Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Perna

por José Mendonça da Cruz, em 09.04.21

... e é bom, aliás, é excelente, que para devida nota dos eleitores que ainda veem, conste que Vara, Bava, Salgado, Granadeiro, etc. não iriam, segundo Rosa, a julgamento, mas o motorista Perna, sim, porque parece que não tinha licença de isqueiro.

Não é «Sócrates só vai a julgamento por 6 acusações»...

por José Mendonça da Cruz, em 09.04.21

... é «Ivo Rosa defende que Sócrates só vá a julgamento por 6 acusações». Esperem pelas decisões da Relação, que tanta estima e respeito tem mostrado pelas opiniões de Ivo Rosa

Aos seus costumes, Rosa disse que há nada

por José Mendonça da Cruz, em 09.04.21

No resumo brilhante de Gonçalo Fernandes, filho de um amigo e advogado, afirma Rosa que:

«Se há acusação esta não é válida.

Se é válida não há provas.

Se há provas foram obtidas de forma imprópria.

Se não foram obtidas de forma imprópria não são suficientes.

Se são suficientes o crime prescreveu».

Mais crê Ivo Rosa -- decerto impoluto, e, portanto, talvez com escassa experiência de vida -- que, a propósito de alegadas negociatas venezuelanas, Sócrates «como PM não podia saber os planos de outro governo». E, a propósito de alegadas negociatas envolvendo PT e Caixa Geral de Depósitos, mais considera que Sócrates não poderia influenciar decisões da Caixa porque «a decisão cabe ao Conselho de ministros e ao ministro das Finanças».

Resta, ainda assim, um resto de terramoto para Sócrates (a quem o juiz chamou corrupto), tão vigoroso a meio da leitura, e tão incomodado no fim. Mais os recursos para a Relação, porque o Ministério Público decerto não tolerará o metódico (e bastante falho e artificioso) arraso a que foi sujeito.

E apostava eu que, algures, na face gélida de Ricardo Salgado, está a despontar a sombra de um esboço de um fantasma de sorriso.

 

Pode morrer, mas não morre sisudo

por José Mendonça da Cruz, em 07.04.21

«A Vacina da AstraZeneca é segura. Perdão, a vacina da AstraZeneca não é segura. Perdão, a vacinação com a fórmula da AstraZeneca coincide com coágulos sanguíneos e óbitos, mas não está provada uma relação causal. Perdão, a vacinação com a fórmula da AstraZeneca coincide com coágulos sanguíneos e óbitos, e está provada uma relação causal. Perdão, a vacina da AstraZeneca não é segura para maiores de 65 anos. Perdão, a vacina da AstraZeneca é segura apenas para maiores de 65 anos. Perdão, a vacina da AstraZeneca não deve ser ministrada a maiores de 30 e menores de 50. Perdão, a vacina da AstraZeneca não deve ser ministrada a menores de 30. Perdão, a vacina da AstraZeneca não deve ser ministrada a crianças. Perdão, a vacina da AstraZeneca mata, mas pouco, é perfeitamente segura. Perdão, a vacina da AstraZeneca é ótima. Perdão, a vacina da AstraZeneca é ótima porque sendo baratíssima mata pouco. Perdão, eu -- que até aqui passei todos os dias e todas as horas a aterrorizar persistentemente toda a gente com todos os modelos, malabarismos numéricos e parvoíces de que me lembrei sobre o Covid -- vou agora invocar a baixíssima taxa de infeção e morte por Covid para defender a baixíssima taxa de óbitos causados pela vacina da AstraZeneca. Percebem? Gostaram? Vacinem-se com a vacina da AstraZeneca. Até podem morrer. Perdão, é pouco provável que morram. Perdão, até é giro morrer a rir ou a chorar, porque com isto não dá para morrer sério.»

Jornalismo de ouvir dizer

por José Mendonça da Cruz, em 31.03.21

«Uma novidade»: na 2.ª fase as pessoas marcam o sítio, o dia e a hora para serem vacinadas, dizem todos os telejornais. «No site da DGS», dizem eles.

Ora, agora, já não é uma questão de enviesamento; é mesmo uma questão de trabalho medíocre, de informação vazia. No site da DGS? Experimentem lá. Quando? Eles nem dizem, nem perguntaram. Quando é que começa essa vacinação a pedido? Vai começar... um dia destes... Quando é que o site da DGS «disponibiliza» o software para essas marcações? Pois, sabe-se lá, em breve...

