Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Entregues aos bichos

por João Távora, em 18.08.18

(...) O problema dos partidos dos extremos, tanto à esquerda como à direita, é que põem em causa esses fundamentos, em função daquilo que são os seus objectivos políticos. O PCP é a melhor prova disso mesmo, com o seu patético apoio aos regimes mais abjectos, desde que vagamente comunistas. Mas também o Bloco de Esquerda sujou as mãos com a Venezuela de Chávez, com a ETA não-terrorista ou com o “prisioneiro Lula”. Desde que praticadas em nome dos mais fracos e dos bons princípios socialistas, as derivas autoritárias, a corrupção ou a estatização descabelada passam a ser subitamente aceites, quando não aplaudidas. É aí que Bloco, PCP e Frente Nacional se revelam filhos da mesma mãe – todos acomodam práticas populistas e iliberais em nome do seu “bem”, seja o “pobre” ou o “francês”. Já eu não aceito essas práticas – nunca, em nome de nada. Fiz-me entender? 

 

A let na integra João Miguel Tavares aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 12.08.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 


Naquele tempo, os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu». E diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como é que Ele diz agora: ‘Eu desci do Céu’?». Jesus respondeu-lhes: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». 


Palavra da salvação. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Luta de classes

por João Távora, em 08.08.18

Há uns anos luta de classes ficou seriamente comprometida quando o meu pai comprou um Volkswagen. Agora a empregada lá de casa é freguesa do cabeleireiro da minha mulher, os jogadores de futebol chamam-se Simão, Diogo ou Gonçalo e depois até há uma Cátia na TV que se apresenta como "Tia". Já perceberam a utilidade política dos migrantes?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Do regime

por João Távora, em 07.08.18

(...) O que aconteceu no PSD entre 2015 e 2017 é que a maioria dos seus militantes parece ter-se convencido de que precisam urgentemente de voltar ao poder, e que isso só será possível à boleia dos antigos ministros de Sócrates. Foi uma tentação que sempre existiu nos aparelhos partidários da direita: em 1978, levou à ASDI; em 1983, ao Bloco Central. Mas o que está em causa não é apenas a existência de uma alternativa ao PS: é a existência de uma força de pressão reformista no regime. Sem essa pressão, anulada através da submissão do PSD ao PS, resta ao regime, endividado e em divergência da Europa, confiar no BCE e na conjuntura mundial. Mas talvez baste os juros subirem ou a massa dos turistas regressar à Tunísia para, como acontece a cada incêndio florestal com a Protecção Civil, redescobrirmos que as coisas não estão bem. Não esperem uma crise do PSD: esperem uma crise do regime.

 

A ler Rui Ramos no Observador

Autoria e outros dados (tags, etc)

A parte interessada

por João Távora, em 06.08.18

 

Cancio.jpg

"Quem é que quereria investir centenas de milhares de euros, endividando-se, para apostar num negócio sem segurança jurídica, e no qual o mais certo é ter chatices e perder dinheiro?"

 

