Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
JOSEPH WISEMAN
Certos actores ficam-nos na memória por um só papel. É um papel de tal forma marcante que jamais esquecemos o seu desempenho. Aconteceu-me com Joseph Wiseman quando o vi numa fita de cinco estrelas: Viva Zapata! (1952). É um dos melhores filmes políticos de todos os tempos, dirigido por Elia Kazan, um homem de esquerda que não tardaria a renegar os seus ideais colaborando na vergonhosa "caça às bruxas" do senador McCarthy. Neste filme, desempenhava o papel de Fernando Aguirre, o radical de serviço, fiel à cartilha ideológica, em contraponto ao aventureirismo sem bússola de Zapata (interpretado por Marlon Brando). O confronto entre ambos é um dos pontos culminantes desta película que tem tantos momentos memoráveis.
Voltei a vê-lo noutro filme que fez história por outros motivos: o Bond inaugural, em que fazia literalmente de mau da fita. Era o célebre Dr. No, o primeiro vilão desta série que continua viva e de boa saúde financeira quase meio século depois. E não deixa de ser irónico que este excelente actor de teatro acabasse por ficar famoso sobretudo por um papel mais próprio da banda desenhada do que da Sétima Arte. Ironias da indústria cinematográfica...
Tem 90 anos (nasceu a 15 de Maio de 1918)
JERRY LEWIS
PERNELL ROBERTS
Adão foi o primeiro homem. Adam foi o filho mais velho de Ben Cartwright. Quem? - perguntarão os leitores mais jovens. O patriarca de Bonanza, a míria série televisiva que chegou a fazer parar milhões de espectadores na América e no mundo. Fala-se hoje tanto em séries de culto: esta talvez tenha sido a pioneira.
Como tantas outras crianças desses tempos da TV a preto e branco, tornei-me um apaixonado espectador de Bonanza. Memorizei cada segundo do genérico da série, com o mapa da região de Virginia City, no Nevada, a rasgar-se dando lugar a quatro cavaleiros a galope, vindos de algures na nossa direcção, acompanhados pelo inesquecível tema musical composto por David Rose. Um desses cavaleiros, que geralmente vestia de negro, era Pernell Roberts, o intérprete de Adam Cartwright. Os outros eram Lorne Greene (Ben), Don Blocker (Hoss Cartwright) e Michael Landon (Little Joe Cartwright, o Joe Pequeno).
Um dia, os quatro cavaleiros passaram a ser só três: Pernell Roberts abandonou a série. Nunca percebi bem porquê. A família Cartwright ficou reduzida ao patriarca, ao filho gordo e ao benjamim. Até que a súbita morte de Don Blocker pôs fim à série e as tardes de sábado não voltaram a ser as mesmas.
Depois morreram Greene e Landon. Só Pernell, o primeiro a sair do ecrã, foi perdurando nos labirintos da vida. Era o mais calmo e ponderado dos filhos de Ben. Ainda hoje estou para saber o que o levou a deixar de galopar.
Tem 80 anos (nasceu a 18 de Maio de 1928).
ELEANOR PARKER
Vi-a num filme centrado numa prisão de mulheres e jamais esqueci a intensidade da representação desta actriz filha de um professor de matemática que começou a trabalhar aos 18 anos para a Warner Brothers. Era a época áurea do cinema. Nos anos 40, ela surgiu na tela ao lado de Errol Flynn em Todos Morreram Calçados (Raoul Walsh, 1941) e Paul Henreid em Servidão Humana (Edmund Goulding, 1946). Mas foi nos anos 50 que a estrela dela mais brilhou. Ao lado de Kirk Douglas na fabulosa História de um Detective (William Wyler, 1951) e Frank Sinatra em O Homem do Braço de Ouro, entre outras obras-primas. Voltei a vê-la noutras fitas de outros anos, como a ubíqua Música no Coração (Robert Wise, 1965). Mas são as interpretações dela na década de 50 - a melhor de sempre da Sétima Arte - que guardo acima de tudo na memória. Reveja-se o tal filme sobre mulheres aprisionadas. Chama-se Caged, foi rodado por John Cromwell em 1950: não esquecemos um desempenho como o de Eleanor Parker, nome grande do cinema que Hollywood nunca devidamente recompensou.
