Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Fado

por José Mendonça da Cruz, em 16.10.21

Ouvir Jerónimo de Sousa alucinar que com o dinheiro dos ricos que vai para as off-shores se faziam mais creches;  ouvir as meninas do resto do bloco sonhar com o aumento do saque e da estatização de tudo; ouvir os comentadores mais iludidos a verem mais uma «almofada» para gastos no que não passa de crescimento hipotético de 5%, nada quando chega sobre uma queda de 8%); ter a certeza que a «bazuca» não vai ser mais que outra esmola derramada no aumento da despesa corrente e da dívida; saber que Costa tem uma só política, ficar, e um só método, vender o que for preciso, com muita propaganda a travestir tudo -- ouvir estes pronunciamentos arcaicos e falidos (ou apenas manipuladores, ou simplesmente estúpidos) é ouvir e pressentir o nosso destino de subjugação, estagnação e miséria. 

Celebremos o dia da amnésia

por José Mendonça da Cruz, em 05.10.21

Hoje é o dia do esquecimento e da lavagem cerebral. Hoje é o dia de omitir as eleições falsárias com 10 000 votantes a nível nacional; a violência de rua, diária e sangrenta; os trauliteiros que varriam as ruas a impor a lei da paulada e da morte. Hoje é o dia de celebrar o anticlericalismo boçal e obsceno de pequenos personagens como Afonso Costa, de comemorar  a ruína das contas públicas, os assassinatos políticos como método, a sucessão mensal de desgovernos como política. Hoje é o dia de omitir protagonistas como Cândido dos Reis, bravamente suicidado de vergonha. Hoje é o dia de aplaudir a morte de milhares de portugueses no criminoso desejo de protagonismo dos campos de La Lys. Hoje é o dia de atropelar historiadores como Vasco Pulido Valente, cuja desmontagem do historial miserável da I República deveria ter sido definitiva. Hoje é o dia de esquecer que até Fernando Rosas escreveu que o golpe do 28 de Maio respondia a um desejo profundo e generalizado de pôr fim aos crimes, à violência, à negação de democracia, à demagogia, à ruína, à vergonha. Viva, portanto, o 5 de Outubro. 

Festejos como espuma

por José Mendonça da Cruz, em 15.09.21

Parece que reina um ambiente de celebração e festa nas redações de televisão por sermos os campeões da vacinação. É que estamos mais perto de vacinar 85% da população de 10 milhões -- enquanto a Alemanha vacinou apenas mais de 70 milhões dos seus 83 milhões de habitantes, uma vergonha; enquanto a França só vacinou 42 dos seus 67 milhões, uma miséria; e a Espanha ainda mal vacinou 34 milhões dos seus 46 milhões de habitantes, uma incompetência.

Esta diferença escandalosa deve-se, seguramente, a que em Espanha, na Alemanha e em França há uma total e bastante analfabeta falta de sentido das proporções!

Certezas como espuma

por José Mendonça da Cruz, em 14.09.21

A Tvi tem a certeza de que o aparecimento de orcas e tubarões em águas nacionais tem a ver com a temperatura mais alta (as «alterações climáticas») da água do mar ou a negligência de quem navega nela. E mais diz que o mar avança e o país desaparecerá em 10 anos (ou coisa que o valha). Só não tentou nem se preocupou em tentar saber de que espécie (são cerca de 480) eram os tubarões avistados.

A África-Coitadinha dos «progressistas» e «anti-racistas»

por José Mendonça da Cruz, em 13.09.21

Na Europa, na Ásia, na América do Norte e do Sul, há uma medida da competência dos governos: se as infecções sobem, se os óbitos não caem, se a vacinação titubeia, o governo é mau; se é ao contrário, o governo é bom. Mas a julgar pela rapaziada que nos media bolsa a narrativa progressista e a versão mais racista do «anti-racismo», a desastrosa situação de qualquer país africano deve-se ao egoísmo do Ocidente e do capitalismo. O que apenas me faz constatar que o paternalismo e o neocolonialismo assumem as formas mais inesperadas.

