Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A canção vencedora do Festival da Eurovisão tem sido alvo de diversas controvérsias nos últimos dias. Ainda antes da vitória e já Salvador Sobral considerava que “de repente, o YouTube achou que eu iria gostar da canção de Israel, e então abri aquilo e saiu-me de lá uma música horrível”. A letra é algo de muito original e até a lembrar um comentário recente de um político português que considerou que “é muito difícil, às vezes, interpretar a arte moderna”. Os adereços e o vestuário igualmente originais pois recorreu (e já alguns se queixaram conforme aqui é noticiado) a elementos orientais (como o cabelo, o quimono, os gatos da sorte e o Pokémon) que nada têm a ver com a cultura israelita ou judia. A cantora, Netta Barzilai, afirmou, no seu discurso de vitória: "Muito obrigada por escolherem diferente. Muito obrigada por aceitarem as diferenças entre nós. Obrigada por celebrarem a diversidade". Mas tudo ficou mais claro quando o Embaixador de Israel em Lisboa considerou que o próximo Festival, em Israel, “será uma grande celebração, uma grande festa para a comunidade LGBT e será uma outra oportunidade para a comunidade LGBT receber e celebrar com gays de toda a Europa, e nós damos as boas-vindas a todos na Gay Parade, do próximo mês [e onde Netta estará] e na Eurovisão do próximo ano." Nunca pensei que o lobby gay tivesse esta capacidade de fazer vencedora uma canção vencedora mas os factos assim evidenciam. Curioso é a Gay Parade se realizar, este ano, em Telavive mas a Eurovisão terá lugar em Jerusalém. Porquê em lugares diferentes? Mistérios indecifráveis de um Estado laico e de um povo maioritariamente religioso. País que vive em guerra mas que convive, em simultâneo, com o mais moderno do mundo actual (o negócio das barrigas de aluguer é praticado em Israel e até será instalada em Portugal uma empresa israelita ) e com o mais ancestral modelo de casamento (apenas o religioso é permitido e quem queira casar pelo civil tem de ir para fora do país).
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.