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A proposta de paz (?) apresentada na imprensa como sendo uma iniciativa conjunta entre os EUA e a Rússia, é uma espécie nova de realpolitiks: aquela em que uma super -potencia se junta publicamente a outra, para acabar com uma guerra á custa de outrem, colhendo para isso, uma recompensa, por parte de quem recolhe o saque. Por outras palavras, Trump, o presidente democraticamente eleito pelos americanos, propõe-se ficar, publicamente, com o controle de 200.000 milhões de Euros (antes russos), e beneficiar em 50% dos lucros de metade, em troca de ameaçar a Ucrânia com a retirada do seu apoio, obrigando-a a assinar uma paz que mais parece uma rendição incondicional. Que entre outros mimos, significa prescindir de mais de 20% do seu território, do perdão de todos os crimes de guerra cometidos, de prescindir da sua soberania, quer na definição dos efectivos do seu exército, quer abdicando da possibilidade de alguma vez pertencer à nato), entre outras maldades. Já as garantias de segurança que a Ucrânia recebe, depois do banho de “confiança e solidariedade” que a Ucrânia recebeu dos USA, parecem ser muito facilmente destruídas, por uma qualquer operação de falsa bandeira russa. Levantando-se facilmente outras questões: qual o preço dos EUA para intermediar a próxima paz, qual a fatia de território que irá ser perdido na próxima invasão. Porque parece certo que a Rússia está disposta a pagar bem por mais território e população, e Trump, em nome dos EUA, estará sempre disposto a receber mais à custa do sofrimento alheio (para alem do que possa estar a receber particularmente). Até parece que Trump pretende deixar claro ser um bandido. O único consolo é saber que não é o primeiro crápula a ganhar o prémio Nobel.
Pior que Trump, só o partido republicano (dos usa) e a Europa.
É espantoso que o partido republicano pareça capaz de continuar associado à delinquência perversa de Trump. O que Ronal Reagan e tantos outros diriam de tudo isto?
É embaraçoso e vergonhoso que a Europa aceite esta humilhação dos seus valores e interesses, como acredito que possa acontecer. Quem não está disposto a lutar, tem pelo menos de perceber que deixa de ter viabilidade, enquanto sociedade.
PS: escrevi em furia deppois de ler este artigo da reuters, já que na imprensa nacional, curiusamente não se faz referencia nomeadamente ao ponto 14 da proposta de acordo.
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Esses que por aqui andam a desconversar(ou a virar...
Não é obrigado a saber, pois parece-me ser você um...
a quem aprecie as ditaduras
A mim o que me provoca nervoso (e nem é miudinho) ...
A chamada Comunicação Social tem uma enorme, enorm...