Pode parecer estranho, mas esta transcrição é de uma crónica da Fernanda Câncio publicada ontem no Diário de Notícias que eu assinaria por baixo. Infelizmente a racionalidade e lucidez que presidiram à sua redacção explicam-se, não pela capacidade analítica da jornalista, mas pelo facto assumido de “ser parte interessada” no assunto em equação.  
Serve este exemplo para aferir que só um bom jornalista consegue ter uma análise isenta dos factos, sendo ou não sendo “parte interessada”…  ou o seu contrário. Nunca percebi porque no “seu” jornal encarregaram tantas vezes a Fernanda Câncio de reportagens ou artigos sobre a Igreja Católica que ela assumidamente execra, a não ser que isso se torne numa motivação para a rapariga fazer malabarismos retóricos e dessa forma satisfazer um público anticlerical que precisa de ver confirmados os seus preconceitos num jornal do regime. Da mesma forma com motivações de sinal inverso, a perspicaz "jornalista" (chamemos-lhe assim), foi absolutamente incapaz de detectar na forma de vida do aldrabão do seu ex-namorado, à época 1º Ministro, qualquer indício das desonestidades que praticava. Uma vez mais isso justifica-se pelo facto de Fernanda Câncio ser então “parte Interessada”, como mais recentemente tornou-se “parte interessada” em descartar-se do capítulo da biografia de José Sócrates em que foi activamente figurante.
Ser “parte interessada” é legítimo a qualquer pessoa, até ao mais insuspeito jornalista – nada contra os “interesses” que a todos movem. Certo é que ele se distinguirá da mediania na medida em que, pela leitura dos seus trabalhos, nos seja difícil ou impossível detectar quais os seus “interesses” ou “causas” e deles nos mantenha distantes. Mas o que acho mais grave é como a mediocridade de quem só consegue fazer uma análise jornalística através dos seus mesquinhos (no sentido de particulares) preconceitos – a maior parte das vezes reveladores de um provincianismo e ignorância confrangedores – tenha alcançado o estatuto de vedeta num jornal centenário como o Diário de Notícias... a lutar pela sobrevivência.

 

Foto: Jornal de Negócios

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 05.08.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 



Naquele tempo, quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam à beira do lago, subiram todos para as barcas e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?». Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou». Disseram-Lhe eles: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas? No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: ‘Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu’». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede». 


Palavra da salvação. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Aquecimento Global

por João Távora, em 04.08.18

2018-08-04 00.39.00.jpg

Há dias escrevi uma crónica humorística em que me atrevi a brincar com o tema da Meteorologia e do Aquecimento Global. Em consequência disso recebi diversas mensagens indignadas, acusações de "Trumpismo" (a mim que até sou monárquico) e comentários ofensivos que foram devidamente apagados e os seus autores banidos da minha página do Facebook. Àqueles que possam ter dúvidas, informo que só professo uma religião. Que não tenho dúvidas que ao longo da História o Homem já assistiu a vários Aquecimentos e Arrefecimentos Globais e que, se Deus quiser sobreviveremos a este. Que é do meridiano bom senso que o Ser Humano deverá respeitar a Criação e reduzir urgentemente as emissões de Carbono. De resto, sem querer ser alarmista, duvido que o Homem consiga fazer algo que altere significativamente as tendências do clima. Teremos de fazer como os nossos sábios antepassados e aprender a viver com ele.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vamos conversar sobre o tempo?

por João Távora, em 02.08.18

Poucos climas há tão encantadores como o de Portugal. O Inverno é neste país menos áspero que nos países do norte, mesmo menos áspero que a região central de França. A neve só cai nos cumes dos montes. Gozam-se dias admiráveis que rivalizam com os nossos mais amenos dias de Primavera. No Verão, a temperatura é muito mais elevada do que em Espanha. E passam-se aí às vezes calores de abrasar, mal moderados pelos ventos quentes do Oceano Atlântico; mas encontram-se ali tantos sítios maravilhosos, onde reina uma Primavera eterna.  

Maria Rattazzi,

Portugal de Relance,

1880

Deserto.jpg

À hora que escrevo esta crónica deve estar o estimado leitor em casa, de cócoras debaixo da mesa de jantar para se proteger dos raios UV, com uma garrafa de água gelada numa mão uma peça de fruta fresca na outra, com ar condicionado no máximo e a avó fechada no WC dentro de uma banheira de água fria, enquanto a televisão sintonizada num canal de notícias, emite alertas vermelhos e o repórter questiona os incautos transeuntes sobre que acham do onda de calor - todos temos direito à nossa importante opinião. A Comunicação Social há uma semana antecipa em parangonas que com a chegada do mês de agosto chegarão dias de inclemente canícula.

