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De Marcelo a Cabrita, passando pela Esquerda toda

por João-Afonso Machado, em 21.11.20

Logo em Março deste ano, o BE pulverizou o País com tarjas e cartazes apelando à salvação do SNS. Estava assim, mesmo à nascença, politizada a pandemia Covid19.

Na exacta medida que servia já como pretexto na velha querela, sustentada pela Esquerda, em que a Direita é acusada de favorecer os interesses privados, os hospitais dos "ricos".

Evidentemente, ninguém, no seu perfeito juízo, não deseja um sistema público de saúde. Assim ele exista: assim o Estado o saiba gerir e nele investir em recursos, eficácia, segurança. Por forma a que a confiança dos utentes seja uma realidade, o que de todo não acontece com o nosso SNS.

Só para exemplificar, aponto o caso actual de Paços de Ferreira: o hospital de recurso está pronto; mas o Ministério não tem médicos e enfermeiros para enviar para lá...

Imediatas congeminações, estas, quando ouvimos o Presidente Marcelo arengar à República, perante uma Nação estupefacta. (Marcelo não dispõe, realmente, o dom de lograr a unidade nacional...) Tudo espremido, tratou-se de avisar a malta de que o Natal este ano não seria para famílias numerosas e para agitar o fantasma de uma "terceira vaga" em 2021.

Entrementes, segundo o mais recente na ciência, os locais preferidos de transmissão do vírus são os grandes aglomerados de estranhos - mesmo os dos estranhos camaradas congressistas. E é por isso que ontem, na votação parlamentar sobre o estado de emergência, o BE lavou as mãos como Pilatos e o PCP pronunciou-se contra. Enquanto o inconcebível Cabrita recolhia os votos PSD, CDS e Chega, e se indignava por «a direita e a extrema direita», ao se manifestarem contra a realização do Congresso PCP, quererem «impedir a democracia»!

Somos isto. Impossivelmente, com esta gentinha política, deixaremos de ser isto.

Portaram-se todos bem ontem?

por João-Afonso Machado, em 16.11.20

Já lá vai o primeiro fim de semana de castigo. Não sendo frequentador de cafés nem turista de montras e lojinhas, o efeito foi-me o mesmo, salvo quanto ao deprimente silêncio, e vazio, das ruas, na realidade quase apocalíptico.

Seguir-se-ão muitos mais similares castigos. Costa, que gosta de surpresas, só as irá anunciando às pingas, não vá o eleitorado enfurecer-se.

Depois foram as manifs dos lesados da restauração/bares: será que a sua ocorrência não anula os efeitos pretendidos com o dito castigo?

Provavelmente sim. O castigo não adianta - talvez até induza o agravamento da situação. Sucede - apenas... - o Governo perdeu o controle da pandemia. E entre deixar correr o marfim e mostrar trabalho, optou por desenhos caricatos.

A República habituou os portugueses a um País decidido e posto em marcha por decreto - algo de tentadora e deliciosamente servindo para desrespeitar. A classe política baniu do nosso Povo - pelo seu exemplo - a consciência cívica. E é sobretudo com este poder sobre nós próprios que se combatem pandemias e males quejandos.

O mais são miúdos, rapazolas,  fumando às escondidas.

Ele não é "fofinho com tiranos"

por João-Afonso Machado, em 11.11.20

Augusto Santos Silva é, antes do mais, um possidónio. Quando os registos parlamentares não o dão como um rasca. Enfim, desta vez tentou a ironia, saiu uma mariquice.

Que não pertece a «nenhum partido que esteja encostado a quem gosta de ditadores» - afirmou, a própósito da já cansada coligação da Direita nos Açores.

Augusto Santos Silva vive encostado ao último Partido Comunista da Europa Ocidental. E uma organização de termitas ditas trotskistas. O que lhe vale o tacho, aliás.

Acrescentar algo é dispiciendo. A Esquerda habituou-se a essa tremenda ideia de que profere dogmas - ela e só ela - que nós outros havemos de aceitar sem titubear.

