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Rui Moreira e o PS deram-se conta de que as eleições para a Câmara do Porto iriam ser disputadas entre dois independentes apoiados pelos dois maiores partidos e que do lado de lá já não estava um desgastado Luis Filipe Menezes, com metade do partido contra ele, o que diminuía o potencial de Rui Moreira como outsider do sistema partidário.
Rui Moreira e o PS deram-se conta de que o apoio do PS a Rui Moreira criava mais problemas do que resolvia: obrigava a uma negociação de listas que diminuía a imagem de independência de Rui Moreira e acentuava a ideia de Rui Moreira era uma porta de cavalo para a influência do PS na Câmara, ideia tanto mais credível quanto o seu acordo pós-eleitoral com o PS a fundamentava. E impedia Pizarro de ser o número dois da Câmara, como tem sido, obrigando a colocá-lo num lugar pouco interessante das listas, para reduzir a ideia de que o PS tinha sequestrado Rui Moreira.
A solução agora encontrada (o PS puxa a corda, Rui Moreira parte-a e o PS arranja uma candidatura relâmpago autónoma) tem a parte desagradável de obrigar o PS a uma votação semelhante à das últimas eleições, ou ligeiramente mais baixa, mas tem a enorme vantagem de permitir reforçar a imagem de independência de Rui Moreira, não prejudicando a possibilidade de novo acordo pós-eleitoral que reconduza Pizarro a número dois da Câmara, ou seja, provavelmente permite um maior número de vereadores e de votos (e permite ao aparelho do PS ocupar as juntas de freguesia) e só seria arriscada se a distância para o PSD fosse curta e não os quase vinte pontos percentuais das últimas eleições.
Para quem gosta da política florentina, este é um exemplo brilhante e elegantíssimo.
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A sua resposta sobre a economia é mais ou menos co...
é isso mesmo , isto é um caso de histeria colectiv...
Não. De facto, não acredito que o número de mortes...
Básicamente è a diferença entre o Holocausto ( 4 a...
Isso que dizer que concede que o "crash" económico...