Um momento de maravilha para ignorantes

por José Mendonça da Cruz, em 03.09.21

 A ignorância é fonte de maravilhas. Um ignorante digno do epíteto consegue descobrir, maravilhar-se e, orgulhoso, anunciar aos sete ventos coisas que toda a gente já sabia. Quando a ignorância é generalizada, as descobertas dos ignorantes passam por novidade e maravilha. Hoje, a Tvi foi gloriosamente ignorante, e proclamou-o. Hoje, a Tvi descobriu, maravilhada, que a morte e enterro da raínha Isabel II de Inglaterra, os procedimentos, o protocolo, estão previstos e programados passo a passo, gesto a gesto, protagonista a protagonista, num documento sob o título de «London Bridge has fallen».

A Tvi é, portanto, distraída (digamos assim), porque não sabe ou não se lembrou que também as cerimónias da morte do príncipe Filipe estavam previstas com minúcia, até com pormenores pelo punho do próprio. E não sabe que isso acontece com todos os membros da família real. Este tipo de preparativos e organização daquilo que é inevitável faz sempre muita confusão aos espíritos dos irremediavelmente impreparados. Julgo que a Tvi teria uma síncope, se compreendesse que o magnífico funeral de Churchill (que já foi há bastante tempo, apresso-me a informar, não vá a Tvi descobrir isso agora) também estava planeado com minúcia.

A Tvi também é ignorante, porque não explicou (o que não podia fazer, não sabendo), que «London Bridge has fallen down» é uma expressão inspirada numa das mais populares canções de embalar da língua inglesa, «London Bridge is falling down», cujo primeiro registo data do século XVII.

E como estas coisas da ignorância ufana têm sempre uma cereja no topo do bolo, ainda tivemos José Alberto de Carvalho a explicar que tudo isto vai acontecer «na eventualidade da morte de Isabel II». Ora, toda a gente sabe (menos a Tvi) que a morte de Isabel II -- como a de todos nós -- não é uma eventualidade, é uma certeza. Mas a culpa, neste ponto, não foi de JA Carvalho, que só leu e não pensa. A culpa foi dos tradutores da Tvi, que, como muitos tradutores ignorantes traduzem o «eventually» inglês, que significa «a seu tempo», por eventualmente, que em português significa casualmente.

De maneira que, a título de moral da história, esta é a confiança que a informação da Tvi merece. Porque é isto que ela vale.

1024.jpeg

Isabel II - a Tvi espanta-se com «a eventualidade» da sua morte 

O «mercado» da propaganda

por José Mendonça da Cruz, em 01.09.21

Os jornalistas da propaganda andam há dois dias a advertir-nos de que os preços da eletricidade «no mercado ibérico» atingem recordes. Que, para os jornalistas da propaganda, têm causas misteriosas e inexplicáveis, e não resultam de opções de política energética. Juntam, evidentemente, entediantes explicações do ministro do Ambiente e promessas de Costa de que não há problema, porque há «uma almofada». 

Sabemos, porém, sem que os jornalistas da propaganda precisem de dizê-lo, que, para efeito de carestia de preços de energia, os recordes do «mercado ibérico» situam-se sobretudo para Sul de Valença, para Oeste de Badajoz, e para Norte de Vila Real de Santo António.

A receber os bárbaros

por José Mendonça da Cruz, em 16.08.21

A reporter da CNN vestiu-se de negro toda, a cara apenas de fora,  para auscultar um dos tarados do Islão. Pergunta se vão deixar as mulheres trabalhar. O tarado diz que sim. Pergunta se as mulheres podem andar como ela. Como ela, não, diz o tarado, só de hijab, diz o tarado, o hijab como manda o islão, diz. O islão diz isso?, pergunta a repórter de negro e cabeça tapada. Diz, sim, diz o tarado.

E assim deu a CNN mais uma pecinha repugnante, quer pelo papel da reporter, quer pela importância dada a tarados, quer pelo vazio de informação. Pecinha que, no entanto, poucos considerarão repugnante. É que o Ocidente, embora filho de boa gente, já não se sente.