Donde, parece-me justo fabricar esta pequena teoria da conspiração, que me parece bastante crível, e que diz assim:

A DGS já não se entende com o número de pessoas que visitaram o site, colocaram lá nome, n.º de utente de saúde, e data de nascimento, e a quem a DGS disse para aguardar um telefonema. De maneira que, como é hábito no actual tipo de governação, passou a bola: «Marquem vocês. Um dia destes. Talvez. A culpa é vossa». 

Desinformação à descarada

por José Mendonça da Cruz, em 30.03.21

Da Meios & Publicidade, 26 de Novembro de 2020

«A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) decidiu retirar o título profissional de jornalista a Filipe Santos Costa. Em causa está a realização do podcast Política com Palavra que tem na sua base um contrato de prestação de serviços celebrado entre o ex-jornalista do Expresso e o PS para a realização de uma série de entrevistas a personalidades ligadas ao partido ou ao governo.»

Este Filipe Santos Costa está agora comentador na tvi, a avaliar as qualidades dos candidatos autárquicos do PSD.  Para mais apurado enviesamento, contracena com ele Anabela Neves. Tudo normal; afinal, Nicolau Santos preside à RTP depois de presidir à Lusa.

O que 90 anos de vida produtiva aturam

por José Mendonça da Cruz, em 28.03.21

Rui Nabeiro faz hoje 90 anos e a tvi dedica uma reportagem de vida ao grande industrial, empregador e benemérito de Campo Maior. «Senhor Rui», começa o repórter...

 

Do leitor Jorge Sousa, em comentário a este post:

Se fosse só isso... E deixar o Sr Nabeiro  atarantado dizendo-lhe que ele não paga dividendos porque não se preocupa com o lucro? É de bradar ao céu! Ao que este respondeu: " Bem,  eu divido o lucro com os trabalhadores "
Este jornalistazeco esqueceu-se, ou não sabe, que a empresa é propriedade da família; e, por outro lado, quis fazer valer a ideia de que as boas empresas - bem geridas - não pagam dividendos porque não se movem pelo lucro. Portanto os accionistas duma determinada empresa - a Nestle, por exemplo - investem o seu capital, correm o risco de o ver diminuir ou até de o perder, mas não devem ser remunerados!  Espantoso!  Só falta defender que os cidadãos depositem o seu dinheiro nos bancos e não recebam um cêntimo de juros. Que belo Tratado de Economia! 

Os aviões não matam e as vacinas também não. Mas...

por José Mendonça da Cruz, em 17.03.21

Juntemos este raciocínio à discussão que por aí vai sobre vacinas.

A companhia aérea Free Airways e a companhia aérea Great Airways são gigantes da aviação civil. Cada uma delas tem 800 aviões, e cada uma delas faz por dia cerca de 6000 voos para mais de 30 destinos, para um total de mais de 2 milhões de voos por ano para cada companhia. Ao fim de 7 anos a Free e a Great somam cada uma 14 milhões de voos. A Free não teve qualquer acidente. A Great teve 40 acidentes graves ou mortais, sensivelmente um a cada dois meses.

Pergunta: tem à escolha para viajar até ao seu destino um voo da Free e um voo da Great. O da Great é mais barato. Que voo escolhe?

Guerra colonial - um concurso de jumentos

por José Mendonça da Cruz, em 16.03.21

Faz agora anos que no Norte de Angola, a UPA matou à catanada brancos e pretos, homens e mulheres, crianças e bebés. «UPA»,  ou «União dos Povos de Angola», era uma piada e um exagero inventado por Holden Roberto para designar a vontade de ficar com um bocado do Congo. Mas, no telejornal da Tvi, J.A. Carvalho lê, de olhos fixos no ponto, que o envio de tropas portuguesas «não parou a marcha da história».

No estado actual da produção «jornalística« das televisões já não se pedia um pouco de respeito pela história, nem um mínimo de patriotismo, nem alguma noção das coisas que impedisse de ofender muitos vivos, nem um pouco de inteligência. Pedia-se apenas um módico de decência. Temos, em vez disso, textos escritos por dois neurónios lidos por neurónio nenhum.

