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Mais uma dos "neo-liberais"?

por João-Afonso Machado, em 12.08.19

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Eis-nos no primeiro dia da, desde sempre, mais reveladora greve. Porque dela resulta a queda de todas as máscaras.

Desde logo, comprova-se não ser necessária a manifestação, a simbólica subida do escadório de S. Bento (com a polícia de choque a contrariá-la) para que o Governo se perturbe. Ao invés, todo esse espectáculo consiste apenas num espicaçar dos intervenientes pelos seus patrões da CGTP.

(Evidentemente, é importante estejamos face a face com sectores estratégicos. Se a greve fosse dos empresários de carroceis e carrinhos de choque- altamente penalizados por Centeno com o IVA - Costa roncaria mais um dia todo de férias. E a CGTP compareceria, solidária com os grevistas, à pesca de mais uns jaquinzinhos por o próximo bródio eleitoral.)

Assim cai a segunda máscara. Onde param os grandes budas sindicais, os duces dos trabalhadores, agora que os camionistas resolveram levar adiante as suas reivindicações, excessivas ou não, - tão legítimas quanto as dos demais?

Param dormindo a sua soneca ao lado de Costa. Esta é uma greve que eles não controlam, o sindicato é independente, logo reaccionário. Vale o mesmo para os médicos, enfermeiros, magistrados - e só não para os professores porque estes são numerosos e Mário Nogueira é "da corda".

Assim clarificadas as coisas - a diferença entre greves de direita (perniciosas aos interesses dos trabalhadores) e greves de esquerda (as dos propriamente ditos trabalhadores), constata-se, 45 anos volvidos, a III República permanece um fascismo socialista. Desta feita, insurgindo-se contra gente que vive do seu ordenado mas há de carregar o estigma "neo-liberal".

 

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Mais um anito, Marco

por João-Afonso Machado, em 03.08.19

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Eles já pedalam outra vez e eu vi-te na televisão, finalmente, depois de anos seguidos apenas ouvindo o teu imenso anasalado saber - o que tu sabes, Marco!, essa tua enciclopédica torrente de esquemas tácticos e estratégicos, a geografia inteira do nosso Portugal, um cultura geral que impressiona pela sua latitude.

Mas estás mais velhote, de cabeça pelada e uns quantos sulcos na cara. Deixa lá, estamos todos... Há quantas décadas deixaste a prática velocipédica, Marco, depois de umas tantas Voltas ganhas e, se bem me lembro, de um ou outro escandalozinho com o doping?

Ficou-te a voz, a tua inesquecível voz, que tão bem vai com a musiqueta de sempre das reportagens televisivas sobre a prova e as imagens iniciais, antigas, pretas e brancas, vergadas ao peso das bicicletas, nada era como agora. Nem mesmo o público, proibido de se despir nas bermas das estradas. Mas numeroso, sempre, a Volta é um enigma, ainda não percebi porque gosto da televisão especialmente no tempo da Volta, e tudo seria diferente não estivesses lá tu, Marco, o mais famoso fanhoso nacional.

(Há um outro, também muito conhecido, mas nada percebe de bicicletas e, ao contrário de ti, é um grandessíssimo malcriado, dado a negócios menos limpos.)

Continua, Marco. Fala-nos todos os dias das «dorsais», das «fugas», do pelotão, dos «heróicos esforços» dos corredores. Temos-te para quinze dias! Manda um abraço ao Vidal Fitas, que com esse nome já ninguém o tira da História pátria. E diz-me, Marco, a edição deste ano volta a estar para os da W52/FCPorto... Sim?! Porreiro, pá!

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Porque é que o País continua a arder?

por João-Afonso Machado, em 22.07.19

«Porque é que o País continua a arder?» é o título actual de uma reportagem do Observador. E tem uma resposta fácil - continua a arder porque o incendeiam. (Esta moda recente das "ignições" diz tudo, fala do peso do "politicamente correcto".) Que me perdoe o Amigo Henrique Pereira dos Santos (e outros muitos), defensores do miraculoso contrário, mas o facto é doloso. Isto é - voluntário.