Augusto Santos Silva, e a Esquerda, têm de perceber isto: metade do País é protestante. Daí as opções que se nos deparam: ou ASS e a Esquerda repetem a matança de S. Bartolomeu, ou fugimos, aos milhões, para a Holanda, ou PS-PCP-BE põem cobro ao Santo Ofício.

Em alternativa, Portugal voltará à clandestinidade, repetindo um 25 de Novembro qualquer.

Ai o Chega, ai meu Deus!

por João-Afonso Machado, em 08.11.20

Costa não compareceu ao debate do estado da Nação... É mentira! Costa compareceu, sim, a esse debate em que o estado é o seu umbigo, aliás, a sua Nação.

Nesse imenso império reinava a questão fundamental: o PS perdera eleitoralmente o Governo dos Açores. Como? - Com a mesma mezinha com que Costa, há uns anos, roubou a governamentação à Direita, ganhadora sem maioria absoluta.

Costa sabe não poder entrar por esses caminhos... Daí a sua saída: a critica veemente de um PSD capaz de se aliar ao extremismo do Chega.

Uma vez mais, a venda descarada de brinquedos estragados, jurando terem garantia... Com o smile de outras costas de antigamente, mais orientais.

Nas suas manigâncias, o nosso 1º soube captar - e manter - a subserviência do PCP e do BE. Mais festival, menos festival, mais aparato, menos aparato. De quem falo? De Jerónimo, um contemporâneo do estalinismo; de outras sumidades bloquistas que igualmente não ignoram a história; da já célebre Joacine - Jaquina, Jaquina - de quem Costa não rejeita o voto parlamentar.

E será pecado aceitá-lo do Chega na Regional açoriana? Sem acordos escritos à porta fechada, secretos, sem mais do que seja um braço no ar? Fora as atoardas de Ventura, onde fica o estigma?

Isto é a Esquerda. Isto - e o eco que a Imprensa fará disto.

Trump e as providências cautelares à portuguesa

por João-Afonso Machado, em 04.11.20

É sabido: cá são diárias, a maior parte delas para uso publicitário apenas. As célebres providências cautelares, em assuntos logo esquecidos e sem sequência nas acções definitivas que a lei processual pressupõe.

E sempre em questões do nosso tamanho de quinteiro à beira-mar plantado. Assim pequenino, mas inspirador do grandioso Trump.

Que vai para o Supremo americano se as eleições forem favoráveis a Biden. Alicerçando-se numa qualquer demora dos votos por correio, apenas inválida, é claro, se lhe for desfavorável a respectiva contagem...

Vou ter saudades de Trump. Do seu discurso, das suas gravatas, das palmas que bate à altura do baixo ventre, do seu punho fechado, quase à comunista. Sobretudo, dos seus recentes passinhos semi-rocks no palco, e do ar grave com que diz barbaridades capazes de abalar o equilibrio mundial. Afora o penteado, que até Washington ou Jerfferson achariam ousado.

Trump não poderia ter outro nome próprio - Donald! Nem Walt Disney imaginaria outro duck...

Mas está na hora... Assim os tribunais americanos sejam mais expedictos do que os nossos.

Mais do mesmo

por João-Afonso Machado, em 01.11.20

A gente habitua-se. O anúncio data de alguns dias antes e a expectactiva era nenhuma. Afinal, o Conselho de Ministros, reunido de emergência, apenas fixou um número preciso: o dos concelhos abrangidos. O resto foi mais do mesmo e o longo discurso a empaliar de Costa.

Dele resulta uma amálgama tosca de medidas "nim". À partida - e à chegada - inúteis. Não fora assim, não era o que foi sendo.

Porque Costa e o seu Governo não dispoem de meios. E oito meses de pandemia volvidos, já se percebeu o remédio e um mal que se concretiza, sobretudo, na loucura das pessoas e na falta de meios hospitalares. Sendo que a segunda premissa bem podia ser evitada pela temperança da primeira.

Remédio para o mal: policiamento sobre a irresponsabilidade, em nome do bom senso; reforço dos sistemas de saúde, acautelando o crescendo dos males.

Mas nada, neste capítulo, foi feito!