Por uma vez, viva o medo

por José Mendonça da Cruz, em 16.03.21

A fórmula da Astrazeneca provocou algumas mortes, episódios de saúde graves, e extremo mau estar em algumas das pessoas vacinadas com ela. Uma dezena de países civilizados, e uma agência europeia, suspenderam a vacinação com esta patente com base em vários casos alarmantes.

O governo português, que comprou vacinas da Astrazeneca por as achar mais em conta, e a DGS, na qual o governo manda, começaram por dizer, sem base alguma, que não havia problema nenhum. Depois, especialistas de coisa nenhuma vieram dizer também, do alto da sua inexperiência total, que a vacina era boa -- era só o mundo civilizado que estava doido.

Por fim Costa, que gosta sempre de ter cada pé em seu lado, veio dizer que a vacina é boa, que ele próprio a tomou (o que é provavelmente mentira) ... e depois mandou suspender. Mandou suspender, não por temer que a vacina seja nociva; não por confiar nos especialistas de pouca coisa; não por confiar na lenta e confundida burocracia do Infarmed. Mandou suspender por recear que ela provoque algum ou alguns casos preocupantes em Portugal, e a consequente má imprensa (uma raridade, mas ainda assim).

Donde, por uma vez, viva o medo. Porque sabemos bem que se tivessemos que confiar mais uma vez na DGS, nos «especialistas», e no Infarmed, estávamos tramados. De maneira que viva o medo que Costa tem. 

Gosto muito de futebol. Gosto, mas não tanto que embarque em histerias clubistas, ou que deixem de irritar-me os tratos de polé que os comentadores passaram a dar à língua portuguesa. E a cada jogo, nacional ou internacional, surpreende-me que adeptos e comentadores se tenham deixado aprisionar nesta linguagem obscura de rodriguinhos e patetices. 

Como neste excerto, sobre a eliminação da Juventus pelo Porto:

«Os movimentos interiores [intestinais, será?!] dos centrais consoante o lado da bola [a qual é quadrada e tem faces] a juntarem-se aos centrais tendo o reforço do ala a baixar [porque o futebol joga-se na vertical, pelo que os jogadores sobem e descem] quase como lateral eram fundamentais para ir controlando a Juventus sem bola». Sendo que também se joga com bola, como no episódio seguinte: «Octávio conseguiu ganhar o espaço entre linhas para sair com bola».

Ontem, vi o jogo Juventus-F.C.Porto. Garanto-vos que foi emocionante.

Verde de inveja

por José Mendonça da Cruz, em 07.03.21

Eu tenho inveja dos senhores espanhóis que venderam um milhão de euros de sucata ferroviária cheia de amianto a Pedro Nuno Santos. Eu tenho inveja do que riram esses empresários, e outros, e mais os Estados a quem Santos apontou aquele negócio como grande exemplo que todos deviam seguir.

Eu tenho inveja do senhor Neeleman, que foi a rir até ao banco com 55 milhões de euros no bolso, e deixou nas mãos de Santos, que proclamava tê-lo expulso, uma companhia aérea falida e sem hipótese de recuperação a dois anos.

Eu terei inveja do senhor da Groundforce quando conseguir um empréstimo garantido pelas acções da sua empresa, que ficará nas mãos de Santos se as viagens aéreas não recuperarem nem este ano nem no próximo.

Eu tenho inveja de Pedro Nuno Santos por conseguir destruir tanto valor, tanta riqueza, tanto emprego, e por desbaratar tantas pipas de dinheiro que não são dele, sem que, no entanto, o aflija o remorso, o enriqueça a aprendizagem, ou lhe falte o aplauso babado das redacções das tvs.

Se fossemos todos FPs já não eram precisos CCs

por José Mendonça da Cruz, em 01.03.21

Um Cartão de Cidadão caducava em Outubro de 2020, mas não haja problema, foi prorrogado até Março de 2021. E fica agendado atendimento presencial para entretanto. Mas o atendimento presencial foi cancelado. Os funcionários públicos não podem arriscar infecções indo trabalhar, ainda que o governo socialista garanta que o vírus não infecta ninguém em autocarros, comboios, barcos e Metro. Já no trabalho do funcionalismo, sim, afecta. Mas o cidadão não se amofine, o cidadão pode «solicitar» renovação online, para levantamento oportuno. E, sendo que o cidadão «solicita», o funcionalismo informa que o cidadão pode levantar o seu CC em Julho, daqui a 5 meses apenas. Entretanto, o cidadão deve imprimir o comprovativo enviado em anexo, e fazer-se acompanhar dele em todas as circunstâncias. Durante meio ano.

