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Talvez sendo mais cru

por henrique pereira dos santos, em 08.01.21

Vejo muita gente, a propósito das atitudes ou afirmações destemperadas de António Costa, dizer que António Costa tem dificuldade em ouvir críticas e em relação ao escrutínio, de que são exemplo inúmeros comentários sobre a inacreditável declaração que fez sobre a conspiração internacional contra Portugal que está na base das opiniões de algumas pessoas sobre todo o processo de nomeação de José Guerra.

Essa é uma maneira fofinha de pôr as coisas, como se António Costa simplesmente tivesse dificuldade em ouvir críticas.

Parece-me que a coisa não é assim tão simples.

António Costa tem dificuldade em ouvir críticas, sempre que sente que elas podem beliscar o seu poder, não tem nenhuma dificuldade em ouvir as críticas inconsequentes de Catarina Martins ou Mariana Mortágua, por mais agressivas que sejam, porque sabe perfeitamente que não passam de fogo de vista.

O que nos leva à questão do  escrutínio.

O problema de António Costa é que todo o seu poder assenta numa complexa teia de relações de poder assente em relações espúrias entre pessoas e organizações, muitas delas ligadas a interesses ilegítimos que Costa não contraria, na melhor das hipóteses, que protege, quando tem mesmo de ser.

Nestas circunstâncias, aceitar o escrutínio, qualquer escrutínio, é inaceitável para Costa, que sabe muito bem que Al Capone foi apanhado através de uma questão lateral de impostos.

Daí a necessidade de bloquear toda e qualquer hipótese de independência em lugares que, de uma ou outra forma, possam trazer alguma luz crua sobre o mais ínfimo dos fundamentos do seu poder.

Não se trata de uma convivência difícil com a crítica ou o escrutínio, trata-se de uma questão de sobrevivência política.



10 comentários

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De DLiberal a 08.01.2021 às 12:19

na mouche! Grande artigo!
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De Anónimo a 09.01.2021 às 18:20

Exactamente: Claro, curto, e inteligente.


Ao contrário da meticulosa e cuidada análise dos motivos, ou ausência deles, das decisões sanitárias, passadas presentes e futuras, esta análise da baixa política e suas motivações tem uma resposta clara.


Muito obrigado caro Henrique Pereira dos Santos.


Melhores cumprimentos


Vasco Silveira
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De Anónimo a 08.01.2021 às 15:21


O PM A. Costa já por várias vezes tentou sair pela porta grande. Sabe como poucos que isto está mal.

A UE tem sérios problemas internos. Mas a UE já percebeu o perfil político do PM português quando este tentou -por cima de dos seus -0,0 % da economia UE- tentou pôr-se em bicos de pés no meio dos crescidinhos. A UE já virou, mesmo que polidamente, as costas ao Sr. Costa.

Só lhe resta por cá um PR suplicante por um 2º mandato e um PS que bem sabe: vacas não voam e até estão muito magrinhas. Para A. Costa o ter que repetir, pessoalmente, a rábula politicamente avassaladora do seu confrade e chefe de governo, o ex-PM Sócrates -imaginem o vozeirão de A. Costa na TV em directo a suplicar ajuda ao FMI, à UE e ao ECB, com ar de quem estivesse a fazer mais um favor a estes ponteciais credores- é constante pesadelo.

Já por várias vezes tentou sair pela porta grande inventando pretexto caricatos. Não lhe compraram a fraca astúcia. Nem comprarão. R. Rio atrapalha-se muito, mas não tanto.

Mais matreiro e eficiente foi seu ex-FinMin. Com a usual contabilidade criativa, deixou o buraco para os outros, colheu louros e foi sentar-se deliciado numa rica poltrona.
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De Anónimo a 08.01.2021 às 18:30

Por mais que tentemos, os factos nunca influenciarão as cabecitas dos portugueses. Ainda vai demorar algum tempo, mas acabarão por abrir os olhos. Depois vai ser com estrondo!


