Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Que vergonha!

por João-Afonso Machado, em 15.12.19

ORA BOLAS!.jpg

O passante saíra do jantar a pesarem-lhe as necessidades fisiológicas que, à passagem pela dita "casa da democracia", decidiu satisfazer. Havia um portão, supostamente de acesso a esses misteriosos automóveis do Poder. Pois foi mesmo ali: umas dezenas de metros entrados, escuridão total, a parede salvífica. Um alívio. E um agente da autoridade a chamá-lo, vindo do cimo da rampa.

O passante foi ter com ele.

O que fez, o que não fez... - Senhor Agente, bem viu, que mais quer que lhe diga? - Desculpas não as pedia, nem de pistola apontada, seria sempre pedi-las à República. Entreolharam-se uns instantes. E o polícia retrocedeu, enfim, desejando correspondidas boas-noites.

Homem são. Decerto conhecedor da malandrice daquele mundo marginal.

Dias volvidos, em pleno areópago, um deputado ao que dizem redundou no termo "vergonha". "Vergonha" para aqui, "vergonha" para lá. Foi então repreendido, severamente repreendido. Não por um guarda, mas por um orangotango. Quero dizer, não por um qualquer senhor, civilizadamente posto nos seus cabelos brancos, de risca aprumada por produtos conformes, - mas por um despenteado símio, descomunal e grotesco, incapaz de se verticalizar na cadeira. A mastigar dizeres "democráticos", em vez de uma banana engasgado na palavra "vergonha". Tivesse penas e outro colorido, lá no poleiro, era um papagaio. O dito deputado - uma espécie de "representante do povo" - proibido estava de usar mais a palavra. Sem apelo nem agravo. Regimentalmente.

Moral da história: o agente da segurança, em horário nocturno, complacente com o respeito que a AR merece; o orangotango, presumivelmente um animal treinável para vigiar - mesmo sem aprender a sentar-se - desgrenhado e bronco, ditatorial, no lazer do seu dia, rosnando a simples cumpridores do seu ofício.

Que vergonha!

 

 

Gente realmente importante

por João-Afonso Machado, em 07.12.19

IMG_2149.JPG

Viveu uma vida inteira de lavoura. E dela tirou o bastante para comer e construir a sua casinha, que é o seu orgulho. Com toda a razão, na simplicidade das suas paredes e no bom gosto dos caixilhos verdes e brancos das janelas; ou nos bem tratados buxos do jardim, nas suas cameleiras também.

A senhora tem aparecido na televisão. Chama-se Maria da Glória Gonçalves e vive em Ribeira de Baixo, ali ao lado de Ribeira de Pena. Uma povoação condenada a submergir após a conclusão da nova barragem sobre o Tâmega, a barragem de Daivões.

O Estado pretendeu indemnizá-a com 76 mil euros. Ela diz que com isso compra um terreno, mas não sobra para o resto. Para nele edificar uma casa, entenda-se. E que não pretende dormir em cima do dito terreno...

A alternativa foram uns contentores colocados em Ribeira de Pena. Mas o próprio Presidente da Câmara opôs-se a essa desumanidade. E estamos nisto...

Maria da Glória Gonçalves é perseverante: dali não sai, assegura. A água ainda demorará uns anos a atingir aquela quota. É assim mesmo - contra o Estado, marchar, marchar!

A irmã Lúcia da religião ambientalista

por João-Afonso Machado, em 03.12.19

As televisões fizeram a reportagem até à exaustão. Ainda a vidente não passara o Bugio no seu catamarã, já elas lá estavam. O fraco vento demorou a visão mas ninguém arredou pé.

Greta Thumberg é a pastorinha da actualidade. Com algumas diferenças: os de 1917 viram Nossa Senhora, esta somente alcançou o óbvio; aqueles foram repreendidos, ameaçados, castigados, Greta é incensada pelo mundo fora.

Cá em Portugal, a esperá-la, o Presidente da Câmara de Lisboa, um ou outro deputado à caça e muitos meninos iguaizinhos a ela, talvez mesmo melhores do que ela, mas a quem a sorte não bafejou com catamarãs e devaneios por entre a multidão dos líderes do planeta.

Modelo de virtudes, Greta deslocou-se num carro eléctrico (a escolta policial iria de trotineta?) para um hotel, a fim de repousar. Seguir-se-ia uma reunião com as nossas altas esferas ambientalistas e uma viagem de comboio para Madrid, ao encontro de gente ainda mais importante. Tudo sem gastar uma gota de combustível fóssil, esta nossa Greta, tão mais capaz de nos salvar a todos do que a sua antecessora, a Pipi das Meias Altas.