 

Temos, então, na Tvi e continuando na Tvi24, o ministro soviético Pedro Nuno Santos a repor «a verdade», e a esclarecer que está a fazer um grande trabalho na TAP que, sob as ordens de António Costa, quis nacionalizar. E chama a atenção para o grande esforço de renovação da companhia aérea: já despediu 2400 pessoas, e já se livrou de mais de 20 dos cento e tal aviões. Diz que (com os milhares de milhões que saca aos contribuintes, mas de que não fala) quer salvar uma empresa que é uma grande exportadora. E era. E foi, brevemente, nos tempos d`«o privado» que ele e Costa se esforçaram por expulsar. 

Promessas que a vida faz e promessas que fazemos à vida

por José Mendonça da Cruz, em 11.07.21

Volto muito a Tom Waits e a Innocent when you dreama pensar que o que faz de um poema um clássico é a intemporalidade, e que a intemporalidade de um poema (ou de qualquer obra) consiste em ele falar connosco, e sentirmos que está tão perto, que sabe tanto das coisas e de nós, e que, no entanto, sendo tão sábio, é tão generoso e compassivo. Waits é um poeta, e Innocent é intemporal: fala dos compromissos, das promessas, das juras que fizemos à vida e aos outros, e das juras, promessas e compromissos que a vida nos fez. E que depois são quebrados, ou desaparecem desapercebidos. Waits não veio para lançar culpas, veio para inocentar, veio pela doce amargura, veio para constatar doce e agrestemente que sic transit tudo, e não apenas a glória.

O sentimento dorido, pinta-o logo com um cenário campestre e sereno -- os morcegos no campanário, o orvalho a cobrir o chão, os campos suaves e verdes -- e com o primeiro grito de alma, «onde estão os braços que me tiveram, e me juraram amor?» Passaram, são apenas memórias que ele está a roubar. Onde estão ele e os jovens amigos, que invadiram o cemitério e ali dançaram e riram, estranhos à ideia de morte, a desafiar a ideia da morte, e a comprometerem-se a nunca se separarem até morrerem? Memórias. Outro compromisso que a vida levou, só ficou o rasto da nostalgia, «um sentimento de desgosto». Onde está «a promessa dourada» feita ao seu amor -- como outro amor ausente em tempos lhe fez --, a quem ofereceu uma jóia, e depois partiu o coração? Inocente quando se sonha, proclama ele que nos inocentou. E a vida vai.

A poesia tem perto de 40 anos. Daqui a 40 anos não terá envelhecido um dia.

Lembram-se da «decisão responsável» que nacionalizou a TAP?

por José Mendonça da Cruz, em 08.07.21

A bem da memória, eis excertos do artigo de página inteira publicado no jornal Público de 20 de Julho de 2020, sobre a TAP, por António Pedro Vasconcelos, o realizador de cinema que se crê especialista de aviação civil nas horas vagas, Bruno Fialho, vice-presidente do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil, e Luís Ferreira.

Sob o título «TAP – uma decisão responsável», os três articulistas aplaudiam a nacionalização da TAP. Declarando que «mantendo-a viva e nossa, a TAP pode e deve ser…», estes patriotas úteis enunciavam um programa. Era assim:

- que a TAP permita «que a ANA tenha e desenvolva, principalmente em Lisboa e Porto, hubs [plataformas, ou cubos da roda] aeroportuários».

- que a TAP tenha, não «o apeadeiro do Montijo», mas um novo e grande aeroporto em Alcochete, «agora mais do que imperativo».

- que a TAP seja «veículo de desenvolvimento (do) cluster da construção de infraestruturas aeroportuárias», «juntando também aí empresas e Estado».

- que a TAP seja motor de uma estratégia «na investigação e desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas de informação, incluindo robótica». 

- que a TAP, por fim, faça «parte do cluster do hidrogénio».

