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A antevisão do jogo

por João-Afonso Machado, em 26.02.21

Da maior importância, na actualidade, o mundo do futebol está em alta rotação política. Uma verdadeira pandemia em toda a vanguarda da Divisão superior. E um novo regime que se adivinha está para, sustentadamente (como ora se diz), chegar e ficar.

Isso tem a ver com o findar - e ainda bem - do monótono império dos "3 grandes", apenas quebrado, ao longo de uns 80 anos, por proezas esporádicas do Belenenses (a bem dizer, a proeza tinha nome: Almirante Tomaz) e do Boavista (e, sobre esta, as histórias que se contam...).

A afirmação do Braga como uma quarta grande equipa, vem vindo a fazer-se. E não fora o assalto ao seu plantel, pelos mais ricos, e a saída de Rúben Amorim... não sei, não.

O F. C. do Porto, digam o que disserem, ainda é uma grande Naçom. Não tem estrelas, porque, quando as tem, aí vão elas, cadentes, para o futebol milionário. Mas com meia América do Sul a jogar lá, gigantes malianos e alguma juventude portuguesa por imigrar, sempre se desenrasca, permanece na Europa, e... «ainda há muito campeonato para jogar, o futebol é isto».

O Sporting, uma enorme surpresa! Eu diria, desde logo, com um treinador que é um predestinado; mas, sobretudo, com a gente da casa, gente nova que joga sem medo e é portuguesa. Tudo isto merece, sem dúvida, a devida recompensa.

E o Benfica... Enfim, a minha qualidade de provinciano não me permite alcançar onde foram buscar tantos milhões para tanto desperdício. Em 4º lugar, a um ponto do 5º e a quatro pontos do 3º... Onde os lisboetas não organizaram buzinões contra Cabritas, Temidos e outros que tais, ao nível do Pedro Guerra, fizeram-no contra o pobre JJ, a quem, já se vislumbra, nem Cristo valerá.

Isto sim, é política. O resto é confinamento. Aqui o nosso Famalicão já conheceu melhores dias, e se eu fosse lisboeta era do Atlético da Tapadinha. Alguém se lembra? Azul e branco, sempre! Em tudo o verdadeiramente importante, como é caso do futebol.

 

Marcelino da Mata, o inconveniente

por João-Afonso Machado, em 20.02.21

Se não estou em erro, a biografia do tenente-coronel Marcelino da Mata nunca foi escrita. Sabemos bocados avulsos da sua extraordinária vida de combatente na Guerra Colonial, do lado das forças do Exército português. Parece, actuou muitas vezes à margem das tropas convencionais, não brincava em serviço e matou tantos quantos (os desaparecidos filhos das famílias da Metrópole que sofriam a angústia do seu destino...) lhe apareciam pela frente, opondo-se às suas operações militares. Foi o mais condecorado dos nossos militares... Porque Marcelino da Mata, nascido na Guiné e negro, embora, português se considerava. Tinha esse direito! Marcelino combateu pela sua Nação.

Apenas o racismo de Esquerda o condena - por ser negro, - como não condena todos os militares, aderentes à III República, que igualmente se bateram em África. Desses se diz - foram uns bravos, uns sacrificados... Principiemos essa longa lista nos oficiais generais (Spínola, Costa Gomes, Rosa Coutinho...) e prossigamos até aos soldaditos sobre quem chovia o choro das suas mães, nas nossas aldeias. Mas Marcelino era negro - logo, havia de ter matado brancos.

Marcelino da Mata é tema actual, como se sabe. O Bloco de Esquerda está lá para tanto. Além de outros. Só agora, por isso, conheceremos a sua biografia, que será da autoria de um Rosas qualquer.

Não importa. Escreveu Bernard Shaw, «biógrafo que não ornamente a nossa biografia com farta quantidade de mentiras agradáveis - é um rancoroso e pérfido caluniador».

Ora, para a Esquerda, a agradável mentira seria uma África pintada a preto e branco, como no jogo das damas. E não era assim, o português de então nunca foi racista. A Esquerda, maldizendo o oficial Marcelino, só o enaltecerá.