Vistas as coisas, porém, a aviação parece continuar pronta a bombardear o Montijo; e Galamba a saquear o Barroso, na ganância da sua riqueza mineral. O Ministro do Ambiente desanasala a custo números e expectativas e nada mais. E o tuga, podendo (e, segundo Costa, parece que pode cada vez mais), utiliza diariamente e alvarmente o seu veículo pessoal. Jás as marcas permanecem numa demora insana quanto à democratizaçao dos automóveis eléctricos.

Eis, assim, outra fundamental diferença entre a irmã Lúcia e Greta: a primeira recolhia-se, na humildade do seu ser, à meditação e à contemplação, no desconforto da sua cela; a segunda vai mais pela aventura e pelo mediatismo. Já agora, uma oportunidade que peço para mim mesmo: deixando crescer as minhas barbas brancas qb, envoltas em profecias assustadoras, habilitem-me a um catamarã com tripulação que saiba do ofício, e  a umas viagens e ao resto da vida biblicamente dedicado ao futuro da actual juventude e das próximas.

Joacine, hoje

por João-Afonso Machado, em 27.11.19

Lembrei hoje o grande catedrático que foi António Barbosa de Melo. Professor em Coimbra, fundador do PPD de Sá Carneiro, deputado constituinte, deputado da Assembleia da República, à qual presidiu também.

Decerto, esse o seu grande defeito - seria republicano. E daí os cargos de que foi titular, os mandatos que desempenhou.

Tinha, não sei se lhes ocorre, uma deficiência fisica, uma perna maior do que a outra, o que o obrigava a, no pé da menor, usar um sapatão de sola altíssima.

Na realidade, creio que tal na sua vida não passava de um mero pormenor. O Prof. Barbosa de Melo fez a sua carreira por si, pelo seu saber e pela sua competência. Com brilhantismo, apenas.

Ora, se lembrei hoje esse grande legislador e parlamentar, foi porque acabo de assistir à intervenção da deputada Joacine no debate quinzenal da AR. A qual, sim, manifestamente foi escolhida pelo Livre pela sua gaguez.

Melhor dizendo, não assisti. Não fui capaz de ir até ao fim em tão confrangedor momento. Não havia palavra que não lhe saísse da boca sem um esforço enorme, prolongadíssimo. Sinceramente, compadeci-me, fui sala fora.

Sob o pretexo da defesa das minorias, Tavares preparou este "número especial". Parece, entretanto, a coisa não lhe corre pelo menor. Joacine, por seu lado, não se atrapalha e continua a deixar-nos incomodados por ela, aliás sem proveito que se veja para alguém. A não ser na expectativa já gerada de qual o passo seguinte na vida doméstica do Livre, sendo Joacine muito presa de língua mas muito de rédea solta na sua vontade.

 

A manif dos polícias, um atrevimento "fascista"

por João-Afonso Machado, em 22.11.19

Ontem foi mais uma manifestação das forças da ordem - contra a desordem em que as suas Instituições vivem e a desordem que não lhes e possível ordenar - por falta de ordem e de meios. 

Foi uma manifestação exemplar. Plena de ordenação. Mas carregada de sentido. Desde logo, contra o Governo.

Essa malta - o Governo - refugia-se em 2013, na Troika. Votando firme na querença do eleitorado. Na sua desmemória. Uma legislatura volvida (e o problema vinha muito de trás) continua a sua mentira.

A realidade: os agentes de segurança (urbana ou rural) cada vez mais (politicamente correcto seria dizer: cada vez menos...) dispõem de meios para atingir os seus desideratos. Faltam armamento conforme, viaturas automóveis em bom estado, comunicações e pessoal, e a autoridade confirmada pelos tribunais na sua actuação.

(Entretanto, à cambada ministerial convém lembrar a elevada taxa de suicídios entre os agentes de segurança. Porquê isso?)

Outrossim, à ordeira manifestação de ontem, cabe lembrar estes e outros antecedentes. Não será por acaso, o Sr. André Ventura foi recebido em apoteose. Segue-se o "programa" da extrema-direita... Sem mais delongas, a extrema-direita foi sempre um conveniente produto da Esquerda. Tal qual o desenterro de Franco do Vale dos Caídos...

E depois, os sindicatos da policia. Críticas? Nenhumas. Eles são o Portugal dos dias feitos pela cambada. Ninguém os poderá contestar.

Mas a sublime voz da Esquerda não cala. Os «zeros» da manif deram-lhe o pretexto. O seu silêncio reforçou-o: foi a extrema-direira infiltrada. E daqui não sairemos com a porcaria da Imprensa a fazer eco de tais derivações.

Cabrita afaga a barbela. Costa ri. Salazar não faria diferente.

 

 

"Vemos, ouvimos e lemos"...

por João-Afonso Machado, em 20.11.19

É sabido, morreu José Mário Branco. Como é do respeito devido a qualquer defunto, aqui expresso o meu sincero pesar. Estará, certamente, no reino dos justos, e o meu maior desejo é a resignação possível da sua Família.

