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Hoje a Montis lançou uma campanha subscrição pública, que agora se chama crowdfunding.
No âmbito da campanha a TSF entrevistou-me, para explicar a campanha, aproveitando para me fazer mais umas perguntas sobre fogos.
Até aqui, nada de especial.
O que me espantou foi o primeiro (e único, no momento em que escrevo o post) comentário à notícia: "E porque é que o Estado não assume esse custo que é irrelevante para o orçamento?".
Um conjunto de pessoas resolve fazer uma acção que parece útil a quem a promove, resolve apelar à sociedade para a financiar, porque é uma acção que interessa a todos, que na verdade pode ser feita facilmente e sem envolver muitos recursos e a preocupação primeira de quem ouve falar no assunto é perguntar por que razão não é o Estado a fazer o que as pessoas comuns podem fazer sem dificuldade?
Que raio de sociedade criámos nós para que seja tão fácil, tão imediato e tão expandida a ideia de que, havendo um problema para resolver, a obrigação de o fazer é em primeiro lugar do Estado e não da sociedade?
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.