Tem 86 anos (nasceu a 26 de Junho de 1922).
ELI WALLACH
Actor secundário? Que é isso de actor secundário? Há bons e maus actores, ponto. Este é um dos maiores: entrou num impressionante número de obras-primas do cinema, irradiando na tela o talento forjado nas tábuas teatrais e no curso com Lee Strasberg no Actors Studio. Fez uma parceria antológica com Karl Malden em A Voz do Desejo (Elia Kazan, 1956). Contracenou com Gable, Clift e Marilyn em Os Inadaptados (John Huston, 1961). Teve um papel memorável em O Padrinho III (Francis Ford Coppola, 1990). Participou no fabuloso Mystic River (Clint Eastwood, 2003). Surgiu em westerns inesquecíveis: Os Sete Magníficos (Sturges, 1960), A Conquista do Oeste (Ford-Hathaway-Marshall, 1962), O Bom, o Mau e o Vilão (Leone, 1966), O Ouro de McKenna (Thompson, 1969). Trabalhou com Henry Fonda, John Wayne, Audrey Hepburn, Gregory Peck, Jeanne Moreau, Peter O'Toole, Steve McQueen, Al Pacino e tantos outros. Passou há muito a idade da reforma, sempre em actividade - um grande actor jamais sai de cena. E ele é um grande actor, um dos maiores. Não lhe chamem secundário.
Tem 93 anos (nasceu a 7 de Dezembro de 1915).
JANE RUSSELL
Os homens preferem as louras? Eu, quando vi o filme que mais contribuiu para a popularidade de Marilyn Monroe junto do público americano, só tinha olhos para a outra. A morena Jane Russell era a amiga da dumb blonde nessa fita genial de Howard Hawks em que ambas juravam, cantando, que o diamante é o melhor amigo de qualquer mulher. Não havia código moral em Hollywood que resistisse: cada cena em que ela entrava tinha uma óbvia carga erótica que as entrelinhas da época só acentuavam. "A kiss on the hand may be quite continental, / but diamonds are a girl's best friend."
Já fora assim contracenando com Robert Mitchum em Macau, um dos mais insólitos filmes negros de todos os tempos. Deram-lhe outros papéis meritórios - por exemplo, em The Paleface, um western divertidíssimo ao lado de Bob Hope, e The Tall Men, um western 'sério' com Clark Gable. Mas o papel da vida dela será sempre aquele em que desce uma escadaria e consegue ofuscar a gloriosa Marilyn. Poucas mulheres se puderam gabar do mesmo.
Tem 87 anos (nasceu a 21 de Junho de 1921)
SIDNEY POITIER
Muito antes de os EUA sonharem sequer que teriam um presidente mestiço, um actor negro nascido nas Bahamas conseguiu uma proeza impressionante: um Óscar de Hollywood pelo melhor desempenho masculino em Lírios do Campo (1963). Precisamente no ano em que Martin Luther King fazia um dos mais belos discursos de todos os tempos, declarando em Washington que sonhava com um mundo onde os homens não pudessem ser julgados pela cor da pele.
Sidney Poitier estava então para o cinema como Barack Obama está hoje para a política. Impôs-se desde muito jovem em filmes como No Way Out (Joseph L. Mankiewicz, 1950), Sementes de Violência (Richard Brooks, 1955) e Um Homem tem Dez Metros de Altura (Martin Ritt, 1957). Contracenou com Paul Newman, Tony Curtis, Glenn Ford, Richard Widmark - todas as vedetas da época. E continuou a romper barreiras raciais em filmes como Adivinha Quem Vem Jantar e No Calor da Noite, ambos de 1967. Neste, ficou célebre uma réplica sua a Rod Steiger, que fazia de polícia racista: "Chamam-me Mister Tibbs." Uma das frases mais memoráveis do cinema, pronunciadas pelo senhor Poitier. Antes dele, os negros em Hollywood apenas podiam ser mordomos, porteiros de hotel ou pianistas de bar. Depois dele, puderam ser tudo.
Nasceu a 20 de Fevereiro de 1927 (tem 81 anos).