Os items estavam perfeitamente alinhados com o proverbial multiplicador socialista, que -- como com as SCUTs, as La Seda, as renováveis, o hidrogénio, o aeroporto de Beja, etc. -- promete milhões por cada milhão de investimento, e produz na realidade milhões de prejuízo por cada euro lá posto.

Ora, agora que a TAP, devido ao assalto do governo socialista, sofre as consequências de, ao contrário de todas as companhias europeias, não ter beneficiado de apoios a fundo perdido;

- agora que a TAP está reduzida a uma pequena companhia regional, deficitária, financiada com milhares de milhões tirados aos contribuintes;

- agora que a TAP rifa aviões e despede milhares de pessoas...

... é natural que o ministro soviético Pedro Nuno Santos, cujo apetite por nacionalizações só é ultrapassado pela sua incompetência, esteja calado, tanto mais que contratou uma senhora especialista de uma pequena companhia francesa, que acarretará com o odioso dos despedimentos, a culpa dos prejuízos e a irrelevância da empresa.

... é natural que António Pedro Vasconcelos, que depois do seu apoio às medidas soviéticas de Costa e Santos recebeu um subsídio de 600 000 euros (mera coincidência, evidentemente) não queira voltar ao assunto.

... é natural que o sindicalista não queira que os seus representados se lembrem das coisas que dizia e prometia.

... e é natural que, como sempre, Costa afiance que não tinha percebido nada, não teve nada a ver com isso, e não teve culpa nenhuma.

Quanto aos contribuintes, que paguem. Mas, talvez, não utilizem os aviões. É que os Drs. António Costa e Pedro Nuno Santos têm vocação para a destruição de valor e o desastre.

O líder da oposição quer reforçar o governo

por José Mendonça da Cruz, em 05.07.21

O Dr. Rui Rio, cuja falta de jeito nunca faz férias, afirma que não quer a demissão de Cabrita (de um ministro), quer é uma remodelação do governo (a demissão de vários), porque está muito desgastado.

O Dr. Rui Rio quer, portanto e estranhamente, um governo socialista forte.

Com quem?

Com um primeiro-ministro e uma nova ministra da saúde que continuem a gerir tão bem a pandemia?

Com um primeiro-ministro e um novo ministro das finanças que continuem a bater recordes da dívida pública, a propagandear o que depois recusam com cativações, que garantam que a mudança para um horário de 35 horas não custa nada e depois contratem funcionarios aos milhares e aumentem a despesa corrente em  milhões?

Com um primeiro-ministro e um novo ministro da Economia que, enquanto empunham gulosamente esmolas que anseiam por levantar no banco, garantam a manutenção dos menores níveis de apoios às empresas, do aumento do desemprego, e mais elefantes brancos, e renovados e ruinosos investimentos em renováveis, e mais Estado na economia e mais crescimento medíocre?

Com um primeiro-ministro e um novo ministro da Educação feitos obreiros dos planos do sindicato dos professores, da morte do ensino privado, da inutilidade do ensino público e da avaria do elevador social?

Com um primeiro-ministro e um governo todo novo que, entre a sede de controlo e domínio, continuem necessariamente sem noção de decência, de responsabilidade, de serviço, tanto na gestão rotineira, como nos disparates recorrentes?

Será que não passa pela cabeça do Dr. Rui Rio, líder da oposição, que o mal é o governo a que deveria opor-se?

 

Berardo. Foi o motorista, outra vez?

por José Mendonça da Cruz, em 29.06.21

Eu sei que a culpa da pedofilia na Santa Casa foi do chófer da carrinha, e que a culpa da bancarrota e da ladroagem foi do Perna, e que a culpa da morte do trabalhador durante a deslocação de Cabrita foi do próprio trabalhador, da falta de sinalização, e, por fim, do motorista, mas, e agora?!

Agora, Berardo também vai ser o motorista de Sócrates, Salgado e Carlos Santos Teixeira? Ou Berardo foi -- nas trapalhadas, danças de cadeiras e malabarismos ruinosos de Opa da PT, Caixa e BCP -- apenas figurante secundário, embora bem recompensado?

