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Boa sorte Meloni!

por João-Afonso Machado, em 27.09.22

É o assunto do dia. Georgia Meloni ganhou as eleições em Itália e logo a manada se alvoroçou sob o pretexto do regresso ao fascismo. Porque a Esquerda ainda manda (e mandará...) na Comunicação Social em Portugal, assim como pela Europa fora. O povo é soberano mas também (ao que parece) é estúpido também.

Duas palavras sobre Georgia Meloni: alguém vislumbra na sua aparência uma fascista?

Parece que é amiga de familiares de Mussolini. E então? O primeiro Presidente da AR local, o digno Henrique de Barros, socialista, era cunhado (e davam-se bem) de Marcelo Caetano...

Se Meloni é contra o casamento homossexual e a «adopção homoparental» é o seu direito. O mesmo direito, porventura, dos que nela votaram. Que uma coisa é o laboratório parlamentar e minorias ruidosas, outra as gentes. Idem quanto à imigração ilegal, está em causa precisamente o contrário da legal, essa que cumpre a lei. E confrontando a animadversão islamita... quem não, senão por falta de coragem?

O caso Meloni (mais os seus coligantes), repete-se Europa fora, ultimamente na impoluta Suécia. O Continente está em mudança acelerada e o universo socialista vê perigado o seu domínio traduzido na soit disant UE em que ninguém acredita e todos tentam buscar nela somente bazocas financeiras.

Caiamos na realidade: a UE é isso e só isso. Os povos estão cansados, sentem o pesado encargo da tributação e do discurso oco, distante e anónimo. A fatal mudança já começou e nem a lacaia Comunicação Social a impedirá. Mesmo com o rótulo de neo-fascista e populista invariavelmente atribuído à Direita vencedora.

Na minha apartidária qualidade de social-democrata convicto lá vou guardando um sorriso para quando (e se) Montenegro for bem sucedido eleitoralmente. Assistiremos nessa altura a mais uma manigância do polvo socialista: Montenegro, o «populista radical de Direita».

E, por fim (e já agora), "Deus-Pátria-Família", qual o problema? De Deus, deuses e anti-deuses está a Esquerda cheia; de apelos a "pátrias" também; e da Família ou famílias, navegamos há muito em águas estéreis de experiências tontas e discussões orçamentais!

Haja coerência e dignidade! E respeito pelo eleitorado e pelas suas razões de «protesto»!

Hoje ainda é mais dia de folga parlamentar

por João-Afonso Machado, em 23.09.22

O pretexto é a Constituição de 1822. A real motivação oscila entre alguma ideologia e a total demagogia. Como se Portugal tivesse dado um salto de 200 anos, daqueles limpinhos, sem um tropeção sequer.

Quando, afinal, a sua vigência durou meses apenas. Quando, depois, foi outorgada a Carta Constitucional. Quando, enfim, o reino voltou ao Legitimismo porque «A legitimidade de D, Miguel estava na unanimidade com que foi aclamado; essa a legitimidade do Mestre de Avis» (Oliveira Martins in Portugal Contemporâneo). Quando, finalmente, a paz nacional foi conseguida com a reposição da Carta, o «Foral dos forais», como lhe chamou Luís de Magalhães.

E quando tudo findou com a Constituição republicana de 1911 e a ditadura de 16 anos do Partido Democrático. A que se seguiu a Constituição de 1933 e toda a II República oportunisticamente chamada o Estado Novo; e a Constituição de 1976, logo a necessitar de ser lavada das suas muitas manchas PREC-socialistas.

É, os documentos que os nossos Reis outorgavam e concediam às muitas terras do Reino chamavam-se forais e continham todo o normativo por que se havia de reger este ou aquele povo. Aceita-se perfeitamente que tais disposições se colijam num documento só, chamado "constituição". O que não se pode admitir é que à sombra dela, da "Constituição", - e quase sem excepções - uma classe de endinheirados se vá mantendo e engordando à custa dos portugueses. Dir-se-ia, de há 200 anos a esta parte - não se desse o caso de a AR não festejar hoje a Constituição de 1822, somente apanhar a boleia para se auto-elogiar perante o povo.

Rainha morta, Rei posto - eis a questão que os mói

por João-Afonso Machado, em 10.09.22

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É evidente, em República um Chefe do Estado em funções durante sete décadas só poderá personalizar uma ditadura e das mais ferozes; na férrea mão que aos 90 anos de idade ainda a consiga manter - a mão férrea, a autocracia.