FARLEY GRANGER
Alfred Hitchcock descobriu nele um toque de vulnerabilidade que o tornava ideal para algumas das suas personagens mais emblemáticas, sempre divididas no plano moral. Foi assim que protagonizou o primeiro filme a cores do grande mestre do suspense: A Corda (1948). Seria ainda moralmente mais ambivalente em O Desconhecido do Norte-Expresso (1951), obra-prima de Hitchcock, baseada na novela homónima de Patricia Highsmith e um dos títulos dominantes do cinema negro americano. Vimo-lo noutros filmes inesquecíveis que são hoje património universal da Sétima Arte. Cathy O'Donnell apaixonou-se por ele em Os Filhos da Noite (Nicholas Ray, 1949). O mesmo viria a acontecer com Alida Valli em Sentimento (Luchino Visconti, 1954) e Joan Collins em A Rapariga do Baloiço Vermelho (Richard Fleischer, 1955). Amores de perdição: ele não era de fiar, tanto nas malhas do crime como nas teias do coração.
Nasceu a 1 de Julho de 1925 (tem 83 anos).
MILU
Não tivemos em Portugal nenhuma star que se equiparasse às estrelas de Hollywood. Mas houve alguém que andou lá muito perto: Milu. A nossa Milu, que irradiou beleza numa série de filmes na altura depreciados pela crítica da especialidade e que hoje são um sucesso renovado de público: O Costa do Castelo, A Menina da Rádio, O Leão da Estrela, O Grande Elias.
Conhecia-a, miúdo ainda, ao mesmo tempo que conheci Ingrid Bergman, Ava Gardner, Rita Hayworth, Sophia Loren e tantas outras divas da Sétima Arte. E sempre tive o sonho de a entrevistar, o que nunca aconteceu. Fui-a vendo em fitas de outras épocas, passada já a era de ouro - Vidas sem Rumo e Dois Dias no Paraíso, por exemplo. Naquele rosto, naquela prodigiosa fotogenia, perpassava a magia do cinema. Achei comovente, embora insuficiente, a homenagem que José Fonseca e Costa lhe fez em Kilas, o Mau da Fita. Depois, os projectores apagaram-se.
Onde andas tu, Milu? Queria ouvir-te, uma vez mais, cantar a "Minha Casinha". Como se toda a cronologia tivesse ficado suspensa e ao teu rosto voltasse a assomar aquela beleza antiga que me fazia suspender a respiração.
Nasceu a 24 de Abril de 1926 (tem 82 anos).
JENNIFER JONES
Morena, voluptuosa, sensual: não havia nenhuma igual a ela em Hollywood.
Enfeitiçou Gregory Peck em Duelo ao Sol (1946), Charles Boyer em Cluny Brown (1946), Joseph Cotten em O Retrato de Jennie (1948), John Garfield em Os Insurrectos (1949), James Mason em Madame Bovary (1949), Laurence Olivier em Entre Duas Lágrimas (1952), Charlton Heston em A Fúria do Desejo (1952), Montgomery Clift em Stazione Termini (1953), Humphrey Bogart em O Tesouro de África (1954), William Holden em A Colina da Saudade (1955).
Enfeitiçou-nos a todos, filme após filme. What happened to her? Sinto saudades dela. E quando a revejo numa antiga película, a saudade aperta ainda mais.
Nasceu em 2 de Março de 1919 (tem 89 anos).
JULIE HARRIS
Certas actrizes ficam-nos na memória por um único filme. É o caso dela, heroína trágica, dorida, dolorida, ao lado de James Dean no inesquecível A Leste do Paraíso, de Kazan. Consta que na vida real teve também uma grande paixão pelo malogrado actor. Não retribuída, pois é sabido que a vida imita a arte tanto como a arte imita a vida.
Vi-a muito depois, ao lado de Marlon Brando, no também fabuloso Reflexos num Olho Dourado, de John Huston. Mas já não era a mesma. Aos olhos dos cinéfilos, ela permanecerá para sempre a leste do paraíso.
Nasceu a 2 de Dezembro de 1925 (tem 82 anos).
