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Trump, a partilha do saque.

por Jose Miguel Roque Martins, em 21.11.25

A proposta de paz (?) apresentada na imprensa como sendo uma iniciativa conjunta entre os EUA e a Rússia, é uma espécie nova de realpolitiks: aquela em que uma super -potencia se junta publicamente a outra, para acabar com uma guerra á custa de outrem, colhendo para isso, uma recompensa, por parte de quem recolhe o saque. Por outras palavras, Trump, o presidente democraticamente eleito pelos americanos, propõe-se ficar, publicamente, com o controle de 200.000 milhões de Euros (antes russos), e beneficiar em 50% dos lucros de metade, em troca de ameaçar a Ucrânia com a retirada do seu apoio, obrigando-a a assinar uma paz que mais parece uma rendição incondicional. Que entre outros mimos, significa prescindir de mais de 20% do seu território, do perdão de todos os crimes de guerra cometidos, de prescindir da sua soberania, quer na definição dos efectivos do seu exército, quer abdicando da possibilidade de alguma vez pertencer à nato), entre outras maldades. Já as garantias de segurança que a Ucrânia recebe, depois do banho de “confiança e solidariedade” que a Ucrânia recebeu dos USA, parecem ser muito facilmente destruídas, por uma qualquer operação de falsa bandeira russa. Levantando-se facilmente outras questões: qual o preço dos EUA para intermediar a próxima paz, qual a fatia de território que irá ser perdido na próxima invasão. Porque parece certo que a Rússia está disposta a pagar bem por mais território e população, e Trump, em nome dos EUA, estará sempre disposto a receber mais à custa do sofrimento alheio (para alem do que possa estar a receber particularmente). Até parece que Trump pretende deixar claro ser um bandido. O único consolo é saber que não é o primeiro crápula a ganhar o prémio Nobel. 

Pior que Trump, só o partido republicano (dos usa) e a Europa.

É espantoso que o partido republicano pareça capaz de continuar associado à delinquência perversa de Trump. O que Ronal Reagan e tantos outros diriam de tudo isto?

É embaraçoso e vergonhoso que a Europa aceite esta humilhação dos seus valores e interesses, como acredito que possa acontecer. Quem não está disposto a lutar, tem pelo menos de perceber que deixa de ter viabilidade,  enquanto sociedade. 

 

PS: escrevi em furia deppois de ler este artigo da reuters, já que na imprensa nacional, curiusamente não se faz referencia nomeadamente ao ponto 14 da proposta de acordo. 

 

 

 

 

 


41 comentários

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De ASnonimo a 21.11.2025 às 17:42

Embaraçoso e vergonhoso, mas não surpreendente. Há muito que a Europa deixou de jogar Stratego, e não é por ir comprar espingardas aos gringos que isso vai mudar. Em compensação, as maçãs têm todas o mesmo tamanho.
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De Anónimo a 24.11.2025 às 19:07


Preocupante é o que se passa nos blogues e temos de questionar se os  portugueses são mesmo inteligentes. Muitos são "paus mandados" e aceitam. O que eles devem saber é determinado por outros e não questionam isto.
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De passante a 21.11.2025 às 17:57

O que Ronal Reagan e tantos outros diriam


Que se os russos não ficam com Odessa são uns totós.
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De separatista-50-50 a 21.11.2025 às 18:06