Ao invés, em Monarquia, igual duração de um reinado (ou de chefia do Estado-Nação) sempre consolidará a relação entre o rei e o seu povo (senão seria a resignação ao trono, como sucedeu em Espanha), assim garantindo e fomentando o andamento das instituições democráticas. É o exemplo que colhemos de Isabel II, a grande Senhora que ainda não era rainha e já servia os britânicos, conduzindo camiões na Guerra Mundial.

Decerto contrariados (ou levados pelo "politicamente correcto"), os republicanos esmeraram-se no enaltecimento das virtudes da Rainha morta, nas peripécias do seu longo reinado ora findo. - Com ela acabou o século XX! - acrescentam ainda, a enfiá-la à pressa nas gavetas de um Passado sem continuidade.

A rápida e serena substituição de Isabel II com a entronização do seu filho, o Rei Carlos III, - no Reino Unido, aqui a dois passos da atenção dos portugueses, - é algo que aterroriza a República e já pôs a sua imprensa a ganir disparates.

Coleccionam-se fraquezas do novo Rei, Diana foi exumada, Camilla enterrada com o pescoço de fora, lançam-se suspeições e boatos tablóides. A confundir Portugal, dando da notável Rainha a ideia de uma ilha perdida no oceano..

Mas no Reino Unido a Monarquia é firme e Isabel II viveu o bastante para a firmar ainda mais. Os britânicos choram-na quanto já dão vivas a Carlos III.

Essa ópera bufa e peçonhenta fechou a minha televisão. Assisti ao bastante. Quem puder, dê um salto à Grã-Bretanha e constate, aprecie, tire conclusões.

A cinematografia dos telemóveis

por João-Afonso Machado, em 01.09.22

Um dado incontestável é o aumento da criminalidade violenta - os homicídios e as ofensas corporais graves, havendo quem adiante o fenómeno se deve essencialmente às disputas entre gangs de traficantes de droga e aos disturbios verificados na diversão nocturna do quotidiano - na chamada "noite".

Outrossim, uma notícia de hoje escalava em cinco a média diária de agentes de autoridade feridos no exercício das suas funções.

Por outro lado, sabe-se que a influência da Esquerda nos media pôs termo - verdadeiramente proibiu! - a existência de conflitos étnicos que todos sabemos serem frequentes nos bairros mais pobres. Não, nada se passa além de meras questiúnculas entre familias, com consequências mais ou menos graves. Assim mesmo, estalinianamente definido e imposto.

E imagens de tudo isto são o pão nosso de cada dia nas televisões. Normalmente ocupando uma tarja a meio do ecrã, produções cinematográficas feitas a partir dos telemóveis. De notar, é sempre muito mais patente o gosto de filmar do que a tentativa de ajudar.

Depois essas imagens são levadas à CMTV e similares. E, constando do cardápio a pancadaria dos agentes da autoridade, temos garantida a prelecção do Prof. Rui Pereira sobre eventuais usos excessivos de força.

O tema poderá ser considerado empolado, "populista", apocalíptico. Mas é só enquanto cada um que assim o considera não for vítima de uma embrulhada destas - na rua, ao sair de casa, ao chegar a casa, dentro da própria casa. Então, aqui d'El-Rei, anda o contribuinte a pagar para não ser protegido, a Policia não presta.

Mas de um modo quase total a Policia presta. Abnegadamente presta. Exceptuando casos pontuais de corrupção que têm vindo a ser descobertos com relativa facilidade e devidamente punidos. Somente a Polícia tem medo: dos telemóveis e das redes sociais. E dos inquéritos e das comissões do Governo. A Polícia acima de tudo teme a opinião pública ou, como dizia o nosso D. Carlos, a opinião que se publica.

Estamos, por isso, quase entregues a nós próprios.

 

Na véspera da terceira vaga

por João-Afonso Machado, em 19.08.22

Foi hoje oficialmente declarada a terceira vaga de calor do ano, pelo que, tudo a postos, só resta placidamente aguardar os seus efeitos.

Excluamos o correrio às praias e as janelas fechadas, longe do litoral, salvaguardando o bem estar das pessoas. Vamos logo ao "covid" da maré, os incêndios.

Temos-los por certos e pré-anunciados. (Uma vez mais, e sempre, desculpe-me o amigo e colega de blog, o Henrique Pereira dos Santos...)

