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Crónica de uma morte anunciada

por João Távora, em 19.04.18

Tão ou mais grave que as maquinações pelo controlo editorial do jornal, o que me causa amargura é a contínua descredibilização da marca Diário de Notícias, um dos mais antigos títulos da imprensa portuguesa. 

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A César o que é de César

por João Távora, em 17.04.18

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Carlos César não é nem mais nem menos que os seus colegas que se aproveitaram duns regulamentos para sacarem o mais lucro que possível do mandato de deputados para o qual foram eleitos – nada de ilegal reclama o socialista. O problema é que, de um deputado se deve exigir um exemplo ético imaculado (em vez de republicano), que é muito mais que o exercício estrito da lei. Ocupar um lugar no hemiciclo de São Bento jamais deveria ser tomado como uma regalia mas como uma missão. É por isso que estes casos denunciados pelo Expresso deveriam ser impiedosamente condenados por uma sociedade civil exigente. De resto, a tolerância ou indiferença perante tudo isto diz mais sobre nós como comunidade do que sobre os prevaricadores.  

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Eles andem aí

por João Távora, em 16.04.18

Se eu me preocupo com o imperialismo anglo-saxónico? Sim, que os meus filhos chamem muffins aos queques.

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Autodeterminação de género

por João Távora, em 16.04.18

(...) "Esta lei que foi aprovada é essencialmente ideológica.  Baseia-se na ideologia de género que, pelo seu radicalismo, se opõe à ciência e à boa prática médica. Esta ideologia teve início nos anos 60, na sequência do movimento de contracultura. Nessa altura, a psiquiatria também foi atacada e procuraram destruí-la, negando, por exemplo, a existência de doenças psiquiátricas como a esquizofrenia. Os resultados foram desastrosos, principalmente em Itália, sob a influência de Franco Basaglia, com milhares de doentes a serem privados de cuidados psiquiátricos adequados.  A história repete-se.

A aprovação desta lei, juntamente com a discussão prevista para breve sobre a legalização da eutanásia, revela que existe um ambiente político de hostilidade face à medicina. Senão, vejamos: no caso da mudança de género, não se compreende por que razão os médicos são expulsos deste processo; não se compreende os motivos pelos quais se menosprezam a prática clínica e o conhecimento científico acumulado durante anos de estudo sobre este tema clínico. Por outro lado, também não se compreende a necessidade de se aprovar uma lei que legaliza a eutanásia, que não foi pedida pela maioria dos médicos, e que vai contra a tradição hipocrática da medicina." (...)

 

A Ler o Psiquiatra Pedro Afonso no Observador.

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Domingo

por João Távora, em 15.04.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?». Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: ‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de todas estas coisas». 


Palavra da salvação. 

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Quem dá o que tem, a mais não é obrigado

por João Távora, em 13.04.18

A chamada "lei de autodeterminação de género" (tosse) foi aprovada por um voto, o da Dra. Teresa Leal Coelho, que assim alcança o estrelato e faz passar o PSD por moderninho. 

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Música para os meus ouvidos

por João Távora, em 12.04.18

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Já não é a primeira vez que ao revisitar velhos amigos reparo que baniram os discos, os CDs e a aparelhagem sonora da sala, ou a têm desmontada a um canto. Isso entristece-me, principalmente quando são daqueles que tinha por melómanos, com quem partilhei na juventude a descoberta de novas sonoridades ou de velhos clássicos em audições que eram como que sessões religiosas. Claro que para a maior parte dos meus amigos ou colegas de escola a música nunca terá sido propriamente um culto, existia nas suas vidas porque era próprio da idade, era um pretexto instrumental no ritual de engajamento social ou de sedução e acasalamento, e que chegados à maturidade despromoveram-na a um acessório de consumo acidental pelo rádio do carro, uma distracção para as filas de trânsito, ou companhia no escritório através de “play lists” no YouTube. De facto, entrada que está a minha geração na meia-idade, corremos o risco de ficarmos moucos da alma, perdidos na gestão da carreira profissional, entalados a cuidar dos pais e dos filhos, e emergidos noutras actividades utilitárias de elevado reconhecimento social. 

