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O tal debate

por João-Afonso Machado, em 20.02.24

Esta vaga de debates, comecemos por aqui, nada influência as minhas escolhas de voto. É claro, há muito já habituado a escolher entre o menos mau e o pior... Ou o mais próximo da minha profissão de fé ideológica, a social-democracia.

O mega-debate de hoje interessava-me para mais conhecer a postura do Sr. Santos, o proletário melhor motorizado deste País. Certamente sem as carências de locomoção dos polícias que se manifestavam à porta dos estúdios... E, já agora, um comentário a pingar este intróito - Pedro Nuno Santos, social-democrata? - Nada me convence de que ele seja mais do que um político profissional (apenas), tão célere a dizer que não paga as contas da Troika como em passar ao lado de quantos vivem carenciados neste pobre Portugal vergado ao peso da dívida pública e à lavagem do PIB.

Isto posto, fui ouvir o debate. Logo abrindo com demagogia barata e desbragada sobre a TAP e evoluindo depois para o disparate - de parte a parte - das questões demasiadamente técnicas para a percepção do cidadão comum que, infelizmente, é pouca. Linguagem de números incidente nas costumeiras questões: os transportes, a habitação, o Ensino, a Saúde, os pensionistas; e ilustrada por papeis que valem rigorosamente nada, menos ainda que os meus desenhos a lápis de cêra...

Mas a estratégia maior esteve sempre bem à vista: Montenegro espicaçando Santos, num esforço notório para o levar ao campo das alarvidades. Foi um longo frente-a-frente. Tão longo que o ponto forte obtido por Montenegro deve ter passado despercebido: essa verdadeiríssima acusação da mentira orçamental socialista, ao governar com cativações.

Já a argumentação multiusos de Santos - Você não sabe, você nunca governou! - diz-nos apenas que, para nossa desgraça... Santos nos governou... Mas, ainda assim, estou crente, não houve nem vitorioso nem derrotado. A não ser o eleitorado que desprezou o futebol e optou por este ping-pong - desporto em que não temos tradições e em que sempre perdemos.

Apologia da pouca honestidade

por João-Afonso Machado, em 10.02.24

Eis que principia o debate. Intervenientes o irrequieto Pedro Nuno e a salobra Inês. PS versus PAN. Dada a palavra ao primeiro, Montenegro, um ausente, é a bola que logo corre no relvado. A pivot impôs contenção, felizmente, iamos já não sei onde.  Talvez na veneranda questão do aeroporto... (Que raio de desporto, a porcaria da política!) Prosseguimos. Com a ferrovia, tema candente, tão quão imobilizado. Ponto primordial no articulado: então a Linha da Beira Alta? Está para quando o comboio? Aos costumes (ficção), o ex-ministro ficou calado!

Depois o debate avançando para o lítio e o lobo ibérico. Golo do PAN! Vantagem para a região transmontana. Não sem que o cosmopolita Santos não demonstrasse atrapalhação. Mas em República reina o PS. Obviamente na vacuidade de opções.

Prosseguem os ataques à AD. Não, não, a arguente é do PAN, relembremos sempre. E há outro tema, o da carga fiscal. O discurso prossegue entre dizeres genéricos que nada explicam. Intervalo sem golos socialistas.

Assim também no que toca aos profissionais do Ensino. Negociações, negociações... A menina Inês ataca nos animais, pouca obra demonstrada. Concordo, eu aficionado da tauromaquia; dono de cães quase filhos. (No mundo solitário em que tantos vivem o bicho, cão ou gato, é a famíla...)

Por fim, o SNS e a política ambiental. Tudo vai mal, nem os portugueses admitiriam ouvir o contrário. Mas a culpa é do PSD, pormenorizadamente. Por acaso - o PSD - ausente do debate, logo impossibilitado de se defender. O vídeo-árbitro anula a jogada suspeita.

Funciona assim a "ética republicana". A quem agradeço imenso pela confirmação do que sempre pensei e acreditei. Sem ajudas tecnológicas - o fora-de-jogo é evidente!

Que se passa? - É uma criança ao volante...

por João-Afonso Machado, em 20.01.24

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... de um Porsche. E entrou na auto-estrada! Mas a ineficácia do Governo, se dá por isso, parece estimulá-lo em vez de o prender e chamar os pais. A máquina segue à toa e imparável.

Isto é a aventura dita rebelde de Pedro Nuno Santos, o glorioso líder socialista. Ainda hoje, impunemente chegado ao Minho, foi recebido pelas desautorizadas e roubadas forças da ordem. Pois se queriam justiça levaram um comentário apenas: o condutor nada tinha a ver com a condução. Queixas? - que as dirijam ao Executivo do P(ai)S(ó assim me safo). A PSP e a GNR ripostaram, imperiavelmente, com o Hino Nacional.