Acontece o dogma SNS ser intocável. E falseado: o SNS é indispensável, ninguém o nega, mas tem de ser eficaz. Para prevalecer são necessários dinheiros do Estado, nem que obtidos através dos contribuintes. E nisso Costa não fala, no seu perene discurso de ampliação do rendimento das famílias.

Portanto, a culpa - isto assim, disparado como bombardas de antanho, - é dos sistemas privados da Saúde, conforme Costa ajoelha aos pés das diatribes da virago Catarina.

Em suma, vivemos a plena austeridade do bolso e da Saúde, encoberta pela voz espantosa da Esquerda e pela conivente Comunicação Social. Suportada discretamente pelos contribuintes e esperando, em manhã de nevoeiro, a bazuca dos milhões europeus.

E, aí, o discurso mudará: finalmente - vinda a massa - se falará em falta de recursos financeiros e em agilização de meios policiais.

Até lá...

O Syriza - uma memória a preservar

por João-Afonso Machado, em 23.10.20

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Devo confessar, já não me lembrava do Syriza e da tragédia grega de 2015. Foi necessário um passeio por essas bandas para recordar Tsipras, & Varoufakis, II (Irresponsabiliade Ilimitada), porque, para os esquecer, por cá se mantém os Jerónimos e as Catarinas, às pazadas de areia sobre a experiência helénica de extrema-esquerda.

Mas, enfim, chegado lá, olhando tanto de um país ainda por refazer, como não rebobinar esse período de loucura, entre manifestações de rua, braço-de-ferro com a UE e racionamento dos ATM's?

Foi quando me disseram, melhor seria não abordar o tema em conversa, tão traumatizante a realidade se abatera sobre as pessoas.

Não - adiantaram - por causa da propriamente dita bancarrota iminente, ou do juízo que deles faria o mundo inteiro. Antes em resultado de um generalizado sentimento de culpa pela entrega do Poder a semelhantes figurões. Os gregos, parece, digerem com a maior dificuldade a sua própria ingenuidade, e por isso lhes custa expiar as suas responsabilidades eleitorais na calamitosa passagem do Syriza pelo Governo.

São, nas grandes cidades e no meio rural visto pela janela do comboio, evidentes ainda os sinais do tufão. Conquanto seja perceptível a natural despreocupação de hoje - mesmo em tempo de pandemia - e a usual movimentação das gentes.

Quanto a nós... estaremos sempre condenados à propaganda esquerdista, jamais os méritos serão reconhecidos pelas II's nossas à Nova Democracia de Mitsotakis, e tudo não passou de uma planetária conspiração dos ricos contra os pobres... Resta-nos, para consolação, a certeza de que, se Costa vai afagando com a mão esquerda os seus parceiros parlamentares, é com a outra, com a dextra, que conta para se alapar à Europa e assim se manter no poleiro.

 

Rapidinha

por João-Afonso Machado, em 11.10.20

Acabei de ver e ouvir Ana Gomes na SIC Notícias.

Acho que ela imita muito bem o Herman José.

Pregões xuxas

por João-Afonso Machado, em 11.10.20

PUEBLA DE SANABRIA.JPG

Conheço bem Puebla de Sanabria. Conheço melhor Bragança. De uma a outra, a viagem não é longa: sobe-se o Montesinho, passa-se Rio de Onor, e são mais uns quilómetros, poucos, um lindíssimo passeio. 

Ponto final e um parágrafo descarado: tanto quanto este título do JN - "Bragança vai ser a próxima cidade servida pelo TGV"! - Resultante da excelsa e propagandeada Cimeira Ibérica que decorreu na Guarda. Entre a malta socialista, espanhola e nuestra.

Extraordinária comunicação, esta desbocada de Costa! Digna dos mais descarados vendilhões de Nova Deli.

Porque a verdade é que a servil parangona jornalística depende da abertura (???) de uma nova (auto?) estrada ligando Bragança a Puebla de Sanabria. A qual - abertura - ainda só  existirá nos seus sonhos.

Vamos à realidade: o português que quisesse utilizar o TGV teria de se deslocar a Sanabria. (E então, duas horas volvidas, consumados todos os "ses", chegaria a Madrid!...)