Nada tenho a criticar à sua pessoa. Sobretudo agora... Mas revolve-me as tripas o tratamento dado pelas televisões ao infausto acontecimento. Sobretudo quando relevam a sua obra.

Porque JMB foi - felizmente de forma assumida - o que foi. Por exemplo, o autor do célebre tema  de que, até à exaustão, ouvimos agora o excerto - A cantiga é uma arma, eu não sabia, tudo depende da alma e da pontaria. Tudo depende da alma e da alegria.

Certamente. Mas o refrão era mais assim:

A cantiga é uma arma contra a burguesia (contra quem, camaradas?...). Tudo depende da raiva e da pontaria.

A parte, pois, que a actual Censura cortou.

Ora tal omissão, de tão significativo trecho, da responsabilidade da Comunicação Social, - sempre politicamente correcta - fere o passado que JMB nunca renegou.

Talvez porque os cabecilhas desta República sejam todos o exemplo crasso dessa burguesia digna de boa pontaria - de Marcelo a Costa, passando por Ferrangutângo. Todos eles menos parcos de que um genuíno voto de pesar.

O mais é nada. Cá por casa não há burgueses. Há algo que talvez JMB não entendesse. Seja como for - R.I.P.

A ditadura do politicamente correcto

por João-Afonso Machado, em 15.11.19

Já em tempos idos me indignaram alterações produzidas no texto e no desenho de albuns de Hergé, como por exemplo o seu primeiro a cores, - Tintin no Congo, depois chamado Tintin em África.

No Congo porque, à época, - a Década de 20 do transacto século - essa uma possessão belga. Enfim, a coisa passou. Despercebidamente.

Leio agora nos jornais, a banda desenhada de Walt Disney - desde o Dumbo aos Aristogatos - vai também ser revista nos textos. O motivo, o mesmo, - inconveniências, desactualidade do discurso.

Falta apenas remexer os Lusíadas e rescrevê-los ao gosto das Joacires todas deste mundo. Afonsos de Albuquerque,e demais capangas, borda fora.

Um tal mundo que, afinal, não esqueceu o lápis azul, nem o vermelho. Um mundo que se quer - pretensiosamente - novo e livre do Passado.

Parece, esta tropa de doidos não percebeu o óbvio - a História contem o Passado, o Presente e o Futuro. Dentro da mobilidade do Tempo. Começá-la a partir de hoje é falseá-la.

Ou então, como procederia Estaline, manipulá-la. Já Jean François Revel escrevia, a arma do comunismo (hoje traduzido lato sensu) é privar os homens da visão histórica e utopista da História. Sem fronteiras de pensamento, o bicho socialista vive o seu dia-a-dia e não é contestado.

O tremendo Costa não é exactamente isto. Mas disto se serve para ser o que sabe ser - um reles politico.

 

Espanha - pela Santa liberdade

por João-Afonso Machado, em 11.11.19

O mundo politico-partidário incandesce-me de irritação. Isto desabafado, o tema é, em Espanha, o resultado eleitoral do Vox.

O que é o Vox? Em suma, a vontade dos espanhois numa Espanha regionalista, mas una. Além desta questão primordial, o mais é nada. O Vox é a resposta nas urnas aos Pablos-rabo-de-cavalo.

Tudo seria simples não fora o caso de essa vontade unitária se manifestar em crescendo. É quando a Esquerda dá ordens aos seus apparatchic's. E na imprensa geral, resulta o assustador da «extrema-direita populista». 

Em boa fé, portanto, a Esquerda é elitista. Ou, pelo menos, só para alguns.

Nesta sequência, a primeira nota recai sobre os votantes. Mesmo na civilizada Espanha, esses pobres cidadãos, os milhões que são, já carregam no braço a estrela estigmática do vermelho não encarnado.. São gente de segunda, semi-gente, «extremistas-populistas».

Depois, na nossa imprensa canina (no sentido pejorativo da palavra, - irracional, brutamontes, pavloviano), as notícias roem o osso. E assim se vai explicando o óbvio de quem é o que, no fundo, não é.

Em outras palavras, os ditames do nosso País vizinho são analisados por gente venal, mesmo entre nós ligada ao aparelho, do que tudo resultam enormes fenómenos informativos, como os que seguem.

- O Vox é, apenas, um esporádico resultado eleitoral.

- Os republicanos catalães barram estradas, confrontam as forças da ordem, legitimamente no seu direito de minoria (que, por razões de ordem pública, não existe).

Perante o exposto, falo eu, de mim, desempregado da política e políticamente incorrecto: viva o Rei Felipe VI!

E viva a minha opinião de homem livre, saudoso de um 25 de Novembro que a Maçonaria almoçou. Intentando perturbar-lhes a digestão, acrescento: Franco deu-vos o futuro...