Boys&girls (e o seu currículo de 500 anos de roubo&pilhagem) órfãos do mundo unipolar
...a espernear...mas, sim, pois é,...
a História não começou lá no fim da ditadura dos sovietes!!!
Sim, adiante.
.
-> A LADROAGEM UCRANIANA QUIS ROUBAR...
-> OS VICIADOS EM PILHAGENS (500 anos de currículo)  QUISERAM FAZER NEGÓCIOS NO CAOS...
.
.
.
-> A ladroagem ucraniana usou a ditadura dos sovietes para abocanhar regiões da Rússia...
-> Com o fim da ditadura dos sovietes, os russófonos das regiões em causa começaram a fazer reivindicações de autonomia...
.
Ora, financiados pelos viciados em pilhagens (Merkel, Holland, etc, vangloriam-se da sua esperteza Sun Tsu) a ladroagem ucraniana:
- começou a massacrar russófonos das regiões em causa.
- começou a vender riquezas das regiões em causa a multinacionais ocidentais (Blackrock, etc).
.
.
.
.
.
P.S.
Boys&girls dos partidos-do-sistema batem palmas de pé na Assembleia da República ao chefe de um regime que:
- caça homens na rua como cães para enviá-los para o front;
- pratica terrorismo nuclear... e afirma que são os russos a bombardear-se a si próprios!!!!!
.
OCIDENTAIS MAINSTREAM OFENDIDOS:
- ainda existem ucranianos vivos!
.
Pois: os ocidentais mainstream financiaram a ladroagem ucraniana... agora querem uma guerra até ao «ÚLTIMO UCRANIANO»!
Não interessa quantos ucranianos morrem... o importante é: "quanto mais russos morrerem melhor".
.
.
P.S.2
Pessoal que é mais do mesmo: mudança de 'moscas' (mudança de retórica) para que fique tudo na mesma:
-> Nacionalismos mainstream;
-> Direitas mainstream;
-> Esquerdas mainstream;
...
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De Anónimo a 21.11.2025 às 18:50

Só recordar que não é novo. O tratado nazi/soviético para divisão da Polónia ...parece inimaginável mas a realidade é que ou mudamos (mito) ou isto é o que vai acontecer com toda a Europa que desistiu de lutar  uma clube de "cagões do mundo". Imensa cagança e borrados de medo.
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De separatista-50-50 a 21.11.2025 às 19:27

Mais uma aldrabice histórica para a coleção!
A internet é realmente uma chatice: o revisionismo histórico é, agora, mais difícil!
Adiante.
.
SIM: Estaline não era um 'santo'... mas foram o Japão  (pelo lado Este) e os Hitlerianos (pelo lado Oeste) que foram à procura da pilhagem das riquezas da Rússia... e não o contrário!!!
.
.
.
P.S.
Batalha de Khalkhin Gol (1939): O confronto mais significativo aconteceu entre maio e agosto de 1939. Uma disputa de fronteira na região da Mongólia evoluiu para uma grande batalha envolvendo cerca de 100.000 soldados. A vitória soviética, liderada por Georgy Zhukov, resultou na derrota do exército japonês, com mais de 61.000 baixas japonesas e cerca de 23.000 soviéticas.


Consequências: A derrota em Khalkhin Gol foi um grande abalo para o Japão, levando-o a abandonar a ideia de um confronto militar com a União Soviética e a concentrar seus esforços em expandir-se na Ásia e no Pacífico, principalmente no confronto com as potências ocidentais.


Pacto de Neutralidade (1941): Para solidificar a situação após a derrota, os dois países assinaram um pacto de neutralidade em 13 de abril de 1941, que se manteve em vigor até o final da Segunda Guerra Mundial. 
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De Anonimo a 21.11.2025 às 20:33

Devia ir pregar isso no Delito, nao aqui
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De lucklucky a 22.11.2025 às 16:50

"Pacto de Neutralidade (1941)"  


Haha é preciso lata para tanta "aldrabice".


. Deve ser por isso que os sindicatos Comunistas sabotavam as industrias de defesa Francesas e Inglesas, artistas Comunistas ou afectos fomentavam o "Pacifismo" para impedir os EUA de apoiarem os Ingleses e Franceses.


Pete Seeger um deles.
https://en.wikipedia.org/wiki/Songs_for_John_Doe


E após o ataque de Junho de 41 retiraram o album do mercado e tentaram ficar com todas as cópias. Depois lançaram um album, vamos chamar belicista?
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De Anónimo a 21.11.2025 às 19:19

Primeiro que tudo; a guerra na Ucrânia não aconteceu no vácuo.


A Rússia sentiu a ameaça de cerco  pela NATO (possibilidade publicamente admitida, e desejo da Ucrânia de adesão) e muito naturalmente, iniciou uma Operação Especial.