Do episódio, e de outros tantos, as devidas conclusões. A criança Pedro Nunes não andou no colégio e a escola correcional foi incapaz de o ensinar. Está à solta, incoerente e desbocado. De alguns instantes televisivos retidos, fixei as suas alocuções sobre a postura do PSD - um partido de nascença maldizente - e a sua fixação em maldizer o PSD, a sua inoperância, as suas ligações ao Chega...

E os portugueses, se adultos? 

Pois atentariam no discurso da criança. Naquele falar solavancado, estribilhado, nas frases repetidas uma depois da outra. Nesses instantes em que se percebe que nada mais lhe ocorre à mente. No galope das palavras. Na obsessão do «fazer», por parte de quem foi mandado embora do Governo por "desfazer". Na inerente agressividade da criançola. Enfim, neste pobre Portugal já não falarei no evidente "novo-riquismo" do menino. Nem em correlativas consequências políticas do atrevido dos Porsches. Mas dos portugueses, o que havemos de esperar? Mais absentismo?

Como Portugal é o Entroncamento - o lugar onde porcos guiam bicicletas - nada há de entusiasmante. (Salvo as queixas quando o tempo próprio já passou.) Talvez o querubim Santos ganhe as eleições. Depois se verá.

 

(Fontes: o Barómetro Lacãozinho, anteriormente ultracitado, in Apoio a José Luís Carneiro). 

Vende-se a Torre dos Clérigos

por João-Afonso Machado, em 06.01.24

Trata Pedro Nuno Santos.

Oportunidade imperdível.  Transporte da pedraria por meios aéreos ou ferroviários em data a combinar com outrém.

PS - Pedro Santos, Imobiliário, Saúde e Transportes, Lda. -"No limiar da sobrevivência,  o pudor nada pode valer" é o nosso lema de bem servir o público.

(Hoje fechado para balanço anti-PSD)

Santos ou o omnidesrespeito pelas gentes

por João-Afonso Machado, em 05.01.24

A lista é longa em tão curto período de vida política. E traz a marca do inaturável novo-riquismo. Indo ao presente, à recente descoberta do negócio do Governo de Costa com as acções do Estado nos CTT, fixemo-nos na atitude primeira de Pedro Nuno Santos perante a Comunicação Social - que não respondia, era matéria do Executivo, deixem-me passar, deixem-me passar.

Só no dia seguinte se explicou: como ministro das Infraestruturas, à época, sabia do negócio, estava ao corrente. Ponto final.

Pois parece que, além de ter conhecimento, tinha de dar a sua autorização. Conforme determina a lei. E sobre este derradeiro ítem aguardemos nova comunicação. Seja esta o silêncio, a mais reveladora que PNS poderá fazer. 

Como já não conheço bem o que é ser português, não ficarei admirado se o P(N)S ganhar as eleições. Aliás, acredito que deste ao próximo acto eleitoral decorrerão - nessa circunstância - meses apenas. Caso em que votarei novamente. Há décadas venho apostando no triunfo do voto em branco. Agora - agora quando se gerar novo impasse, o voto chamar-se-á Chega.

Porque chega! Surjam aí as armas da (contra-)revolução. Passemos privações mas não morramos à fome.

O delfim de Vasco Gonçalves

por João-Afonso Machado, em 19.12.23

Nesse tempo presidia a loucura. O homem, calvo tanto quanto despenteado, aparecia na televisão e desembestava. Tudo era uma ameaça constante à Revolução: os latifundiários, os capitalistas, a Reacção, os fascistas, em suma, a Direita. E sem apontar caminhos concretos, apontava ao socialismo. De modo gago, incoerente, programático, mas jamais estratégico, ideológico e muito menos consistente.

Tinha seguidores fieis. Igualmente distantes da realidade, apenas gritadores de slogans.

Pois voltámos a esses anos em que fomos nada, apenas ignorantes e submissos até à exaustão. Até Portugal despertar, arregaçar mangas e de Vasco Gonçalves nada se saber mais. Fora o 25 de Novembro.