 

 

 

Barroso freeport

por João-Afonso Machado, em 07.11.19

VILA.JPG

Imaginemos a vigência do Governo Passos/Portas ainda.

Imaginemos, também, a operação lítio nessas circunstâncias.

E não  imaginemos mais - estava aí, em todo o seu aparato, a Esquerda inteira, vermelha, a falar do seu amado verde.

Essa a desdita de Portugal: o verde e o vemelho. Ora um, ora outro, os dois, em simultâneo, numa total anedonia, que é uma só voz e nos vai matando.

Desta feita, o microfone aos verdes. Comedidamente. Desconexamente.

Com a ancestral região do Barroso a sofrer as consequências.

Ouvem-se vagos dizeres socialistas. versando o famigerado «impacto». Enquanto tal, as terras do Barroso são escalavradas. Vai tudo a eito - hortas, regadios, matas. É ir lá e constatar.

Explicação - o «estudo ambiental». Situação - o arrasar da paisagem.

Tudo por causa do lítio. Um diamante local, dinheiro para o Estado. O peso das carências do Explorador que se sobrepõe ao condicionalismo da Região.

Num País de mentira, uma de duas: ou as gentes do Barroso (conhecidas por tanto) enfrentam o Governo - se for para a guerra, lá estarei, - ou uma das nossas mais bonitas regiões se transforma numa mina.

In illo tempore, os volframistas foram altamente condenados. Mas República é fatalmente uma e só uma...

Portanto, gente independente, gente do Norte mais nortenho, mantenham a luta. Não queiram sofrer. Contra o galambismo-socialismo, a voz do povo - nem poeiras, nem pedreiras, nem terra descaracterizada. O Barroso é Portugal puro, é jamais uma fonte do Estado autofágico. Gente do Norte - às armas !!! De fisga bem apontada ao Governo.

"Sobre o novo hotel"

por João-Afonso Machado, em 31.10.19

011.JPG

É a sensação do momento – um novo hotel, para breve, em Famalicão. Parece que ali para os lados da Avenida do Brasil, em zona comercial próspera, sempre movimentada. Basta atentar nos parques de estacionamento repletos, os automóveis todos alinhadinhos, a lembrar – digo eu – os iates da marina de Vilamoura.

E a maqueta do novo hotel surgiu já nos jornais – um edifício no topo da modernidade, cercado de relva, quiçá de golfe também, piscinas, árvores de um futuro qualquer. Ouvi nas caminhetas, animais mansos e fabulosos – gamos, pavões, suricatas – povoarão e darão movimento e cor à envolvência do hotel. Em suma, a expectativa é grande e a proximidade do Éden parece ainda maior.

Mas (descendo com redobrados cuidados aqueles degraus altos e escorregadios da carreira), vim pensando, a caminho da Rua de Santo António, no nosso ancestral Garantia. Para ali desprezado, uma ruína, os estores como bocas a reclamarem dentista urgente, a pele putrefacta de um leproso. Isto tudo em pleno coração famalicense, como se as síncopes só vitimassem os outros e a alma nada mais fosse além de uma invenção.

Ocorreu-me, seriam umas semanas de incómodo na zona. Mas abria-se um buraco e o aparcamento subterrâneo dos carros ficava assegurado. Aquilo há de dispor de espaço nas traseiras, o bastante para uma piscina coberta, uma sauna e o banho turco, o ginasiozinho e as imprescindíveis massagens. É o spa, a nota fina e actual. Recuperava-se o antigo café ao melhor estilo pós-ante-revivalista e dava-se um jeito nos quartos – aí sim, o cenário tinha de ser substancialmente modificado.

Na velha cozinha – um novo museu culinário. O restaurante panorâmico, tornando o calor, sempre a acelerar. Muito respeito pelos azulejos nas paredes e o mobiliário de há quase cem anos… O resultado: mesmo no centro de Famalicão, a umas jardas da Fundação Cupertino de Miranda, à eterna esquina do nosso mundo inteiro, as tardes sentadas nas esplanadas do espaço pedonal defronte, – o ambiente belle époque de um venerando hotel famalicense. Igualzinho aos que, por aí fora, se apelidam agora hotéis de charme.

Não tenho ilusões: deixaria S. Tiago da Cruz, eu e as minhas canetas de tinta permanente, os meus cachimbos, uns casacos de tweed e a gabardine, e transportar-me-ia do universo britânico para esta sempre mui simpática cidade. Que convida a ler, a escrever, a ouvir o saber das suas gentes. Assim mesmo, sem alguma aspiração ao Nobel da Literatura.

Os meus serões seriam destituídos de Internet e telemóvel. Para qualquer imprevisto, o Garantia disponibilizava aos clientes assim contestatários – um fax; e cognac também. A próxima aventura do Capitão Blacke e do Prof. Mortimore cá decorreria, visto Olrik congeminar roubo audaciosíssimo no Arquivo Municipal.