Foi e continua a ser Prevenção pura e simples.


Muito gostava eu de saber o que fariam os USA se sentissem uma súbita e "espontânea" amizade do Canadá e do México pela Rússia ao ponto de haver "instrutores" e "pessoal técnico" Russo no border.


Sobra ainda a questão do golpe genial que foi deitar a mão aos ativos Russos depositados no Ocidente.


Foi brilhante e aposto que não há País do Sul que não queira, por toda a massa ao alcance da Rapina do Ocidente Civilizado. 


Não devem pensar noutra coisa.


Mas andando e aprendendo.


PS - Agora percebe-se melhor o sorriso de Xi Jiping 
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De cela.e.sela a 22.11.2025 às 11:10

«o que é meu, é meu!; o que é teu é meu!»
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De Anónimo a 22.11.2025 às 12:09

A ideia deve ser essa; o Putin é um mauzão logo; confisca-se a massaroca e é tudo nosso.


Muito esperto 😛 na cabeça 
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De Silva a 21.11.2025 às 19:31

É preciso saber analisar a situação e o raciocínio não pode ser linear como um computador.


Trump está a tentar animar os russos a continuar o ataque na Ucrânia para simplesmente serem destruídos.
As tropas e os equipamentos militares russos estão a ser destruídos.
As infra-estruturas russas estão a ser destruídas bem dentro da própria Rússia: refinarias, gasodutos, oleodutos, fábricas, barragens, caminhos-de-ferro, aeroportos, portos, centrais de tratamento de águas, pontes, nós rodoviários, radares, centrais de telecomunicações, centrais eléctricas, etc.
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De Anónimo a 21.11.2025 às 20:08

Até já me disseram que um dia destes deixa de haver Rússia. 


Mas já diziam isso no tempo do Napoleão e o homem e o exército dele voltaram de lá uma triste miséria.


Voltaram a dizer isso no tempo do Hitler, o "grande gênio militar" que  sacrificou uma geração de alemães em Estalinegrado e acabou miserávelmente envenenado numa Berlin em chamas e invadida pelo exército Russo.


Dizem tanta coisa, que o melhor ainda é esperar para ver.
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De cela.e.sela a 22.11.2025 às 11:11

já não há 'General Inverno'
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De Silva a 22.11.2025 às 19:23

Se vai deixar de haver Rússia não sei, mas União Soviética deixou de existir e nem foi preciso disparar um tiro.
Ficaram sem os territórios dos Bálticos, da Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão e outros terminados em ão.
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De Anónimo a 23.11.2025 às 11:40

Claro que a Rússia nunca deixará de existir sendo agora a frente duma Federação de Nações e uma das principais potências a nível global.
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De Anónimo a 21.11.2025 às 19:37

Mas fiquem os Europeus descansados.


O Macron armado em pequeno Napoleãozinho, parece maluco e a ferver para invadir a Rússia.


Infelizmente não é uma farsa no cinema, mas a real e triste pinderiquice.


Só resta esperar que haja alguém nas altas esferas que ainda não tenha perdido o juízo todo.
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De Anonimo a 21.11.2025 às 20:36

Invadir? Já não há invasões,  isso é demodé. Ir buscar um território, depois tem que se sustentar aquilo,  aturar os nativos... nah. A neo guerra é a dos drones, mandar abaixo infra estruturas, cortar energia, pôr o povão às escuras e a pão e água. Até se resolver a coisa diplomaticamente, e dividir o que realmente importa 
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De Anónimo a 21.11.2025 às 19:49

E têm mais uma coisa; vai ser bonito ver se um dia o Supremo Tribunal de Justiça ou outro Órgão com Jurisdição na matéria, decidir que o confisco de ativos Russos foi uma golpada e a Rússia não só tem direito ao carcanhol mas aos respectivos juros.


E aí como é ?! 