Claramente, as circunstâncias costumam beneficiá-lo. Mas ficar só pela negligência é não querer ver as chamas. Portugal arde porque há quem o queira ver assim - a arder.

Os motivos serão muitos. No limite da isenção política, aí vai a hipótese de um Costa a cheitar a esturro, inepto, em vésperas de eleições...

Como quer que seja, a situação transporta décadas consigo. Do que resulta o mais enigmático "porquê?" da nossa história contemporânea: assim o calor se instale e os ventos soprem de feição - Portugal arde. Vidrinhos como lentes?

Encurtando razões, o caminho é da frente para trás, até se perceber quem são os beneficiários da calamidade. E esta indiciação ainda ninguém a deu.

Entretanto a lei escrita, verifica-se, não resolve o problema e só o ataca do ponto de vista preventivo. Defensivo, diria. Burocrático, nitidamente. Querendo ignorar, a prevenção a sério exige um sistema humano de vigilância capaz. O tal que o Estado não tem dinheiro para pagar. Já nada mais resta pedir senão justiça para as vítimas (a qual o Estado é incapaz de fazer).

Um 2017 socialista veio demonstrar isso mesmo - os imbróglios que ocorrem praticar por essa malta famigerada.

Ao que se diz, vem aí um Agosto e um Setembro quentes. The show must go on. As eleições são já a 6 de Outubro...

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Com um abraço ao PCP

por João-Afonso Machado, em 16.07.19

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Em Couço, Coruche, no passado domingo, o cartaz a anunciar a Tourada Real, posto ao alto numa esquina, era impossivel passar despercebido. E como ele muitos outros, uma verdadeira colecção de mapas taurinos: as corridas tinham data marcada em Alcochete, Évora, Almeirim, Benavente, Tomar, Santarém, Monsaraz, Montemor... Por todas aquelas longas estradas, onde houvesse uma parede perto, mais cartazes às catadupas, tal qual cá para cima se anunciam as romarias... e touradas também.

A arte taurina não deixará que a matem. Desta vez a Esquerda - dogmática, intransigente, professoral - não levará a sua avante. Até por uma razão muito simples: o PCP já se enfraqueceu o bastante, a nível autárquico, para poder embarcar em tais aventuras. O que seria do PCP se chegasse ao seu território de implantação local com a "novidade" de que agora é preciso acabar com as touradas, coitadinhos dos toiros?...

Não é o tempo de explanar argumentos. Eles foram já todos ditos e reditos e, é manifesto, à Esquerda urbana interessa sobretudo entrar de picareta em punho nos gostos e costumes da nossa sociedade, destruindo-os. O resto é estatística: é contar os destituídos que nunca tinham pensado em tal, mas de repente acham moderno defender os direitos das minorias - das manadas de minorias.

A caridade militante, a política policial, voltadas, fazem o favor, para os locais do crime. Do verdadeiro. E para os sem-abrigo que, esses sim, não nasceram para dormir ao relento nem para que a sociedade e o Estado os farpeiem todos os dias com a sua indiferença.

No mais, vivam as praças de touros repletas de povo, Ribatejo e Alentejo fora, em marés de Festa Brava.

 

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Ainda se lembram do tontinho Varoufakis?

por João-Afonso Machado, em 08.07.19

Vale a pena recordar algumas penosas ocorrências helénicas: a vitória do Syriza, o consequente júbilo da nossa Esquerda - a democracia regressara ao seu berço; um palhaço chamado Varoufakis e o seu tristíssimo número Europa além; a iminência do colapso na Grécia, as eleições antecipadas e a vitória, menos expressiva, de Tsipras, já despido de Varoufakis; o terceiro resgate logo após.

Tudo isto até 2015.

Quatro anos volvidos, nova ida às urnas, com uma inequívoca vitória da Direita, da Nova Democracia.

Porquê, afinal, o fracasso da Esquerda fraterna e miraculosa?

Segundo os analistas gregos porque o eleitorado não deu conta de qualquer melhoria económica ou social. Houve cortes nos salários e pensões. Enfim, urgia pôr cobro aos "populismos".