Presentemente, retrocedemos ao mesmo. A um homem - atentem bem no seu discurso - que fala aos solavancos e foi destítuido pelo 1º Ministro do Governo em que assumiu pastas e Secretarias de Estado; que somente diz - É preciso deixar de falar, é preciso fazer - (O quê?); que ia torrando a TAP como uma tosta nem sequer mista; que tratava os assuntos nacionais maiores à distância por mensagens de telemóvel; que se desloca(va) de Porsche e palra em nome dos mais carecidos (honra seja feita a V. Gonçalves, por quem já não lembra quais as viaturas do Estado então); que, enfim, fala, fala, fala, e nada diz.

Refiro-me ao actual big boss do PS. E incapaz de prever o comportamento eleitoral dos portugueses. Mas admitindo a hipótese de uma vitória sua em Março, o que fará esse cavalheiro? Com a TAP, com o SNS, com o Ensino, com a Função Púbica, com o empresariado? Esse político que não consegue acabar uma frase sem juntar o PSD e o Chega à cata de votos (e só), de que proezas se lembrará? Além do mais, o que sofrerão no curto prazo os mais pobres?

Portugal parece não fazer sentido. Salvo talvez, se Pedro Nuno Santos for o bilhete de regresso de António Costa. Costa, "o Desejado"... Porque o mais é impossível. Jamais, em tempo algum, um político repetiu ocamente as suas boutades, sempre as começando do princípio para o fim e as acabando do fim para o princípio. Insisto: atentem nas reportagens televisivas.

Ou então o Poder cairá na rua outra vez. Com Pedro Nuno a dizer que não paga um chavo à Europa, e a Europa, a nossa mãezinha, a cortar no PRR e em outros produtos lácteos de que nos vamos sustentando. Enfim, Março e a nossa Padroeira nos salvem... - Deste comunista de auto-estrada filiado no PS para não pagar multas de excesso de velocidade.

 

Mas em vésperas de quê???

por João-Afonso Machado, em 13.12.23

Sob o «manto diáfano» dos sonhos vai ressurgindo a "nudez forte" da realidade. O manto encobria Costa, a realidade demonstra que ele não desiste da política, o seu emprego de sempre. Consequentemente - não sonhemos, basta-nos o pesadelo.

Mas os acontecimentos têm um início após aquela desejada despedida do Governo. O indómito Costa - o maior politiqueiro depois de J. M. de Alpoim (é ler a História...) tudo programou. Dizendo melhor:

- Sabia que o Pedro Nuno ia galopar em frente; e que alguém apareceria, mais a trote, a opor-se-lhe (in casu, José Luís Carneiro).

- Sabia também que, ganhe um ou o outro, as eleições internas na sua sucursal maçónica (vulgo PS), nunca esta ficará pacificada; e em devido tempo, o chamará de volta.

- Sabia isto tudo porque à direita não vislumbrou quem tomasse a sério conta do Poder  e este assim permanecerá na sua órbita.

-

Contas feitas, os portugueses devem encarar dois cenários: a chefia socialista de Santos ou a de Carneiro. Em primeira instância. Sobre Santos hei de desenhar o seu vácuo perfil; sobre Carneiro deixo aqui a interrogação sobre quem é.

Porque se for o que quer aparenta ser, assistiremos à extraordinária sportingó-benfiquista disputa de dois partidos social-democratas (PSD e PS) a darem o braço - entre o verde e o vermelho - para apoiarem a viabilização de um Governo. (A Nação agradecia...) Assim José Luís Carneiro não enviese para um infinito qualquer. Já vitoriado o camarada Santos, o rumo é o do descalabro sob a sua obsessão anti-PSD (somente o que sabemos da sua maturada cabeça) até à desgraça total.

No estado a que chegámos nem seria - para mim - o pior desfecho. Pedro Nuno Santos pode ser o "eleito" para marcar o fim da III República. A seguinte, a IV, seria já transitória, a preparação de um regime sério, civilizado e renovador. Estou em crer, com a chancela do Trono. Portugal nasceu em Monarquia e talvez não morra, acorrendo a Restauração. Ou, se quisermos comparar com 1926, outra Revolução Nacional...

Pedro Nuno, o Santana Lopes da Esquerda?

por João-Afonso Machado, em 20.11.23

Inquestionavelmente - sim! Montado no seu Porsche, cavalgando até ser derribado pelos seus próprios apaniguados, que a ostentação era em demasia.

Desorientado, desorganizado e inconstante. Tudo se percebeu ontem em um ou dois relances televisivos do cerimonial com que se deu início às eleições internas do PS.

E agressivo e demagogo. Mentiroso, para deixar de lado os eufemismos. Haja em vista a deturpação que fez do pouco até agora dito por José Luís Carneiro.