Triste sina esta de ser da geração em que "o tempo" se tornou conversa séria. Tempos houve em que esse era tema de quem não tinha nada para dizer. Aqui chegados, até eu sou bem ensinado e concedo que o assunto é importantíssimo, numa sociedade em que ao Estado deixou de competir a boa governança da coisa pública e em troca de votos se advogou responsável pela felicidade das suas mal-agradecidas gentes - uma causa obviamente perdida. Em boa verdade fomos todos transformados em Princesas da Ervilha, que merecemos ser educados para o nosso bem-estar, com o aconselhamento da periodicidade conveniente para um retemperador copo-d’água e dos benefícios de nos recolhermos numa revigorante sombrinha quando confrontados com temperaturas altas. Bom é saber que entidades oficiais cuidam de nós, venerandos e obrigados. De resto nesta altura do campeonato, ao sol só trabalham os vendedores de bolas de Berlim, alguns operários da construção civil, os agricultores e uns quantos maduros voluntários a montar festivais de Verão e bailaricos de província – a luta de classes é um assunto quase encerrado.

Em tempos que já lá vão era da sabedoria popular que para o bem-estar da família nestes dias tórridos em casa corriam-se as cortinas e fechavam-se gelosias. Bem sei que corriam tempos em que o sol era um parceiro de duvidoso estatuto: todos os homens usavam chapéu e donzela reputada tinha a tez clara, andava de sombrinha, e só ia á praia mediante receita médica. A pele tisnada não era um bom indicador social, mas sim indício da actividade laboral na pesca, construção civil ou na lavoura. De resto eu sou do tempo em que só os estrangeiros e uma certa elite se entretinha a passar o estio nas nossas paradisíacas praias, besuntados de bronzeador (uma mistela gordurosa à base de tintura de iodo) e pomada Caladril em cima das feridas do nariz e das bochechas. Nos anos sessenta, enquanto Sir Paul McCartney e Sir Miguel Sousa Tavares se deleitavam no paraíso virgem Algarvio, em Milfontes no Baixo Alentejo, onde eu assisti à chegada do homem à lua, a praia no Verão era uma extravagância de dúzia-e-meia de famílias veraneantes que os autóctones exploravam legitimamente e que só acediam ao Domingo para piqueniques tribais, todos vestidos de cima a baixo, homens de chapéu e as senhoras de lenço na cabeça e as viúvas de preto, a distribuírem caldeirada de um grande tacho para a prole de pele alva até aos braços. A democracia demorou a chegar aos banhos.

Voltando ao tema quente da actualidade, quer-me parecer que os portugueses da metrópole (uns mais que outros, bem se vê…) sempre tiveram de enfrentar períodos tórridos durante o Verão, como dizia Maria Rattazzi nos anos 80 do Século XIX. Há que colocar a questão sob perspectiva e sem alarmismo. A minha memória não chega tão longe, mas lembro-me na infância de umas tardes tórridas no 3º andar de Campo d’ Ourique que perturbavam particularmente o génio do volumoso Senhor Marquês, meu saudoso Pai. Recordo-me como arfava nesses dias abrigando-se a escrever fanaticamente atrás de uma ventoinha que, de caminho desaustinava e sublevava também as folhas de papel manuscritas, por entre golos de água fresca que sofregamente consumia de uma garrafa de vidro para seu uso exclusivo. E lembro-me de um célebre dia 13 de Junho, julgo que em 1980, num "Passeio de Domingo" do Centro Nacional de Cultura, em que perto de 100 associados navegaram pelo Tejo acima numa barcaça dos fuzileiros, sob temperaturas perto dos 50º sem uma sombra digna desse nome até Escaroupim, perto de Salvaterra de Magos, onde pernoitámos em tendas cedidas pela marinha – íamos morrendo todos. E do saboroso que pode se tornar uma cerveja morna, já que a excursão tinha o patrocínio da Cerveja Sagres "Europa", novidade na altura em que a CEE era um mito exótico e mobilizador.