Aguardo, na maior expectativa, os comentários das nossas Catarinas às eleições gregas. Palpita-me tudo seja muito simples: o planeta está infernalizado por fascistas; pelo "populismo" e pela extrema-direita.

Mas reforço a minha ideia: entre gente menos informada, para se repudiar definitivamente a Esquerda, o remédio está em ser governado por ela. Algo demasiadamente arriscado antes da queda do Muro de Berlim, mas não agora, felizmente.

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O que irá na cabeça de Costa?

por João-Afonso Machado, em 28.06.19

Hoje não valia a pena ir aos tribunais: as secretarias estavam fechadas, os magistrados também, o mundo judicial parara a sua rotação em mais uma greve. Amanhã, ou por um destes dias, seguem-se os enfermeiros. De ponta a ponta do nosso jardim à beira-mar plantado, as pessoas queixam-se e enfurecem-se. O tema da Saúde é o mais controverso: como dizia Manuela Ferreira Leite, em entrevista televisiva esta semana, nada existe para além dos números fantasistas de Centeno: nem pessoal, nem meios, nem vontade política.

E no entanto Costa vai ganhar as próximas Legislativas!

Carlos César, ignoro se com ou sem trela que o segurasse, já foi anunciando o fim da Geringonça. Do que se se vai intuindo, o ambiente à Esquerda está pesado, o clima político não deixa de aquecer.

E no entanto Costa vai ganhar as próximas Legislativas! Não há quem lhe tire essa vitória. Sequer quem descortine a sua estratégia (até porque o sabemos capaz de surpreender tudo e todos - vd. a sua derrota de 2015, que não o impediu de governar até hoje).

Na verdade, não há memória de uma Direita tão destituída. Assim, nem é dificil para Costa. Aguardei meses por um Rio enérgico e de palavras sólidas que não apareceu. E que espero não apareça depois com a mão a aparar o rabo de um governo socialista. É tudo demasiadamente mau.

E o pior está para vir: Costa vai ganhar as eleições, o País não se aguentará assim mais uma Legislatura inteira, mas o poder comunicacional da Esquerda saberá, como sempre, voltar os eleitores contra a Direita. A fazer de conta, Sócrates foi apenas uma ilusão...

Ou então tudo se processará como num País normal e, simplesmente, Costa almeja outros voos, Europa fora. Seria magnífico... mas não acredito os governantes dos nossos parceiros da UE o queiram lá. Àparte nós, meridionais, o medo das víboras é, no Velho Continente, imenso.

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Ainda as eleições: no distrito de Braga

por João-Afonso Machado, em 07.06.19

Salvo melhor opinião, os resultados eleitorais para o Parlamento europeu, no distrito bracarense, traduzem uma nova realidade, sobre a qual valerá a pena reflectir.

A abstenção foi da ordem dos 30%.

O PS o partido mais votado (33,5%) e o PSD o segundo (27,5%).

Seguem-se o BE (8,1%), o CDS (7,4%) e a CDU e o PAN (3,8% cada).

Os votos em branco atingiram o record de 5,6%, e os nulos ficaram nos 2,6%.

O mesmo significa a coligação brancos/nulos alcançou os 8,2% da votação. É, na realidade, pois, a terceira formação neste ranking.

Por isso, uma primeira conclusão, imediata: o eleitorado (com "apenas" 30% de abstencionistas) foi, apesar de tudo, participativo; e - segunda conclusão - pautou expressivamente a sua participação por um protesto (votos em branco e nulos) sem precedentes na estatística destas "corridas".

Posteriormente às eleições, mais dois autarcas socialistas (Santo Tirso e Barcelos) foram "de gancho", indiciados por corrupção. Ainda esta vez tais actividades de caracter egocentrico, tão frequentes no género PS, não produzirão efeitos nos próximos episódios eleitorais?

 

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No dia seguinte

por João-Afonso Machado, em 27.05.19

A empregada da nossa casa foi ontem votar. No desejável, aliás. Mas não sabia para quê. No breve intervalo do pequeno-almoço, o cabo dos trabalhos - explicar-lhe que não se tratava do Parlamento português, mas sim do europeu.

