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Nada me compadece o destino de Maduro. E registo a magistral intervenção militar que o pescou em casa e o deixou em solo norte-americano. Mas mais do que isto - nada. A não ser o habitual discurso da Diplomacia, entre o hipócrita e o desbocamento total, consoante os Estados tenham tudo, algo, ou nada a perder.
Trump falou. Sobre o futuro político da Venezuela, excluiu à partida a Prémio Nobel da Paz, Corina Machado... Não será necessário acrescentar mais... O País ficará sob a tutela dos EUA nos moldes indecifráveis (ou talvez não...) que Trump foi já anunciando. Esta uma maior preocupação nossa, portuguesa, atento o elevado número dos compatriotas que lá se estabeleceram. É verdade, assim é, o mundo ensina-nos, pensemos em nós primeiramente.
E consoante os regimes vigentes, a América do Sul insurge-se ou bate palmas. Num continente de abissais dessintonias, a ingenuidade é a marca preponderante. Ainda há - vê-se - quem acredite no retorno, puro e simples, da liberdade à Venezuela...
Há, sim, um mundo político novo, inexplorado e sem fim à vista. Há Trump! E a Federação Russa, a China e os "deals" e "millions of dollars".
Haverá, porventura, um novo Eixo - os EUA, a Russia e o empório chinês. Ou uma nova repartição do planeta nas correspondentes três áreas de influência. Deals, alwyais deals. Em que ponto ficamos nós, os europeus? E a Ucrânia, já agora?
A vida de hoje não contempla previsões. A Ucrânia é europeia e a nossa fronteira com a barbárie. É um povo mártir. Somos nós enquanto nós não somos o alvo ou um lugar esquecido. E nós continuamos sentados em Bruxelas dizendo coisas humanitárias e proferindo ditames do Direito Internacional antigo. Insistindo na nossa indefesa, talvez crendo que os mísseis passarão por cima, de um para o outro lado do Atlântico.
Por isso os ucranianos já só poderão contar com os europeus perdidos em falatório. O equilíbrio mundial poderá sacrificá-los à Federação Russa; e Taiwan (outro lugar de liberdade) à China. Trump apostou na riqueza sul-americana e parece querer negociá-la. Nesses termos.
A questão final é perturbadora: Trump, conforme a Constituição dos EUA, vai quase a meio do seu mandato, que será o derradeiro. Será mesmo? Trump distorce o planeta em quatro anos de mandato sem continuidade? Ou alguma surpresa nos reserva ainda? O que tem a dizer o eleitorado americano? E conseguirá abrir a boca? E, até lá (tudo correndo na normalidade constitucional), que irremediáveis estragos serão produzidos?
É de temer o pior. Somente o pior!
Dias depois, ele também ordenou o fechamento do Golfo de Aqaba. Percebendo que os árabes estavam movimentando suas tropas próximo às fronteiras, Israel resolveu agir, dando início, em 5 de junho de 1967, à Guerra dos Seis Dias.»
Como lê, quem iniciou a guerra foi o Estado de Israel.
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