  Mas... Bragança em essa vida de negócios? Virá a tê-los? Ora bolas! O Norte ri de Costa, por cognome O Magano. Até porque do Porto, através da A4, a pagar as SCUT's dos xuxas, para apanhar o TGV... - é só uma questão de contas.

Madrid via Bragança? Valha-nos Deus!

 

 

 

A festa de anos da República

por João-Afonso Machado, em 05.10.20

VÁRIAS BANDEIRAS.jpg

Neste momento, estão eles amorosamente festejando-se para dentro. Com uma dúzia de convidados oficiais e a banda da GNR. Este ano até o Covid lhes deu o pretexto para justificarem umas comemorações sempre desprovidas de populares.

E tentam explicar-se: que a República veio para corrigir os desacertos económicos e financeiros do País... Como se vê, cento e dez anos depois.

A República - assim sustentava Vasco Pulido Valente - veio para satisfazer as ambições da grande burguesia citadina. Ante a apatia das gentes campesinas. Veio - porque às tropas de Lisboa, profundamente infiltradas, importou sobretudo o medo. E chegou mas nunca parou de se destruir, a si própria, tantos os desastres ocorridos neste último infeliz século.

Assim a II República (48 anos) quis autocraticamente pôr cobro à ditadura parlamentar e ao terrorismo de rua da I Républica (16 anos). Assim a III República (quase 47 anos) quis descolonizar, democratizar e desenvolver.

Os resultados vão estando à vista. Para não continuar, actualmente há que julgar (eventualmente condenar) os magistrados que nos julgam a nós... Isto, exemplificando apenas, é claro.

A grande noite do espectáculo

por João-Afonso Machado, em 30.09.20

De tudo, talvez o mais curioso: segundo parece, estes debates, que percorrem todos os mundos televisivos, de pouca importância se revestem para o eleitorado americano a que se destinam. Serão mais uma amostra do show business, a sua Broadway política.

No da passada noite - artistas convidados: Trump e Biden, - parece que o sapateado excedeu todas as marcas. Trump, sobretudo, deixando Fred Astaire cada vez mais no esquecimento das gentes.

Hei de confessar a piada imensa que acho a Trump: o seu inaudito penteado, o tom grave com que diz, e desdiz, as maiores enormidades, a calma ou a fúria destemperada - Trump é uma surpresa permanente - em que solta bojardas capazes de abanar o equilíbrio mundial. Espantosamente, colecciona votos aos milhões, e a maior potência do planeta tem esse louco como presidente.

Biden, que já vinha acusado de alguma ineptidão mental, do muito pouco que vi pareceu um homem assinalavelmente mais aceitável. Mais não seja, pelo seu aspecto e por saber conjugar ideias, não proclamar apenas tontices.

Mas os EUA são o que são. São ainda o Texas, a arma no coldre, a vénia aos senadores e o nepotismo destes. Desbravaram, aniquilaram, enriqueceram com o ouro e o petróleo, criaram indústrias fabulosas, sempre deixando para trás, darwiniamente, os mais fracos. O make love not war só aconteceu porque o Vietname estava a matá-los em demasia.

Progósticos para as próximas eleições? Só depois de Novembro.

A formiga branca

por João-Afonso Machado, em 21.09.20

A última notícia explicava, um ex-informador de Sócrates, e actual conselheiro de Luís Filipe Vieira, dirigiu uma sondagem - favorável a este último... Por mero acaso, dei conta dela quando quis saber dos números insofismavelmente crescentes do Covid em Portugal, como no mundo em geral.

A teia tornou-se ilimitada. Todos os focos de interesses financeiros se imiscuem e promiscuem.

É um peso insuportável. Entre a Justiça e  a Saúde, passando pelo sem-fundo banqueiro, creio poder concluir - o mundo acabou; tudo submergiu, resta a miséria, a absoluta ausência de um esteio, de uma referência positiva.

Tudo... - a "tudo" chamo eu a confiança nas instituições. No grande corsário chamado Estado. E nas suas derivações - lunático Montesquieu! - políticas, financeiras, judiciais, sanitárias, acima de tudo legislativas.

Estamos sem apego. Na beira do abismo onde havemos fatalmente de cair...