Este é um dado importante, a contrariar a tese de que a abstenção - elevadíssima - não deriva da apatia lusa ante a problemática das eleições "europeias".

No resto, - como é sabido - temos um elevadíssimo movimento abstencionista que valerá 68,6% do eleitorado. Por mim - eu só não voto nele porque me traduziriam em votante da praia. Fosse antes da pesca no rio... E, de qualquer modo, é tempo da Constituição da República morrer de pneumonia, e, ao Presidente da dita, dar uma coisinha cardíaca.

Costa segue em frente, vitorioso, com menos de 10% do eleitorado. Os mais partidos no seu encalço (x% de 30%), a discutir vitórias e derrotas. É a festa. Sobre a qual a gente decente deve pensar.

(Não como Ana Gomes, a quem só assusta o fantasma da extrema-direita, qualquer coisa que o PPE, além dos mais, liquida num instante. Mas isso nada quer dizer, porque Ana Gomes foge de falar na abstenção).

Em suma:

- Não sabemos ao que andamos.

- Em Portugal - neste nosso Portugal dos brandos costumes - não vale a pena falar na "extrema-direita", totalmente inexistente. Previsão de futuro - a Esquerda, e o seu poderio na Imprensa, hão de pôr o CDS nesse estúpido e deslocado lugar.

- Mas, risco grave, se assim for, os tugas irão nessa conversa.

- A maioria dos portugueses (2/3) não sabem, não querem saber, não acreditam nesta história eleitoral.

- Há - haverá sempre - a militância quase só localizada à esquerda, e daí os resultados dos PS, BE, CDU (este o somatório PCP+favor PV).

- A Direita (que é Portugal) não consegue adequar o seu discurso às circunstâncias.

- Essas circunstâncias são como a noite e o dia, mas a realidade do presente. V.g. dos machos (ou fémeas) juntos adoptarem um filho. Em sociedade um qualquer barbado careca apresenta outro barbado careca qualquer, e diz - É o meu marido. - Já não é do outro mundo, queiramos ou não, é do nosso.

- Tem, pois, de haver uma actualização do discurso à direita. Qual? Como? Os senhores da política, devidamente assessorados, que o determinem.

- A vida nova (pior que melhor) tem causas outras. A dos animais, por exemplo. Esta malta urbana - só agora convivendo com eles - não percebeu (feito o credo, jamais entenderá) que cães e gatos sempre foram os velhos companheiros dos solitários. Por isso a emergência de um blá-blá-blá destituido de nexo, só apenas o varrer as ruas dos animais vadios e a guerra contra as touradas. Na prática não mais do isso e uma ideologia sem ideias. Mas não faltará muito, qualquer directiva da UE, qualquer negociação do PS e do PAN (riam-se, riam-se...), a bicharada alcança, por decreto, alma e transcendências congéneres. É esperar e ver...

- Enfim, o PS e a Esquerda vão na crista da onda. Sobra ver "o depois".

E por isso me manifesto absolutamente a favor de uma próxima vitória eleitoral (nas Legislativas) da Esquerda. Ela terá de suportar as sequelas das suas maquinagens. Com a vaga esperança (a última a morrer...) de que os portugueses saibam estabelecer a conexão Sócrates-Costa. 

Deixemos chegar os os dias que vém...

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Decerto todos já repararam, há momentos em que António Costa não consegue disfarçar a sua atrapalhação. É quando tropeça nas palavras, engasga as frases, engana-se nos enunciados, descobre uma expressão verdadeiramente aflita do aluno que sente a sebenta decorada fugir-lhe debaixo dos pés. Isto acontece em algumas entrevistas com jornalistas mais afoitos e, sobretudo, em debates televisivos.

(Foi assim com Passos Coelho, a quem a generalidade dos comentadores atribuiu a "vitória" no último confronto com Costa nas eleições de 2015. E Passos embandeirou em arco, esquecido de que é apenas um homenzinho de Massamá, e Costa, sempre, um lord de Sintra.)

