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Um post absurdo

por henrique pereira dos santos, em 13.09.17

Nas próximas autárquicas António Costa está em muito maus lençóis.

É praticamente impossível repetir a vitória esmagadora de Seguro nas últimas autárquicas, Medina diminuirá a votação do próprio Costa em Lisboa, no Porto o resultado será provavelmente aquém do das últimas eleições, no Minho anda tudo à batatada no PS, Sintra está por um fio, Canavilhas e Maria de Medeiros, respectivamente em Cascais e Almada, dificilmente terão resultados brilhantes (e deixemos Loures no seu canto), etc..

No dia das eleições, e mais ainda no dia seguinte, Costa será matematicamente vencedor, mas terá de lidar com a percepção geral de um resultado poucochinho, com um pequeno crescimento à direita e à esquerda que não reforçam a sua legitimidade.

Sendo assim, por que razão anda Costa a apregoar em todo o lado que estas eleições são também para dar legitimidade e força a esta solução de Governo?

Há uma explicação simples: Costa quer fazer eleições agora, e não daqui a dois anos, e portanto vai dizer, como agora diz, que é preciso uma legitimidade reforçada do Governo para negociar o próximo quadro de apoio, que as autárquicas, embora tendo sido uma derrota para a direita, não foram claras desse ponto de vista, portanto demite-se e Marcelo convoca eleições para aproveitar o pico de popularidade de Costa que agora se verifica nas sondagens e que não é linear que se venha a manter no futuro, ganhando as eleições, forçando o PSD a substituir Passos Coelho e arrancando para quatro anos de bloco central, com Costa no comando.

Estes cinco parágrafos que escrevi não têm interesse nenhum, são uma mera especulação sobre o futuro e sem qualquer interesse para a vida diária das pessoas comuns.

E, no entanto, com maior ou menor elegância argumentativa, grande parte do que se lê nos jornais, quer nos comentários, quer mesmo nas notícias, são coisas destas, em vez de coisas que possam alimentar o debate sobre a substância das políticas.

Eu não entendo como chegámos aqui e como os jornais e televisões acreditam que é a amplificar este tipo de conversa de café que vão deixar de dar prejuízo e criar emprego.

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5 comentários

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De Anónimo a 13.09.2017 às 18:24

E quem foi o mais ilustre representante dessa escola da "mera especulação sobre o futuro e sem qualquer interesse",  tipo "conversa de café", "com maior ou menor elegância argumentativa", entre dois "pastéis de Tentúgal" e "doce de ovos de Catraponga-de-Baixo" "e agora os  213 livros que li esta semana"?


E como o recompensaram os portugueses?

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