Como se verifica pelo atrás descrito, o Tempo pode ser afinal um bom motivo de conversa. E se não tivermos assuntos sérios com que nos preocuparmos, uns dias com dois graus em Lisboa, um nevão em Vila Real de Trás os Montes, ou acima dos trinta na Capital abrem noticiários e convidam-se meteorologistas e sociólogos a dissertar sobre as alterações climáticas e o fim eminente do Mundo como o conhecemos. Nada que por estes dias umas Ameijoas à Bulhão Pato e uma garrafa de Vinho Verde gelado não resolvam. E depois, como nos está prometido um dérbi para a 3ª jornada do campeonato no final de Agosto, descansem os meus amigos animação não nos vai faltar. Como dizem os ingleses, “Stick to the weather”!

 

Nota: agradeço ao Eurico de Barros a inspiração para a ilustração desta crónica.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

Entretanto numa madraça perto de si

por João Távora, em 31.07.18

acampamento_be.jpg

 

O processo de radicalização dos/as jov@ns incautos pelo Bloco de Esquerda terminou ontem em Martinchel. Alguém sabe informar-me quem ministrou o módulo "A propriedade é roubo: socialização dos meios de produção"?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 29.07.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 


Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte


Palavra da salvação. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Robles

por João Távora, em 27.07.18

 

FB_IMG_1532689106737.jpg

 Em coerência com a religião que professa Robles deveria comprometer-se a explorar o prédio com arrendamentos sociais para atrair jovens carenciados ao bairro histórico de Lisboa em vez de se comportar como um "desprezível capitalista".

É um clássico: o vereador do Bloco não resistiu às suas origens burguesas. Se fosse no tempo dos sovietes ia para a sibéria, mas nestes novos tempos irá ministrar um novo módulo sobre o "lucro de esquerda" no próximo acampamento.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Bilhete postal

por João Távora, em 26.07.18

rio mira.jpg

Tocqueville diz que uma sociedade é tanto mais estável quanto menos expectativas ela gera nos seus membros. O caldo entorna-se definitivamente quando em vez da boa governança se promete "a felicidade", um conceito subjectivo e por isso mesmo inatingivel, em troca de votos (populismo). 


Continuação de boas férias para os meus amigos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pois, pois. A culpa foi dos Eucaliptos

por João Távora, em 24.07.18

 

"Está a acontecer no sul quente e seco. Está a acontecer onde os Estados são falhos, governados à vista desarmada e tomados por administrações públicas lideradas por incompetentes promovidos por cunhas e cartões partidários, incluindo nas suas proteções civis. Portugal e Grécia são casos diferentes mas ambos estão há anos tomados por governos com total incapacidade estratégica de longo prazo (o que nos incêndios se vê na floresta e no ordenamento do território), por comportamentos sociais desvinculados e por uma sujeição orçamental a que chamamos austeridade: impostos muito elevados para pagar despesa pública e corte de meios e serviços públicos por exaustão (o que nos incêndios se vê na falta de recursos de combate).

Esta combinação de incompetência na estratégia e na ação, de falta de planeamento e de falta de meios, leva perfidamente à resignação inaceitável: a da fatalidade. Como se morrêssemos nos incêndios porque a natureza está assim e vida é isto."

Pedro Santos Guerreiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 22.07.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 


Naquele tempo, os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. 


Palavra da salvação. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da bondade

por João Távora, em 20.07.18

Curioso é como as nossas limitações e defeitos inatos, devidamente identificados e controlados, podem tornar-se alicerces dum percurso para a santidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 15.07.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 


Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos. 


Palavra da salvação. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

"O centenário da revolução poderia ser um bom momento para nos debruçarmos sobre a História Russa em particular e sobre a violência na sociedade em geral. A família real russa, no fundo, já estava condenada à morte logo que os bolcheviques tomaram o poder, pois o assassinato de Ekaterimburgo não passou de um episódio do chamado “terror vermelho”, que ceifou milhões de vidas. Os comunistas começaram por matar nobreza e alta burguesia, monárquicos e liberais, socialistas de direita e de esquerda, anarquistas e outros “aliados descartáveis”. Depois, como é sabido, deram início ao extermínio mútuo e à criação de “inimigos do povo”, pois a máquina do terror não podia parar."

