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"Ui! Ui! Ui!, vem aí o chui!"

por henrique pereira dos santos, em 06.04.21

Tenho ideia do título deste post ser do Sérgio Godinho, algures numa peça de teatro, no tempo dos afonsinhos.

Foi dela que me lembrei hoje, ao olhar para a banca dos jornais: no I ataca Manuel Carmo Gomes, no Público ataca Carlos Antunes e o Observador faz de caixa de ressonância.

Manuel Carmo Gomes não faz a coisa por menos: “Podemos resvalar para um ressurgimento da epidemia como tivemos depois do Natal ou conseguir manter a epidemia controlada. Neste momento estamos ainda num limbo: existe ainda população suscetível o suficiente para termos um aumento de casos e mesmo de hospitalizações”.

É certo que eu disse algures que se os casos depois do Natal não subissem 25% podíamos deitar fora as previsões catastróficas sistemáticas sobre o apocalipse. Os casos subiram muito mais que 25%, o que significa que a hipótese de correlação entre contactos no Natal e subida de casos se poderia manter. Acontece que, ainda durante Janeiro, desenvolvi um ponto de vista sobre o que estava a acontecer e sobre a possibilidade do aumento de casos se dever mais à anomalia meteorológica que começou a 24 de Dezembro e acabou a 20 de Janeiro, o que explica razoavelmente algumas coisas estranhas com o pouquíssimo tempo entre o pico de casos e de mortalidade, por exemplo.

Bem sei que agora, na Páscoa, se tomaram uma série de medidas para impedir os contactos (eu acho-as meros placebos, mas vamos admitir que não, que até servem para alguma coisa), mas o que todos os dados de mobilidade indicam é que quer antes da Páscoa, quer na Páscoa, não houve uma restrição de movimentos por aí além.

Froes, Carmo Gomes, Antunes, a redacção do Observador e outros continuam convencidos de que uma epidemia evolui em função do contacto entre as pessoas, e nada mais, por isso Froes estava absolutamente seguro do disparo de casos que iria aparecer duas semanas depois do fim de semana de 27 e 28 de Fevereiro, em que foi tudo para a rua aproveitar o Sol, depois de um longo período de chuva e dos números da epidemia terem descido brutalmente. O facto de nenhum efeito dessas frescuras se notar na evolução da epidemia não os consegue convencer de que estão errados, a haver alguma coisa errada, é a realidade, não eles.

Por isso continuam com a cantilena de que abrir escolas é uma coisa perigosíssima e a cada nova abertura aparecem a procurar influenciar mais e mais tempo de confinamento, como se os confinamentos não tivessem efeitos secundários.

Nem com a mortalidade global abaixo de 300 pessoas por dia (abaixo do que seria de esperar para esta altura do ano, indiciando que parte da mortalidade excessiva de Janeiro foi antecipação da mortalidade esperada ao longo do ano, pessoas mais velhas e mais frágeis, com escassa esperança de vida), com os hospitais com imensa folga, com uma testagem altíssima para a incidência existente, a vacinação nos lares concluída e em forte progressão noutros grupos de risco (progressão essa que só não é maior pela absurda opção de vacinar professores e outros profissionais de risco residual à frente de pessoas pretencentes a grupos de risco para esta doença) estes profetas do confinamento e doutras medidas de restrição de contactos ganham juízo.

O mais que conseguem é admitir a hipótese de que talvez a epidemia esteja controlada, como faz Manuel Carmo Gomes na citação acima, ao mesmo tempo que acrescenta que, na dúvida, e para evitar o que aconteceu depois do Natal, o melhor é atrasar a abertura do ensino e da sociedade à espera de dados mais seguros.