Alegrias e amarguras do Euro2021

por José Mendonça da Cruz, em 29.06.21

«O grupo de Portugal era mesmo o grupo da morte. Foram todos para casa na ronda seguinte.»

Duarte Calvão

«Coitado do treinador da Suíça, pobre de saber e opções, que confiou no segundo marcador do ignoto campeonato português. É muito pior um treinador ficar no estrangeiro com jogadores que não conhece de lado nenhum (ou demasiado novos, ou que «não se enquadram», ou que deram provas que eu não vi), do que ir para casa sem usar o melhor goleador português, mas rodeado dos jogadores que conhece há 10 ou 15 anos.»

Eu

À escolha: jornalista ou papagaio

por José Mendonça da Cruz, em 23.06.21

Os jornalistas que anunciam que a DGS tem telefones de contacto deviam experimentar contactar a DGS por telefone. Se não o fizerem antes do anúncio são papagaios de propaganda, não são jornalistas.

Os jornalistas que anunciam que está disponível no site da DGS um dispositivo para marcação de vacinas deviam experimentar o dispositivo de marcação antes do anúnico. Se não o fizerem, não são jornalistas, são papagaios de propaganda.

Os jornalistas que anunciam que os vacinados com AstraZeneca terão antecipada a administração da 2.ª dose deviam contactar a DGS (para o telefone ou site que anunciaram) ou o seu centro de saúde antes do anúncio, e, ficcionando um caso real, inquirir da tal antecipação anunciada. Se não o fizerem são papagaios de propaganda, não são jornalistas.

Os jornalistas que anunciam vacinações «de porta aberta» devem tentar usar a porta (tendo as condições exigidas, ou acompanhando-se de alguém que as tenha) antes de anunciarem que está aberta. Se não o fizerem não são jornalistas, são papagaios de propaganda.

Os jornalistas que anunciam que algum serviço público, alguma repartição, alguma instituição do Estado -- seja central ou autárquica -- disponibilizou algum telefone, ou site na Net, ou endereço de email para rápida solução de algum problema, devem, antes do anúnico, tentar utilizar o telefone, o site ou o endereço para verificarem a rapidez ou as facilidades que obtêm. Se não o fizerem são papagaios de propaganda, não são jornalistas.

Estou chim?! Estou aqui!

por José Mendonça da Cruz, em 19.06.21

É sempre um bom momento aquele em que os reportes televisivos proclamam, ufanos, que estão «aqui». «Aqui, de Budapeste», «Aqui, de Munique».  Surpreende-me e diverte-me sempre que os reporteres achem que poderiam estar em outro lado senão ali, onde a câmara os mostra. Lembram-me sempre o pastor do anúncio de telemóveis: «Estou chim? É pra miiimm!»

A praga

por José Mendonça da Cruz, em 18.06.21

O ministro Eduardo Cabrita lançará imediatamente um rigoroso inquérito, doa a que motorista doer, para apurar em que circunstâncias foi atropelado e morreu um trabalhador rodoviário. Isto, mesmo que os media nacionais digam que quem atropelou foi o carro (como dizem que foram camionetas, quando as guiava algum tarado do Islão). Depois, o substituto e os seus colegas já podem rolar rotineiramente a 150 ou 170 km/h, pois levam gente importante, cujo tempo conta mais do que tudo.

Sempre reverente e manhosa

por José Mendonça da Cruz, em 12.06.21

... a Sic descobre agora que a CML pode pagar uma multa de 80 milhões, como se essa fosse uma questão sequer marginalmente relevante para o caso.

