acha que lhe pode pegar.

  • Bloco de Esquerda – Em bicos de pés para obter outro protagonismo no suporte à nova geringonça. Ou muito me engano ou vai querer lugares no governo.

  • PCP – Um partido em consistente processo de extinção. Não tenho pena nenhuma.

  • PSD – Vai ser precisa muita pancada para tirar Rui Rio do frasco - se fosse uma bolha era mais fácil. A federação das direitas terá que esperar por melhores dias.

  • PS – António Costa vai precisar de muito equilibrismo e habilidade para suster uma geringonça. O diabo estará aí.

  • Abstenção - se em parte é da responsabilidade dos partidos que não reformam o sistema, por outro lado é sinal da proverbial irresponsabilidade dos portugueses.

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O destino

por João Távora, em 06.10.19

Desconfio das concepções teológicas da História, porque não acredito que o futuro se encaminhe fatalmente para o progresso ou para o Apocalipse, para a democracia liberal ou para a sociedade sem classes. A História é contingente, reversível, tem becos sem saída, estagnações, acelerações, e em muitos casos parece reger-se mais pelo acaso do que por Hegel.

Pedro Mexia no Expresso 

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Domingo

por João Távora, em 06.10.19

Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo


Caríssimo: Exorto-te a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação. Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro. Mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus. Toma como norma as sãs palavras que me ouviste, segundo a fé e a caridade que temos em Jesus Cristo. Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós.


Palavra do Senhor.

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A liberdade para para sermos livres

por João Távora, em 05.10.19

Historia.jpg

É irónico constatar como a teoria da Hegemonia Cultural (burguesa), que celebrizou o dirigente e intelectual comunista italiano Gramsci (1891-1937) e o projectou no campo da Ciência Política mais ao seu conceito de “superestrutura” (a ideologia, constituída pelas instituições, sistemas de ideias, doutrinas e crenças de uma sociedade), está, nos nossos dias, impregnada de uma indelével chancela marxista. De facto, hoje o marxismo domina a narrativa cultural e é facilmente detectável desde as produções intelectuais de massas (o chamado Soft Power, que se expressa pelo cinema, pelo jornalismo ou música pop) aos programas escolares em geral, de forma mais marcante nos ciclos de ensino mais precoce, principalmente nas disciplinas ligadas à História e às Ciências Humanas. É curioso verificar como, de uma forma ardilosa, as últimas gerações, nascidas nas prósperas democracias liberais, cresceram sob um padrão ideológico que cultiva o ressentimento social e o igualitarismo, por vezes fanático, promovendo uma tensão brutal e desequilibradora que apouca e condiciona o valor em disputa, que é o da Liberdade. A Liberdade de cada homem ou mulher se afirmar em plena autonomia psicológica e intelectual, de aprender a superar-se e fazer escolhas reflectidas e morais que não projectem sistematicamente para fora de si a responsabilidade dos seus falhanços. Foi graças a essa Liberdade que o Ocidente se afirmou no mundo.

Vem isto a propósito do modo como a História é ensinada às nossas crianças, que corresponde a uma forma de submissão mental que é plantada a jusante na capacidade crítica das novas gerações… apesar da proclamada liberdade de expressão que corre o risco de vir a ser um mero formalismo à medida que o pensamento único vai alargando a sua hegemonia.

Como dizia um amigo meu há dias, talvez a Escola se devesse limitar a ensinar Matemática, Filosofia e Latim. Concordo: era da forma que o Estado poupava muito trabalho aos pais que se vêem obrigados todos os dias em casa a desmontar os clichés e preconceitos que os miúdos aprendem e desafiá-los a pensarem pelas suas cabeças ministrando-lhes um pouco de verdade. Talvez dessa forma se estragassem menos famílias.

Texto adaptado do editorial da revista Correio Real nº 20

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Dia de reflexão

por João Távora, em 05.10.19

1986_soares_amaral771.jpg

Quando perante a morte de figuras senatoriais tão marcantes como Mário Soares ou Freitas do Amaral a "rua" nos projecta tamanha indiferença ou até o mais impiedoso rancor - é compreensível, ambos passaram a vida a cavar as suas trincheiras - mais ciente ficamos da necessidade de uma figura consensual e agregadora que corporize a Nação que somos todos a cada momento da História. A entidade que reúne esses predicados só uma monarquia pode oferecer: é o rei.