Temos-los anunciados, pois. Não falo de reacendimentos, tão frequentes e tão "compreensíveis", mas de novas tragédias, já auguradas e supostamente - o paradoxo! - prevenidas.

Arderão - é uma fatalidade! - mais uns milhares de hectares de floresta a roubar ao território nacional. Como se miríades de óculos perdidos e vidros de garrafas esquecidos ao sol inflamassem o folhedo. Se não isto, outras bizarrias quaisquer ou a atávica propensão lusa para a negligência! Que a culpa é da ventania... E a obra dos incendiários (este ano detidos em dobro do transacto), proeza de meia dúzia de tontinhos...

É aqui que a porca torce o rabo. Sem dúvida, as condições naturais estão criadas. Já só falta a mão humana e intencional para o grande momento televisivo. O ano promete...

Este nosso ardido País apenas pode defender-se de dois modos: o primeiro, consistente numa prevenção eficaz, para a qual decerto não dispõe de meios; o segundo, estudando o perfil do incendiário, assunto demorado, complicado e tardio, longe das omnipresentes comissões governamentais, de custos abundantes e dossiers guardados nas gavetas.

Haverá ainda uma terceira opção - deitar o Portugal urbanizado abaixo e recomeçar tudo - só para protecção das gentes e do seu património. O mais será sempre paisagem negra.

Mesmo em seca, o Governo continua a regar

por João-Afonso Machado, em 10.08.22

É o ponto onde a minha gente é realmente beneficiada: na questão das águas e da fertilidade dos solos. Hoje ainda, verifiquei a fonte do jardim, a cantilena das suas bicas e da do tanque, conquanto seja notória a quebra nas maiores reservas e no seu caudal. Mas o milho não tem de se queixar e as vinhas também não. Uma terra santa, o Minho! E, felizmente, liberto das regadelas governamentais.

Li, há pouco, a Ministra da Agricultura, em Portimão, ante a aflição dos agricultores algarvios e alentejanos, usou os habituais artifícios: o Governo «está a fazer tudo» para apoiat o sector, com o qual já há «comprometidos» 100 milhões de euros...

Não há! E se houvesse, o Governo não estaria a «fazer tudo» - já tinha feito. Lograra já o maneio bastante para suprir as expectáveis consequências da seca em quase todo o País.

Manifestando a sua habitual indiferença, o Governo vem a público dar seca à lavoura com as suas regadelas. Como se esses 100 milhões de euros não custassem loucuras de burocracia, o ónus dos juros e as restantes costumeiras artimanhas que bloqueiam uma actividade em que as margens são ínfimas e o apoio tem de assumir um cariz essencialmente social.

Aguardemos. Vamos tentando descobrir por onde rabiarão esses 100 milhões de euros...

A cavalgadura e o nosso cavalo de ferro

por João-Afonso Machado, em 11.07.22

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Segundo fontes fidedignas, cresceu e viveu em S. João da Madeira, filho de pai industrial e abonado e guarda consigo toda a arrogância de um certo novo-riquismo. O partido teve de lhe lembrar que era socialista, ministro e da ala esquerda, não lhe ficava bem pavonear-se de Porsche nas nossas estradas. Decerto contrariado, acatou e dedicou-se aos aviões.

E esqueceu os comboios, um meio de transporte que não utilizará mas que tanto convém à malta em geral. Com o "material circulante" a cair às peças, moderno o bastante para não dispor de janelas que se abram, mas suficientemente estafado para já não soprar o ar condicionado. 

A sua recomendação, na emergência: os portugueses que evitem viajar de comboio nas horas de calor... Pouco antes, um Alfa parara em Pombal e descarregara os passageiros, doentes, desidratados, indignados.

O Ministro é uma nulidade: primeiro, ainda não percebeu que a única solução ideal do nosso problema aeronáutico está no Mar da Palha e no regresso aos hidroaviões; segundo, que os Alfas brancos, encarnados e azuis já só tropeçam, falta-lhes o folego ainda a viajem está no princípio (o leitor depois não diga que não avisei...) e os da segunda geração, os cinzentos, talvez escapem, se devidamente reparados nas oficinas de Contumil ou do Entroncamento.

Não há dinheiro? Então é diabo! O cancro socialista já metastizou... 