O Sporting fez «Olé! Olé!» e eles marraram

por José Mendonça da Cruz, em 13.05.21

Não há jornalista desses que se imaginam mais policiescos do que a polícia e mais tiranetes do que os tiranos; não há especialista desses que já previram uma pandemia pior que a peste negra, 3 terramotos, duas chacinas, 5 ou 6 maremotos, e a constante triplicação de infeções que afinal nunca triplicam; não há comentador desses ressentidos com a vitória do Sporting e com mais apetite de penas do que um carrasco; não há ministro «excelente», nem Presidente da Câmara, nem secretário de Estado desses que nunca têm culpa de algum precalço, para onde nunca meteram um prego, e têm tudo a ver com toda a notícia boa de que não têm qualquer reponsabilidade; não há bufo, desses que aplaudem a obrigação de usar máscara, sob pena de multa (se o bufo vir, o bufo faz queixa) para quem queira passear-se no verão junto ao Tejo, ao Douro, no paredão de Oeiras a Cascais ou junto ao mar em qualquer lado; não há ninguém que não venha agora gritar «Oh horror, os adeptos do Sporting festejaram, oh tragédia, vão morrer todos infetados, oh vergonha, alguns até despiram as camisas». E não há uma alma com alguma réstea de juízo ou bom senso que faça a pergunta evidente: «Mas você está doido? É insensível? É burro? É parvo? Queria obrigar os adeptos de um grande clube a ficarem fechados em casa, quietos e calados, no dia em que ganham o campeonato que faltava há 19 anos? Senão o quê?! Prendia-os? Dava-lhes tiros? Multava-os e tirava-lhes as bandeiras e os carros? Exilava-os? Cortava-lhes a cabeça?»

E de dia 11 de Maio a 3 ou 4 semanas, a 1 ou a 8 de Junho pontualmente, lá veremos como vai o «grande pico» de infecções, «mais de 3 vezes»,  em que os grandes especialistas falham sempre (sempre sem que alguém lhes lembre) e por que todos os bufos anseiam.  

A Internacional Sócial do Pórtugal

por José Mendonça da Cruz, em 07.05.21

É justo que a Cimeira Social da União Europeia se realize em Portugal durante a presidência portuguesa. Não há hora nem lugar melhor para os Costa e os Sanchez fazerem as bocas redondas e as encherem das platitudes do costume: o social, o combate à desigualdade, os salários condignos. Junta-se um «clima» e dois «climáticos» (desses que as Gretas cantarolam e os papagaios repetem), três ou quatro «digitais» (sob forma de unicórnios e conferências), sete ou oito «modernidades» daquelas que só cá é que não chegam, e está feito o discurso. Mas como os socialistas não sabem produzir riqueza -- sabem apenas distribuí-la, até ao ponto de distribuirem o que já não é riqueza -- alguém vai ter que pagar as proclamações. Quem? Ora, a «solidariedade», a «coesão», ou, por outras palavras, os «frugais». Holanda e Alemanha, dois dos 3 países ausentes, não vieram ouvir «os nossos valores e o nosso modelo social» de Costa; depois os contabilizarão, para ver se há esmola disponível.

À noite, os sóciais vão discutir se roubam as patentes das farmacêuticas que investiram milhões para criar vacinas num calendário de emergência. Os portugueses que se libertaram das insuficiências do SNS com seguros de saúde (privados) -- que lhes permitem ser atendidos a tempo por hospitais eficientes (privados) -- talvez sintam alguma estranheza. Os outros, o que se habituaram a pedir «algum apoio do Estado» ao Estado que lhes retirou toda a esperança de ascensão social, talvez batam palmas. Na esperança de um dia terem vacinas gratuitas prometidas por Costa, orçamentadas por Leão (ouvido Centeno), formuladas por Graça Freitas, fabricadas por Temido, e distribuidas por Cabrita, com o beneplácito de quem em 2047 achar que as barragens não prestam porque deixam evaporar-se a água.



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • henrique pereira dos santos

    Não, são os países europeus com maior incidência r...

  • Anónimo

    Caro Henrique,Permita-me que o informe que deixou ...

  • Anónimo

    Sem dúvida uma curibeca inseparável. Mas cheira a ...

  • Anónimo

    Ao derrubarmos essa esquerda, a comunicação social...

  • lucklucky

    Não ha nenhum problema com o "Direito à Indignação...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D


    subscrever feeds