O BE ou o regresso da Santa Inquisição

por João-Afonso Machado, em 18.02.21

Fui aluno, na Faculdade, do Doutor Cardoso da Costa, então juiz do Tribunal Constitucional, a que mais tarde viria a presidir. Eram tempos diferentes - os comunistas nem queriam saber das minorias, somente insistiam nas lutas das «massas», leia-se, do proletariado industrial ou rural. Até sobrevir a queda do Muro de Berlim.

A sua gramsciana estratégia houve de se adaptar. Já não havia proletariado e a «luta de classes» não soava nas balalaikas cunhalistas. Face à louvável ortodoxia do nosso PC (uma relíquia a conservar no universo político europeu), surgiu o Bloco de Esquerda, e um novo jeito de prosseguir Gramsci. Qual? - o da dita defesa dos direitos das tendências menores.

Abreviando: num instante a Esquerda moderna dava a mão ao maçonarismo. Tudo veio à tona com os casamentos homossessuais and so on.

Já aqui escrevi, o casamento é, na lei, um facto jurídico. Tanto se me faz que um homem case com outro, como o piriquito com o seu dono. As coisas só pioram quando envolvem menores, incapacitados do exercício dos seus direitos. Mas mesmo essa fronteira foi cavalgada. E outras serão...

Este longo interlúdio porquê? Porque o Doutor João Caupeurs foi nomeado Presidente do Tribunal Constitucional. E porque Portugal vive agora sob os desígnios de um novo Santo Ofício - de uma Inquisição que não perdoa.

O Doutor João Caupers há de ser - tudo o demonstra - uma pessoa educada e ponderada. Em tempos disse e escreveu coisas da maior lucidez sobre o inatural conceito de dois pais (o pai A e o pai B) ou duas mães (a mãe A e a mãe B) na criação de um filho. Disse-o e, sabe-se, mantem-no.

Logo as vestes albinegras das Catarinas sairam a terreiro (do Paço), reclamando a severidade do castigo. Que se retratasse, tinha de ser...

Não me alongo mais. Veremos no que dá. Entretanto, se as Catarinas lessem Frei Bento e Frei Bernardo Domingues, entre outros dominicanos, verificariam que o mundo mudou. Não, é claro, para a demolidora bandalheira para onde elas nos querem levar.

J. Soares, o investidor

por João-Afonso Machado, em 16.02.21

Cada vez gosto mais de João Soares. A coisa começou nos frente-a-frente com Poiares Maduro e aquela sua papagaiada do «ser de Esquerda» antes de, manifestamente, não saber contrariar o seu opositor. E culminou - segundo uma crónica que acabo de ler - na entrevista que deu a Ricardo Araújo Pereira, na qual revelou a sua actual grande fonte de rendimentos: o investimento na dita Bitcoins Revolution

Dizem, um escândalo político. Simplificando: um político sem cargo vira-se para o que pode, até para manter o nível de vida a que está habituado. João Soares foi apenas singelamente sincero, apreciável atitude. Eu ainda não percebi bem essa história dos bitcoins, mas, cheira-me, anda por aí o espírito da D. Branca.

Nunca fui republicano, nasci monárquico e monárquico hei de morrer. Acontecendo algo em contrário, por favor, chamem o exorcista de serviço. É claro, com gente exilada em cadeiras douradas nos apetecíveis boulevards, nada pode obedecer a tais critérios. - Dinheiro? Apenas o necessário para não ter de pensar, e sofrer, a falta dele. É como me oriento.

A especulação não tem muito a ver com esta panorâmica. Esta panorâmica é que tem a ver com alguns estigmas lançados pelos auto-apelidados "defensores do povo".

E já agora, a propósito, assim sempre viveu o meu Pai - obviamente, um monárquico também. Desafiavam-no, os seus amigos, para "jogar" na Bolsa pré-abrilina, e o Pai mandava-os dar uma volta.

Mas não corramos o risco de misturar as coisas. É tudo a questão de dispensar, ou não, o automóvel topo de gama. E eu nada sou de pregar a moral. Cada um que trate de si...

Há apenas um pormenor em que não gosto de transigir. Chama-se ele - coerência.

Leão a pão com manteiga

por João-Afonso Machado, em 12.02.21

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É, não se trata de futebol. Antes de um blog que ando seguindo, e comentando, de uma senhora para quem a trupe toda de caçadores e pescadores se resume à hedionda condição de assassinos. Já lá fui, repetidamente, dizer da minha parca ciência.