Esta citação é abolutamente extraordinária: "um possível aumento de infeções quer durante na última semana quer nesta nova etapa de desconfinamento que se iniciou esta segunda-feira só será passível de avaliar pelo menos daqui a 15 dias, alerta o investigador, o que coincidirá já com a data prevista para continuar a reabertura do país e regresso às aulas dos alunos do secundário e ensino superior. “O terceiro passo do desconfinamento é muito forte e devíamos ser capazes de estar mais seguros antes de o dar. Não vejo que a janela temporal dê para isso. Se estamos a abrir dia 5, daqui a 15 dias quando formos avaliar podemos não ter informação suficiente”, diz Manuel Carmo Gomes, defendendo por isso que fosse ponderado o adiamento de uma semana na decisão de prosseguir para a terceira etapa".

Os mesmos profetas que anunciam urbi et orbi que foi o fecho das escolas a 22 de Janeiro que deu origem à descida de contágios uma semana depois - começou antes de 22 de Janeiro e foi-se acentuando como seria de esperar que acontecesse, em qualquer caso -, vêm agora dizer que são precisos pelo menos quinze dias para perceber os efeitos do levantamento das medidas de restrição de contactos existentes. Daqui não tiram a consequência lógica de que a descida de casos no fim de Janeiro não se deveu ao fecho das escolas, apesar de agora dizerem que uma semana é pouco para avaliar resultados.

E não contentes com isso, absolutamente indiferentes aos efeitos do fecho das escolas na vida de todos, mas sobretudo dos mais pobres, indiferentes ao descalabro no acompanhamento de doentes crónicos, indiferentes à solidão dos mais velhos e ao crescimento expressivo dos problemas de saúde mental, indiferentes ao desemprego e à destruição de riqueza, resumindo, completamente indiferentes às pessoas concretas e aos seus problemas, que afectam especialmente os mais pobres e frágeis, claro, defendem que mais uma semanita ou quinze dias de confinamento, só para termos mais dados e estarmos mais seguros, não tem a menor importância.

O aleijão moral que os caracteriza é o mesmo aleijão moral que caracteriza uma sociedade, a cavalo da sua imprensa, que assistiu impávida e serena à enorme operação de propaganda que consistiu em vacinar pessoas sem risco à frente de pessoas com risco de mortalidade elevado com o pretexto de que era preciso abrir as escolas com segurança.

Não, não estão a salvar vidas, como dizem, isso é uma mentira absoluta, estão apenas às voltas dos seus fantasmas, dos seus números e dos seus computadores a exorcizar os seus medos, à custa da vida de milhares de pessoas.

Não há perdão para o papel que estão a desempenhar, quer eles, quer a imprensa que os ouve permanentemente sem contraditório.



23 comentários

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De Anónimo a 06.04.2021 às 12:45

Bom dia!
A enorme primeira onda em Israel ocorreu em pleno verão. 
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De henrique pereira dos santos a 06.04.2021 às 14:26

Não sei se fim de Setembro se pode considerar pleno Verão, mas de qualquer maneira não percebi bem qual é a questão
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De balio a 06.04.2021 às 14:35


Fim de setembro foi o pico da primeira onda israelita. Na verdade, os números começaram a subir no princípio de julho e, após um patamar, subiram muito mais durante todo setembro.
Ou seja, a primeira onda israelita foi de facto no verão. Foi um ou dois meses antes da segunda onda em França ou em Portugal.
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De Anónimo a 06.04.2021 às 15:53

Os casos Israelita e de Manaus (entre outros) falsificam a ideia da subestimação da "sazonalidade" do vírus. Será certamente um factor a considerar mas não tão importante quanto se possa pensar, pelo menos não enquanto o virús não se torna endémico e a maioria da população nao estiver vacinada ou imunizada após infecção.  Mais, a estratégia sueca demonstra a dificuldade em atingir a imunidade de grupo através da infecção natural (não evitaram nenhuma das ondas nem mortalidade elevada, sobretudo se comparada com os vizinhos nórdicos).  
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De henrique pereira dos santos a 06.04.2021 às 16:05

