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Uma cruzinha no quadrado do anti-racismo

por José Mendonça da Cruz, em 08.09.14

O discurso, normalmente tão cuidado e elegante quanto vazio de convicção e propósito, vai-se-lhe enrolando e perdendo a fluência. A falta de dimensão e ideias, as hesitações perigosas, a perplexidade perante o mundo vêm cruelmente à tona. Torna-se dolorosamente claro que, nestes tempos de alto risco, é perigoso ter à frente da maior potência um homem enrolado em dúvidas. E, no entanto, ainda falta mais um ano para a substituição deste incensado da esquerda, deste saco de frivolidade e vento. É verdade que, elegendo-o livremente, os Americanos deram um grande passo na redenção de séculos de racismo. E é essa a esperança: depois de se redimirem elegendo um incompetente, já não precisam de eleger outro.

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3 comentários

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De Anónimo a 08.09.2014 às 15:23

"incensado da esquerda".
É um bocadinho triste, no meio do emaranhado de ideias apresentado pelo caro JMC que seja esta a expressão que emerge, símbolo não de uma opinião mas de um remoque. E no fundo, o argumento é válido e a opinião muito lógica.
Obama é frivolidade e vento. Estamos plenamente de acordo.



Mas seria melhor voltar ao triunvirato que inventou as "armas de destruição maciça" que, sabe-se lá, um dia destes ainda hão-de aparecer?
Será que seria melhor ter a trupe W. Bush-Cheeney-Rumsfeld?

Uma coisa é certa.
Mais armas já teriam sido vendidas para "ajudar" a resolver o conflito.


Isso e mais uma conferenciazita nas Lajes que o nosso ufano primeiro não teria problemas em providenciar para gaúdio (dele próprio claro).


Caro JMC, o problema não está, a meu ver, na caracterização de Obama.

O problema está em ignorar-se olimpicamente o que foram os 10 anos anteriores.
Entre um saco vazio e um saco cheio de lixo há assim tanta diferença?


Bem haja,
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De José Mendonça da Cruz a 08.09.2014 às 17:58

Meu caro anónimo, tão correcto e elegante que o anonimato irreleva: Tem toda a razão, lembrar o incenso que a esquerda lançou sobre Obama foi um remoque. São fraquezas. Não resisti.
No entanto, não vejo porque invoca contra essa opinião os desastres dos mandatos W. Bush. Fora maus, sim. Mas o proselitismo que levou a derrubar o tirano do Iraque nem é caracteristicamente republicano, antes foi sempre um pilar da política externa da «cidade sobre a colina»: espalhar a democracia. Às vezes, claro, em vez da democracia, soltam-se os malucos.
Para mim, o último enorme presidente, o homem que soube interpretar o papel mundial de uma superpotência democrática, foi Ronald Reagan (que, desculpe o remoque, foi, evidentemente, demonizado pela esquerda). Ainda agora me lembrava dele e do seu sarcasmo anti-socialista a propósito dos tuks-tuks e do saque fiscal com pretexto moralizador contra tudo informático: «Se mexe, taxa. Se ainda mexe, regula. Se ficou quieto, subsidia». Costa, Seguro e as brigadas reumáticas apoiantes não diriam melhor.
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De Arlindo castro a 08.09.2014 às 23:22

O que tu la querias era outro palerma como o bush

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