Numa dessas últimas vezes, tentei distinguir entre a defesa do lobo - espécie em vias de extinção por cá - e a praga dos javalis.

Dizia a dira senhora, os javalis acometem as culturas porque o Homem (nós, sinistramente nós), lhe roubamos o habitat.

Redargui: mas como, se o Interior se encontra cada vez mais desertificado?

Réplica da doutora: estava eu a afirmar, os javalis provocaram o despovoamento desse dito Interior?...

É claro, assim não é possível honestamente trocar impressões. Como ainda acrescentei, depois do Litoral só há idosos, népia de gente nova, e matagais sobre matagais. Por isso os incêndios, desses que apanham aldeias inteiras; e, na falta de outro alimento, os javalis vão às couvinhas e aos vinhedos dos velhos. São muito menos bem vindos do que a caça de espera, noite fora, junto aos bebedouros dos porcinos, cada javali abatido são mais umas espigas de milho no celeiro de quem ainda se dá ao contrassenso da lavoura.

Resumidamente, a conversa decorreu assim. Na prática, há uma história um pouco mais longa, parte da qual testemunhei. Em concreto, as batidas aos lobos: ainda nos tempos em que as populações serranas viviam dos seus rebanhos, pendularmente dizimados pelas feras. No auge da revolta, as armas das aldeias reuniam-se num dia só e quanto aos lobos... só se conseguissem alcançar Espanha... Caça-desporto? Inquestionavelmente apenas sobrevivência.

Daí a mortandade. Daí os cuidados actuais e os subsídos estatais por caprinos ou ovinos mortos por lobos. Isto é: o Estado indemniza, o proprietário não suporta prejuízos, e o Canis Lupus lupus vai permanecendo. Controladamente.

Com o javali nunca será assim. Até por se tratar de uma espécie comestível e imensamente mais reprodutora. Que mal vem ao mundo se se ajuntar o útil ao agradável e até houver uns citadinos que paguem para dar uns tiros? Nenhum, só mais cereal.

A dita senhora confia muito em tsunamis e terramotos. Diz ela, os fenómenos naturais, as manifestações da Mãe-Natureza (sim, tudo com maiúsculas) se encarregarão de repor a normalidade...

Ora bolas!!! Eu não sou filho de Noé, não fui convidado a embarcar e não me apetece morrer afogado para reequilibrar os excessos de javalis.

Esta minha senhora invoca muito o PAN. O que me assusta mais é que ela vai editando uma nova religião. Eu sou muito fiel à minha, e cultivo o maior respeito pelas outras todas que põem o ser humano acima de tudo... O mais é discussão com o Astérix e o Obélix...

Dissonâncias do legislador português

por João-Afonso Machado, em 05.02.21

Não deixa de ter interesse a hipótese suscitada por Rui Rio quando à produção de legislação criminal expressamente dedicada à punição dos prevaricadores da vacinação anti-covid. E não me parece colha o argumento contrário - desde logo o de António Costa - no sentido de que o normativo já existente é bastante para prevenir esse fenómeno tão "português".

Se alguém falou, sobre o assunto, com propriedade e bom senso, foi o Senhor Bastonário dos Advogados, invocando o sagrado princípio da irrectroatividade da lei. Pela óbvia razão de que todo o formalismo do processo legislativo (desde a aprovação na A. R. até à publicação na folha oficial, passando pela promulgação pelo P. R. e a fatal intervenção do Tribunal Constitucional) só atrasaria procedimentos e assim mais ajudaria à confusão. Todos ouvimos na televisão: são tantas as molduras penais aplicáveis que, visto está, os usurpadores (a serem julgados) irão todos para casa em paz e com saúde.

Em Portugal, os poderes legislativos propendem muito mais para simplificar a morte do que a vida: essa a realidade. Veja-se como em plena pandemia tão celeremente se aprova um diploma sobre a eutanásia; recorde-se ainda a despenalização do aborto. Igualmente o legislador é eficaz em matéria da intransmissibilidade da vida - v. g., o casamento homossexual, a adopção por casais do mesmo sexo.

No mais, a coisa complica. São os exemplos dos incêndios florestais, dos rigores do Direito Estradal, da barafunda no SNS (muito mais do que uma questão sanitária, um imparável calvário ideológico), mesmo do âmbito dos poderes policiais de intervenção ou dos crimes sexuais e de violência familiar. Enfim, não contasse o Estado com as IPSS's, qual o destino de tantos idosos? Em boa verdade, não fora eterna a Nação, a espécie portuguesa extinguir-se-ia, ressalvando um pequeno, mas fiel, núcleo da Esquerda...