Pedros Nunos, Johnsons e outros que tal

por João-Afonso Machado, em 08.07.22

Foi talvez um dos mais despenteados primeiro-ministros da História contemporânea. Mas não é por aí... Portugal conheceu um, todo arranjadinho e abrilhantinado, que era louco; o outro, vestindo ao custo de milhares de euros, que se lambuzou todo com uma fortuna ainda não explicada. O traço comum do trio - foram todos borda fora, de um ou outro modo.

E está aí o aspecto que importa e nos distingue pela negativa. No caso de Boris Johnson, o que está na ordem do dia, à parte os protestos da Oposição, quem realmente contrariou a sua teimosia foi o seu próprio partido. Através da demissão em massa de membros do seu Governo ou pela atitude adoptada pelos deputados conservadores. O despenteado Boris não teve como dizer não face à repulsa manifestada pelos seus pares.

Por cá... (Haverá quem nos leve a sério além fronteiras?) Por cá, um ministro aeronauta resolve sozinho construir dois aeroportos de uma assentada, despacha nesse sentido, é desautorizado pelo seu 1º, não se demite que o Poder sabe bem e ainda se vangloria perante os jornalistas, não é «fragilizável»!

É claro, há mais. Enquanto o nosso Marcelo vai senilizando e caindo no absoluto ridículo, no UK Elizabeth II, com os seus 96 anos, mantem a lucidez, não tira selfies, não é desconvidada por um flibusteiro sertanejo nem intervem - não é suposto - nas questões políticas.

É suposto apenas reinar, ser acarinhada pelo seu povo e mantê-lo no seu lugar na História, sempre fiel à bandeira do Reino.

 

Concepção e confusão

por João-Afonso Machado, em 30.06.22

A propósito da polémica decisão do Supremo Tribunal americano acerca da interrupção voluntária da gravidez, tenho lido e ouvido, ultimamente, um tipo de argumentação contestária para mim novidade e, afinal, demonstrativa do que é (o estado de espírito pró) realmente.

O fraseado e as imagens já só proclamam qualquer coisa como «a lei não manda no nosso corpo» (entenda-se, no das mulheres).

Aquando, porém, da discussão do tema em Portugal, os partidos e organizações similares centravam-se na questão, mais material, de condenar os nascituros a uma vida miserável, esfomeada, sem condições educacionais. Abortar - para fugirmos a eufemismos - era poupar uma criança à miséria e ao descalabro.

Dizia eu, então, - falamos agora mais sinceramente do egoísmo de uma mulher/mãe e da negação da sua vontade de o ser.

Como em tudo, manda o Direito Positivo, manda o legislador, manda a maioria ou a demagogia. Mas, ainda no seguimento dos iniciais argumentos (aliás, escritos e, por isso, irrebatíveis), muito se debateu acerca do momento considerado o do início da vida humana. Para aquém, o aborto seria lícito, para além já não.

É claro, depois fomos percebendo, o prazo limite fixou-se nas 8 semanas, depois nas 12... O ser humano cada vez nascia mais tarde. No maior dos desplantes, acrescente-se, tendo em conta a protecção que aos nascituros prevê o Código Civil, nesta matéria nunca alterado.

Do que sei do célebre aresto americano, a legislação sobre a interrupção voluntária da gravidez será atribuída à vontade deliberativa os diferentes estados da Federação, ou seja, a agitação social disseminar-se-á por 50 estrelinhas desses imensos EUA.

Por cá, não há ainda alterações quaisquer. Mas é óbvia a barulheira que descerá às ruas. De 8 para 12 semanas, o nosso PS, se farejar o voto, não hesitará em saltar de mais tantas para tantas. Não em nome do futuro dos nascituros e da sociedade (esses seriam os argumentos de Hitler, Mengele, Estaline ou Mao) mas, mais liberalmente, dos direitos da mulher. Estamos ditos.

Salvo num aspecto em que critico a Igreja Católica (da qual sou membro), mais as suas vigílias, velinhas e orações no escadório de S. Bento. Há que discutir a questão com base na Ciência e no Direito. Se a vida humana começa com a concepção, a morte de um nascituro constitui um facto ilícito; mas se a menina rica se excedeu com o namorado e tem dinheiro para abortar - no uso dos seus direitos de mulher - a senhora pobre, pobríssima, que assim age não atinge o mesmo grau de culpa. Decerto atinge nenhum. E um crime resulta sempre da valoração destes dois elementos: o objectivo (a ilicitude) e o subjectivo (a culpa).