Isto conversava eu com os meus botões, decerto a caminho de um pastel de nata dos mais belenenses, outro must da nossa praça. A olhar de esguelha o decrépito ex-edifício da CGD, - Muitas galinhas caberiam cá dentro! – disse para comigo, a pensar naquela feirante da caminheta que ouvi jurar a proprietária do fantástico hotel que se avizinha (o tal quase a chegar a Moço Morto) se chama D. Amélia.

Não pode ser verdade. Há de haver confusão. A D. Amélia, quando muito, será a esposa do chefe dessa pandilha.

 

(Da rúbrica Ouvi nas caminhetas, in Opinião Pública de 31.OUT.2019)

Que Ferro, menino!

por João-Afonso Machado, em 25.10.19

Pela primeira vez, na História da III República, o Presidente da AR sucede a si mesmo neste cargo. Em minha opinião porque os seus antecessores, ou por via dos resultados eleitorais, ou mesmo por decoro e desapego, cessaram pacificamente os mandatos respectivos e passaram a pasta.

Apenas Ferro Rodrigues se alapou na cadeira que nada lhe apetece deixar.

Compreende-se. Está ali a morfologia de um ser sentado, um tetradextro. Compreende-se também, estamos definitivamente jacobinizados. E aceita-se: quem melhor do que Ferro Rodrigues para ilustrar a República portuguesa?

Eu quero o Ferro a Chefe de Estado interino: quero a oportunidade de um dia esclarecer alguém de fora - Quem é aquele, assim espreguiçado? - É a segunda figura do Estado republicano... - Ah, e a primeira? É parecida com ele?

 

A ditadura dos rótulos

por João-Afonso Machado, em 14.10.19

Não conheço o Sr. André Ventura, pelo que não poderei avaliar o seu actual estado de espírito. Eufórico? Ou já a sentir-se intimidado com os rótulos políticos que lhe colam? Aguardemos para ver.

Sei, sim, o Sr. André Ventura é o presente parlamentar que a Esquerda sempre ambicionou (e, às vezes, em tom pedincha, pretendia receber via CDS): embrulhado em tantos rótulos, com um lacinho suástico sobre o todo, o Sr. André Ventura foi transformado nessa espantosa oferenda - um deputado da extrema-direita!!!

(Nós, afinal, andamos sempre a par e passo com as democracias mais evoluídas, as mais ameaçadas!)

E isto tudo porque o Sr. André Ventura um dia, candidato autárquico, resolveu dizer em voz alta o que todos segredam baixinho - há que conter o especial estatuto dos ciganos, que de leis se regem apenas pelos seus costumes e, na sua esmagadora maioria, recusam integrar-se socialmente e constituem contínua causa de afazeres para as forças de segurança.

Nada mais foi preciso. Estava criado o deputado que, para a Esquerda, o PNR infelizmente nunca conseguiu eleger. Outra vez e sempre - também a nós o "populismo" rosna perto e já nos mina!

Sucede que o Sr. André Ventura não é de extrema-direita. Politicamente nada é, aliás, senão um cidadão que resolveu levar aos mais elevados foros parlamentares a linguagem comum dos seus concidadãos. No resto, tem uma deplorável paixão pelo Benfica, mas parece que há mais portugueses partilhando dela. Gosta da velha discussão de café sobre árbitros venais e outros males dos bastidores do futebol. E sobre estas suas fé e ciência escreve livros com a mui erudita Maya. Outra potencial ameaça extremista, se se vier a saber que votou no seu amigo, o Sr. André Ventura.

O SNS (Serviço Nacional Socialista)

por João-Afonso Machado, em 27.09.19

Todo o sucedido vai na primeira pessoa do singular: foi - recente e felizmente - o meu único confronto com o país das maravilhas da Geringonça no capítulo da Saúde.

Vão lá quatro dias. Telefonou-me um meu filho, atrapalhado, supunha ter partido um pulso. De imediato fui ter com ele e o transportei ao hospital local.

Feita a triagem, entrámos a fundo no inferno das Urgências socialistas. Naquele imenso acumulado de gente à espera.

Acomodei o rapaz o melhor que pude e, quando ele se queixava das dores e da demora, tentava "consolá-lo" apontando o engarrafamento de macas onde gemiam novos e velhos, homens e mulheres, entubados e entrapados, criteriosamente estacionados e esquecidos num recanto de espera.

Por fim, a radiografia e o resultado - fractura. O passo seguinte seria o ortopedista... se houvesse ortopedista.

Ninguém sabia. Eram 18.30h. O ortopedista chegaria às 20.00h. Se chegasse... Ontem, por exemplo, não chegara.