Como chegámos à "ética republicana"

por João-Afonso Machado, em 01.02.21

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Precisemos: 112 anos não desculpam um morticínio. Eu falo, obviamente, da tragédia da Família Real portuguesa e da única forma da "ética republicana", exterminando-a, dar vantagem à sua cavalgada. Mas tanto já foi dito e escrito sobre o tema que mais não me ocorre senão narrar os factos na perspectiva dos maiores defensores da vida humana. Aborto e eutanásia à parte, é claro. Ouçamos então, hipoteticamente, a nossa humanista Catarina Martins que sobre o Regicídio diria (ou diz, com certeza):

- Nessa meia-tarde, uma família portuguesa desembarcou no Cais das Colunas e, após cerimónias protocolares, subiu a uma traquitana (- os tuk-tuc's da época -), rumo ao palácio onde residia;

- Ainda no Terreiro do Paço, viajando a descoberto (lá está: os tuk-tuk's...), um bandido carbonário, de seu nome Buíça, munido de uma carabina, alvejou e matou o chefe da família, por acaso, o Rei de Portugal;

- Seguiram-se momentos confusos em que o filho mais velho, pora acaso também, o Princípe Real, puxou do seu revólver e tentou defender os Seus. Azar: havia mais banditagem nas cercanias e um deles, o Costa, baleou-o: morreu em caminho, quando o postilhão fustigava os cavalos para fugir ao atentado;

- Neste comenos, o filho mais novo, à época menor, o Infante (depois Rei) D. Manuel foi atingido num braço e a Mãe (a Rainha Senhora Dona Amélia), à falta de outro meio batia nos assassinos... com um ramo de flores;

Após a narrativa, a História. E a historiadora Catarina prosseguirá: assim nasceu a República,  filha de carabina assassina, com as assinaladas mortes a que acrescem a de um transeunte cuja convicção política se desconhece.

Foi deste modo, sem retorno das vidas supliciadas.

No mais, ficou nos fastos a corajosa intervenção do Tenente de Cavalaria Francisco Figueira Freire, da guarda do séquito real. Espadeirou (e limpou) um dos regicídas e, logo após, pelo sim, pelo não, - criada a inefável "comissão de inquérito" - foi recambiado para Macau.

Afirma Catarina Martins, categoricamente, o Sr. Tenente em breve regressará. Queira Deus!

 

A felicidade de não ser de Esquerda permite-me, em toda a minha liberdade interior, ajuizar um pouco sobre os resultados eleitorais de ontem. A saber:

- Passámos anos e anos a gozar com o nosso Célito, mas a verdade é que ele ganhou esmagadoramente. A grande maioria dos portugueses gostou dele - e em número que, olhando para um lado e para outro, permite concluír, Marcelos foi votado à esquerda e à direita;

- Depois o banho levado por Ana Gomes, pelo PCP e pelo BE. A Esquerda toda, afinal uma minoria - mas sempre heróica, chamando logo a si o feito de ter afastado o «perigo da extrema-direita»;

- Ou seja, o Chega!, a tal extrema-direita na falácia esquerdista. O populismo, a xenofobia, uma série mais de estigmas que lhe vão lançando para cima. O tal fantasma que a Esquerda tem de agitar, porque sem encher de medo os cidadãos breve morre no marasmo político;

- Ocorre, porém, o Chega! é um partido sem ideário que apenas diz alto na rua o que as pessoas bichanam em casa. É, fatalmente, um caso passageiro, um protesto. Daí o seu sucesso no Alentejo, à frente das hostes comunistas. E daí as muitas dezenas de pessoas que ouvi, profundamente desencantadas com a inépcia do CDS e do PSD, com todos os caprichos da Geringonça, entusiasmadas agora com a alternativa Chega!

- Gente absolutamente normal, séria e educada - e como tal não especialmente veneradora de António Costa - afinal de contas, o verdadeiro pai (incógnito) do Chega! 

