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Tão simples quanto trágico

por João Távora, em 16.01.23

Com o foco colocado nos clientes o ensino privado destacou-se durante a pandemia pelo meticuloso acompanhamento proporcionado às crianças e aos encarregados de educação. Mas também é por causa das insistentes greves que os mais privilegiados fazem todos os sacrifícios possíveis para não abandonarem os filhos à sorte do ensino público, acelerando um inevitável processo estratificação social entre privilegiados e desfavorecidos. Os resultados serão evidentemente trágicos e não há interesses corporativos que o justifiquem.

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12 comentários

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De francisco laranjeira a 16.01.2023 às 14:01

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De Anónimo a 16.01.2023 às 14:42

o socialismo marxista destrói tudo e todos
parece dirigido por DRÁCULA
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De balio a 16.01.2023 às 14:51


o ensino privado destacou-se durante a pandemia pelo meticuloso acompanhamento proporcionado às crianças e aos encarregados de educação



Eu diria que há centenas de escolas privadas, e provavelmente umas terão sido meticulosas, outras nem tanto.


Falar d"o ensino privado" como se ele fosse todo igual e tivesse todo os mesmos padrões não me parece correto.
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De balio a 16.01.2023 às 14:54


Eu tive ambos os meus filhos no ensino público do 1º ao 12º anos (uma exceção para um deles durante um ano apenas), e não tenho muito a queixar-me das greves. Muito piores são as faltas de professores, os professores que metem atestado médico dia sim, dia não, coisas assim.
O meu filho que foi para o ensino privado durante um ano quis sair de lá e disse que os professores de lá não eram melhores do que no público, e que o ambiente era pior.
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De uidade e a 16.01.2023 às 17:35

Nunca ouvi tal coisa.
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De José Pires Borges a 16.01.2023 às 15:47

Se a insistência de greves fosse motivo para abandonos, há muito que ninguém andava de metro, na Transtejo, na Carris, na CP....Os professores têm aguentado muito mais que esses trabalhadores e comido e calado. A minha esposa tem é licenciada em Economia. Tem 35 anos de carreira, desistiu de um emprego na banca bem melhor remunerado porque tinha e tem, a paixão pelo ensino. Eu vejo-a a chegar no fim de um dia de muitas horas de leccionar, desgastada e quase de imediato vai preparar aulas, testes, trabalhos etc. E muitos fins-de-semana passa-os agarrada ao computador! TODOS os seus alunos, subiram de nota nos exames nacionais. TODOS, ao longo da sua carreira! Ao fim destes anos, roubam-lhe 9 anos de carreira. Como não quis ter horário zero e ficar sem fazer nada, foi leccionar noutra escola que não aquela onde é efectiva. Como tal e com as famigeradas quotas, por não ser do quadro da escola, não podia ter a nota de excelente, como os colegas dessa escola, mesmo que tivesse melhores resultados e melhor avaliação. Não subiu de escalão por isso também. No fim disto, recebe no fim do mês, cerca de 1550€ líquidos (se tivesse ficado na Banca, onde já era directora apesar da sua juventude, hoje teria além das regalias, um vencimento bem acima dos 5.000,00€). Como ela, há milhares de professores e não é certamente por acaso, que nestas manifestações impera sobretudo o desânimo patente na cara dos manifestantes. Antes de comentar e publicar, convém saber os factos e não alinhar pela maioria dos comentadores, uns afectos ao regime, outros ignorantes, que acham que os professores agora, não são justos, não têm razão e prejudicam os alunos com estas greves. A paixão pela Educação pelos vistos, para alguns é muito importante, mas  só para quem educa os seus filhos, porque quanto a remunerar e reconhecer os sacrifícios de quem o faz, isso fica por conta da "paixão educativa" e os filhos dos professores que comam palha, os professores que vivam de forma modesta e remediada porque direitos não têm. Não sei, sinceramente, como pensam algum dia desenvolver e modernizar este país, convidando os medíocres para o ensino, que é só quem, as condições de carreira dos professores, motivam para ali fazerem vida. Querem para os seus filhos e netos, que sejam os menos capazes a ensinar? 
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De João Távora a 16.01.2023 às 22:13

Haverá certamente bons profissionais em todas as profissões, no público ou no privado. É na parte final do meu texto que está o busílis, e eu acho que não há interesses corporativos que justifiquem esse crime.
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De Anónimo a 16.01.2023 às 22:21

Um filho meu fez uma opção semelhante na vida e bem se lixou também.
Só que ai dele que se venha queixar.
É que foi o meu pragmatismo de não ter feito na vida o que gostava e ter com muito sacrifício feito o que era preciso fazer, que lhe garantiu a ele e aos irmãos a vida boa que sempre tiveram e continuam a ter.
Sou pouco dado a romantismos nestas coisas, como vê ficar a ganhar bem melhor também pode ser um sacrifício.
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De Anónimo a 16.01.2023 às 15:57


Destacou-se?
Ou a parte do ensino privado que conhece?


Durante a pandemia era complicado a escola pública acompanhar o "cliente", quando alguns dos clientes nem electricidade em casa têm, quanto mais 5G.
Aliás, a pandemia foi boa, salvo seja, para se perceber o peso da escola pública na vida de algumas crianças, como ter refeições e o mínimo de acompanhamento (reduzido, insignificante e provavelmente inútil) adulto na vida dos miúdos.
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De Alexandre N. a 16.01.2023 às 18:26

Supostamente uma escola em que os professores não sofram pressões de qualquer espécie a não ser do seu próprio escrutinio, que tenham autoridade, e que gostem de ensinar, todos ganham, eles próprios, os alunos e o próprio ensino, independente de ser uma escola pública ou uma privada.
Agora numa escola em que o professor esteja a muitos quilómetros de casa, com filhos pequenos, onde não haja autoridade, onde lhe são enfiados relatórios e mais relatórios, onde lhe são impostos programas escolares ideologicamente enviesados, nada pode correr bem.
Mas parece que abriram os olhos pois aquele que os representa já há largos anos em nada contribui de bom.


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De jo a 16.01.2023 às 19:08

"Com o foco colocado nos clientes o ensino privado destacou-se durante a pandemia pelo meticuloso acompanhamento proporcionado às crianças e aos encarregados de educação."
Começamos por um mito, grande parte das escolas privadas durante a pandemia só se preocuparam sobre se era viável continuar a cobrar mensalidades estando fechadas.
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De Anónimo a 17.01.2023 às 09:10

Para mim, a palavra chave do texto é sorte. 
No público convivem professores mediocres e bons professores, não há qualquer separação. Eu estudei sempre no público e posso contar pelos dedos de uma mão os bons professores que tive. O resto eram normais mas os maus ou mediocres representavam uma grande fatia. Tive professores de história, filosofia e português que liam os manuais, nada de explicar, só ler. Tive professores de línguas estrangeiras que mal sabiam articular 2 palavras nessa lingua. Tive professores de ciências que destetavam perguntas. Era isto, foi muito isto. 


Se o privado é perfeito? Não, não é, mas a componente da sorte está mais atenuada porque há uma direção que seleciona o perfil de professor que quer. 


Adicionalmente, a percepção que as pessoas tem é que a escola pública é fraca o que faz que quem tenha dinheiro opte pelo privado. O problema dos fundamentalistas do público é que acham que em Portugal ninguém deve ter o direito de escolher o que quer para os seus filhos. Tem de aprender a saber lidar com isso.

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