Às 21.00h, enfim, convencemo-nos de que hoje também não chegaria. (A acumulação de macas e os seus desgraçados gemebundos mantinha-se intacta.) A salvação: demandar o hospital de Braga; se necessário, arranjar-se-ia uma ambulância...

Fomos mais rapidamente de automóvel. E num hospital quintuplamente maior, mais a abarrotar de gente, menos soturno, entrámos e o meu filho foi visto, engessado, tratado por uma equipa médica amável, prestável, muito simpática e profissionalmente cumpridora.

(Braga, uma das duas parcerias público-privadas na Saúde que escaparam à sanha geringoncista.)

Agradecemos e despedimos-nos. Os médicos riram-se quando, então, lhes pedi apresentassem os meus cumprimentos ao Sr. Costa - o chefe deste pasto de vacas sagradas que somos todos nós, na expectativa de não sermos abatidos para benefício do clima, diz-se agora, muito acalorado enquanto ruminamos.

"A Casa da Memória Viva"

por João-Afonso Machado, em 12.09.19

CAMINHADA ALZHEIMER 2019.JPG

Curiosamente, a ideia, logo à nascença, foi criada e logrou crescer sob a batuta de sete amigos que já o eram nos recuados tempos da vida estudantil.

E a ideia, tão-somente, consistia na criação de um universo onde as figuras centrais fossem os doentes do foro degenerativo mental. Mormente os que padecem do terrível (e muito frequente) Alzheimer.

Assim se constituiu, por escritura pública de 17 de Maio do corrente ano, a Casa da Memória Viva – Associação Cívica Famalicense. Uma instituição obviamente aberta a todas as colectividades e gentes da nossa terra a quem o drama dos afectados por tais males não seja indiferente.

Burocracias à parte, devo acrescentar – porque conheço o projecto desde o início – quanto me encantou o alcance dos sonhos acalentados e a quererem dar passos firmes, reais, ao longo de tantas reuniões dos fundadores. Digo assim visto não estar em causa, apenas, a angariação de fundos a reverter para o bem-estar dos doentes.

Esse é, realmente, um importantíssimo objectivo. Mas a Casa da Memória Viva pretende dar-lhes mais. Quanto possível pretende dar-lhes o retorno ao mundo, um lugar na sociedade, abrir-lhes todas as possíveis janelas à sua capacidade cognitiva.

Pretende, também, intervir na formação daqueles que, familiares ou não dos doentes, os acompanham e suprem as suas falhas, as suas limitações. Esses para quem, entretanto, foi criado o designativo de “cuidadores”.

Estamos perante um vasto campo de actividade. Ainda mais atraente se pensarmos em idosos de repente transportados aos dias de outrora através da reconstituição das indumentárias, das imagens, da música, de tudo quanto poderão guardar ainda na memória, geralmente os quadros mentais mais antigos.

Ou seja, a componente museológica é um outro propósito da Casa da Memória Viva, na sequência dessa tentativa de recriação de uma realidade capaz de despertar a atenção e os sentidos de pessoas cuja existência, infelizmente, vai adormecendo.

Todos estes planos só vingarão com a participação de um número elevado – o mais elevado possível – de famalicenses: em prol dos afectados por doenças que um dia podem bater à porta de qualquer um de nós; buscando e alcançando a consolidação de um projecto decerto pioneiro a nível nacional

Ouvi nas caminhetas, a fé no seu sucesso é total. A seu tempo surgirão os espaços necessários, os meios técnicos adequados, porque gente é quem já vai muito batendo à porta da Associação.

Uma primeira iniciativa pública de divulgação, está agendada para o próximo dia 21 de Setembro (Dia Mundial da Doença de Alzheimer), entre as 10 e as 12 horas, no Parque da Juventude, com uma pequena visita por trechos da cidade antiga. Apareçam todos!

(Nesse sentido, aqui fica o contacto para eventuais inscrições: www.casamemoriaviva.pt).

 

(Da rúbrica Ouvi nas Caminhetas, in Opinião Pública de 12.SET.2019)

O museu da II República

por João-Afonso Machado, em 21.08.19

S. COMBA DÃO.JPG

Andam em pânico as hostes ético-republicanas. E percebe-se porquê - já havia museus, estátuas e túmulos dourados para os seus próceres, os seus deuses de cartolinha. Mudaram a seu jeito os nomes da avenidas e das pontes. Mais só querem uma esponja passada sobre o tempo da História em que eles foram genuinamente eles. Não pode ser.

Contas feitas, temos 16 anos de ditadura parlamentar; mais 48 de autocracia corportiva; e 45 de demo-plutocracia.

Todos se dão bem com todos, os netos não renegam a herança dos avós, mas quanto aos pais, a actual geração (que já vai nos 70-80) - vira-lhe as costas.

Como se os historiadores pudessem ignorar o proceso histórico na sua dimensão plena!