Faça-se justiça!

A temida Marta

por João-Afonso Machado, em 14.06.22

Terrível!  Sobreviveu à crise pandémica e está aí igualzinha ao mais perfeito socialista. Com as suas infindas promessas. Os médicos escasseiam, os Serviços fecham à míngua de pessoal, estafados, mas nada se passa.

Só o mundo partidocrata levanta a voz, à esquerda e à direita. Os portugueses têm esse péssimo hábito de se manifestarem apenas quando o mal lhes bate ao ferrolho e a Obstrectícia (o fenómeno actual) não é tema de todos nem de todos os dias.

Mas subsiste a verdade: o Estado socialista é, afinal, o grande inimigo do SNS que sacrifica por diversas razões. Seja porque o rigor orçamental é mais importante, seja porque tudo vai bem em Belém e com um sorriso de Costa e uma promessa - de promessa em promessa... - assim os socialistas caminham galopantes para um hoje como ontem, reformas são comissões e atalhos para mais gente no aparelho e a mesma ineficácia de sempre.

Sendo simples a questão: faltam médicos porque o SNS, pobre, paupérrimo, não lhes dá emprego. A opção de quem necessita trabalhar - neste caso, os médicos - direcciona-se para hospitais e clínicas particulares, dentro ou fora de portas. A propaganda faz o resto: a culpa é dos privados - porque pagam mais. Como se os trabalhadores da Saúde não tivessem a sua vida também.

Em suma, este é o Estado republicano, socialista e laico que remunera regiamente os seus apaniguados e subservientes e pede aos médicos perfilhem os caminhos de S. Francisco de Assis.

E os médicos respondem-lhe com as armas do dito S. Francisco. E nós, cidadãos, lá vamos padecendo.

Comemorações, museus e outras republicanices...

por João-Afonso Machado, em 02.06.22

... Já alguém se lembrou de comparar a adesão ou o entusiasmo popular nos festejos do centenário da República portuguesa e nos 70 anos de reinado de Isabel II?

Em 2010, a 5 de Outubro (data do Tratado de Zamora, no qual foi reconhecido o reino de Portugal pelos demais da Peninsula), nós monárquicos, em Guimarães, fomos muito mais em número e espontaneidade do que em Lisboa os tristes do Poder, discursando sobre a herança de Afonso Costa.

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Como se não bastasse, o novo museu em Lisboa. Com inauguração agora, quase diria, a distraír atenções postas no exito da Monarquia britânica. Um museu montado pela República a cavalo dos símbolos e preciosidades da nossa Coroa. Com Marcelo Bitaites a perorar sobre a Pátria, esquecendo a nossa identidade e cultura, as nossas tradições - a Nação de Portugal.

Onde o capelo e a barretina académicas de Bernardino, ou as charlateiras do Almirante Reis, onde o contributo deste regime para o brilho do novo museu?

Vou voltar à televisão. Talvez os periquitos especialistas em "isabelismo" já se tenham calado na sua gaiola... E  parado de trocar os coches em que se desloca a Família Real por "charretes"...

 

 

Hoje, eleição no PSD

por João-Afonso Machado, em 28.05.22

É nada que me diga respeito. Social-democrata, sim, mas sem partido, absolutamente dono da minha liberdade. No entanto, não andando por aí o meu amigo Tino de Rans, é ao PSD que confio o meu voto normalmente. Segui, por isso, a "campanha eleitoral" com algum interesse.

Acresce, gostaria de vê-lo uma força política capaz de ombrear com os socialistas e, se possivel, acabar com essa central de negócios e restaurar a democracia.

Mas não sei se lá chegaremos. De Luís Montenegro, nada mais poderemos aspirar senão a uma retórica mais contundente no Parlamento. Acrescem as suas conotações com a Maçonaria, algo que (entre muitas outras considerações em que não me alongo) o aproxima demasiado da dita central de negócios.

Jorge Moreira da Silva é um rapaz novo (aliás, um famalicense, e só isso já conta) dotado de conhecimentos muito mais profundos no domínio do Ambiente - hoje fundamentais - com experiência ministerial e uma seriedade e serenidade sem dúvida convenientes. Deixou, em definitivo, o seu alto cargo na OCDE, por troca com esta incógnita partidária que merece vencer.