O Costa é cúmplice. Costa faz parte dessa realidade que certeiramente definiu. Já tenho pensado se esta horda que o rodeia não estará muito próximo da delinquência.
Desde que aquela súcia tomou ilegitimamente o país foi construída uma muralha inexpugnável à volta das suas malfeitorias, onde a "teia" se protege das nossas vistas e blindaram deste modo qualquer hipótese de verdadeiro escrutínio. Veja o autêntico assalto às Instituições que poderiam travar a cupidez. 
Mais tarde ou mais cedo, não tenho qualquer dúvida  que vai acontecer, como tem acontecido sempre: um dia esta malta estará a ser investigada.
Há dias recomendei um texto do Blasfémias que devia ser lido, para sabermos como "a coisa" funciona e como nos têm saqueado:


https://blasfemias.net/2021/01/06/galamba-matos-fernandes-e-o-hidrogenio/


Eu só me pergunto por onde anda o jornalismo?
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De Anónimo a 09.01.2021 às 08:00

A súcia agora internacionalizou-se. Já assalta também as Instituições europeias.
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De Anónimo a 09.01.2021 às 08:01

É a chamada "carreira internacional".
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De Marques Aarão a 09.01.2021 às 07:55

Permita-me que sublinhe, e está tudo dito:
"Não se trata de uma convivência difícil com a crítica ou o escrutínio, trata-se de uma questão de sobrevivência política.:
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De Anónimo a 09.01.2021 às 11:55

Trata-se de ambas as coisas.  Não saímos disto, com os socialistas a mexicanizarem o sistema. E Marcelo, capciosamente,  assistindo a tudo, fazendo vista grossa. 
Com a agudeza de espírito que se lhe conhece, tudo viu mas nada fez, certamente na mira de vir a "colher" os apoios do PS, não obstante ter dito há dias que ainda hesitou em se recandidatar. Hábil como só ele, obviamente essa afirmação foi um belo truque muito "bem pensado" para demonstrar coerência e, deste feita, "lavar-se" da história do "mandato único". Marcelo, inteligente, sabe (oh! se sabe!) que foi aí, na não recondução de Joana Marques Vidal que, pela 1ª vez, o eleitorado da sua área política (e não só) se sentiu traído. Foi nesse "exacto dia" que todos entendemos estupefactos e sem equívocos, a capacidade deste homem para nos defraudar e até de se trair a si mesmo se necessário fosse. A partir desse dia, percebeu-se, já sem qualquer ilusão, que, de MRS, tudo se podia esperar e que muitos mais "embates" se sucederiam. Como aconteceram e em catadupa. A diferença é que a partir de então já nada chocava, porque já nada era uma surpresa. 
O seu eleitorado percebeu simplesmente que o Sr. Presidente não era, afinal, o  Presidente de todos os portugueses, uma vez que tinha escolhido o seu lado, num jogo de facção nos bastidores de Belém e São Bento. 
Não tinha de ser assim, por mais que MRS repita o contrário. E disto ele não  "se lava". Acho inclusive que essa sua opção de conivência com o governo está na origem de todas as consequências que daí advieram e estão à  vista diariamente: assistiu a tudo como nós e consentiu em silêncio e por omissão na captura de todas as instituições democráticas pelo "Partido do Governo", contribuindo irremediavelmente para o afrouxar do sistema de pesos e contrapesos que têm de existir nas democracias verdadeiras.
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De Anónimo a 09.01.2021 às 12:00

 Marcelo, sobretudo, cometeu um erro de cálculo. Vamos ver o que acontece.
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De Anónimo a 09.01.2021 às 17:13


Não há como resistir à inevitável obsessão de se vir a conseguir ter um segundo mandato. O poder corrompe o mais virtuoso.



Mandato presidencial único. É a forma de se ter em Portugal um PR imparcial desde o primeiro ao último dia do seu (único) mandato.
O actual PR ao afirmar que se recandidata "por causa da pandemia(!)" "não podia deixar a obra a meio(!)" exibe a sua fraqueza. Não é poder Executivo. Não é profissional da área da saúde. Beijocar e abraços não são permitidos. Então?. Aparentemente o poder corrompe facilmente um político, constitucionalista, professor de direito, taxista e obsecado comentador de televisão. Isto, e mais alguma coisa, sempre com todo o respeito pelo cargo de Presidente da República.

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