Ora, há quem critique o dr. Costa e considere excessivo que ele tenha contratado mais 19.792 funcionários públicos desde 31 de dezembro de 2019, assim «revertendo» ao mesmo número total de funcionários públicos da magnífica gestão de Sócrates. Afinal, não. A julgar pelo exemplo acima, eles são ainda poucos. O dr. Costa deve contratar o triplo. E deve contratar só socialistas, não vá alguma alma independente prejudicar o delicado equilíbrio, a visível organização e gestão, e a patente competência geral disso que agora existe. 

 

A «cidadania» dos poltrões

por José Mendonça da Cruz, em 28.02.21

Um padre de Pinhel decidiu continuar a celebrar missas presenciais, com máscaras e distância física. Logo um bufo ou bufa convocou a Sic, para que registasse o que julga ser «falta de cidadania e respeito». A Sic lá enviou uma equipa jacobina de promoção do pânico e defesa do p.c., que ouviu o padre, alguns fiéis, e o bufo ou bufa. Mas, como todos os bufos ou bufas, o bufo ou bufa veio escondido, cobarde, não deu a cara, nem o nome, nem a voz, que se ouviu filtrada. Tudo em nome da «cidadania», que os bufos ou bufas não sabem o que seja, e do «respeito», que nenhum bufo ou bufa merece, já que não o têm por si próprios.

Um Mundo melhor

por José Mendonça da Cruz, em 19.02.21

Space este.jpgUm lançamento nocturno do Space-Shuttle. A foto não é minha. As que tirei, com uma coisa a que se chamava máquina fotográfica, perdi-lhes o paradeiro.

Gostei de ver a alegria reinante e as palmas na sala de comando da missão da Nasa a Marte quando a sonda Perseverance aterrou no planeta, ao fim de «7 minutos de terror». Sete minutos de terror, de facto, após os milhões de dólares investidos, os anos de investigação e invenção, os meses de viagem para atingir o objectivo. Sete longos minutos decisivos. Alegria e palmas merecidas para um bando de valentes, para gente com visão mais larga, como se pertencessem a outro século e a outro mundo melhor, de investigação, ambição, risco, sonho -- de futuro, em resumo.

Em Outubro de 2002 tive a sorte e a oportunidade de assistir de perto a um episódio deste tipo de descobrimentos. Ao fim de um dia de trabalho, o organizador de uma reunião internacional em Orlando, na Florida, veio comunicar aos presentes que quem quisesse ir ver a partida do Space Shuttle só tinha que dar o nome e ir. Lá fomos, um grupo heterogéneo e internacional de 7 curiosos (7, como os tripulantes da nave). O lançamento era às 22 horas -- «10:00 PM», aliás --, a carrinha partiria às 19 horas -- «7:00 PM», aliás.

Com estrito cumprimento dos limites de velocidade, os 90 km até Titusville foram cumpridos em hora e meia. Titusville fica a cerca de 40 km de Cabo Canaveral por estrada, mas em linha recta serão apenas 25. E a linha de visão é aberta, porque entre um local e outro há apenas terra plana e braços de mar. Via-se ao longe a nave iluminada, e o ambiente era de festa, de alegria e entusiasmo perceptíveis. Autocaravanas e tendas por todo o lado, e fartura de «six-packs» da loja de conveniência convenientemente próxima. Para nos integrarmos, comprámos um.

O primeiro momento emocionante chegou aos 10 segundos para as 22, quando, seguindo o rádio de alguém, toda a multidão começou a entoar bem alto a contagem decrescente: 9...8...7...6...5... E de súbito ficou dia. Dia claro como o sol quando os foguetes acenderam e aquele cone enorme começou a elevar-se no ar. E segundos depois, chegaram-nos as ondas de som. Uma vaga de som grave, reverberante, que entrava pelos ouvidos e os ossos, que abanava tudo, e nos abanava e punha a tremer enquanto o Space Shuttle, na sua massiva elegância fusiforme, ia subindo sobre um jacto enorme de fogo e fumo. Foi então que pensei nas 7 pessoas lá dentro da nave, no topo do monstro. E comoveu-me a certeza de que não eram só valentes, eram gente com outros corações e outras cabeças, descobridores, poetas destemidos.