Real Gazeta do Alto Minho, nº 26

por João-Afonso Machado, em 23.01.21

ONDE TODOS SOMOS PELA MONARQUIA

 

 

O urubu

por João-Afonso Machado, em 22.01.21

O urubu andou espreitando os dizeres do deputado Ricardo Baptista Leite sobre os óbitos no Hospital de Cascais  há dois dias.

Eram números record e o referido clínico não deixou passar isso em claro: referiu-os claramente. O urubu (fémea) em vez de atentar no sentido da afirmação, foi conferi-los.

O urubu é o Governo - não se preocupa se morreu muita gente; apenas se preocupa com a estatística. Se o médico (Baptista Leite) estivesse enganado (+ um, - outro), o saldo seria favorável ao Governo.

Isso é que importa!

O pelotão presidenciável

por João-Afonso Machado, em 22.01.21

Felizmente a três dias do termo da campanha eleitoral, anoto algumas ideias já definitivas e conclusivas.

A primeira quanto à candidatura patrocinada pelo PCP - impressiona como os comunistas são avessos a qualquer mudança, in casu, a um protagonista aberto, afável, de diálogo franco. Não, João Ferreira - tudo indica, o sucessor de Jerónimo, - mantem a rigidez, a ortodoxia, a contracção muscular, sempre de Constituição no bolso, como um frade e o latim das suas orações.

Sobre Marisa... face a tanta desilegância, não sejamos também desilegantes...

Já o BE merece um reparo - o BE, a Esquerda toda e a Direita prudente também. Obviamente, pelo comportamento desde o início - e generalizadamente - adoptado contra André Ventura. Com os propósitos de boicote que relembram o PREC e, ainda hoje, nos fazem pensar que democracia é a nossa. A do covid por igual para todos nesses ajuntamentos de protesto?

Ventura nunca será presidente. Ventura seria um péssimo presidente. E dá imenso jeito à Direita que, por contraposição, realça o seu democratismo; à Esquerda também, porque a Esquerda sem fantasmas e "inimigos do povo" nada consegue, conforme se aprende na dialéctica marxista.

No mais... Onde está o militarismo, a falta de pluralismo, o autoritarismo de Ventura? Oxalá os portugueses demonstrem nas urnas o seu esclarecimento, e não se deixem levar no canto da sereia da Comunicação Social.

De Ana Gomes pouco se dirá: descobriu há 15 dias que Marcelo afinal não presta. Outrossim, se prestasse, o que faria ela nas eleições?

E Marcelo... dá-se como vitorioso, já age como tal.

Tiago Mayan - educadíssimo. Demasiadamente, para ser um bom candidato.

O meu Amigo Tino! Pois meu caro Amigo, é o grande e  o concorrente mais genuinamente português. Delicio-me sonhando com a sua vitória eleitoral. O Amigo saberá, a entrada em Belém estar-lhe-ia vedada: nem queira imaginar o que juristas, politólogos, linguístas e o zoo em geral, inventariam para sustentar a sua inoperacionalidade. Além de que, sem o apoio dos partidos não se chega lá. Mas se o meu Amigo, desta feita, alcançar um score equivalente ao de uma campanha (PCP) que dispendeu 100.000 euros - o meu Amigo é o grande vencedor: falando aos cidadãos de sua casa, como um cidadão igual aos outros, em confinamento, conforme tão bem referiu.

Os "lábios" e as eleições

por João-Afonso Machado, em 16.01.21

Seja-me permitido falar em beiços. Beiças, beiçolas. "Lábios" é um termo que me passa ao lado, a não ser literariamente e só em especiais ocasiões. Portanto, traduzido por miúdos, os beiços da inocultável candidata Marisa, entendeu o nosso Portugalito, foram ofendidos por dizeres do adversário Ventura.

A história é a mesma, sempre. O que a carga politicamente correcta já despejou sobre Ventura, no meu ponto de vista, confere-lhe o direito de ripostar. Ou não estivéssemos elegendo um personagem que, por acaso, será - apenas - o Chefe de Estado! Enfim, questões que me passam ao lado, na exacta medida em que vivo fora desse Estado, respeitando somente a velha Nação - a nossa alma, a nossa essência, nós próprios, feitos da nossa História.

Ainda assim, sinto vergonha. E medo sentiria - se fosse pessoa de medos. Os "lábios" da candidata da extrema-esquerda elevados ao cume da perseguição "fascista"? Por amor de Deus!

