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Tire a mãe da boca *

por João Távora, em 17.02.16

correio-da-manha-2016-02-17-6b86b2.jpg

É curioso como, a respeito do hediondo filicídio da praia de Caxias, na desesperada busca de explicações simplistas e bodes expiatórios que aliviem consciências, de forma acrítica o Estado surja explicita ou implicitamente, como panaceia para todos males deste mundo e do outro. Ora acontece que Estado assim idealizado está condenado a um rotundo fracasso porque falhará sempre nas desmedidas obrigações e expectativas nele depositadas, por mais recursos legislativos, humanos e materiais que lhe sejam concedidos. Além das mais obscuras perversões humanas serem muitas vezes insondáveis, apenas uma rede social muito fina pode valer na prevenção destes fenómenos. Ou seja, só com a estreita sobreposição dos vários mosaicos de comunidades bem coesas, começando pela família natural e passando pelas empresas, associações, clubes e paróquias, é possível uma rede de afectos em relação para uma profilaxia mais eficaz e responsabilizadora. Toda uma diversidade de organismos cuja devastação o Estado vem promovendo metodicamente ao longo das últimas décadas. Um Estado que se quis no lugar da religião e no lugar das pessoas que infantiliza, para delas se alimentar e auto-justificar.

 

* "Tire a Mãe da Boca” é o título de um ensaio e de um antigo programa radiofónico da autoria de João de Sousa Monteiro.

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5 comentários

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De Luís Lavoura a 17.02.2016 às 16:29

"Um Estado que se quis no lugar da religião"

Como assim?! Em que é que o Estado se quis colocar no lugar da religião?
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De josephvss a 17.02.2016 às 18:19

Somos todos burros e tu um iluminado
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De ali kath a 17.02.2016 às 16:36

esquecem deliberadamente o caso Casa Pia.
nunca se falou das meninas que andavam no engate em frente dos Jerónimos
nem dos júlios que andavam a angariar clientes pelas empresas quando passavam em grupo pelas zonas fabris
havia uma azinhaga conhecida por 'cu ao léu'
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De Rick a 17.02.2016 às 17:04

Faz parte do imaginário de esquerda. Um Estado totalitário que controle tudo e todos desde a vida quotidiana ao pensamento, que também não se quer livre. Ao mesmo tempo dilui todas as responsabilidades dos autores dos crimes e erros. Porque, não esqueçamos, todos nascemos bonzinhos prontos para ajudar velhinhas a atravessar a estrada. Esta sociedade capitalista perversa é que nos estraga e mancha a alma.
Esta mãe é apenas mais uma coitadinha a quem o Estado traiu. No fundo, crianças e mãe são todas vítimas.
O conglomerado político-jornalístico que domina o país e o discurso, é digno de hospício.
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De João. a 20.02.2016 às 03:52

Esta malta quer um mundo capitalista - de competitividade total entre as famílias - munido de uma sociedade civil assistencialista. Não conseguem ver a contradição nos termos. Enfim, penitencio-me por vir aqui perder tempo. Não se aprenda nada, antes pelo contrário. Fica-se mais burro.

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