O ponto fulcral: à questão de interesse nacional em que este último se disse, mediante a verificação de determinadas circunstâncias, disposto a viabilizar acordos de regime com o PSD - declaração de homem responsável (será?) - o camarada Santos respondeu à margem com uma crítica à «muleta» dos sociais-democratas, renegando-a.

O camarada Santos está de olho numa Geringonça a sério, não das que caem ao terceiro orçamento a aprovar. Com ele o socialismo sairá da gaveta à mesma velocidade com o seu Porsche arranca da garagem ou o seu muito património se movimenta.

E a palavra final - a palavra de um não-socialista de alma e coração - é para a correcção com que Carneiro lhe respondeu. Na esperança de alguma elevação do discurso político depois de Sócrates e de Costa. Quiçá de alguma eficácia governamental...

Em suma, talvez haja uma réstea de bom senso e veracidade no PS. Essa pouca veracidade que Assis vendeu por qualquer prato de lentilhas...

O Sr. Corneiro vai-se candidatar ao PS?

por João-Afonso Machado, em 13.11.23

Assisti ontem ao anúncio do Sr. José Luís Carneiro à sua candidatura à chefia do PS. Sinceramente gostei - pelas suas palavras, pelos seus projectos, por toda uma tranquila expressão que apelava ao bom senso. Sendo eu, como é evidente, declaradamente contra o seu partido, mas antevendo, nesse seu passo, uma hipótese de o País sair da deriva em que creio não sobreviva muito mais.

Depois havia dados facticos: José Luís Carneiro nunca saiu da penumbra partidária, cumpriu o seu mandato com os meios ao seu alcance, era discreto, eficiente, e, avalio sem "mas", foi um bom ministro.

Todavia, caíram hoje duas bombas neste pobre Portugal submetido ao bramanismo. A saber: a imprevisível demissão de Galamba; e a já anunciada apresentação ao serviço de Santos. Assim, como se uma não tivesse a ver com a outra.

Ora é evidente que têm, e eu não gosto de grandes demonstrações. Têm, ponto final. E por trás de Santos está a inefável Costa. E por trás de Costa o cagaço de eleições sem margem absoluta e o regresso à Geringonça. Coisa que o Sr. Carneiro ontem - de boa-fé, mas ingenuamente, rejeitou.

Antevia-se o Sr. Santos ganhasse as eleições internas do PS. Alea jacta est é coisa nenhuma. O Sr. Santos é um vencedor antecipado e a menina Catarina hoje mesmo transpirava (sentia-se aqui) batalhando pela sua candidatura. Já ganhou, e a Direita, bastantemente estupidificada e temerosa, vai contribuir para essa vitória.

Contas feitas: ou o Sr. Carneiro aproveita a deixa para pôr os pontos nos "ii" - e diz claramente o que é o seu PS - ou serve apenas de factotum para que o fantasma da maioria absoluta (socialista) seja afastado por unanimidade dentro do "colégio". Ou, ainda, está apostado no Parlamento Europeu.

Está ou não empenhado num PS operacional? É o que daqui para a frente a gente verá - se temos Carneiro ou corneteiro, como lá nos tempos do regimento - o "corneiro".

Costa proclama, Costa debate, Costa, Costa, Costa...

por João-Afonso Machado, em 11.11.23

Liguei o aparelho da TV e ele estava lá. Ouvi a parte final, enfaticamente contra a burocracia (!!!), manifestamente a favor da agilização da actividade administrativa. O Costa. Claro, no segundo seguinte defendia o procedimento do Governo dele (do Costa), nas manobras do lítio e de Sines. E depois esperou o que programou. (Desta vez não meteu a cábula no bolso, dizendo "adeus" à Comunicação Social.) Agora mesmo está falando, falando, falando... Quem? - o 1º Ministro demissionário.

E vai dizendo o que lhe convém. Sobrou o olho humedecido pela presença da sua Senhora, instante mesmo instante, e desarvorou na defesa da política do seu Governo. Insisto, em dois temas apenas: o lítio de Montalegre e o hidrogénio de Sines. Sem contemporizações: lítio, lítio, lítio; Sines, Sines, Sines. Sinal de quem merece o nome que todos sabemos; o consabido antifascista invocou mesmo o "fascista" Marcelo Caetano, cuja obra pretenderia continuar!...

Se falou no aeroporto de Lisboa? Suponho que não. Ainda consigo ouvir a sua voz aqui na sala ao lado. Do seu processo judicial? "À justiça o que é da justiça" algo que oscila nos ventos de um político profissional.

Tal qual o Sócrates, que Costa apunhalou quando lhe conveio.