Deixe-me ver se entendo o seu argumento: tem o gráfico que apresentei, que tem praticamente todos os países relevantes da Europa, com um evidente comportamento sazonal.
Tem uma abundante bibliografia sobre a bem estudada sazonalidade em regiões temperadas, e a mal estudada sazonalidade noutras regiões do mundo.
Com estes pressupostos, duas regiões não temperadas (convenhamos que Israel está no limite) que tiveram surtos com desenvolvimento temporal diferente da generalidade da Europa, demonstram que a sazonalidade não tem relevância.
Já as dezenas de exemplos de falta de correlação entre as restrições aos movimentos das pessoas e a evolução da epidemia, mais as dezenas de evolução semelhante em geografias semelhantes, independentemente das restrições de movimentos em vigor, não são relevantes para se continuar a dizer que as epidemias evoluem em função das restrições adoptadas pelos governos.
É este o seu argumento?
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De Anónimo a 06.04.2021 às 16:55


Qual gráfico? Não vejo gráfico algum.



Não, o que disse é que a sazonalidade se torna mais importante depois do vírus se tornar endémico. Nem a sazonalidade nem a geografia explicam as diferenças entre a Suécia, a Finlândia e a Noruega. 

https://bit.ly/3rVfuqb

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De balio a 06.04.2021 às 17:24


a sazonalidade se torna mais importante depois do vírus se tornar endémico


Faz todo o sentido. Quando aparece um vírus totalmente novo, muitas pessoas adoecem com ele, mesmo que a meteorologia até as ajude a defenderem-se. Quando se trata de um vírus já conhecido pelo sistema imunitário, as pessoas só adoecem se a meteorologia for muito desfavorável.
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De henrique pereira dos santos a 06.04.2021 às 17:59

Tem razão o gráfico está no post anterior que escrevi.
Alguém usou o argumento de que a sazonalidade explicaria todas as diferenças?
É que não entendo como ao argumento de que existe sazonalidade se responde que a sazonalidade não explica esta ou aquela diferença
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De Anónimo a 06.04.2021 às 19:33

Ok, compreendi o seu ponto - o erro foi meu. 
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De Aires Barros a 06.04.2021 às 13:44

Bom dia, apesar de divergir ideologicamente do blog, regularmente o consulto. E não podia estar mais de acordo com o que tem sido escrito aqui sobre a pandemia. Eu sou professor mas vou recusar a vacina. Apenas a vou tomar quando chegar a minha vez. Não é possível eu ser vacinado antes de pessoas que correm muito mais riscos devido à idade. Irei para o fim da fila e quando chegar a minha vez irei tomar. Aires
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De balio a 06.04.2021 às 14:41


pessoas que correm muito mais riscos devido à idade


Bah... As pessoas idosas, atualmente, correm um risco despiciendo de morrerem com covid-19. Atualmente, o número de mortos por covid-19 é muito baixo (talvez 5%) relativamente ao total de mortos.


Em face do risco muito baixo que a covid-19 atualmente representa, faz todo o sentido, em minha opinião, que se utilize as vacinas prioritariamente para apoiar e possibilitar o retorno à vida normal, o qual deve ser a grande prioridade da sociedade, e não para salvar as pessoas muito idosas.


Em minha opinião, as vacinas atualmente deveriam ser de distribuição livre e deveriam ser tomadas segundo o esquema "o primeiro a pedir é o primeiro a ser servido". O que seria muito mais simples e levantaria muito menores problemas organizacionais. Em vez de se vacinar prioritariamente os idosos, deveria vacinar-se prioritariamente os medrosos.
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De Anónimo a 06.04.2021 às 16:32

Esse método já foi iniciado, quando os merdosos socialistas começaram a por-se à frente.
De resto o método já está a funcionar, é vacinado quem grita mais alto. Os idosos devem passar para o fim, não conseguem gritar, nem têm ninguém que grite por eles. E não podem dizer que os xuxas não pensam neles, tinham a eutanásia, mas o malandro do presidente e do TC não são tão humanistas...
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De balio a 06.04.2021 às 17:28


o método já está a funcionar, é vacinado quem grita mais alto


Talvez sim, mas eu gostaria que o método fosse institucionalizado, por forma a que as pessoas não tivessem que gritar. As pessoas iriam à internet e inscrever-se-iam para serem vacinadas. Quem registasse o seu pedido primeiro, seria vacinado primeiro.