JEANNE MOREAU
Há caras que não nos enganam. Ela tem uma dessas caras. Os olhos magoados, a boca sensual, o lábio inferior ligeiramente descaído, dando-lhe um ar de amuo permanente. A cara, tão expressiva, fez a aura desta actriz - uma das maiores estrelas de sempre do cinema francês. Vimo-la nesse fabuloso noir de Louis Malle que se intitulou Ascenseur pour l'Échafaud (1957), ao som de Miles Davis. Ou, de novo dirigida por Malle, imortalizada em Os Amantes (1958). Ou, no mais singular dos triângulos amorosos, em Jules e Jim (1961), de Truffaut. Ou na excelente versão do Diário de uma Criada de Quarto, de Buñuel (1964). Ou, ao lado de Brigitte Bardot, em Viva Maria, ainda de Malle (1965). E em tantos outros filmes que lhe fizeram perdurar o inigualável rosto com que todas as câmaras pareciam querer fazer amor.
Nasceu a 28 de Janeiro de 1928 (tem 80 anos)
DORIS DAY
Recordo-me dela em longínquas matinés de domingo, sorriso contagiante nos lábios, irradiando alegria de viver numa porção de musicais - durante muito tempo, enquanto existiu, o meu género cinematográfico preferido. Vi-a em filmes de David Butler, Roy del Ruth, George Sidney. Cantando, dançando, exibindo uma vitalidade rara nesses anos dourados da era Eisenhower de que muitos, bastante mais tarde, viriam a sentir uma irreprimível nostalgia.
Ela é a imagem personificada da nostalgia. Talvez por isso tantos cineastas contemporâneos lhe rendam homenagem - a começar por Pedro Almodóvar. Talvez por isso, as suas canções regressem ciclicamente aos patamares da moda - de Secret Love (galardoada com Óscar, do filme Diabruras de Jane, realizado por Butler em 1953) a Que Sera Sera (outro Óscar, desta vez sob a direcção de Hitchcock, no filme O Homem que Sabia Demais, de 1956).
Que sera, sera / Whatever will be, will be / The future's not ours to see...
Nasceu a 3 de Abril de 1924 (tem 84 anos)
KARL MALDEN
Os grandes actores nunca passam de moda. Ele foi - ele é - um grande actor. Da melhor fornada do teatro e do cinema americanos, dirigido por um homem que se distinguiu nos dois géneros artísticos: Elia Kazan. Ganhou um Óscar em Um Eléctrico Chamado Desejo, de cujo elenco original é o único sobrevivente. Com Kazan, trabalhou em Há Lodo no Cais (1954) e A Voz do Desejo (1956). Filmou também com John Ford, Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Henry Hathaway, King Vidor, John Frankenheimer. Ao lado de James Cagney, Gary Cooper, John Wayne, Gregory Peck, Marlon Branco, Burt Lancaster e Montgomery Clift. Fez de general Omar Bradley no fabuloso Patton, de Franklin Schaffner (1970). Dele se pode dizer que nunca teve um mau desempenho nem associou o nome a um mau filme.
É um dos maiores elogios que se pode fazer a um actor. Em qualquer tempo, em qualquer lugar.
Nasceu a 22 de Março de 1912 (tem 96 anos)
EVA MARIE SAINT
Era uma daquelas louras "frígidas" que Hitchcock tanto gostava de evocar e de enaltecer como exemplo supremo de diva do cinema. E foi precisamente com o mestre britânico que fez um dos seus melhores filmes: Intriga Internacional (1959), ao lado de Cary Grant - película que acaba, sugestivamente, com um longo beijo enquanto o comboio em que viajam entra num túnel a alta velocidade...
Mas o filme dela que mais me tocou foi Há Lodo no Cais (1954), de Elia Kazan. Aqui não é vamp, longe disso: é uma mulher frágil, quase etérea, de olhar triste e magoado, pertencente à classe trabalhadora. Anda ali, pelos tristes terraços de Hoboken, em busca de um sentido para a vida. Que parece encontrar, sabe-se lá porquê, ao tropeçar em Marlon Brando.
(Raros Óscares foram tão merecidos como o que ela ganhou neste filme.)
Eva, a primeira mulher. Símbolo de todas as mulheres no cais de Kazan - um dos melhores desempenhos femininos da história do cinema. Daqueles que jamais passam de moda. E até eu, que prefiro morenas, dei por mim a gostar de louras.