São os factos. Conclusões? Teremos Costa, por si ou por interposta pessoa (o Santos, já se vê) durante o resto da vida. Mesmo porque a tendência dos processos judiciais - bem munidos de advogados dispendiosos - tendem a caducar por morte dos arguidos. Desavergonhadamente.

(O Carlos Cruz foi mais infeliz. Gastou rios de dinheiro e o advogado - com todo respeito pelo meu Ilustríssimo Colega - morreu primeiro. Costa acredita que sobrevirá...)

(Aparentemente) foi-se

por João-Afonso Machado, em 07.11.23

O verdadeiro socialista não resiste: faz-se à negociata. É do qual não vale a pena falar mais, a história recente diz tudo (os mais esquecidos abram a enciclopédia no verbete "Sócrates, José").

Mas há que fazer justiça. E recordar Passos Coelho. Não pelo lado subjectivo do seu governo, mas pela objectividade - vão lá quase nove anos sem que a PJ lhe tenha batido à porta (os mais esquecidos tornem a abrir a enciclopédia no verbete "Coelho, Passos" e confirmarão o sobredito).

A questão tem aspectos tremendos. Os politólogos que se entretenham em esmiuçá-los, eu refiro apenas um: está criado o impasse - Portugal anda em ânsias de beber da fonte monetária europeia; cuja abre a bica pela mão do Governo; ora sem Governo e com prazos comunitários a cumprir como vai ser? O que podem esperar os nossos sectores secundário e terciário? Verões calientes q.b.?

Fico na expectativa. Sobretudo acerca da posição do "povo da esquerda". Deve faltar uma hora para ouvir o que dele vem.

Já fui hoje às manif's

por João-Afonso Machado, em 02.11.23

Vou diariamente à manif, agora que elas tornaram a ser diárias. Ao lado dos médicos e enfermeiros de quem, de resto, a qualquer momento posso necessitar e não os encontrar no seu local de trabalho, posto estarem repousando ou batendo o pé ao ministro. 

As minhas idas às manif's decorrem em casa, claro. Abismado com a falácia de um ministro com língua repetitiva de papagaio a dizer que está para breve o acordo com o pessoal da Saúde e, na voz ao lado, as notícias das Urgências e Serviços constantemente a fecharem pelo País fora.

O mesmo se passa com o conflito no Médio Oriente, melhor dizendo, com a encomenda postal enviada pelo Irão a Israel por interposta pessoa. Incondicional no meu apoio aos israelitas e às vítimas do Hamas e do Hezbollah e absolutamente consciente que só com a destruição destes grupos terroristas haverá paz.

Enfim, irritado e já muito farto dessas arruaças pretensamente pró-palestinos. Hipocrisia não, sff. Quem não goste dos EUA que o diga claramente... Se a preocupação é com as criancinhas - justíssima preocupação - então manifestemo-nos contra quem se esconde atrás delas, em vez de as levar para lugar seguro.

Diário de bordo...

por João-Afonso Machado, em 16.10.23

Acabo de chegar da frente do aparelho televisivo com edificantes notícias de Israel. Mais precisamente, - explicadas por insuspeito repórter britânico - as da recolha dos corpos das vítimas nos kibutzs. Note-se: não apenas os dos israelitas mortos (em duas versões: a primeira, mais soft, somente baleados; a segunda, muito incidente em mulheres e crianças, com estupros, flagelação e outros sinais de tortura), mas também as dos terroristas do Hamas abatidos na defesa desesperada dos atacados - e tudo isto debaixo do perigo constante dos rockets do dito Hamas! E uma máscara em cada cara, que já passaram uns dias sobre este acto libertador concluido com a leva de umas dezenas de reféns para Gaza.

Mortos, retalhados, abusados e reféns... Todos eles não, seguramente, por quem a gente bem pensante, a esquerda fina se manifesta Europa fora. Antes os seus ícones são as desgraçadas (desgraçadissímas) populações palestinas, afinal reféns também do Hamas. E, o que é grave, este que é o lado fundamental da questão é cautelarmente descurado. Talvez por medo dos terroristas que usam e abusam dessa prática de se escudarem atrás do seu próprio povo.

No emaranhado destas notícias, quase se conclui que a guerra na Ucrânia findou. Que já não são lá bombardeadas mulheres e crianças diariamente a eito. Antes se dá relevo ao telefonema de Putin a Netanyahu comunicando-lhe a espantosa descoberta de que era imperioso pôr fim ao conflito no Médio Oriente. E de que iria encetar conversações com o Líbano, a Síria e o Irão e a China para esse efeito.