Salazar foi um autocrata? - Foi. Portugal marcou passo no seu consulado? - No cômputo geral marcou. Somos salazaristas? - Não! Somos costistas ou socratistas? - Também não.

A História é que é a História. Sem uma vírgula a menos. Tem de bom e tem de mau. É uma ciência, não a política partidária no terreno, ideologizada, de papel em punho à cata de assinaturas para a petição.

Mais: Santa Comba Dão também é Portugal. E lá mandarão as suas gentes. Eu não preciso de fazer profissão de fé anti-salazarista para lhes reconhecer o direito de quererem o seu museu.

 

 

Mais uma dos "neo-liberais"?

por João-Afonso Machado, em 12.08.19

VCI.jpeg

Eis-nos no primeiro dia da, desde sempre, mais reveladora greve. Porque dela resulta a queda de todas as máscaras.

Desde logo, comprova-se não ser necessária a manifestação, a simbólica subida do escadório de S. Bento (com a polícia de choque a contrariá-la) para que o Governo se perturbe. Ao invés, todo esse espectáculo consiste apenas num espicaçar dos intervenientes pelos seus patrões da CGTP.

(Evidentemente, é importante estejamos face a face com sectores estratégicos. Se a greve fosse dos empresários de carroceis e carrinhos de choque- altamente penalizados por Centeno com o IVA - Costa roncaria mais um dia todo de férias. E a CGTP compareceria, solidária com os grevistas, à pesca de mais uns jaquinzinhos por o próximo bródio eleitoral.)

Assim cai a segunda máscara. Onde param os grandes budas sindicais, os duces dos trabalhadores, agora que os camionistas resolveram levar adiante as suas reivindicações, excessivas ou não, - tão legítimas quanto as dos demais?

Param dormindo a sua soneca ao lado de Costa. Esta é uma greve que eles não controlam, o sindicato é independente, logo reaccionário. Vale o mesmo para os médicos, enfermeiros, magistrados - e só não para os professores porque estes são numerosos e Mário Nogueira é "da corda".

Assim clarificadas as coisas - a diferença entre greves de direita (perniciosas aos interesses dos trabalhadores) e greves de esquerda (as dos propriamente ditos trabalhadores), constata-se, 45 anos volvidos, a III República permanece um fascismo socialista. Desta feita, insurgindo-se contra gente que vive do seu ordenado mas há de carregar o estigma "neo-liberal".

 

Mais um anito, Marco

por João-Afonso Machado, em 03.08.19

IMG_8897.JPG

Eles já pedalam outra vez e eu vi-te na televisão, finalmente, depois de anos seguidos apenas ouvindo o teu imenso anasalado saber - o que tu sabes, Marco!, essa tua enciclopédica torrente de esquemas tácticos e estratégicos, a geografia inteira do nosso Portugal, um cultura geral que impressiona pela sua latitude.

Mas estás mais velhote, de cabeça pelada e uns quantos sulcos na cara. Deixa lá, estamos todos... Há quantas décadas deixaste a prática velocipédica, Marco, depois de umas tantas Voltas ganhas e, se bem me lembro, de um ou outro escandalozinho com o doping?

Ficou-te a voz, a tua inesquecível voz, que tão bem vai com a musiqueta de sempre das reportagens televisivas sobre a prova e as imagens iniciais, antigas, pretas e brancas, vergadas ao peso das bicicletas, nada era como agora. Nem mesmo o público, proibido de se despir nas bermas das estradas. Mas numeroso, sempre, a Volta é um enigma, ainda não percebi porque gosto da televisão especialmente no tempo da Volta, e tudo seria diferente não estivesses lá tu, Marco, o mais famoso fanhoso nacional.

(Há um outro, também muito conhecido, mas nada percebe de bicicletas e, ao contrário de ti, é um grandessíssimo malcriado, dado a negócios menos limpos.)

Continua, Marco. Fala-nos todos os dias das «dorsais», das «fugas», do pelotão, dos «heróicos esforços» dos corredores. Temos-te para quinze dias! Manda um abraço ao Vidal Fitas, que com esse nome já ninguém o tira da História pátria. E diz-me, Marco, a edição deste ano volta a estar para os da W52/FCPorto... Sim?! Porreiro, pá!

Porque é que o País continua a arder?

por João-Afonso Machado, em 22.07.19

«Porque é que o País continua a arder?» é o título actual de uma reportagem do Observador. E tem uma resposta fácil - continua a arder porque o incendeiam. (Esta moda recente das "ignições" diz tudo, fala do peso do "politicamente correcto".) Que me perdoe o Amigo Henrique Pereira dos Santos (e outros muitos), defensores do miraculoso contrário, mas o facto é doloso. Isto é - voluntário.

Claramente, as circunstâncias costumam beneficiá-lo. Mas ficar só pela negligência é não querer ver as chamas. Portugal arde porque há quem o queira ver assim - a arder.