Ocorre-me Mário de Sá-Carneiro, que adapto - Um pouco mais de vermelho - eu era além/Para atingir faltou-me um golpe de asa/Se ao menos eu permanecesse um pin... 

Um pintaínho, é claro. Debaixo da asa poderosa da mãe-galinha. Mas, entre nós, esta será mais uma provocação. Porque a Nação continua poluída pelos seus pretensos progenitores esquerdinos.

Entretanto, Tino de Rans coerente e em boa forma. E eu daqui mando os meus respeitos a Mayan, um homem sóbrio e convicto, cheio de pachorra para esta estopada.

E que a rusga siga.

Do nosso mais populista Governo de sempre

por João-Afonso Machado, em 13.01.21

Eis confirmado um novo confinamento geral.

Bom era os portugueses pensassem porquê, e fizessem as devidas comparações entre o de agora, e o bebé de há um ano atrás.

Melhor seria os políticos reflectissem sobre o mesmo. Embora seja pouco de acreditar: nas bossas de Costa e Cabrita cabe um mundo inteiro de (ir)responsabilidades, por acção ou por omissão, mas não frio ou calor saharaniano que lhes tire o sono.

Foi tudo a correr. Eu próprio, advogado provinciano, tendo um julgamento (na quinta sessão da audiência) agendado para amanhã, 14, em Lisboa, à cautela, ignorando as medidas a serem tomadas, requeri o seu adiamento para evitar uma deslocação inútil. O Senhor Juiz - titular de um orgão de soberania, mas não envolvido na política, - deferiu. A coisa demorará mais umas semanas...

Será o que já foi, com algumas nuances. A principal - as escolas manter-se-ão abertas. O Governo preocupado com os discentes, com o Ensino? É cego quem acreditar nisso - o Governo, simplesmente, preocupado com os pais que, em casa ou na oficina, têm de trabalhar. E, por isso, toca a despachar a miudagem que os tolheria. Ou então, efabulando a rapaziada mais velha, namoriscando na praceta e a trazer, de seguida, o vírus para o lar.

Aliás, assim não projectou nem programou o populista Costa na quadra natalícia. Assim borrou a pintura em sucessivos fins de semana, pensando que o vírus vinha à rua só depois das 13 horas, deixando o caminho livre para as multidões às compras. E assim continua a sacrificar portugueses, mandando fechar o comércio de bairro, em vez das grandes superfícies. As tais que muito devem contribuir fiscalmente para manter o Estado.

Aguardemos, pois, - salve-se quem puder! - os resultados das sempre atrasadas medidas do nosso mais populista Governo de sempre: o de Costa Geringonça.

Cumpram o dever: votem e não vão ao supermercado

por João-Afonso Machado, em 09.01.21

Pediram-me hoje um texto para uma publicação monárquica sobre as próximas eleições presidenciais. Que hei eu de dizer?, pergunto-me.

Assisti a algums debates. Observei a complacência dos mui sabedores frente a frente com os mais simples. Assisti a peixeiradas que envergonham. E ao contorcionismo dos políticos no se afã de caçar votos. Ouvi uma candidata dizer que nunca empossaria um Governo chefiado pelo seu opositor - e lembrei Pablo Iglesias, em Espanha... Senti beijocas de outros pretendentes que estavam ali por obrigação cronológica. Cansei-me de tolices proclamadas... Apercebi-me de ideias menos más tentadas ser expostas com uma absoluta ausência do dom da palavra. Conclui, a maior parte da tropa concorrente, nem à mesa do jantar saberá estar.

Acrescentar o quê e para quê? Só talvez que, em nome de uma eleição, à partida com o resultado definido, muito provavelmente crescerão os graves números da pandemia. A Constituição da República obriga a ficar em casa - em confinamento - mas não oferece soluções para quem tem dificuldades em votar. E votar é um dever, não há Constituição que o adie ou o permita cumprir em segurança.

João Ferreira só para ferrar

por João-Afonso Machado, em 05.01.21

A gente pergunta-se, é claro, porque não compreende. O PCP, um partido pró-ditadura, tem, apesar de tudo, elementos com quem o diálogo é possivel - ocorrem-me dois nomes: Honório Novo e Bernardino Soares. Pessoas de trato afável, que não interrompem adversários em debates e são - até - flexiveis.

No entanto, postos, senão na prateleira, em lugares secundários.