Mas ambos incorreram no mesmo erro de se acharem necessitados de carimbar o seu passaporte democrático demarcando-se do Chega. Que nos interessa o Chega, um partido de contestação somente, agora com oportunidade de dizer umas verdades e umas alarvidades na AR? O Chega é inofensivo, a Esquerda e até a menina Sousa Real (e a suas menstruais preocupações) não são. Por um Portugal a sério, sejam sociais-democratas e vejam lá se chegam ao Governo enfim!

Cabrita à solta

por João-Afonso Machado, em 11.05.22

É notícia fresca, o MP - em tempo record!, finalmente, e decerto só por coincidência, - arquivou o inquérito aberto ao ex-ministro Eduardo Cabrita por causa do acidente que vitimou um trabalhador na A6. A aguentar-se ao balanço, sozinho, ficou o seu motorista.

Estranhíssimo. Dos meus poucos conhecimentos jurídicos, creio ter presente, pelos actos do comissário no exercício das suas funções é também responsável o comitente - neste caso Cabrita, que ainda por cima ia com pressa, agarrado a uns papeis que já devia ter lido, e que, na versão inicial, terá dito ao motorista para carregar no acelerador.

Acresce, indo pelo senso comum, por aquilo para que o Direito tem uma expressão - o "procedimento de um bom pai de família" (pessoa normalmente diligente) - que interessava ao motorista correr riscos inúteis, se a pressa não era dele ou não lhe foi comunicada pressa alguma? Para quê a velocidade excessiva, se podia seguir apenas tranquilamente?

E, tendo já sido afirmado que apressado estava Cabrita, com base em quê e em quem afastar a hipótese da ordem ilegitima que deu para "levantar voo".

Como disse, foi um inquérito aberto e tapado à velocidade a que o carro de Cabrita seguia... E não sei porquê, acabam de me acorrer ao espírito os nomes peregrinos de Pedroso e Ferro. Termino, já incomodado com estes fantasmas que não nos largam. 

Objectivo Marrocos

por João-Afonso Machado, em 07.05.22

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- É altura de avançar! - exclamou o nosso Presidente - É agora ou nunca! - E minunciou a sua visão de estadista - Temos a nascente uma monarquia; a poente o oceano, o reino dos thalassas, monárquicos que são, e na extremidade sul outra Coroa, a de Marrocos. Estamos cercados e a culpa é dos EUA, da NATO e da UE que nos roubam o nosso espaço vital!

Os conselheiros entreolharam-se, temerosos, e o Presidente prosseguiu - De caminho, restauram a Realeza nesta nossa ético-República! Defendamo-nos! A Espanha é aliada da NATO e dos EUA, o oceano um domínio dos pescadores do arrasto espanhois, resta-nos a salvaguarda por Marrocos. Quero todos os Portas-submarinos em acção, prontos a lançar mísseis sobre Ceuta, e as forças terrestres entrando por Ayamonte, que os separatistas andaluzes fecham os olhos!

O Presidente vislumbrava já os gloriosos Rebelos e Sousas de outrora, façanhudos comparsas da Ínclita Geração nos primórdios da Epopeia. Não, decididamente a ético-República não seria absorvida, não se renderia.

- Em uma semana a mouraria fugirá para o deserto e Rabat será nossa vassala. Jamais nos deixaremos enforcar nesta corda que nos puseram ao pescoço. E vamos a isso - now!!! - que na segunda-feira o preço do combustível aumenta!

- Presidente - um mais afoito alvitrou - e sob que pretexto? - Ora, todos sabem, Marrocos é o valhacouto dos nazis do Chega! - Mas o Chega está aqui connosco, dizendo que sim... - Então´- foi a resposta final de S. Ex.cia - salvemos Portugal dos monárquicos divisionistas que tão mal fazem à Nação!

O 1º de Maio, o Dia da Sardinha

por João-Afonso Machado, em 01.05.22

Interpreto o facto como um sinal de maturidade dos portugueses: a despolitização dos festejos do Dia da Trabalhador. Que ele exista, que seja feriado, pois porque não? Mas porquê a CGTP "obrigar" os seus filiados a massacrarem-se em manifestações, palavras de ordem, timpanos perfurados por megafones.

Por isso, os meus parabéns aos nossos trabalhadores, cada vez mais autónomos. Lisboa, Porto, Coimbra, tudo uma ténue imagem dos tempos antigos das "jornadas de luta". E como bem disse um entrevistado pela televisão na Capital, no Marquês - «viemos até aqui conviver. Está bom tempo, trouxemos os filhos, hoje é o primeiro dia em que se pode comer sardinha»...

