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(...) Reli há dias “O Leopardo”, um dos livros mais precisos na ilustração das diferenças entre a mente progressista e a mente conservadora. O progressista quer acelerar a fita do tempo para chegar ao fim da história, essa utopia onde todos os conflitos humanos são resolvidos pela razão; a paz de espírito é obtida pela aceleração do tempo. Ao invés, o conservador congela o tempo. Ao repetir sempre os mesmos rituais, ano após ano, desde a limpeza dos talheres até às colheitas, passando pelo calendário das festas e das férias, o conservador julga que triunfa sobre o tempo e até sobre a morte. Na sua mente, a manutenção do rito ao longo dos séculos é uma vitória humana sobre o próprio tempo, o tempo pára. O pescador do paredão é o Leopardo de galochas e não de botins de pelica: a pesca é um rito que recebeu do pai, que por sua vez recebera o testemunho do avô. É uma ilusão de controlo humano sobre o tempo e sobre um mundo em mudança constante.
Henrique Raposo no Expresso
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