Isto tudo a propósito das próximas eleições. João Ferreira? Mas João Ferreira, ou filho ou neto de Cunhal - ou sem parentesco com ele - é o seu olhar, a sua frieza, a sua intolerância. Esse é o PR que o PCP pretende?

Não, não é. Mesmo porque o PCP sabe que um seu candidato nunca alcançará a chefia do Estado. João Ferreira é apenas mais um fanático lançado ao lume eleitoral para incendiar o País. E ponto final.

Pode haver um parágrafo entre parenteses: João Ferreira está ali, no seu afinco, para desfazer concórdias. Eu vou mais por aqui.

Geral individual

por João-Afonso Machado, em 03.01.21

(Depois do "prólogo", em que Marcelo e Marisa se beijaram ambos, e Ferreira e Ventura se esmurraram mutuamente.)

Foi o tempo do Presidente desta República debater com o liberal Mayan Gonçalves. Onde o moderador Carlos Daniel conseguiu, enfim, ter alguma intervenção. E Marcelo perdeu a fleuma e interrompeu o seu adversário, manifestamente incomodado com os seus dizeres.

Não sou liberal. Ou "liberalista", se o termo cair melhor. Ideologicamente, pendo para a social-democracia. Também não sou republicano e os meus desejos vão para que El-Rei repouse imune a este desastre de que não é culpado. Deus o preserve na sua patriota missão de não desgraçar a nossa desgraçada Nação.

Sobre o mais, assisti ao Isto é gozar com quem trabalha. Vale dizer, ao tendenciosismo de Ricardo Araújo Pereira. E daí o resultado da etapa: Ventura vai à frente.

Mas o meu candidato presidencial, como já nele votei no passado próximo, continua o mesmo: Tino de Rans, um amigo. Um genuíno. Força, Tino! Contigo a República - contra as minhas covicções falo - ainda pode ganhar algum sentido.

Ano Novo

por João-Afonso Machado, em 01.01.21

Começámos mal - com a notícia da morte de Carlos do Carmo, figura de grande prestígio português. Em boa verdade, não pertenço ao grupo dos seus admiradores, por razões que não vêm ao caso. Mas a morte de um nosso semelhante é sempre um motivo de abalo e tristeza, por muito que acreditemos na Vida para além da vida.

Ainda de manhã, Carlos do Carmo, nos canais televisivos, coleccionava uma formidável álbum de «maiores amigos» sobre ele longamente dissertando. O costume... E não deixei de notar o depoimento de José Cid, recordando as conversas entre ambos: no exacto momento em que referia Carlos do Carmo como do «socialismo de esquerda» e ele, Cid, um «monárquico progressista», com o fadista a reconhecer - «és capaz de ter razão» - a locutora, por acaso da CMTV, cortou-lhe o pio e chutou para a publicidade...

Desculpar-me-á Carlos do Carmo servir-me da sua morte como preâmbulo para a minha teoria acerca da ditadura em que, diafanamente, vivemos: a ditadura do "politicamente correcto". Na qual nada me apetece viver.

Por isso - seguindo os passos dos opositores à anterior II República (e pensando no 2021 em que entrámos), sempre aconselharei as nossas gentes a casar em Alter do Chão. Onde se garantem festejos matrimoniais de seis dias consecutivos e boas calhausadas nos carros da Polícia; mesmo algumas escarretas no interior destes, para os mais afoitos. Ou então a feira semanal da minha terra e a sua notória divisão no fim - de um lado o terreiro limpo, do outro a porcaria total (plásticos, trapos...) e os funcionários camarários que se desunhem depois...

A Oposição ao esquerdismo percebe o que escrevo. E assim ninguém a rotulará de xenófoba, nem a perseguirá.

Um Ano Novo com tudo de bom para todos. Desde logo, com uma lei aplicada por igual.

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Logo de início, seria bom entender o que se passou na Torre Bela e, assim, enfrentar aproveitamentos que rapidamente se fizeram sobre a caça e os caçadores, conduzidos à reles condição de assassinos.

A Herdade da Torre Bela conta com 850 hectares de terra totalmente murada de pedra com 3 a 4 metros de altura. Necessariamente, os animais sem asas dali não fogem, uma vez fechados os portões.