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A globalização da humanidade

por João Távora, em 09.07.18

campeões do mundo.jpg

A meio da semana passada, impressionado com as notícias que vinham da Tailândia, perguntei aos meus filhos pequenos se sabiam do que se estava a passar. Não sabiam: como a maioria dos jovens e das crianças, hoje em dia conseguem viver numa bolha onde convivem com a “realidade” que escolhem seguir, por via do Youtube, do Instagram ou dum qualquer canal de séries ou desenhos animados sempre ao dispor. A razão por que nesse dia os obriguei a ver um noticiário da TV foi por considerar que aquele “caso” era definidor do que é uma autêntica “notícia”, além disso capaz de comover o mais empedernido adolescente. Esta história de 13 destemidos jovens sepultados vivos nas entranhas impenetráveis da terra e a obstinação de uma comunidade quase planetária disposta a tudo fazer para os salvar concentra em si o dramatismo mais profundo da condição humana seja na sua fragilidade ou nobreza. A complexidade de todas as histórias que daí se ramificam, da angústia dos pais e familiares aos heróicos mergulhadores que arriscam a vida num diabólico labirinto de corredores e câmaras rochosas submersas pelas impiedosas águas das chuvas…  E a eventualidade da humanidade por uns instantes expurgar a sua alma colectiva com o sucesso desta operação, coroada com uma triunfal presença dos rapazes Domingo que vem na final do Mundial em Moscovo? Um final que se faça hino ao que de melhor é capaz o ser humano.

Os meus miúdos já acompanham as notícias que nos chegam das grutas do norte da Tailândia que depois debatemos e aprofundamos à mesa em família. Não como uma novela ou um torneio de futebol como sugeria há dias no Facebook um “intelectual” sempre enfastiado. Uma comoção verdadeiramente global que espelha a humanidade que somos todos independentemente da geografia, história e da língua com que nos fizemos gente (desculpa lá o mau jeito John Lennon). Porque o que está em jogo é o simples duelo entre as trevas e a luz, e nisso (quase) todos sabemos de que lado somos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O atrevimento da... má fé

por João Távora, em 06.07.18

Se o fito de Fernanda Câncio for esclarecer a opinião pública, então deve parar um pouco para se informar melhor. Mas se a sua intenção for flagelar Portugal, torná-lo responsável por muito do que de mau existiu na história, fazê-lo campeão das iniquidades, se o seu propósito for culpabilizar os actuais portugueses, fazendo-os crer que os seus antepassados eram invulgarmente nocivos e cruéis, então não precisa de se informar, é só continuar na mesma senda.

 

A ler aqui na integra o artigo do Historiador João Pedro Marques 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eucaliptos e teorias da conspiração

por João Távora, em 05.07.18

(...) A sociedade, tendo o bode expiatório do eucalipto e dos grandes interesses económicos associados, só dificilmente se mobiliza para disponibilizar os recursos necessários para resolver a falha de mercado que tem permitido a expansão, em algumas áreas claramente excessiva, do eucalipto.

Pôr a tónica na espécie, em vez de a pôr no verdadeiro problema, isto é, na ausência de gestão, é andarmo-nos a enganar sobre a melhor forma de resgatar o mundo rural da armadilha de fogo em que está metido. (...)

 

A ler o nosso Henrique Pereira dos Santos aqui na integra.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Até admira a Catarina e a sua candidata presidenci...

  • jo

    Escarrar no chão, bater na mulher quando o Benfica...

  • André Miguel

    Óptimo, folgo em saber, excelente notícia. Há uns ...

  • Pedro Oliveira

    "Era sexta-feira, 3 de agosto, e o homem rumava a ...

  • EMS

    Encontrei bastantes. A sorte não foi necessária.ht...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D

    subscrever feeds