Tenho para mim que a capacidade nos deixarmos encantar com novas ou velhas músicas exige espaço e dedicação, porque é uma extensão qualitativa da nossa existência, intimo encantamento a que temos de nos manter permeáveis e que nos eleva do contingente, como que uma abertura a um Dom de Deus que nos desinquieta contra a tentação do fechamento, da insensibilidade, da morte.
Sinal dessa alma arejada é mantermos uma aparelhagem sonora cuidada e a uso num sítio nobre da nossa casa, como na nossa juventude, que a dispúnhamos como se fora um pequeno altar no centro do nosso quarto. Tenho dito.

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Notícias sem destaque nos jornais

por João Távora, em 12.04.18

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Por ocasião dos 100 anos da batalha de La Lys, foram inaugurados há dias na Igreja de St. James, em Twickenham nos arredores de Londres, estes vitrais em memória de S.M.F. D. Manuel II e dos combatentes portugueses na I Grande Guerra que o nosso último rei, apesar de no exílio, foi incansável no apoio. Twickenham foi a morada de exílio de D. Manuel II depois da revolução de 5 de Outubro e St. James a igreja que frequentava. Os seus paroquianos nunca o esqueceram. 

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Uma espiral de loucura

por João Távora, em 09.04.18

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Como se tem visto nos últimos dias Bruno de Carvalho entrou numa espiral neurótica de total descontrolo emocional, e parece querer afundar o Sporting Clube de Portugal consigo para o inferno em que se enredou. O problema está em saber como se lida com um homem tresloucado, com muito poder destrutivo, e como se poderão minimizar os danos deste tumulto até que se vislumbre uma solução, que só pode ser encontrada através da convocação de eleições e numa nova liderança do clube. 

Também acho estranho como não haja à volta do presidente quem o confronte com a realidade. A doideira já se vem revelando há algum tempo, pelo menos desde a inaudita convocação da última Assembleia Geral. O amor ao clube, ou o brio profissional, deveriam ser razões mais que suficientes para a demissão dos actuais Corpos Sociais. E o que é que nos tem para dizer o director de comunicação Nuno Saraiva sobre catástrofe comunicacional, um verdadeiro caso de estudo, que se vem revelando o seu exercício de funções?
Resta-me aqui elogiar Jorge Jesus que vem demonstrando um enorme sentido institucional, afirmando-se neste momento como uma peça fundamental de bom senso e equilíbrio no meio de tanto desconchavo. Quem diria.

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Domingo

por João Távora, em 08.04.18

Leitura dos Actos dos Apóstolos 


A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum. Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de grande simpatia. Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, que depunham aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade. 


Palavra do Senhor. 

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Quotas

por João Távora, em 06.04.18

A igualdade de "género" tem de ser garantida através do estrito cumprimento da lei, sempre no respeito das diferenças entre os sexos (haverá sempre tarefas e profissões tendencialmente mais masculinas ou mais feminina), não através de medidas despóticas que significam o reconhecimento do falhanço do Estado na regulação deste tema. Sobre a deriva da ditadura da igualdade aconselho a leitura deste artigo do Nuno Lobo no Observador

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Ide roubar p'rá estrada

por João Távora, em 04.04.18

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Aqui há uns anos valentes um fulano chamado Manuel de Sousa copiou quase integralmente um livro do meu pai, o “Dicionário das Famílias Portuguesas", que com um nome sugestivo fez publicar aos milhares numa "elegante" edição cartonada para ser vendido com o Correio da Manhã. Por isso foi posteriormente condenado à revelia em tribunal, fruto de um processo que lhe foi imposto pela minha família. O biltre, que provavelmente fez outras intrujices, permanece até hoje a monte, incontactável, fui informado há dias oficialmente. Talvez seja o mínimo dos castigos que o malandro se veja impedido de andar às claras e de cabeça erguida na sua própria terra. Tudo isto só para dizer que considero o plágio, tirar proveito abusivo do labor alheio, um dos mais velhacos crimes que conheço, e que o realizador João Botelho deve muito mais que um pedido de desculpas a Deana Barroqueiro, autora plagiada pelo realizador no filme Peregrinação. E já agora, perceber a posição que assumem as entidades publicas ou privadas que subsidiaram esta indignidade.

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Domingo de Páscoa

por João Távora, em 01.04.18

Ressurreicao.jpg

Fra Angelico (1395-1445) Fresco. Convento de São Marcos em Florença.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Marcos 


Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?». Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse». 


Palavra da salvação. 