Imagem daqui

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Só é vencido quem desiste de lutar

por João Távora, em 04.10.19

Anacoreta-Correia.jpg

Se as funções institucionais que exerço como monárquico obrigaram-me nos últimos anos a alguma parcimónia na participação e defesa pública das minhas convicções ideológicas e partidárias, tal não me impede nesta data de assumir o meu voto conservador e liberal no CDS de Assunção Cristas, uma pessoa que “lato sensu” reflecte a minha forma de ver o mundo – a política é a arte do possível. Estou convicto de que é quando os desafios parecem mais difíceis e as perspectivas mais pessimistas que é preciso afirmar as convicções de peito feito. De resto quero estar de consciência tranquila quando assuntos como a liberdade de ensino, a desestatização da economia ou a defesa da família; a eutanásia ou a prorrogação dos prazos para o aborto forem a votos no parlamento. Um país sem um partido conservador moderado e liberal forte é sinal de um país atrasado. Agora o que eu sei é que Domingo há que votar no CDS, que até ao lavar dos cestos é vindima e as contas fazem-se no fim.

Na fotografia - Filipe Anacoreta Correia, nº 1 da lista por Viana do Castelo com Assunção Cristas

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O ambientalista simplório em debate

por João Távora, em 02.10.19

Para aqueles que não assistiram, aconselho a ouvirem este debate, ainda na sequência da populista censura à carne de Vaca pela Universidade de Coimbra e secundada pelo nosso 1º Ministro. 

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Cuidado com o que desejas…

por João Távora, em 30.09.19

capitalismo-ecologia.jpg

Perante um tão sólido consenso da comunidade científica no que refere ao aquecimento global, independentemente das dúvidas que me afligem quanto à eficácia das medidas de mitigação do problema mesmo a longo prazo, estou convicto que tudo o que fizermos para bem cuidarmos da nossa casa comum será pouco e isso talvez valha o sobressalto. Mas o que mais me causa aflição é o terreno fértil que esta agenda encerra para despertar os revolucionários das catacumbas a voltarem à carga com os seus perversos sonhos de despotismo e tirania, na domesticação dum Homem Novo. Quando cheios de ódio nos ameaçam que o Capitalismo é incompatível com a Ecologia, eles já não estão a disfarçar as suas intenções, mortinhos por nos imporem um modo de vida – do número de filhos à ementa alimentar, dos automóveis às viagens de avião, passando pelo uso da Internet; o menu de potenciais proibições é um autêntico programa de terror. O meu receio é que, como dizia hoje alguém na telefonia, não tarda estaremos todos a debater a compatibilidade da Ecologia com a Democracia – pois já percebemos que com a liberdade não será muita.

Foto daqui

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A falta que faz uma boa coluna vertebral...

por João Távora, em 28.09.19

Acusação do caso de Tancos provoca dores nas costas. Entendi bem?

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Abbey road - 50 anos

por João Távora, em 27.09.19

abbey road.jpg

Esta crónica, apesar dos muitos disparates, vale pela homenagem merecida a um dos melhores álbuns de sempre de música pop. Dava uma boa tertúlia à volta dum gira-discos, isso sim.

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Debatam, mas não muito!

por João Távora, em 27.09.19

Parlamento.jpg

É um costume pouco democrático mas o facto é que há demasiados políticos e "fazedores de opinião" sempre prontos a moralizarem sobre as formas mais ou menos legítimas de fazer política, na ânsia de limitarem a disputa e o espectro das ideias, sobre o que deve ou não ser tema de debate ou de campanha, quais as temáticas verdadeiramente elevadas ou rasteiras, populistas ou sofisticadas. Nessa lógica, recordemos que em tempos se pretendiam proscritos da agenda os temas económicos, que eram afinal meras "contas de mercearia", porque havia "mais vida para além do deficit". Por estes dias não são poucos os que consideram que os casos judiciais devem ficar de fora de discussão até que as decisões transitem em julgado, uma esperteza saloia para promover a impunidade dos protagonistas visados. Mas a temática que mais incomoda a intelligentzia regimental e de modo crescente à medida que as eleições se aproximam, são sem dúvida as chamadas questões de costumes que se eclipsaram dos debates. Como se houvesse questão mais determinante para o sucesso de uma civilização que a dos costumes. Curioso como as propostas dos partidos sobre o aborto (um assunto que o regime pretende arrumado e bem escondido das nossas consciências), a eutanásia, a adopção de crianças por homossexuais, o casamento, a família, a autodeterminação de género (o que quer que isso seja), as barrigas de aluguer, a liberdade religiosa ou até o multiculturalismo, acabam censurados dos discursos partidários, condicionados por um estranho puritanismo higiénico. O que há afinal de mais importante para uma comunidade do que os "costumes" em que as suas relações assentam, aquilo que ninguém quer debater e muito menos levar a votos? No fim, somos todos pela igualdade, social-democratas, ecologistas e anda toda a gente a brincar às alternativas. Depois queixem-se da abstenção. 

