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Transportes

por João Távora, em 18.10.18

Para a minha filha se deslocar diariamente do Estoril para a Cidade Universitária pago um passe de estudante de 54,00€ de comboio e metro. Hoje por causa da greve ela teve que adquirir um cartão "Zapping" (estranho nome estrangeiro) para apanhar o autocarro em Alcântara. Lá se foi o desconto prometido do Costa e receio que não tenha chegado a horas à faculdade. 
Isto para dizer que não nos podemos deixar enlear nos artifícios socialistas e prescindir de atender à raiz dos nossos principais problemas: há décadas que somos reféns do socialismo, um país sequestrado pela força de (alguns) sindicatos e do peso de um Estado que consome os parcos recursos da nossa economia. E a conversão do povo aos transportes públicos exige que os resgatemos ao Partido Comunista.

É importante manifestarmos a nossa zanga sem temores ou tibiezas.

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11 comentários

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De Anónimo a 18.10.2018 às 12:27

A filha do João Távora, por causa de uma greve, teve de pagar um cartão e não chegou a horas à faculdade. Isto é grave e revela que o país é refém do socialismo, etc, porque as greves foram inventadas pelo socialismo. A solução é acabar com as greves ou inventar-se greves que não incomodam as pessoas. Não vejo outra solução. Eu acho que qualquer uma dessas soluções já foi testada com êxito noutros tempos.
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De Anónimo a 18.10.2018 às 12:39

Tem toda a razão.

Eu comprovo-lha com os seguintes factos objectivos:

─ Com a entrada na então CEE, a partir de 1986, entraram milhares de milhões de euros que foram direitinhos à construção de rodovias, ao mesmo tempo que se abandonou a então já moribunda ferrovia.

─  De Cascais a Lisboa construiu-se uma autoestrada, em vez de uma 3.ª linha férrea, no território, superpovoado por dezenas de subúrbios, entre Cascais e Sintra, em vez, também, da modernização das duas linhas existentes (a de Sintra e a de Cascais).

─  A ponte Vasco da Gama (ao contrário da sua concorrente de Almada/Alcântara, de 1966) não ficou preparada para receber o comboio. Este facto impede, agora, a opção correcta pela construção do aeroporto em Alcochete, tendo-se encontrado uma solução de recurso, má para as populações, que se esgotará num prazo curto/médio.

São apenas 3 exemplos que, como sabe, foram opções socialistas.

O grande poeta popular António Aleixo disse num poema: «Para a mentira ser segura/e atingir profundidade/ tem de trazer à mistura/ qualquer coisa de verdade».

Eu nem sou socialista, nem sequer simpatizante de nenhum outro partido, mas gosto do rigor e da verdade.

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De António a 18.10.2018 às 12:50

Mais para o interior as populações têm sorte: os transportes públicos são tão ineficazes que as greves nem se notam.
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De Whoweare a 18.10.2018 às 15:47

Tem toda a razão quem diz que a nossa rede de transportes não funciona correctamente. No twitter há bem pouco tempo, houve uma troca de ideias bem acérrimas comigo porque comentei precisamente isso. Alguns dos comentadores alegavam que devíamos deixar de todo a viatura e usar os transportes públicos. Pois, gostaria mesmo de saber quem é defensor dessa teoria se utiliza os transportes públicos.
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De Anónimo a 19.10.2018 às 00:26

Eu conheço razoavelmente bem a Holanda e a sua magnífica rede de transportes públicos, assim como o racional sistema de bilhetes e de descontos (gerido, a nível nacional, pela OV-chipkaart).

Por exemplo, em Haia quase não há carros nas ruas nem semáforos.

A qualidade de vida, o tempo de deslocação, a ausência de barulho e de poluição não têm preço.

Além de que é impossível meter o Rossio na Rua da Betesga.

Hoje entram 380 mil carros em Lisboa, se a degradação do transporte público continuar, Lisboa suportará 800 mil?

(continua)
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De Anónimo a 19.10.2018 às 00:26

(continuação)

Coitados dos holandeses, como devem ser infelizes por não andarem de popó, por irem, por opção, para a praia da Caparica deles - Scheveningen - de eléctrico e de autocarro.

Eu moro na periferia, a 45 km de Lisboa, e só levo carro em último recurso, felizmente tenho 3 comboios por hora, que demoram 50 minutos, e passo as viagens a ler e sem me enervar nem chegar atrasado.

Eu defendo e pratico o transporte público, sempre que há, evidentemente.

 

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De João Távora a 19.10.2018 às 09:26

Evidentemente que os transportes públicos (de que eu sou freguês) sempre que possível são a melhor e mais civilizada opção. Mas se quisermos  investir neles a sério (são uma lástima) terão de ser resgatados aos sindicatos. 
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De Whoweare a 19.10.2018 às 17:45

Eu se tivesse a rede de transportes da Holanda ou outro similar, também os utilizaria a 100%. Agora estar dependente de horários de Verão ou de Inverno, de greves, de má manutenção dos equipamentos, não dá para quem tem que cumprir horários.
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De xico a 18.10.2018 às 16:42

Das boas heranças que o comunismo deixou nos países da Europa Central (os que conheço), são sem dúvida nenhuma a excelência dos seus transportes públicos. Como vivo na "província" para os meus filhos se poderem deslocar à universidade tive que lhes comprar um carro por completa inexistência de transporte público adequado.
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De Anonimus a 18.10.2018 às 21:24

País em que o debate dos transportes públicos se resume a Lisboa.
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De Anónimo a 19.10.2018 às 00:33

Resume-se a Lisboa (área da Grande Lisboa) na zona mais a Sul.
E ao Porto (área do Grande Porto) na zona mais a Norte.
É onde se concentra quase metade da população e para as duas cidades conflui, diariamente, um caudal de carros impossível de sustentar a médio prazo.
Parece que agora se tomou, pela primeira vez, uma medida de longo e profícuo alcance, se não for revertida por estes ou pelos próximos (outros) governantes).
O custo dos passes de 30 e 40 euros, com o máximo de 80 euros por família.
A uniformização da gestão dos transportes públicos e a simplificação da bilhética.
Só para citar dois exemplos.

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