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Paixão

por João Távora, em 30.03.18

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Salta-nos aos olhos a incapacidade da sociedade do bem-estar por estes dias em acompanhar com um mínimo de profundidade a densa questão filosófica que emana da inquietante Páscoa de Jesus Cristo. Tudo se resolve: com uma escapadela turística refugiamo-nos de qualquer convite ao questionamento da nossa essência e razão de existir, à inquietação, ao espanto. A geração mais bem preparada de sempre mal disfarça a inaptidão de questionar a existência para além do superficial e do plausível – uma hipnótica série de televisão resolve facilmente o tédio de tanto bem-estar. De resto, como referiu a estrela pop Stephen Hawking, "a Filosofia está morta", hoje não é mais do que um caricato e inútil capricho de una quantos excêntricos (e não foi sempre assim?). É um paradoxo: a Salvação vem perdendo procura na medida em que nos vamos dissipando na precariedade do entretenimento, infantilizados no apoucamento da nossa humanidade.

Hoje celebra-se a vitória do cinismo, tarda a ressurreição da esperança – até Domingo.

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Fazer História em cima da memória

por João Távora, em 28.03.18

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 Já não é a primeira vez que o deputado socialista Ascenso Simões, um político cujas opiniões invulgarmente livres em tempos ganhavam letra de forma neste jornal, vem à praça pública para, ao mesmo tempo, piscar timidamente o olho à Monarquia e deplorar os monárquicos. Foi esta a difícil pirueta que Ascenso Simões ensaiou no Público de ontem, na sua “Carta Aberta a Dom Duarte Pio”. Curioso como articulista vê monárquicos atávicos e passadistas mas a sua oportuna miopia não lhe dá a conhecer republicanos de um jacobinismo fossilizado na sua própria casa. Da Carta, porém, aproveitam-se ideias interessantes sobre o papel da Família Real Portuguesa e do nosso Príncipe na “república” que temos, a quem cumpre, nas suas palavras “continuar a fazer História em cima da memória”. Essa ideia é aliás defendida por muitos de nós, os mais pragmáticos no movimento monárquico, para quem importa, dada a agenda política tão avessa à questão do regime, afirmar o Senhor Dom Duarte, indisputado Chefe da Casa Real Portuguesa, como “rei dos portugueses”, epíteto cuja aceitação geral diria muito mais de nós, enquanto povo, do que do Senhor Dom Duarte.

Ninguém ignora a discreta mas determinada e persistente intervenção do Duque de Bragança em vários aspectos da nossa vida colectiva. O Senhor Dom Duarte tem dedicado a sua vida, uma vida cheia, ao serviço, à representação nacional, calcorreando o mundo português de lés-a-lés, percorrendo a expensas suas o país inteiro, do mais cosmopolita centro urbano ao mais remoto município. É um homem que vence distâncias, rumando a latitudes longínquas, a paragens onde nenhum político português pôs os pés, para poder estar com as comunidades que falam português ou se sentem parte integrante do nosso mundo lusíada. Fá-lo por sentido de dever, sem esperar qualquer reconhecimento público ou atenção mediática. O Senhor Dom Duarte faz, sempre fez, o que sente ser seu dever, alheio a quaisquer calculismos conjunturais. Não deveríamos nós, portugueses, sempre lestos na crítica, reconhecer a sorte de termos alguém que tão livremente honra a nossa História e cimenta as relações ancestrais entre pessoas de todos os continentes? O Senhor Dom Duarte é rei dos portugueses em razão do seu serviço, por mérito próprio. Poderia ser Rei de Portugal se, nós, portugueses, o quiséssemos. Sê-lo-ia, por virtude nossa.

Como em tempos disse a Ascenso Simões, as Reais Associações em que assenta a Causa Real são grupos heterogéneos, política e socialmente transversais que espelham a diversidade de que é feito o nosso País. O movimento monárquico não se dirige a nenhuma facção ideológica, classe social ou elite cultural. Dirige-se a todos os portugueses que se interessem pelos destinos de Portugal e entendam que só pode “fazer-se história em cima da memória”.