Traduzindo para bom português, acessível a toda a gente: o Hezzebolah não tarda aparece. Talvez na Europa também. Velhaco Putin: não havias de inventar mais nada para empalmar a Crimeia!

 

O puzzle...

por João-Afonso Machado, em 08.10.23

... faz-se reunindo as pecinhas todas. Obra, aliás, envolvendo alguma intuição. Avançando: das mais aterrorizantes afirmações de Putin foi recentemente a de que a Rússia ia constituir uma "ordem" ou um "tempo" novo no mundo. Talvez tenha sido até "criar um mundo novo". Assim mesmo, adolfianamente. Decorridas umas horas, eu em Roma prestes a viajar de regresso, a sinistra novidade do  ataque palestiniano do Hamas a Israel.

Um ataque que não envolve apenas combates militares. Houve captura de soldados e mulheres e crianças. Reféns. Obviamente - o check in feito... - vieram logo as primeiras proclamações. Os EUA condenavam o necessariamente condenável e já a Coreia do Norte fazia a cantilena da liberdade na Faixa de Gaza. A próxima pecinha não será dificil de acrescentar ao painel...

O Médio Oriente em brasa. As grandes potências tomando os seus partidos. Uma fissura - um rasgão - mais nos nossos dias. Não muito ao lado da Europa em guerra. Sobrevirão as ajudas bélicas. Exactamente nos termos em que já chegam no mundo eslavo.

Repito: Putin avisou, à falta de outras forças para sustentar o seu conflito. E a tragédia prossegue. Parece que somente os contra-ataques são censuráveis. Parece que o recurso a reféns será relativizado mediante o argumento das causas e na medida em que todos os efeitos se justificam. Qual será o passo seguinte?

Por este andar, ainda os castelhanos se virarão outra vez contra nós, portucalenses. Que eu espero sejam apoiados pela NATO... Regredimos aos tempos da Guerra, da que ainda não era fria.

 

A Casa da Memória Viva

por João-Afonso Machado, em 23.09.23

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Já lá vão uns anos. Um grupo de famalicenses, curiosamente todos estudantes no Liceu de há quase 50 anos, decidiu constituir uma associação de direito privado que denominou Casa da Memória Viva.

Alguns deles viram os seus familiares próximos e mais idosos deixarem-nos após um triste fim de vida atacado pelo Alzheimer e outras doenças degenerativas, hoje em dia tão frequentes. Havia também o problema dos cuidadores, designadamente dos informais, das dificuldades com que se deparam tentando conciliar afazeres.

Esse grupo - afinal - de amigos, entre os quais tenho o gosto de me incluir, de proveniências políticas e religiosas diversas, unido apenas pela vontade de prestar um serviço aos nossos e à nossa terra, partindo do zero tem vindo a apresentar obra. Conseguiu a sua sede, deu sinal de largada à formação e preparação dos cuidadores, concretizou iniciativas relacionadas com a história local e direccionadas para as pessoas que vão perdendo as suas faculdades de memória. Captou a atenção da Câmara Municipal, conta já com o seu contributo. Hoje mesmo andou na rua, visitou um museu e uma exposição, passeou quem necessita agitar o espírito.

Enfim, se me é permitido uma nota final, a uma escala muito pequena mas que ambiciona crescer, este é mais um exemplo de que a sociedade não pode esperar pelo Estado, sempre ocupado em politiquices e proezas de fachada. Hão de ser os cidadãos, as autarquias também, a pugnar pelo bem estar dos seus semelhantes necessitados. Hoje eles, amanhã nós...

Esta é de topete

por João-Afonso Machado, em 30.08.23

Lembro perfeitamente, a grande primeira medida tomada (há muitos anos) em defesa dos cegos foi intitulá-los "invisuais" - e daí em diante... "invisuais" permanecem, sempre carecidos de apoios reais. A República tem absurdos assim.

Hoje a novidade, a abrir noticiários e lida nas páginas iniciais dos jornais, veio a público: a grande remodelação operada no falido SNS, com efeitos a partir de 1 de Janeiro próximo. O que ao certo vai suceder é que me parece ninguém entende, entre dizeres vagos e objectivos que todos desejam, mas não se consegue descobrir como serão atingidos.

Fala-se em que os utentes poderão ser atendidos em qualquer unidade de saúde, portadores de um cartão que identifique a natrueza e agravidade dos seus males.

Dá-se um novo nome - as Unidades Locais de Saúde - como se, só por si, tal resolvesse os problemas (não, não somos todos "invisuais").

Mais se acrescenta um membro ao Conselho de Administração do SNS - mais um boy, no fundo.