Muito se tem especulado sobre quem são os seus proprietários e quem explora a propriedade. Sabe-se, sim, que um qualquer negócio relacionado com a energia fotovoltaica está relacionado com o abate de árvores ali efectuado. E com a sua desmatação, em geral.

Ora isto deixou os animais de grande porte sem quaisquer refúgios. E, ao que parece, eles eram muitos.

A famigerada "montaria" (convém pensar que as "montarias" se fazem nos montes, e não em terrenos planos, como é o caso) foi o modo encontrado para banir esses incómodos "moradores", neste novo e moderno projecto fotovoltaico. Além do mais, rendia dinheiro pela inscrição, a preços elevados, dos participantes.

Vale dizer: a leva de tantos veados ou javalis para outro local mais de acordo com o seu habitat natural, dava trabalho e não rendia.

Foi uma matança de inocentes sem defesas nem esconderijos. Ninguém falou nisso ainda, mas foi também um perigo público - porque, nesta prática, se usam carabinas, capazes de furar uma pessoa a mil metros de distância, e a possibilidade do ricochete é muito grande, com as suas inequívocas consequências.

Seguiram-se, enfim, as fotografias da praxe onde se alcançam os fatinhos comprados em boutique da especialidade, as senhoras de cabelo louro e botas altas, as gravatas verdes pintalgadas de espécies de caça; chapéus de abas e óculos escuros, sorrisos e tudo o mais que compete a uma "Meia Desfeita" devidamente actualizada.

Como não acontece com os verdadeiros caçadores. Esses que se esfalfam um dia a andar com o seu cão, por algumas perdizes. Que têm o gosto de treinar o seu companheiro para um jogo de equipa, e matam o que é de matar com sentido: a caça tem a sua ancestralidade e, se hoje é um desporto, antes foi uma necessidade. Mas o desporto não pode esquecer as suas origens: um caçador atira a um animal em movimento, nunca parado; um caçador atira a  um animal que depois come, não ao primeiro que lhe apareça pela frente. E quando o animal é daninho - caso dos javalis, dos coelhos - redobradas razões explicam o tiro.

Caço desde os meus 15 anos. Comecei com o meu Pai. Ai de mim se atirasse às espécies que não fossem para isso! São as razões por que condeno em absoluto a carnificina da Torre Bela e, serenamente, me mantenho caçador. Agora revoltado - porque  ainda há dias discuti com uma senhora que propagandeia uma "Nova Humanidade", em que todos serão vegetarianos...

Era o que me faltava! E o bacalhau do Natal (aliás, pescado e morrendo aos poucos, sufocado, no convés do navio...)?

Catarina Martins - TV (CMTV)

por João-Afonso Machado, em 17.12.20

Está em todas. Logo que ocorra o sinistro social, o diferendo político, qualquer questão controversa e lucrativa, ela está lá. Não há repórter que a iguale, há muito ultrapassou os fumados jornalistas do PCP.

Falta-lhe o lugar, que nunca será seu, de funcionária de qualquer agência funerária,  - perdão, noticiária - oficial. No resto faz tudo pela vida, pelo escândalo de que sobrevive.

Dizem as más linguas, é tendenciosa. Mentira! Catarina Martins tanto está presente numa casa em ruína como na ruína de uma casa.

Simplesmente Marisa

por João-Afonso Machado, em 15.12.20

Pronunciou-se hoje ou ontem. Pelo fazer as pazes entre o PS e o BE.

A camarada Marisa (ou Mariza?), obviamente no seu papel, cata votos presidenciais. Fora só isso, nada das suas alocuções tinham de anormal. Mas a questão vai mais além.

Dois pontos: Mariza (ou Marisa) sabe que nunca ganhará (Oh! valha-me Deus, se ganhasse!). Sabe muito mais, coisas esquecidas nas covinhas da sua expressão facial. Sabe, sobretudo, que o BE tem de subsistir. E para isso contribuirão os votos na sua candidatura.

Em suma: depois do arrufo BE/PS importa voltar ao princípio. Quero dizer, à Geringonça.

Ponto segundo: a essa coisa estranha que, com muita habilidade, oferece dez tostões e cobra dez paus (isto para falara na linguagem antiga, sua preferida, em que o dinheiro da UE não mandava), Marisa (ou Mariza) ainda pressiona o impressionável PS. E saberá pô-lo em sentido.

Pobres portugueses, cocainizados pela Esquerda!

 

 



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