Mas, de um modo geral, o 1º Ministro criador e comercializador da Geringonça passeia ante todos nós o seu diletantismo e falta de escrúpulos. Estes e a coerência são conceitos de que Costa conhece apenas a película utilitária, se for a oportunidade de os lançar à cara dos adversários.

No mais, o sorriso matreiro (e descarado) de sempre, o andar gingão e descontraído próprio daqueles a quem a vida corre bem.

E, de vez em quando, um susto. Real ou simulado. Como com o recente episódio dos professores. Na base de tudo estará (segundo, por exemplo, o credibilíssimo José Eduardo Martins) a sua vontade em enxotar o PC e o BE da órbita dos seus amigos parlamentares. Não é isso que está agora em causa. Antes o célebre Conselho de Ministros do dia seguinte. Apenas com o «núcleo duro» do Governo (há, portanto, um núcleo "mole", descartável, a que se limpará o rabo e se deitará fora); e com D. Ana Catarina Mendes que - Costa tem alma para o afirmar... - ali estaria, sendo sábado, para ajudar nuns cafézinhos.

(Ou teremos outras surpresas na agência governamental de matrimónios? Será o discreto Ministro da Educação o escolhido? Ou o Capitão Hadock e a Castafiore?)

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Outra vez a praga dos argentários socialistas

por João-Afonso Machado, em 09.05.19

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É notícia nos jornais, as câmaras municipais voltaram ao angustiante atraso no pagamento dos seus fornecedores. Porquê? - É improvável por caloteirismo dos autarcas...

Fique o registo deste retrocesso, seja ele julgado pelos portugueses.

É notícia, também, o elevdo risco de pobreza das regiões Norte e Centro. Mas a Grande Lisboa vive melhor (com um rendimento superior à média nacional em 1600 euros). Sobre este tema, para não variar, o Governo mastiga os números e vomita mentiras.

É notícia, por fim, os impostos e contribuições sociais cresceram 5,9% em 2018, com reflexos (contas feitas a final) numa subida de 0,8% no PIB. Di-lo o Banco de Portugal.

O aumento da carga fiscal, obviamente, é a contrapartida das migalhas que Centeno - no maior alarido - distribuiu por uns tantos, a maior parte dos quais as gasta agora em gasolina e outras habilidades tributárias similares.

Estamos como estivemos com Sócrates. Na burla, na hipocrisia e no bom caminho da miséria socialista. Do socialismo da alta sociedade.

Quem vê caras, vê corações...

 

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Descubra as diferenças

por João-Afonso Machado, em 30.04.19

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Entre Bernardino, deputado do Partido Regenerador, Par do Reino, com o guardanapo que é a bandeira nacional, a da nossa Monarquia que ele abjurou (o próprio, segundo os jornais da época, um «quase conterrâneo» famalicense),

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e o Bernardino, o presidente populista, com o cachecol do F. C. Famalicão, após a garantia da subida do nosso glorioso clube à primeira Divisão do futebol nacional.

 

 

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Um poucochinho pela data de hoje

por João-Afonso Machado, em 25.04.19

Enfim, depois de muitas buscas na Comunicação Social (TV's e jornais), lá consegui encontrar no Observador notícia e imagens que fizessem luz sobre o incidente no aniversário do PS.

Em suma, Costa discursava e um jovem - daqueles magrinhos, de puxo no cucuruto da cabeça, - quis apossar-se do microfone para informar o mundo de uma qualquer hecatombe ecológica iminente. O dito jovem, acrescente-se, foi insistente qb e, ao que se sabe, pertence a uma organização próxima do Bloco.

O interessante do episódio consiste no breve, mas incisivo, olhar de Costa para uns camaradas engravatados, fardados de escuro, perto de si. O rapaz foi levado dali na forma mais indiscreta, vale dizer, apanhado de pernas e braços, aos baldões pelo palco abaixo. Desse-se a ocorrência com Passos Coelho ou com Víctor Gaspar e as suas origens ficariam plenamente justificadas, as suas consequências rotular-se-iam da mais sinistra violência. Qualquer jornal ou telejornal repetiria a notícia até à exaustão. Assim, não.