E criar-se-ão comissões junto do Ministério das Finanças para acompanhar as dotações orçamentais do SNS - somem mais uns tantos boys a juntar ao panelão.

O mesmo vale para uma série de gestores a designar, conquanto a ideia seja "desburocratizar"...

As ULS funcionarão em consonância com as autarquias. Com todo o crédito que hoje a maioria das autarquias me merece, creio que ingenuamente se aprestam ao serviço de "bodes expiatórios".

Enfim, acrescenta-se, o serviço será pago pelos utentes, na medida em que optem por este hospital em vez daquele, decerto o da sua área de residência. Então o que se passa com a sacrossanta regra do art. 13º (e quejandos) da CRP?

Entretanto nada foi legislado ainda. Nem se sabe quando será. E, quando for, restará depois a regulamentação do costumeiro normativo programático, algo que, em geral, vai sendo adiado, adiado, adiado.

Quando, afinal, as leis em vigor nem têm muito por onde as atacar e, simplesmente, o que não há é dinheiro (para pessoal e equipamentos) porque o Governo não abre mão dele. Concretamente, como evitarão a "fuga" de pessoal da Saúde para o sector privado?

Nada mais se passa, em suma, senão a bem propagandeada falcatruagem socialista. Com mais burocracia onde se difunde a desburocratização, e mais confusão nos hospitais e centros de saúde em que tudo será (?) diferente menos a falta de médicos e enfermeiros e restantes auxiliares - o óbvio fundamental.

Vota PS!

Dos portugueses sem peso no Portugal mais pesado

por João-Afonso Machado, em 14.08.23

E pronto, está aí a polémica do costume. Iam lá algumas centenas de intelectos urbanos deixar que o a ponte pedonal do Trancão usasse o nome do Senhor Cardeal Patriarca?! Do nosso Chefe da Igreja Católica Romana?! Não - Saúde e Fraternidade!!! - seja outra a designação, nem que seja nenhuma (porque nenhuma é apresentada em alternativa)! Um milhão e meio de fieis presentes na vigília e na missa seguinte serão um milhão e meio de alucinados. E os mais que assistiram devotamente pela televisão nem dignos são da estatística do muito usual share.

É o momento demonstrativo da ditadura em que vivemos neste afogo ideológico. Uma ditadura esperta que nos deixa - tanto quanto - falar mas depois decide por si. Através da sua ético-possidoneira. Com todo o fel em que se proclama de mel.

E melosa invoca razões humanitárias. Melosa enfelga a Igreja, os seus fieis, a identidade dos portugueses. Se falo numa petição que numericamente só vale 0,1% dos participantes no lado mais visivel das JMJ? Antes fosse...

Eu falo de meia-dúzia de próceres do jacobinismo sempre presente e falo ainda - e principalmente - de centena e meia de deputados que decidirão a final, escorados num espúrio poder do voto um tempinho depois dos abraços ao Papa e da contabilização dos ganhos financeiros com a sua vinda a Portugal. A modos da mais farisaica passagem bíblica.

Remato com esta verdade: a ponte que melhor simboliza a III República é a de Castelo de Paiva. A tal que ruiu em 4 de Março de 2001, com mais de 60 almas indo na morte Douro abaixo. Bem fez, preventivamente, o então Ministro dos Assuntos Internos, Jorge Coelho, em demitir-se. Qualquer Ministro do Interior na II República de Salazar, à cautela, não procederia de modo diferente.

O balanço...

por João-Afonso Machado, em 08.08.23

O Papa Francisco veio a Lisboa renovar o ideal da Paz entre os muitíssimos de muitíssimos povos que o receberam e inundaram a cidade. E lembrar a todos que a Paz se alcança pela Fé - uma Fé («sem medo») também agora encarada como a convergência dos espíritos para o que há de universal em todos, a convicção.

Assim o Papa inaugurava o novo mundo da aceitação, do diálogo e da essencialidade do respeito pelas diferenças. Uma lição que creio perdurará no coração dos mais novos e nos obriga, a nós os mais velhos, a pensar, a reflectir e, se calhar, a bater contritramente com a mão no peito - até que ponto não teremos exagerado na confusão das normas morais e consuetudinárias?

Em tudo, a teologia andou mais arredada no discurso do que é habitual em visitas papais. O desafio de Sua Santidade foi para a alegria e a festa - as quais, insisto, se estenderam pela Capital durante toda a sua estadia.