Pagam só os autores da tramóia ou os Povos são chamados a entrar com o respectivo ???
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De zé onofre a 21.11.2025 às 20:22

Boa tarde, Miguel
Não entendo tanta agitação à volta da proposta de paz do sr. Trump. Apenas quem não quis viu que a Ucrânia foi o campo de batalha escolhido pela OTAN=EUAN para combater a Rússia. EUAN e OTAN nunca deixaram que a Ucrânia negociasse a paz. Ângela Merkel confessou que os acordos de Minsk foram para que a Ucrânia se preparasse para a Guerra. A UE que poderia e deveria ter tido um papel apaziguador foi atrás do belicismo Anglo-americano (não é o Reino Unido que sem reticências apoia o plano de Trump), e como fez um papel secundário nesta Guerra que esperava mais? A paz está a ser planeada entre os verdadeiros contentores Rússia/EUAN-OTAN.A Ucrânia perdeu-se desde que aceitou a interferência dos EUAN nos seus assuntos internos nos idos de 2004.Esse momento foi a Revolução Laranja de 2004-2005,[…] , mas alcançaram o objetivo crucial de empurrar a política externa da Ucrânia para o Ocidente. Tal qual o liberal Center for American Progress [https://www.americanprogress.org/article/meddling-in-ukraine/] naquele ano americanos se intrometeram nos assuntos internos da Ucrânia? Sim. Os agentes americanos com influência prefeririam uma linguagem diferente para descrever suas atividades – assistência democrática, promoção da democracia, apoio à sociedade civil etc. –, mas seu trabalho, apesar de maquiado, procura influenciar a mudança política na Ucrânia.» […] Os senadores John McCain e Chris Murphy ;se reuniram com o líder fascista do Svoboda, ficando lado a lado com ele enquanto anunciaram o apoio deles aos manifestantes, ao mesmo tempo que a secretária-assistente do Estado, Victoria Nuland, distribuía sanduíches para eles.»
[em: jacobin.com.br/2022/02/como-uma-insurreicao-na-ucrania-apoiada-pelos-eua-nos-trouxe-a-beira-da-guerra/].Chego à infeliz conclusão que a paz está a ser discutida entre os verdadeiros contendores. Os outros - UE e Ucrânia - não passaram de meros figurantes, nesta história que ainda continua.
Zé Onofre
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De Jose Miguel Roque Martins a 21.11.2025 às 21:31

Caro Zé Onofre
Uma coisa é certa, neste acordo só russia e eua ganham. Morrem um milhão de pessoas, faz-se um negocio miserável, e deixam-se as condições para fazer outro, ao custo de mais um milhão de homens. 
Já os europeus, não querem saber de nada, nem do seu papel invulgar: os russos entram com 100, os europeus com 100 , os Estados Unidos recebem. 
Não ajudarem a ucrania é um direito que lhes assiste. Lucrar com a miséria dos outros, já é um pouco exagerado!



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De Anónimo a 21.11.2025 às 21:43

Viva Zé Onofre 


Muito clara e tocando os pontos fundamentais, a sua exposição.


Nunca é demais lembrar como as coisas se passaram.


Bem haja.
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De passante a 21.11.2025 às 22:03

a secretária-assistente do Estado, Victoria Nuland,


O jornalista americano Gonzalo Lira morreu numa prisão ucraniana por ter divulgado o se passou ali: https://www.youtube.com/watch?v=TzR---YDDIQ

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De cela.e.sela a 22.11.2025 às 11:14

a engenheira MERQUEL entregou 'o campo ao Inimigo' e importou 5 milhões de Sírios
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De balio a 21.11.2025 às 21:58

O autor do post não deveria acreditar muito nesta publicação da Reuters. Provavelmente ela está bem longe da verdade.
Nesta guerra os meio de comunicação ocidentais têm.se fartado de dizer mentiras e de lançar cortinas de fumo. Tal como, aliás, é normal numa guerra.
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De cela.e.sela a 22.11.2025 às 11:15

e os outros?
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De balio a 23.11.2025 às 12:06

Os outros não sei, eu só leio e vejo os ocidentais.
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De Anónimo a 24.11.2025 às 19:23


O autor do post não devia preocupa-se com o seu país em vez que criar diversões.

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