... a não ser que Portugal se erga numa nova república - uma república capaz de resistir a todos os males e à manha da extrema-esquerda; e com braço férreo para o banditismo tatuado de violência de outro extremismo dito de direita, mas essencialmente criminoso e perigoso.

Essa seria a IV República. Uma introdução ao universal regime dos países evoluídos...

... quando a vida conheceria modos sãos de a viver. A todos os níveis em que a queiramos vislumbrar, por exemplo, comparando-nos com o quotidiano sueco.

Falta ainda muito tempo. Atrás de um escândalo, outro escândalo virá. Momento actual: Processo Lex...; sim, o escândalo está no miolo do próprio sistema judicial!

É preciso demolir este edifício gigantesco: a formiga branca deu nele!

A propósito de vitórias "poucochinhas"

por João-Afonso Machado, em 15.09.20

Não vale a pena voltar a António Costa e à Comissão de Honra da candidatura de Vieira à presidência do Benfica. Tudo é tão destituido de nexo que a conclusão possível é só uma: o espertalhão do nosso 1º para a frente apresentará os seus trunfos, que os tem de certeza.

Não é homem de inocências, nem de favores a amigos que não sejam retribuídos. Vive de e para a politica, exclusivamente.

Entretanto, surpresa das surpresas, o Benfica sai - o que muito lamento - da Champions antes mesmo de entrar. Não há canal televisivo onde este momento não se malhe forte e feio nos milhões de Vieira e nas exigências de Jesus.

Na próxima sexta-feira o Benfica vai jogar a Famalicão, onde ardentemente espero perca. E então - fica a aposta - Costa tornará ao tempo das vitórias "poucochinhas" e apunhalará Vieira como já apunhalou o seu camarada Seguro. 

Que não lhe passem pela cabeça, entretanto, "geringonças" futebolisticas...

Rui Pinto, hoje, o tema do mundo

por João-Afonso Machado, em 04.09.20

Como é sabido principia hoje o julgamento do pirata informático Rui Pinto. Está acusado da prática de 90 crimes relacionados com a sua actividade flibusteira. O resto da história todos a conhecem, certamente, tanta é a Ana Gomes e a televisão.

O verdadeiramente extraordinário, inaudito, são as medidas de segurança tomadas. Entre "binómios cinotécnicos" (delicioso termo), corpo de vigilância pessoal, polícia fardada e à paisana, vulgar, especial e especialíssima, dir-se-ia que o Daesh tinha implicado com o pobre Rui Pinto.

Mas não, o caso é mais com os angolanos e a Isabel dos Santos, quem vem engordando; e com o futebol, Bruno de Carvalho, Luís Filipe Vieira e desses assim; ou com o Marquês de Sócrates e outros habilidosos políticos.

Qual deles contratará bombistas ou snipers para silenciar o herói Rui Pinto?

De volta aos tempos da cassete

por João-Afonso Machado, em 31.08.20

A festa do Avante! diz muito, muitíssimo. Desde logo, diz que para um bom comunista não há argumentos, há cassetes encerebradas.

Mas diz mais e mais picaresco:

- A DGS (organismo sob a tutela do Ministério de Saúde) faz um relatório que recusa revelar aos cidadãos. Di-lo um apelo à consciência do PCP. Da tal agremiação de cassetes.

- O PCP queixa-se que a DGS é tendenciosa e o desfavorece. Só por aqui poderemos intuir o teor do documento, mas de imediato nos lembramos que Costa persiste na "Geringonça" e a discussão e votação do Orçamento estão aí à porta... Para bom entendedor...

- Uma invasão de 33.000 pessoas numa localidade como o Seixal é um semáforo vermelho imenso em qualquer praia, ou uma carga policial em qualquer rua de bares nocturnos.

- Independentemente das opiniões, eleva-se o facto: cerca de 40 comerciantes do Seixal (que não é propriamente a Baixa lisboeta ou portuense) vão fechar as portas nesse dia, por medo e precaução da pandemia.

- Esta, está bem visto, não impedirá a propaganda e o encher dos cofres comunistas. Avante camarada!