Foi a coisa mais emocionante e esperançosa a que tive a sorte de assistir. Ainda bem que perseveram.

O mínimo de testes após o anúncio do máximo de testes

por José Mendonça da Cruz, em 19.02.21

Que íamos testar, testar, testar, anunciou o esboço grosseiro de ministra da saúde que temos.

Hoje, sabe-se que Portugal é o país que menos testa na União Europeia. E sobre a notícia é derramada a maior quantidade possível de descaso ou omissão.

Ninguém quer alimentar teorias conspirativas, evidentemente. Mas qualquer um pode perguntar se a diminuição de infectados diários de Covid terá alguma coisa a ver com este discreto mas substancial alheamento a testar.

Era uma vez 3 extremistas a gritar contra o extremismo

por José Mendonça da Cruz, em 17.02.21

Lusa, Sic, Expresso, TVi e RTP deram ontem uma «grande estudo internacional» sobre «o avanço da extrema-direita» na Europa e em Portugal. Os autores do «grande estudo» é que não são identificados. Quando vamos ver quem são compreendemos porque não o foram: trata-se de 3 organizações de extrema esquerda sem credibilidade nenhuma. É assim que os media funcionam hoje por aqui.

Aguardam-se notícias e indignações

por José Mendonça da Cruz, em 09.02.21

O Expresso revela que 397 portugueses morreram em casa com Covid-19. Por abandono, por descaso, devido ao caos no SNS? O Jornal de Notícias diz que estas mortes «ainda estão por esclarecer».

Aguardamos sentados que os orgãos de «informação» esclareçam.

O jornalismo deplorável

por José Mendonça da Cruz, em 08.02.21

O Expresso noticia, hoje, aqui, que «Catarina Martins defende reabertura de escolas assim que for possível».

Quando Catarina Martins defender -- como é inteiramente possível que faça -- a reabertura das escolas logo que for impossível o Expresso dar-lhe-á manchete e artigo de 2 páginas, ou dar-lhe-á manchete em qualquer outra altura em que ela diga coisas como a Georgina.

A RTP acaba de noticiar que «a economia caiu menos em Janeiro do que no primeiro confinamento» em 2020. A RTP poderia interrogar-se se isso será por o novo confinamento, este de agora, ter começado em 13 de Janeiro. Logo que houver outra notícia menos má para o governo socialista, a RTP noticiá-la-á. Pode ser, por exemplo, que morreram só 199 pessoas, o que é muito menos do que 200.

A Tvi noticia que médicos reformados que se voluntariaram para o combate à pandemia estão a ser impedidos de começar a trabalhar devido a obstáculos burocráticos. Mas, logo conclui a Tvi, a ministra Temido diz que isso vai acontecer «em breve». Porque para a Tvi basta que o governo socialista diga que «vai solucionar em breve», ou que «está em estudo para oportunamente se analisarem as soluções oportunas», ou qualquer outra vacuidade, para que a Tvi se considere informada e finja que informa.

Ora, nós já sabíamos que o jornalismo de fretes e lamber de botas é assim mesmo, vergado e vazio, mas os seus inúmeros praticantes podiam ter ao menos este cuidado: o de fingir que não são irremediavelmente burros.

Contra a exploração da água pelo homem

por José Mendonça da Cruz, em 07.02.21

img_900x508$2010_01_13_01_51_00_338384.jpg

É um horror! A barragem do Alqueva atingiu a cota máxima. A Sic tem que ir já ouvir Catarina Martins sobre estas águas ali aprisionadas, que vão evaporar todas ou ser exploradas pelos latifundiários das culturas intensivas, em vez de correrem livremente para o mar.



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Neve da Bélgica à Turquia. Em Portugal desde o fim...

  • Anónimo

    E para não deixar morrer o assunto, um texto escla...

  • Jose

    Ontem, já era tarde. Urge a necessidade, até para ...

  • Jose

    Esses acontecimentos começaram a 19 de Abril, con...

  • Anónimo

    Os nossos governantes já deixaram de governar para...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D


    subscrever feeds