Nada ficará como antes. A Fé, a Eternidade, tudo deixou de ser apenas conceitos, esperanças, argumentos ou consolos. Há um planeta para salvar ambientalmente, há vidas para serem vividas em humildade e tolerância, curiosas e apelativas umas em relação às outras. O Céu deve principiar já cá em baixo, neste outrora «vale de lágrimas» transformadas numa corrente de felicidade partihada.

O Papa veio e já partiu. Mas não se duvide, ficou como um tempo novo da Igreja Católica que dá a mão a todos quantos sintam a plenitude da liberdade - a sua e a os demais, sem entrechoques. E apontou a distância enorme da Coreia do Sul, onde daqui a quatro anos (neste novo mundo tão igual na sua multiplicidade de costumes) decorrerá o próximo momento para reforçar a graça da Fé.

O revolucionário urbano

por João-Afonso Machado, em 01.08.23

Reza Tsagathi - eis um nome para mim desconhecido até à leitura do jornal de ontem. Afinal parece ser um influente personagem dirigente de uma organização fiscalizadora dos severos costumes islamitas no Irão. Nesse Irão tão à frente no número das condenações à morte cá no planeta - condenações essas, aliás, executadas muito simplesmente pendurando os supliciados pelo pescoço numa corda atada ao braço de uma grua. Em público, o cadáver deixado uns tempos assim em banho-maria, à vista e para exemplo de todos.

Pois, parece, Reza Tsagathi foi descoberto num imbróglio de escândalos sexuais em que ele seria o mentor e os demais - ignoro se criancinhas, se homossexuais. Tenho para mim que nem por isso o seu poder ou a sua influência saíram abalados com a novidade...

... E hoje procurei avidamente na Imprensa, nos blogs, qualquer comentário, uma palavra-de-ordem, um protesto dos nossos heróicos defensores lusos dos direitos das minorias e dos explorados. Nada!!! Um silêncio absoluto! Esses ilustres contestatários de latrina estão demasiadamente ocupados com a JMJ.

É que o Papa vem aí, ameaçando os direitos do agnosticismo e do ateísmo.

Porque, bem vistas as coisas, a religião - leia-se: o catolicismo - nunca deixou de ser o «ópio do povo». Há que lhe soltar os cães! E a pena capital, a poligamia, a burka, somente aspectos pitorescos de um universo que, por não ser o ocidental, - o burguês, o capitalista - não merece nos detenhamos nele. Assim "pensa" e procede o revolucionário urbano.

Do bramanismo na política portuguesa

por João-Afonso Machado, em 24.07.23

Os meses correm e a CPI à TAP foi apenas um episódio a passos largos para o esquecimento. A Esquerda é uma casta - superior - e o mais vem por aí a baixo. Retomamos a verdade no último "estado da Nação", aliás um falácia que, traduzida para a boa verdade, se chama o "estado da República"

E nunca a República se viu em tão bom estado. Os brâmanes socialistas ditam ordens, nós os párias obedecemos. As castas intermédias, em português corrente - os deputados - fazem perguntas, insistem nas perguntas, o grande marajá sorri de ironia e não responde. Diz o que lhe vem à cabeça - mormente, os párias não se devem queixar, tudo corre bem. Não vale mais a pena.

O brâmane falou, a a sua acólita Sra. Mendes sorri para as câmaras (as televisivas e a das castas intermédias) e os grandes escândalos passam sobre o epíteto de «casos e casinhos»; ou debaixo do chavão «à política o que é da política, à justiça o que é da justiça».

Entretanto, a Procuradoria da República, sempre subserviente, pratica os maiores atropelos à Justiça. Averiguações? - nada. Cumpram-se as ordens do brâmane-mor.

Pela primeira vez na História da III República uma maioria eleitoral transformou-se efectivamente numa maioria ditatorial.

Grassa a corrupção. São uma vez mais os escolhidos pelo brâmane-mor. Os párias sobrevivem no dia-a-dia, mas ele proclama que a nossa macroeconomia vai de vento em popa. Já não disfarça e surge cheio de troça em túnica branca com a fralda de fora. Recomenda aos jornalistas o céu azul desse dia.

A República foi sempre um regime agitado e povoado de querelas. Agora é menos - tornou-se um sistema de castas onde as inferiores em tudo se vergam à bochecha opulenta do marajá que nos governa.

(Um tal Marcelo, subserviente, dá-se a desmaios entre o moscatel e o hidromel, sob o pretexto do calor. Ghandi não faria mais, é certo, mas a contra-revolução está na ordem do dia - o povo contra este ancestral sistema de castas.)

Só nada percebemos da célebre entrevista do marajá à Visão. Bem vistas as coisas ela era por demais explícita.


Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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