É claro que nos primeiros tempos os sítios de inscrição na internet estariam permanentemente bloqueados devido a excesso de acessos, portanto a coisa teria que ser um pouco planeada.
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De Anónimo a 06.04.2021 às 18:25

Está enganado, não é que "grita mais alto". É que corre mais, pelo método do Balio. 
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De Carlos Sousa a 06.04.2021 às 14:44

Quando é que começam a associar o aumento de casos em Janeiro com o início da toma das vacinas em Dezembro que começou por altura do Natal?
Quando é que deixam de infantilizar as pessoas e acabam com esta palhaçada?
Será que esta estupidez só acaba quando vier o dinheiro de Bruxelas?
É um crime o que estão a fazer aos miúdos quando os obrigam a respirar por um trapo cheio de bactérias, fungos e vírus. 
É um crime o que estão a fazer aos doentes não covid. 
E é um crime o que estão a fazer à economia e ao país. 
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De Elvimonte a 06.04.2021 às 19:25

Os profetas do apocalipse partem do princípio que as medidas não-farmacêuticas (confinamento, uso de máscara) são eficazes, tendo-o transformado em axioma. Contudo, o princípio não é um axioma, é antes uma suposição e uma premissa errada.


Além do mais, o que estes cromos apocalípticos demonstram quase sempre é uma confusão entre correlação e relação causal. E esse é um erro epistemológico grave, indigno de qualquer cientista que se preze - ignorantes e intelectualmente desonestos excluídos - e habitualmente apanágio dos charlatães e dos vendedores de banha da cobra. Correlação não é causalidade. Uma correlação, por si só, é incapaz de estabelecer uma relação causal - um princípio científico básico e elementar.


O facto do número de "casos", de "contágios", ou qualquer outro parâmetro descer (sofrer uma variação, no caso geral) após a implementação de uma qualquer medida não-farmacêutica, não implica que essa medida seja a causa da descida do parâmetro. Por uma razão simples: não sabemos qual seria a evolução do parâmetro caso a medida não tivesse sido implementada. A única coisa que se pode afirmar é que existe uma correlação entre a medida e a descida do parâmetro - nunca uma relação causal.


Para se poder concluir que a implementação da medida era a causa da descida do parâmetro tínhamos que dispor de um grupo de controlo onde a medida não fosse implementada e no qual se verificasse um resultado diverso na evolução do parâmetro. Este é, aliás, o princípio subjacente aos ensaios clínicos controlados, onde se tem sempre o grupo da intervenção (pelo menos um), ao qual é administrado o fármaco que se pretende testar, e o grupo de controlo, a que se administra usualmente um placebo. Mesmo assim, não é suficiente que os resultados entre os dois grupos sejam diferentes: eles têm também que ser estatisticamente significativos. 


Comparem-se agora evoluções da epidemia onde existem "experiências naturais" com verdadeiros grupos de controlo a possibilitar conclusões rigorosas e inequívocas, como sejam os casos de Dakota do Sul (sem confinamento, sem mácaras obrigatórias e com tudo aberto) e Dakota do Norte (com confinamento, máscaras obrigatórias, escolas e estabelecimentos não-essencias fechados) e da região dinamarquesa da Jutlândia do Norte, onde 7 municípios implementaram confinamento rigoroso e 4 permaneceram abertos.