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Um prego no pão, sff

por João Távora, em 26.09.19

Pink floyd.jpg

É por conhecer bem os sistemas de produção de bovinos e pelas razões acima aduzidas, que continuo a comer carne de vaca, sem me pesar na consciência, pois sei que estou a ajudar à sustentabilidade de uma produção que, quando orientada por bases técnicas e científicas corretas, poderá contribuir para um planeta mais saudável e equilibrado.

A ler a opinião de Manuel Cancela d’Abreu, Professor do Departamento de Zootecnia da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora. 

 

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Emergências

por João Távora, em 25.09.19

Fim do mundo.jpg

A História já nos provou por diversas vezes que os sentimentalismos e as histerias colectivas podem ser bem mais funestas para a humanidade que o carbono. A natureza, essa, adapta-se sempre.

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Domingo

por João Távora, em 22.09.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador, que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’. Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».


Palavra da salvação.

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A nossa salvação

por João Távora, em 21.09.19

A democracia, o mais frágil dos sistemas políticos, definitivamente sofre da atracção pelo abismo: na ânsia da disputa dos eleitorados, não satisfeitos com a armadilha da promessa da felicidade (o que é isso da felicidade?!) os políticos arrogam-se agora do poder de salvar o planeta. Todos sabemos como acabaram os salvadores da pátria, agora sujeitamo-nos aos salvadores do planeta? O melhor será rezarmos pelas nossas almas, que estamos feitos seja pela doença, seja pela cura.

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antonio costa.png

A razão pela qual António Costa anuncia alto em bom som a eliminação da carne de porco nas acções de campanha do seu partido e de qualquer tipo de carne nas ementas da presidência do Conselho de Ministros nada tem a ver com preocupações ecológicas – mal estaremos nós quando interesses obscuros se sobrepuserem à alimentação saudável do ser humano. Trata-se apenas do mais vil populismo em acção, no total desprezo pelo interior do país e pelo mundo rural que não rende muitos votos. E isso é preciso denunciar.

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Uma espécie de parábola

por João Távora, em 17.09.19

vaca.jpg

Foi já no século passado, quando em tempos trabelhei num conhecido hotel de Lisboa, que tive o privilégio de conhecer o Sr. Mendes*, beirão com um espírito imenso que exercia as funções de porteiro da noite. O Sr. Mendes tinha imigrado para Lisboa nos anos sessenta oriundo de uma terriola perto de Castelo Branco, e antes de ingressar nesse hotel como mandarete – o início da carreira de quase todos os hoteleiros na época - tivera uma curta passagem na mercearia dum tio, experiência que serviu para se ambientar às ameaças da buliçosa Lisboa, cidade que ao mesmo tempo fascinava e assustava o cândido rapaz de 16 anos. Entre outras histórias – o turno da noite num Hotel, entre o fecho de contas das secções e os primeiros checkouts da madrugada muitas vezes permitia alguma distensão – o Sr. Mendes contou-me a grande aventura que fora o primeiro dia de folga depois de chegar a Lisboa. Para tanto, em vez de ir ao cinema como lhe tinham aconselhado os colegas, planeou e cumpriu um programa para ele absolutamente inédito: passar o dia na praia. Assim fez. Comprou ao tio um cacho de bananas (uma fruta à época pouco acessível e por cujo sabor exótico se deixara seduzir), apanhou a camionete na Praça de Espanha e foi passar o dia à Costa da Caparica. Foi nessa jornada memorável que, contava ele, aprendeu o que era a dor dum escaldão épico e o dissabor duma brutal indigestão de bananas. Foi assim a modos que trágico o seu debute na capital madrasta, que segundo ele, terá originado no dia seguinte, uma das poucas faltas que deu ao trabalho ao longo da vida.
Recordo-me também de uma observação que o Sr. Mendes fazia quando, guloso e com água na boca, ao descobrir que o cozinheiro deixara preparados uns suculentos bifes para a ceia da equipa da noite: “Destes, Sr. Távora, antes de chegar a Lisboa, só os via a passar à porta da casa da minha mãe, a puxar uma carroça - passávamos muitas privações”.
Lembrei-me destas histórias hoje ao saber que a Cantina da Universidade de Coimbra irá deixar de incluir carne de vaca na ementa. Estamos entregues a imbecis. 

* Nome fictício

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