 

Um dia depois

por João-Afonso Machado, em 26.08.20

Já algum orgão da Comunicação Social referiu, António Costa e Miguel Guimarães, na célebre cimeira de ontem, tinham fumado o "cachimbo da paz". A isso estamos condenados.

No fim do tremendo conclave, ao que o cidadão médio consegue aperceber, Costa lavou as mãos como Pilatos. Guimarães disse mais, sobretudo defendeu os médicos envolvidos no "caso Reguengos". Não podia agir de modo contrário. Mas... palavras vãs. E cada um foi à sua vida.

Ouvimos agora os sindicatos médicos clamando contra o Governo. Na televisão. Serão fascistas? Fascistas de longo curso, como tal protestando desde as cativações de Centeno?

A resposta a estas interrogações será sempre a falácia de Costa. O abismo português também.

O "On" e o "Off"

por João-Afonso Machado, em 25.08.20

Finalmente! - vai uma diferença grande entre o que um político diz e o que ele pensa. Algo não desconhecido pela generalidade dos portugueses, como agora se confirma, e com as consequências eleitorais bem medidas pela abstenção.

Desta feita, a entrevista de Costa tem, à devida escala, a dimensão de um Watergate português.

Primeiramente, as palavras de circuntância. Já o episódio de Reguengos estava sob investigação, já a Ordem dos Médicos expusera as suas críticas, e Costa repudiava-as com o argumento jurídico da falta de competência para se pronunciar, via parecer, sob o assunto. E tudo - embora de evidente modo irritado - dentro do formalismo adequado aos trâmites legalistas.

Contudo, voluntária ou involuntariamente, já em privado, o seu pensamento veio à tona e foi divulgado - «gajos cobardes, os médicos».

No instante segundo, a Ordem reagiu. Diplomaticamente. Pediu uma reunião, que aconteceu. No fim da qual, Costa saiu dizendo esperava os mal-entendidos fossem ultrapassados.

O costume!

Desse cavalheiro, por natureza negociante, não havia a esperar mais. Aguarda-se é a resposta da Ordem dos Médicos (o Bastonário, Miguel Guimarães, parece dono de toda a confiança), em nome da nossa segurança e saúde.

Espera-se essa resposta - sem "On" nem "Off", apenas ditada pela verdade no nosso País.

Um minhoto na Capital

por João-Afonso Machado, em 19.08.20

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Com Lisboa repelindo já o invasor normando, ela aventurou-se cá fora, embuçada e cautelosa. Encontrei-a, por mero acaso, deambulando no Terreiro do Paço, quando cogitava se havia de atravessar o rio e dar um adianto no meu estudo sobre churrasqueiras nacionais.

Foi a festa do costume! Lamentavelmente, sem abraço nem beijinhos, conforme a nova moda do distanciamento social. Mas sempre tilintando das suas pulseiras, nada bronzeada, praias com semáforos e fitas métricas - não! E, cintilando, a ideia sua:

- Vamos a Cascais?

Eu acho, ninguém vai a Cascais depois que mataram o Rei e o Príncipe Real. Porém, como recusar? Fomos.

A vila estava animada. O mar chão, a Praia dos Pescadores muito colorida das traineiras. De súbito, um sulco cavado nas águas e a minha amiga gritando de excitação:

- Olhe o nosso Presidente! Lá vai ele salvar mais um afogado!

Sem óculos, cegueta e ofuscado pelo sol, ainda alvitrei:

- Não será um golfinho brincalhão?

(Gosto muito mais de golfinhos do que de presidentes da república...)

- Qual golfinho! É o nosso Marcelo. Aposto que está no mar alguém aflito e aí vai ele!

Imperava o silêncio. Àquela velocidade o presidente, com toda a certeza, ia chegar atrasado ao salvamento. E a vítima devia ter submergido já, atacada por um tubarão. (Negando-me os golfinhos, eu replico com carnívoros letais...)

Servisse o tilintar das suas pulseiras para incutir ao moribundo uma réstea de esperança, surgiam os bombeiros de Cascais, chocalhando a sineta do seu "meio terrestre".