Aliás, Costa,recentemente, não se conseguiu esquivar a uma cachaçada de um "lesado do BES", em espera que lhe fizeram esses que, agora, além de lesados, se encontram ainda mais desesperados pelas muitas e costumeiras promessas não cumpridas. Também nesta "matéria" a Esquerda do "Povo Unido" nada se tem indignado.

Para rematar, a greve dos trasportadores de combustível, o auto-proclamado "sindicato democrático" que a promoveu, e Costa enfiado no buraquinho de rato em que se consegue encolher. Deixando para as pombinhas da Catarina o delírio de responsabilizar os anos da Troika por essa quase imobilização do País.

Mas vivemos a mais justa, equitativa e eficaz democracia! Isto é: vamos ainda a caminho do "25 de Novembro". Falta-nos percorrer o "Verão Quente"...

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Costa desrespeita a "igualdade de género"

por João-Afonso Machado, em 08.04.19

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A apresentação do paquete World Express, em Viana da Foz do Lima (vulgo "Viana do Castelo") mereceu a presença do Chefe Costa e uma gala animada pelo, também incontornável, Manuel Luís Goucha. Até aí, nada mais além do mesmo. Mas Goucha não é personagem que não se desboque. E lá foi dizendo (segundo os jornais), pesado de ironia, - Comi uma óptima cataplana em Viana. Não sei se era melhor do que a sua Senhor 1º Ministro, pois só a faz para certos apresentadores.

Estas miúdices nada interessam (conquanto o dito seja rigorosamente "marialva"), embora pareça a alusão fosse para a beldade nacional Cristina Ferreira, a cujo programa Costa compareceu e cataplanou. "Apresentador", quanto a ela, julgo ser maldoso. Eu voto na Cristina feminina! Votemos todos: viva o slogan - "Cristina feminina"!!!

Aparte isso, Costa tem de cumprir a Constituição. Tem de acompanhar todas as tendências da LGTB, já não sei quantas. Mas a igualdade do género é uma obrigação sua. Toca a cataplanar homo, hetero, bi e transsexuais, entre o restante que apareça na praça.

Costa, estás... Estás o quê? Olha, já ninguém sabe.

 

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Quem é Rui Rio?

por João-Afonso Machado, em 02.04.19

A primeira figura do PSD não é, seguramente, incontroverso. De tal modo que a cisão no partido não tardou e logo surgiu o incontornável Santana Lopes e o seu Aliança.

Aparentemente, Rio ou é ingénuo e estúpido, ou sabe o que faz e para onde quer ir. Somente talvez não denuncie, desde já, os seus planos. Primeiro sintoma de um político sagaz, reconheça-se, - na esteira do velho Costa.

Rio é inquestionavelmente social-democrata. (Eu também.) Rio não gosta de perder. (Ninguém.) Os próximos meses talvez calem tanta atoarda. Rio não gostará do CDS, mas nunca aceitará uma aliança pré ou pós eleitoral com o PS, não sendo o PSD o partido mais votado. Sobretudo com o PS de Costa. Conviria estar atento aos passos que se seguem na triste política portuguesa até Outubro.

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A prostituírem o Ideal monárquico

por João-Afonso Machado, em 17.03.19

Conheci Nuno da Câmara Pereira há 25 anos, num debate televisivo com um deputado socialista e professor da Faculdade de Letras do Porto sobre o 31 de Janeiro.

Câmara Pereira abriu o programa cantando o Embuçado. Na altura era miguelista...

Depois quis ser "Dom". Parece que de acordo com as regras próprias não foi possível. Furioso, resolveu vingar-se.

Apoderou-se então de um cadáver chamado PPM. Inventou uma nova dinastia e foi desassossegar uma pacata família, jurando-lhe ser a herdeira da Coroa portuguesa. Ela, infelizmente, acreditou..