Os motivos serão muitos. No limite da isenção política, aí vai a hipótese de um Costa a cheitar a esturro, inepto, em vésperas de eleições...

Como quer que seja, a situação transporta décadas consigo. Do que resulta o mais enigmático "porquê?" da nossa história contemporânea: assim o calor se instale e os ventos soprem de feição - Portugal arde. Vidrinhos como lentes?

Encurtando razões, o caminho é da frente para trás, até se perceber quem são os beneficiários da calamidade. E esta indiciação ainda ninguém a deu.

Entretanto a lei escrita, verifica-se, não resolve o problema e só o ataca do ponto de vista preventivo. Defensivo, diria. Burocrático, nitidamente. Querendo ignorar, a prevenção a sério exige um sistema humano de vigilância capaz. O tal que o Estado não tem dinheiro para pagar. Já nada mais resta pedir senão justiça para as vítimas (a qual o Estado é incapaz de fazer).

Um 2017 socialista veio demonstrar isso mesmo - os imbróglios que ocorrem praticar por essa malta famigerada.

Ao que se diz, vem aí um Agosto e um Setembro quentes. The show must go on. As eleições são já a 6 de Outubro...

Com um abraço ao PCP

por João-Afonso Machado, em 16.07.19

IMG_1382.JPG

Em Couço, Coruche, no passado domingo, o cartaz a anunciar a Tourada Real, posto ao alto numa esquina, era impossivel passar despercebido. E como ele muitos outros, uma verdadeira colecção de mapas taurinos: as corridas tinham data marcada em Alcochete, Évora, Almeirim, Benavente, Tomar, Santarém, Monsaraz, Montemor... Por todas aquelas longas estradas, onde houvesse uma parede perto, mais cartazes às catadupas, tal qual cá para cima se anunciam as romarias... e touradas também.

A arte taurina não deixará que a matem. Desta vez a Esquerda - dogmática, intransigente, professoral - não levará a sua avante. Até por uma razão muito simples: o PCP já se enfraqueceu o bastante, a nível autárquico, para poder embarcar em tais aventuras. O que seria do PCP se chegasse ao seu território de implantação local com a "novidade" de que agora é preciso acabar com as touradas, coitadinhos dos toiros?...

Não é o tempo de explanar argumentos. Eles foram já todos ditos e reditos e, é manifesto, à Esquerda urbana interessa sobretudo entrar de picareta em punho nos gostos e costumes da nossa sociedade, destruindo-os. O resto é estatística: é contar os destituídos que nunca tinham pensado em tal, mas de repente acham moderno defender os direitos das minorias - das manadas de minorias.

A caridade militante, a política policial, voltadas, fazem o favor, para os locais do crime. Do verdadeiro. E para os sem-abrigo que, esses sim, não nasceram para dormir ao relento nem para que a sociedade e o Estado os farpeiem todos os dias com a sua indiferença.

No mais, vivam as praças de touros repletas de povo, Ribatejo e Alentejo fora, em marés de Festa Brava.

 

Ainda se lembram do tontinho Varoufakis?

por João-Afonso Machado, em 08.07.19

Vale a pena recordar algumas penosas ocorrências helénicas: a vitória do Syriza, o consequente júbilo da nossa Esquerda - a democracia regressara ao seu berço; um palhaço chamado Varoufakis e o seu tristíssimo número Europa além; a iminência do colapso na Grécia, as eleições antecipadas e a vitória, menos expressiva, de Tsipras, já despido de Varoufakis; o terceiro resgate logo após.

Tudo isto até 2015.

Quatro anos volvidos, nova ida às urnas, com uma inequívoca vitória da Direita, da Nova Democracia.

Porquê, afinal, o fracasso da Esquerda fraterna e miraculosa?

Segundo os analistas gregos porque o eleitorado não deu conta de qualquer melhoria económica ou social. Houve cortes nos salários e pensões. Enfim, urgia pôr cobro aos "populismos".

Aguardo, na maior expectativa, os comentários das nossas Catarinas às eleições gregas. Palpita-me tudo seja muito simples: o planeta está infernalizado por fascistas; pelo "populismo" e pela extrema-direita.

Mas reforço a minha ideia: entre gente menos informada, para se repudiar definitivamente a Esquerda, o remédio está em ser governado por ela. Algo demasiadamente arriscado antes da queda do Muro de Berlim, mas não agora, felizmente.



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Eu sou uma das parvas que le tudo e ha' dias estav...

  • Anónimo

    Pereira dos Santos,Para mim, é sempre agradável lê...

  • Anónimo

    Mendonça da Cruz,Breve e limpo.Continua no post de...

  • Anónimo

    José Mendonça da Cruz,Muito bem. Os comentários co...

  • Anónimo

    "Merdia" portuguesa, um imenso , ignorante , mas p...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2006
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D