E conclui: a nadar assim, tivesse eu trazido o maillot e o salvamento seria obra minha. Obviamente cederia, então, os meus créditos à Casa Real portuguesa.

Por qué no te callas?

por João-Afonso Machado, em 08.08.20

Sobre o Rei Juan Carlos, os seus últimos anos, a sua partida de Espanha:

É já excessivamente repetitivo aludir ao papel do monarca na consolidação da democracia (momento alto: a tentativa golpista de Milans del Bosch e de Terrero), na pacificação da nação e no seu crescimento económico. Foram muitas décadas. De repente, um elefante morto a destempo, uns negócios mal (- pessimamente -) explicados, e até se descobriu que, afinal, Juan Carlos é um mulherengo infrene.

(Oh Sr Ministro Tal da nossa República! Vocelência esta parte da história não comenta, pois não?)

Íamos, portanto, no ponto conclusivo de a Monarquia, que os demagogos - com o beneplácito da santa ignorância instalada - dizem ser de direito divino (!!!), traduzir, porém, cousa infernal. Comprovada em todos os países pobres europeus, sobretudo nos que levantam a cabeça à UE... Assim a Esquerda já vislumbra luz republicana ao fundo do tunel.

Convirá no entanto recordar, o actual Rei de Espanha é um homem novo. Gozando de um prestígio em que poucos não comungam. A transmissão do trono processou-se sem qualquer aparato ou balbúrdia. E, nas suas funções de Chefe de Estado, obrigado a escolher entre o Pai e o acusado de prevaricação, não hesitou: pôs o Pai longe do lugar das badaladas ilegalidades. Tirou-o da Família Real, que não da alçada dos tribunais espanhois.

(ALô, alô, instituições republicanas portuguesas - algum exemplo semelhante por cá? Alô, Paulo Pedroso, alô, Soares & Cª, alô PS, Sócrates, - ligação estabelecida?)

Agora a Esquerda vizinha (e a parolice da nossa imprensa) precipitam-se a averiguar para que milionárias arábias Juan Carlos terá partido, obviamente à custa do contribuinte que suportará os milhares de euros diários de estadias em hoteis de luxo.

Isto é o que se ouve.

Não se ouve, infelizmente, em Espanha a Esquerda  ser sobretudo o separatismo (catalão ou basco). Não se ouviu Iglesias ironizar com uma deputada do PP (a «marquesa»), mas ouviu-se, e houve indignação ético-republicana, quando a senhora, replicando, o disse filho de um terrorista da ETA. Que o eram - um terrorista, o outro filho.

Não se ouve, tão-pouco, recordar o célebre «por qué no te callas» dirigido ao - sabe-se agora - ditador Chavez. Que Marcelito nosso teria coragem para tanto, mesmo numa conferênciazinha dos nossos "palopinhos"?

O Sotavento algarvio, lugar de expiação

por João-Afonso Machado, em 23.07.20

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Das antigas Ordenações do Reino (Livro V, Tit. 3, §3º, Dos Feiticeiros) consta a penalização imposta a quem "alimentasse" certo tipo de superstições, mais não fosse, os malefícios provocados, por exemplo, por um sapo. Lê-se então naquela norma: «(...) E porque tais abusões não devemos consentir, defendemos que pessoa alguma não faça as ditas coisas (...) e qualquer que as fizer (...) se for escudeiro e daí para cima seja degradado para África (...); e sendo mulher da mesma qualidade, seja degradada três anos para Castro Marim (...)».

A legislação do Reino, imensamente mais sábia do que a da República, neste capítulo peca contra a igualdade de género, impontando os homens para o inferno africano e as senhoras conduzindo-as às delícias do sotavento algarvio. Mas as nossas amigas do BE rapidamente se encarregariam, volvendo nós ao regime das Ordenações, de, no Parlamento, corrigir esta distorção apontando o dedo a Casto Marim, visto Angola já não ser nossa.

Assim fosse, ou assim sendo, e repristinada aquela regra, eu próprio me confessaria imensamente supersticioso, v. g. vendo peçonha em tudo quanto viva da política.

E por isso fico aguardando uma condenação futura, uns tempinho de degredo em Castro Marim, terra encantadora.

 



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