E toca a embrulhar uma lasca dela numa fatia de broa! Na relva, a manta posta, os pasteis de bacalhau, o garrafãozito. Assim, sim!

Depois foi o pitoresco episódio do Secretário-geral Adjunto do PS, acompanhado do Sr. Marques Lopes (???) se aproximar da Secretária-geral da CGTP para uma troca de cumprimentos. Levou sopas - «Pois, obrigado, retribuo, mas estamos para lutar por...» - E toca a desbobinar direitos laborais. Houve réplica, tréplica e quádruplica, mais ainda um articulado superveniente nessa longa e maçadora audiência.

Voltando às sardinhas, o povo "saiu à rua" também para festejar as Mães, o Sol e o fim das restricções anti-covid. Contas feitas, tudo apontando um resultado ligeiramente superior a 2 (=Camarinha+Jerónimo). Apesar da crise, caminhamos para a normalidade humana e sem esta, aquela "jamais será vencida"...

Do inconcebível

por João-Afonso Machado, em 18.04.22

A Esquerda jamais deixará de me surpreender! Mais não seja por um saudosismo seu que, inumada a URSS, ainda a Mãe Rússia lhe fala ao coração. É um modo de dizer: o demónio continua a habitar nos EUA, e os EUA são - embora não sejam - a NATO.

Daí teorias de alto teor criativo como a da inculpação do presidente ucraniano Zelensky no conflito que matou o covid (televisivamente falando).

Tudo porque Zelensky tem a audácia de andar pelo mundo livre denunciando ataques mortíferos, cidade destruídas e civis sacrificados. Estivesse Zelensky caladinho e a guerra (perdão: a intervenção militar russa) cessaria rapidamente.

Não se imagina forma mais artificiosa de dizer a rendição da Ucrânia acarretaria menos perda de vidas. Ou então: o apoio ocidental a um País soberano invadido (perdão, outra vez: intervencionado) é a causa desse desvastador efeito.

No mais, a Rússia agiu mal (cautela preambular do discurso comunista...) mas não é culpada de os ucranianos não se quererem render. Extraordinário! E porque os ucranianos não se rendem e pedem apoio às democracias... aí está o flagelo que eles próprios provocam.

A Esquerda só não percebeu: as gerações mais novas da Europa (que é o continente nesta questão principal) acordaram. Mobilizaram-se e solidarizaram-se. Querem ir para a Roménia, para a Polónia, querem dar apoio. Estão outra vez dentro da política. E o imperialismo russo (nazoide ou comunistoide, não interessa) vai perder. A Esquerda também. E a mártir Ucrânia virá ao cimo outra vez.

Oh Santos!, oh Silva!

por João-Afonso Machado, em 30.03.22

Caiu muito mal o discurso de tomada de posse do novo Presidente da Assembleia da República. Conquanto fosse previsivel, num regime fracturante como é o republicano.

Mas vamos admitir que Augusto Santos Silva, devido a um eventual excesso de cansaço, se confundiu e fez uso da palavra como se de uma aula de apresentação se tratasse, enunciando o seu programa lectivo. No qual o professor traçou logo as linhas por que a turma teria de se pautar - em obediência ao seu pensamento, às suas imposições e ao respeito devido aos rigores presenciais e à pontualidade depois do toque da campaínha no final do recreio. Bem como aos limites impostos às opiniões dos discentes.

O tema: o ódio vs. a liberdade; o patriotismo como contraponto do nacionalismo, num mero aparato ideológico-conceptual. Porquê? Para quê? Estigmatizando quem?

Preconceituosamente, sem dúvida. Mas atingindo o seu objectivo, ou não fosse o pateta do André Ventura enfiar o garruço e logo reagir. A legislatura augura do melhor...

Parlamentarices

por João-Afonso Machado, em 29.03.22

Augusto Santos Silva acaba de ser eleito Presidente da Assembleia da República. Ficou para a história o duplo mandato mais descochavado do aludido cargo, permanentemente escorregando cadeira abaixo, o de Ferro Rodrigues.

Sucede-lhe alguém mais hirto, fisionomicamente um misto de Himmler e de Beria, um político que se deliciava a «malhar na Direita». Palavras suas, de Santos Silva.