Essa comparação pode efectuar-se a partir das três imagens seguintes, a primeira relativa à evolução da epidemia na região dinamarquesa da Jutlândia do Norte e as restantes relativas à evolução da epidemia nos estados vizinhos americanos de Dakota do Sul e Dakota do Norte.
 
http://prntscr.com/10bfmrd 
(colhida do artigo científico "Lockdown Effects on Sars-CoV-2 Transmission – The evidence from Northern Jutland", https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.12.28.20248936v1.full);

http://prntscr.com/10elvsp - Dakota do Sul vs. Dakota do Norte, "casos" 
http://prntscr.com/10em0aq -  Dakota do Sul vs. Dakota do Norte, óbitos
(fonte: worldometers).



Ainda restam dúvidas de que os confinamentos e o uso de máscara se mostram irrelevantes para a evolução da epidemia?



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De Anónimo a 06.04.2021 às 19:33

É simples de resumir o nosso fado:
Faz 10 anos que nos calhou uma troika. Mas como somos um povo incansável, cá andamos a votar nos socialistas, com uma imprensa que os traz ao colo!!! Quer melhor que isto para nos definir como povo?


(Será chuva? Será vento? Fui ver: era a síndrome de Estocolmo!)
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De Anónimo a 07.04.2021 às 10:01

"E uma infinita tristeza,
Uma funda turbação
Entra em mim fica em mim presa. "
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De Carlos a 06.04.2021 às 20:39

A linha vermelha de 120 casos por 100 000 habitantes, não deve ser aplicada a concelhos com menos de 10 000 ou 20 000 habitantes, como agora estão a fazer.

Tomemos o exemplo de Alandroal e admitamos que tem 2 000 habitantes, pois tem menos do que isso. Se ali forem detectadas 3 casos, o concelho ultrapassa a linha dos 120 por 100 000 habitantes. Mas esses 3 casos podem ser todos da mesma família, o que é muito natural, e essa família pode estar bem confinada.

Se assim for, e assim será em muitos casos, para quê chatear os outros 1 997 habitantes?

Um concelho com baixa densidade populacional, não deveria reger-se pelas regras dos grandes centros urbanos. 

Serei eu, sozinho, a pensar assim?

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De balio a 07.04.2021 às 10:30


Em rigor, pode-se dizer que, por 120 casos em cem mil pessoas, não vale a pena ir chatear as 99880 pessoas que não foram contaminadas.
Pode-se também argumentar que 9% da população do Alandroal, incluindo toda a população mais idosa e vulnerável, já foi vacinada e portanto não corre riscos, pelo que, mesmo que no Alandroal haja, não 3 mas 100 casos, isso provavelmente pouco mal fará.
Mas, estamos entregues a um governo de loucos, pelo que qualquer argumentação racional é supérflua.
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De Carlos a 07.04.2021 às 15:52

Bem me parecia que eu não estava sozinho. 
Se bem entendi o Balio concorda com a minha argumentação, mas temo que ninguém lhe(nos) ligue. A malta da CS, no mínimo, anda distraída, sem reparar que são os nossos governantes, apoiados por colegas seus, quem os distrai.
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De balio a 07.04.2021 às 17:38


o Balio concorda com a minha argumentação


Claro que concordo. Aliás, não se trata de uma argumentação original: os autarcas de concelhos pequenos argumentam isto mesmo junto do primeiro-ministro, isto é, que é ridículo aplicar o critério dos 120 casos por cem mil habitantes a unidades populacionais que são tão pequenas que a estatística não se lhes aplica.


temo que ninguém lhe(nos) ligue


Eu espero que o primeiro-ministro, que não é parvo, perceba o disparate que é aplicar regras estatísticas, que são válidas somente no limite dos grandes números, em concelhos que são muito pouco povoados. Veremos.


Nas regiões do Alentejo e do interior, as regras só se deveriam aplicar ao nível distrital, em geral não ao nível concelhio.
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De Anónimo a 07.04.2021 às 17:02

Estava a comentar no Facebook este post mas entretanto não foi possível. Era apenas para perguntar porque é que o post tinha tão poucas reacções. Isto porque parece-me que o conteúdo é muito muito muito bom. 

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