Escrevi-lhe duas cartas abertas, na sequência de entrevistas suas, mas, de ambas, uma não foi publicada, a outra completamente ratada. Câmara Pereira tinha amigos, filiara-se na Maçonaria.

E quando o PPM já de nada lhe servia, endossou-o ao irmão Gonçalo. O cadáver era agora arrastado em câmara ainda mais lenta.

Representativo de nada - e talvez porque Marinho Pinto não se encontrásse disponível... -  foi descobrir no catedrático de Benficalogia, Prof. André Ventura, o seu candidato ao Parlamento Europeu. 

De conhecedor da insegurança nocturna lisboeta a agitado comentador do escalão CMTV, não se entende o lugar do monarquismo de André Ventura. Sabe-se apenas que ele pretende entrar na política portuguesa, um direito que plenamente lhe assiste, e que todos os partidos lhe fecham a porta. Todos? Não, o PP dito M persevera em enxovalhar o Ideal monárquico.

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Nem de propósito, uma voz incómoda que regressa a casa

por João-Afonso Machado, em 06.03.19

A Senhora D. Teodora Cardoso vai deixar a Presidência do Conselho de Finanças Públicas, ao fim de sete anos de mandato. Bato palmas! Não havia o direito de manter tão respeitável personagem, já não em idade de grandes incómodos, obrigada a dizer a verdade sobre a jagunçada do Governo da Esquerda Unida (EU).

É certo, tudo se moveu para que nada do que ela sustentou fosse levado a sério. O que vale uma Senhora honesta perante Costa & Cª em matéria de despesa pública, dívida pública, investimento público? Obviamente nada. Tão obviamente que demiti-la não valia a pena.

Neste País, o mais relapso de todos em Matemática, nobremente desconhecedor da "cadeira" de Finanças, não será dificil à EU substituir a Senhora D. Teodora por um qualquer apalermado de serviço, alguma figura invertebrada como a que a República foi desencantar em Vila Rea de Santo António. Aliás com toda a oportunidade, dada a proximidade das eleições.

 

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De passagem pela Batalha com O. Martins

por João-Afonso Machado, em 25.02.19

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A Vida de Nun'Álvares é um bocado de História com movimento, com todas as emoções que Oliveira Martins sabe dar à sua escrita e aos seus personagens. O Condestável, de início um simples escudeiro, viúvo aos 26 anos, dono de metade de Portugal, acabou repartindo a sua riqueza pelos antigos companheiros de armas e enveredar pela ascese no seu mosteiro do Carmo.

«Confiança, a confiança que há na consciência da força, não existia. Mas havia a fé: a esperança num milagre como aquele que o ano passado salara Lisboa, semeando a peste nos arraiais inimigos. Qual seria o milagre salvador de agora? Ninguém podia dizê-lo; mas confiavam todos, que um milagre viria; porque D. João I parecia predestinado, e o seu condestável figurava-se às imaginações atónitas como um anjo vindo dos céus, S. Miguel, ou S. Tiago, armado pela mão de Deus para o combate com energias invencíveis».

É o que se lê logo na primeira página do capítulo dedicado a Aljubarrota. Onde, quase juraria, ouvimos ainda agora o entrechoque das armas, as invectivas dos capitães, o relinchar dos cavalos espetados nos piques. O milagre, afinal, foi o excesso de confiança dos castelhanos, a sua soberba, e o génio e a coragem, a força de Nun'Álvares.

Recentemente canonizado. Confesso, esse não é para mim o mais importante do que foi o grande Homem. Canonizado estava ele, há muito, na sua estátua na Batalha. Porque ali não se retrata um combatente, antes uma chefia, um carácter forte, toda a tranquilidade de quem sabe defender uma causa justa. 

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A ética siciliana

por João-Afonso Machado, em 21.02.19

Especialmente gozosa a crónica, no JN, de Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, versando a inefável ética republicana. Explicando, nas suas contradições, essa ética que pressupõe duas Éticas, uma - a dos republicanos - superior à outra, a dos inquestionáveis valores primordiais.