Nasceu a 4 de Julho de 1924 (tem 84 anos).
LAUREN BACALL
"Se precisares de mim, é só assobiares."
Bastou-lhe esta frase, dita a Humphrey Bogart, para lhe valer uma entrada directa na história do cinema. O filme era Ter ou Não Ter, de Howard Hawks (1945). Logo vieram outros: À Beira do Abismo (1946), Prisioneiro do Passado (1947), Paixões em Fúria (1948). Ela continuava a fitar Bogie com aquele jeito único de baixar a cabeça e levantar os olhos, como se fosse muito tímida. Sempre enigmática, de uma beleza fora dos padrões convencionais, dotada de uma prodigiosa fotogenia.
Fez inúmeros filmes em mais de seis décadas de carreira. Mas nenhuma frase dela nos marcou tanto como aquela inicial. Assobiamos. Para que volte sempre.
Nasceu a 16 de Setembro de 1924 (faz amanhã 84 anos).
MAUREEN O'HARA
A irlandesa fogosa que seduziu dois dos maiores mestres do cinema, Ford e Hitchcock, materializou-se de filme em filme como uma singular força da natureza. Hitch deu-lhe o estrelato em A Pousada Jamaica (1939), última longa-metragem que rodou em Inglaterra antes de rumar a Hollywood. Ford imortalizou-a numa sucessão de obras-primas, com destaque para O Vale Era Verde (1941) e O Homem Tranquilo (1952). Nesta última película, repleta de cenas memoráveis, nenhuma se sobrepõe à do longo beijo que lhe rouba um John Wayne totalmente arrebatado por esta ruiva que não se vergava a homem nenhum.
Arrebatados também por ela, desde então, permanecemos todos nós.
Nasceu a 17 de Agosto de 1920 (tem 88 anos).
KIRK DOUGLAS
Conheço poucos actores que tenham entrado em tantas obras-primas dos mais variados géneros - do épico ao negro, da comédia ao drama, do western ao filme de aventuras. Na tela foi Spartacus, Van Gogh, Doc Holliday, o capitão Nemo. Entrou num dos melhores noirs de sempre (O Arrependido, 1947), na mais genial sátira do jornalismo (O Grande Carnaval, 1951), numa assombrosa viagem aos bastidores de Hollywood (Cativos do Mal, 1952), num fabuloso filme anti-guerra (Horizontes de Glória, 1957). Filmou com quase todos os grandes mestres - Minnelli, Wilder, Kazan, Huston, Aldrich, Kubrick, Wyler, Mankiewicz.
É uma lenda viva do cinema.
Nasceu a 9 de Dezembro de 1916 (tem 91 anos).
ESTHER WILLIAMS
Milhões de adolescentes aprenderam a nadar graças às visões magníficas desta mulher-sereia nas suas assombrosas coreografias aquáticas, filmada pelo olho mágico de Busby Berkeley. A guerra impediu-a de ganhar medalhas olímpicas em natação. Em compensação, rumou com êxito à meca do cinema. Não era uma actriz - era uma estrela digna desse nome. A rainha do technicolor jamais se apagará da memória cinéfila.
Nasceu a 8 de Agosto de 1922 (tem 86 anos)
ADENDA: Um abraço cinéfilo ao amigo Ergela. Por isto.
MICKEY ROONEY
Cantava, dançava, electrizou o ecrã ao lado de Judy Garland em vários filmes do quase lendário Busby Berkeley que povoaram o imaginário americano - e de todo o mundo - em sucessivas matinés nos anos 30. Actuou com Spencer Tracy em Boys Town (1938) e com uma Elizabeth Taylor ainda criança no tocante National Velvet (1945). Eterno adolescente, desdobrava-se de filme em filme irradiando optimismo e alegria de viver. Terá sido este um dos segredos da sua longevidade.
Tem 87 anos (nasceu a 23 de Setembro de 1920)
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
A propósito da hipótese que levanta de o próprio V...
Então, não me diga que na lei diz lá para entrarem...
Eu se estivesse no lugar de André Ventura desistia...
Essa questão já foi respondida (no geral Internaci...
Fiquei sem preceber por que é que a campanha do al...