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Uma nódoa

por João Távora, em 14.05.21

Pó.jpg

Sobre a mesa empoeirada em Belém, o que de mais significativo sobreveio na entrevista a Marcelo à RTP, a coisa é fácil de entender: como a República é uma nódoa ela própria, eles por lá têm que poupar nas limpezas ou arriscam-se a ficar sem nada, tudo esfregado não sobra nada, tudo para o lixo, presidente, regime e tudo.



6 comentários

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De Margarida Palma a 14.05.2021 às 18:35

Ah! não diga isso...
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De Anónimo a 14.05.2021 às 18:44

com  ele  é tudo uma limpeza
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De Costa a 14.05.2021 às 21:45

O povo, o soberano, vive em casas sem um livro, com lâmpadas fluorescentes lançando a sua luz gelada sobre um ambiente nu; ou lâmpadas incandescentes sem uma sombra que as modele e modere. Nas paredes, nada. Ou a enésima variante rasca do menino que chora, ou da última ceia (última quê?) ou de um inventado ocaso alegadamente africano. No tempo frio, o que por cá se chama "tempo frio", o frio suporta-se com paredes escorrendo água e bolor. Como se não suporta nos climas que sabem o que é o frio. 


Ou isso ou morre-se. De frio.


E está muito bem assim. Desde que haja o mais moderno telemóvel, ou a assinatura do canal desportivo - entenda-se, de futebol - que corresponda à lealdade relevante.


E está muito bem assim. Temos o que merecemos.
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De Júlio Sebastião a 14.05.2021 às 22:53

Tivessem votado Cavaca para Presidenta...
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De Anónimo a 16.05.2021 às 08:02


Há que tempos não ouvia essa expressão! era um dito antigo que usavam em casa para classificar certas situações idênticas às descritas: se gastassem o sabão em limpezas arriscavam-se a ficar sem nada, tanta era a sujidade!
E, sem surpresa, este regime de nódoas não pára de acumular lixo: acabou de aprovar a censura em Portugal, devidamente autenticada e carimbada por Sua Excelência. A fazer lembrar a República Popular da China, com a atribuição de uma espécie de "pontos", ou coisa semelhante, a que chamam "selos" (presumo que pelo "bom" comportamento dos serviçais idiotas úteis _ que os há sempre). Parece-me tudo uma enormidade e não sei bem onde vamos parar. Sem darmos conta, estaremos a ser encaminhados para uma ditadura encapotada? Peço permissão ao João Távora para a transcrição seguinte: 

"Em suma, contestar o PS passa a ser crime. Até aqui, era apenas uma impertinência inconsequente – como os sumiços de Manuela Moura Guedes, Camilo Lourenço e Ana Leal da televisão, e, no caso de um humílimo colunista, a expulsão do “DN” e da “Sábado”. No referido Artigo 6º, a sabuja no cimo do bolo é a matéria do ponto 6: “O Estado apoia a criação de estruturas de verificação de factos por órgãos de comunicação social devidamente registados e incentiva a atribuição de selos de qualidade por entidades fidedignas dotadas do estatuto de utilidade pública.” Leia-se o PS subsidia uns compinchas para corroborar a propaganda.(...)
O relativo consenso nos atropelos à civilização a pretexto da Covid foi um indício. A unanimidade perante a imposição da censura é a confirmação de que entramos num regime de partido único, com siglas distintas para fingir pluralismo. As dissensões ficam-se pelo acessório, dos ciganos à TAP, do sr. Cabrita ao funcionamento das escolas. No essencial, o respeito pela pobre Constituição e, sobretudo, pela democracia não preocupa ninguém(...)

o bom povo, que há cinco anos assiste com pacatez ao advento da ditadura. Evidentemente, “ninguém” admite caminhar para aí, por muito que os passos sejam largos e evidentes. 

(...)o que distingue o socialismo do salazarismo é a impostura lexical: pratica-se a coisa sem a designar enquanto tal... 

Mesmo que a forma o tente, o conteúdo não engana. Por decisão própria, a liberdade não cabe no futuro dos portugueses, que estão a ficar mais pobres, mais oprimidos e, para cúmulo, mais resignados. Poucos reclamam. Em breve, talvez nenhum o possa fazer"  -  Alberto Gonçalves



https://observador.pt/opiniao/a-censura-do-estado-novissimo/


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De Anónimo a 17.05.2021 às 08:11


Há sistemas baseados no voto que não são democráticos?

(...) é inevitável cairmos no caso português onde a experiência pessoal nos faz assumir como uma democracia plena, porque todos votamos, mas depois chegamos à conclusão de que esta é muito mais próxima de algo subsaariano do que anglo-saxónico, quando estamos entre eleições.



A República Portuguesa não é uma democracia. É um Estado com eleições. (...)

 os nossos representantes são partidos, não são pessoas. Partidos que são organizações de pessoas (...) que representam, preferencialmente, essas pessoas. Não há qualquer diferença em termos de transmissão de opinião entre votar num partido ou numa empresa. Em vez de vivermos num regime de partido único, vivemos num regime de partidos".
 - João Pires da Cruz


https://observador.pt/opiniao/a-renormalizacao-da-democracia/

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