 

Publicado originalmente aqui

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Domingo

por João Távora, em 25.03.18

 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

 

Logo que se aproximaram de Jerusalém, de Betefagé e de Betânia, junto do Monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos. E disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis preso um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o, e trazei- mo. E, se alguém vos disser: Por que fazeis isso? dizei-lhe que o Senhor precisa dele, e logo o deixará trazer para aqui. E foram, e encontraram o jumentinho preso, fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram. E, alguns dos que ali estavam lhes disseram: Que fazeis, soltando o jumentinho? Eles, porém, disseram-lhes como Jesus lhes tinha mandado; e deixaram-nos ir. E levaram o jumentinho a Jesus, e lançaram sobre ele os seus vestidos, e assentou-se sobre ele. E muitos estendiam os seus vestidos pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor; Bendito o reino do nosso pai David, que vem em nome do Senhor; Hosana nas alturas.

 

Palavra da Salvação

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Facebook, um monstro de sete cabeças II

por João Távora, em 24.03.18

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A campanha eleitoral de Obama em 2012, para ganhar a Mitt Romney, utilizou os dados disponíveis pelo FB para identificar 15 milhões de eleitores susceptíveis de votar no candidato. Na altura, bem nos lembramos das loas tecidas às democráticas redes sociais pelos mesmos que hoje rasgam as vestes indignados com o "lapso" ocorrido com os metadados que “permitiram a manipulação” dos eleitores a favor de Trump com anúncios "direccionados". Perceberam agra o problema? 

É evidente que quanto maior forem as empresas mais elas deverão ser escrutinadas, e o Facebook deve ser obrigado a um especial cuidado com a informação que recolhe dos seus utilizadores e a sua utilização deve ser devidamente regulada. Em Portugal, por exemplo, a publicidade nas redes socias e nos media em geral é proibida a partir de 90 dias das eleições.  

A quem serve o alarmismo criado à volta da questão? Pela minha parte não vejo qualquer problema com o tratamento do meu rasto na internet para que eu aceda com mais facilidade a determinados conteúdos ou produtos. Dá ideia que por vontade desta oligarquia puritana voltávamos aos anos 70, em que a propaganda eleitoral se cingia aos dois canais de televisão oficiais e umas românticas noitadas a colar cartazes nas paredes. A quem interessa um poder central a definir o que são notícias verdadeiras ou falsas?

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Modernices

por João Távora, em 23.03.18

Esta coisa do IPMA (a nova designação do ultrapassado Instituto de Meteorologia e Geofísica, como é bom de ver) dar nome de gente à mais pequena ameaça de temporal como se fora um furacão no Golfo do México tem graça ao princípio, mas quando houver uma borrasca a sério vão ter que lhe chamar um nome feio para dar nas vistas.

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A grande manobra

por João Távora, em 23.03.18

Se a acção de propaganda do governo agendada para amanhã, que vai por os ministros de enxada na mão a limpar as matas, fosse realizada há quarenta anos, quando só havia dois canais de televisão que como a maior parte dos restantes órgão de comunicação social estavam sob o controlo do Estado, o seu sucesso era garantido: assistiríamos embevecidos a uma comovedora unidade nacional garantida em torno do pequeno ecrã, das rádios e dos jornais que dantes eram patrióticos e agora se chamam "de referência". O que nos vale é a modernidade dos nossos tempos com a diversidade de canais de televisão e rádio e jornais privados e a nossa RTP tão independente, tudo factores que garantirão a indisponibilidade de todos estes meios e os seus jornalistas profissionais para embarcarem numa mera acção de publicidade ao governo de António Costa.

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Facebook, um monstro de sete cabeças

por João Távora, em 22.03.18

A vantagem do Facebook em termos comunicacionais é permitir-nos com recursos razoáveis direccionar a comunicação a um público-alvo determinado, do ponto de vista etário, geográfico e para um certo perfil de interesses. Por exemplo, em tese, o seu algoritmo permite à Juventude Monárquica de Lisboa direccionar as suas publicações para um público “amigável” e circunscreve-las à região da Grande Lisboa e um grupo etário definido com uma margem de erro aceitável. Considerar isto um problema ou uma a ameaça à privacidade das pessoas é uma enorme saloiice, uma paranóia quase infantil. Eu sou do tempo em que a maioria das pessoas tinham o nome, a morada e o número de telefone escarrapachados numa lista distribuída gratuitamente às centenas de milhar em quase todos os lares do país. Mas o que seria dos pobres de espírito sem os seus fantasmas e teorias da conspiração...

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