Nuno Botelho ilustra a impagável ética republicana com o Governo de Costa. Com os Cabritas, os Vieiras da Silva, os Cravinhos - descobriu-se agora: os Zorrinhos também - os Soares e quantos mais, tudo ao monte e fé no Supremo Arquitecto.

Assim - desde sempre assim - a República se explica. Aos costumes (à costumeira vozearia) redarguirei com o cunhado do Rei de Espanha, a cumprir pena de prisão. E com Carlos César, num último dizer antes de embarcar para o Continente - a César o que é de César. E lá ficou a sua família, zelando pelos seus interesses. Não há dúvida, assim nasceu a República, assim subsistirá, entre punhais e veneno, compadrios e intrigas, nepotismo e revanches - perseguições políticas em que Salazar apenas se evidenciou um bocado mais do que os outros.

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Bons augúrios

por João-Afonso Machado, em 13.02.19

Costa não pode garantir que o aeroporto do Montijo é uma certeza por que esperou quase 60 anos; e no dia seguinte, matreiramente, afirmar não haverá esse aeroporto sem um prévio estudo do impacto ambiental

(a não ser conheça de antemão as conclusões do mesmo, circunstância não impossivel na reinação socialista...),

não pode Costa, dizia, perfeitamente sabedor de que mente, e habituado a mentir sem pudor, continuar a enganar os portugueses. Dando sempre uma no cravo, outra na ferradura, em nome do seu vício particular, o poder político.

A este propósito, o auto-afastamento de uma vintena de bloquistas, pelas razões que são deles, mas radicam nesta ambiguidade, vale muito mais do que vinte votos. Vale a rejeição da Esquerda, na sua coerência própria, vale um sinal claro de que, afinal, talvez Costa não tenha descoberto a galinha dos ovos de ouro, isto é, não se perpetue no governo deste pobre País.

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Correio do Minho

por João-Afonso Machado, em 01.02.19

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À minha prezada Amiga,

Menina Catarina:

Espero que esta a vá encontrar de boa saúde, que nós por cá todos bem. E me desculpe o incómodo, não me atreveria não fosse o acaso da fonte, e da placa nela aposta, descoberta numa das minhas recentes andanças por terras das suas gentes.

A minha rica Menina decerto não conterá a fúria diante os seus dizeres. E há de apelidar-me do pior.

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Mas, Menina Catarina, eu sequer quero comparações com o heróico antifascismo de tão galante Menina. Saiba, porém, aqui em casa não se votava Salazar e sempre se foi defensor de uma monarquia radicada na liberdade, no respeito pelas pessoas e por todos os valores da Modernidade séria, incluindo, claro está, os de Deus Pai Nosso Senhor. Se iriamos à Guerra? Iriamos. Iriamos porque não tinhamos o direito de não partilhar a sorte dos nossos compatriotas que a ela não podiam escapar. Se eramos socialistas? Não, redondamente não! O socialismo era o outro lado da Guerra, à escala mundial, uma imensa gula imperialista que cavalgava a nossa sociedade europeia. Ou estará tão arguta Menina a imaginar-nos militantes da Liga Comunista Internacionalista?

Com o 25/A, varrida a II República, pensámo-nos de regresso à civilização. Mas levámos em cheio com os desmandos dos admiradores da minha prendada Menina; e depois maltratados por este Estado voraz e corrupto, como agora vivemos. Pobres não são robles, diz o povo e com toda a razão.

A Menina perguntará, enfim, porquê isto tudo. Olhe minha Menina, porque sim - porque nada mudou, salvo as placas. À Menina, e aos da sua condição, continuamos a pagar impostos para os sustentar. Em troca - mandam-nos prás cativações. A Menina, a minha estremosa Menina, desculpará, mas para estes lados ainda ninguém veio contar a história do politicamente correcto. Por isso me despeço sem lhe revelar onde topei as ditas fonte e placa. E com um conselho: deixe o passado, pense no futuro, que ambos pertencem à História, seguramente um percurso, e não um instrumento do seu socialismo.

Este último, fique seu, sempre seu e só seu.

Do sempre devotamente também seu

JAM

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