Oxalá confira dignidade à sua função que é, apenas, a da segunda figura do Estado. Não sou de superstições mas o facto é as coisas começaram mal. Erros na votaçao, repetição desta, listas de deputados com os nome a não baterem certo. Gargalhadas no hemiciclo, os parlamentares da República riam-se de si mesmo, da sua inoperância e dos seus serviços.

E a dita, empedernida e com o seu sempiterno barrete frígio na cabeça, a esfera armilar na mão como qualquer jogadora de bowling, ali quieta, calada, velhota e completamente incapaz de dar respostas à Nação.

(Voltemos à televisão, que a tarde promete e há momentos de menor masoquismo.)

Não, não sou do Chega, mas...

por João-Afonso Machado, em 21.03.22

Nos meus 30 anos, no Porto, vi-me envolvido numa sarrafusca, madrugada alta, com os "seguranças" de uma boite. Nada recordo, a coisa terá começado com um meu amigo e sobrou para mim. De que maneira! - fractura e hematoma cranianos, braço duplamente partido, cabeça suturada, etc. etc. O neurologista que me acompanhou, quando lhe disse (na manhã seguinte) queria ir para casa, redarguiu - Você fica aqui muito quietinho que por muito menos morreu o Joaquim Agostinho - E o meu Pai, entretanto chamado, pediu-lhe comedimento, ainda me matava da cura...

Foi uma semana de quietude total, a que se seguiu uma longa convalescença. Como disse, de nada me lembrava. Os meus amigos calados, amedrontados. À falta de outros meios apresentei no MP queixa contra incertos. Obviamente arquivada.

Duas décadas volvidas vim a saber o nome do principal autor da proeza, pela boca desses meus parceiros. Motivo: ele morrera entretanto, no quadro das batalhas entre gangues que dominavam a "noite" portuense (os "Pidás"...). Então eu já podia conhecer o episódio, o perigo jazia debaixo de terra...

Tudo a propósito dos quatro agentes da PSP sovados recentemente em Lisboa. Um deles (notícia de há pouco) morreu. E os agressores - algus, pelo menos, - eram fuzileiros navais.

Uma vida que se perdeu apenas porque, não estando fardado, resolveu cumprir o regulamento e intervir e sanar uma rixa... Poderia ter feito (e estar agora com os seus...) vista grossa e os da contenda que se amanhassem entre si.

Tudo revolta. É claro, vai proceder-se a averiguações. Preponderará o medo? O compadrio? Ou criar-se-à mais uma comissão de inquérito?

Putin vai à guerra

por João-Afonso Machado, em 14.03.22

De fonte muito abalizada, ouvi um historial que remonta aos tempos de Bill Clinton e de Boris Yeltsin: este, no sufôco económico da nova Rússia, teria pedido aquele 4 biliões de dólares para os alfinetes da Pátria-Mãe. Isto assim por alto, claro. A contrapartida, segundo exigiu o anuente presidente dos EUA, seria o assentimento do interlocutor quanto a bases militares da NATO na Polónia, na Roménia...

Veio Putin. E as ditas bases passaram a incomodá-lo. Sentiu perto de si, demasiadamente perto, os mísseis direccionados a Moscovo. E o neutral intervalo da Ucrânia não o tranquilizou. Daí a invasão.

Pois nada digo em contrário dos factos apresentados. Sigo antes pelo caminho da lógica pura. Desde logo porque, uma de duas: ou a Ucrânia continua neutral (caso em que bem a podiam deixar em paz), ou Putin quer trazê-la para a sua esfera, pôr cobro à sua neutralidade e ripostar com bases militares russas no território daquele país dito soberano.

Poderão conjecturar-se soluções intermédias, e para isso abundam os "analistas". A Diplomacia foi (e continua a ser) uma arte capaz de pôr termo às invasões napoleónicas em Portugal, declarando a República Francesa perdedora mas consentindo fossem levados cá da nossa terra os valiosíssimos despojos pilhados Nação fora... Ou de, no Tratado de Versalhes, nos dar o lugar de um País de terceira (em que, por acaso, a República nos transformou) sem vontade nem voz.

Por isso, antecipo desesperançadamente os resultados de quaisquer negociações desse tipo. Eu nem atribuo apanágios ideológicos a Putin. Sei apenas que foi figura grada no KGB e há vícios e adições que jamais se perdem.



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