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Tristezas não pagam dívidas

por João Távora, em 13.07.16

card_portugal_campeao_alameda_reuters_pedro_nunes.

Diz-se por aí que a vitória portuguesa do Euro 2016 em França vai impulsionar a economia em seiscentos mil euros, ao que parece quase todos gastos em tascas e esplanadas. Contas feitas a festa nem é cara, dá para cerca de um milhão de portugueses beberem ume mini e comerem um pires de tremoços. Quanto a mim era bem melhor que o ministério das finanças se dignasse a abrir os cordões à bolsa e acelerasse a devolução do IRS que tanta falta me faz. 

Sem dados concretos para uma avaliação científica da questão, fica-me a impressão que, devido aos (merecidos) festejos e à consequente ressaca acabamos por “ficar em casa”. Tenho sinais claros de que a semana de trabalho custou mais a arrancar do que é habitual: na minúscula empresa que dirijo, anteontem foram desmarcadas duas importantes reuniões com clientes.
De resto, há algum tempo que perdi a esperança que a extrema competitividade e sucesso da indústria do futebol nacional, tão intensamente difundida entre os adeptos pelos profusos programas e jornais desportivos, serva de exemplo para reverter cultura de acomodação e conformismo tão atreita aos portugueses.
Certo é que as tristezas não pagam dívidas e convenhamos que uma alegria destas experimenta-se uma vez na vida e agora é tempo de festejar: o triunfo dos portugueses em Paris ficará gravada na história do futebol e os seus heróis serão celebrados pelos nossos netos e bisnetos.
Finalmente, e para que conste, escreva-se na pedra que nossa vitória não resulta de um acto ou personalidade genial mas foi-o duma determinação individual incomensurável e dum enorme espírito colectivo dum grupo bem liderado, por um homem de fé. Uma bela parábola para todos nós.

 

Pubicado originalmente no Diário Económico



4 comentários

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De António Maria a 13.07.2016 às 11:39

Se o impulso na economia for igual à que tiveram os gregos depois de  ganharam o campeonato europeu, estamos feios num oito.
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De Anónimo a 13.07.2016 às 21:30

É 600 MILHÕES de euros que eles dizem, não 600 MIL euros.
É claro que a credibilidade desse "estudo" para mim é ZERO...
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De Anónimo a 13.07.2016 às 22:33

Enganei-me afinal.
São 609 milhoes de euros...
Conseguem chegar ao pormenor dos 9 milhoes....

http://economico.sapo.pt/noticias/titulo-europeu-gera-impacto-de-609-milhoes-na-economia-portuguesa_254251.html
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De CP a 15.07.2016 às 10:59

Para onde vão os 25,5 milhões de euros que a FPF recebeu por Portugal ter sido o campeão?

300.000 € vão para cada jogador, com o "prémio" de base mais as "diárias".
6.900.000 € vão para todos os jogadores.
E os restantes 18.100.000 €? Para apoio a idosos, a órfãos, a viúvas?

Expliquem, SFF

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