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Sexta-feira da paridade

por Luísa Correia, em 01.03.13

Já aqui realçámos Daniel Day-Lewis na condição de óptimo actor. Acaba de arrebatar o seu terceiro Óscar com uma insuperável encarnação de Lincoln. Mas o perfil do Presidente, meio "agafanhotado", transcende o plano um tanto básico em que nos situamos nestas Sextas-feiras da paridade, como transcendem, em geral, os perfis das personagens protagonizadas por Daniel Day-Lewis. A sua especialidade não são os galãs. Ainda assim, quando lhes vestiu a pele, fê-lo com um brio que não passou despercebido. Deliciosamente diletante em "A idade da inocência", intensamente romântico (e bem apessoado!) em "O último dos moicanos", Daniel Day-Lewis merece que também aqui o realcemos na condição de óptimo homem.

Sexta-feira da paridade

por Luísa Correia, em 22.02.13

Mantendo o princípio da alternância, esta Sexta-feira da paridade regressa ao torrão pátrio para eleger Rui Moreira como homem do dia.
Porquê Rui Moreira? Porque, na política portuguesa, já nada convencerá o eleitorado, se não for o argumento sexy, defendido há uns anos por não sei que visionária figura do "milieu". E Rui Moreira, com a sua estatura, o seu aprumo, o seu olhar sombrio e penetrante, o seu rijo maxilar e o seu discurso moderno, desinibido e sensato, tem todas as condições para poder terçar, habilmente, uma tal arma. Saiba ele apear-se da sua... vaidade?

Sexta-feira da paridade

por Luísa Correia, em 15.02.13
Na sétima arte, o merecimento tridimensional ainda vai conquistando - valha-nos isso - uns lugarzinhos ao Sol. Assim, de quando em quando, destaca-se da turba de pequenos e médios perfis musculares, que hoje quase monopolizam os papéis principais no cinema de referência, um grande perfil, nem sempre bem servido de cabeça, é certo, mas dispondo de armas a que estas Sextas-feiras da paridade se rendem imediatamente.
Hoje, o poste pertence a um desses perfis, Chris Hemsworth, o actor australiano que encarnou o deus escandinavo Thor e o caçador da Branca de Neve, garantindo aos respectivos filmes um brilho que, sem os seus argumentos, teria sido lunar.

 

Há muito quem compare os homens ao vinho do Porto. Eu, por exemplo, comparo (embora preferisse poder excluir da comparação a gama "vintage", que me dizem ter de se consumir em vinte e quatro horas depois da abertura da garrafa).

Pertenço, portanto, ao grupo das mulheres sensíveis ao "charme" de Fernando Ulrich. O bom ar, digno e viril, a candura meio cínica da expressão e a voz timbrada de juventude e irreverência são quanto basta para que as suas palavras - quaisquer que elas sejam! - encontrem em mim, ou num certo público feminino, uma enorme (quase enternecida) compreensão.

Banqueiro patafísico, selvático, anarquista? Talvez... Mas o que é que isso interessa?

Sexta-feira da paridade...

por Luísa Correia, em 01.02.13

 

É Sexta-feira e volto ao Argo, só para dizer que, naquele cenário realista e esteticamente paupérrimo do Irão de 79, em que todos os homens que não usam óculos quadrados de dez por dez centímetros têm ar de facínoras da pior espécie, e em que os pêlos na cara, briosa manifestação de primitivismo revolucionário, não escondem uma instintiva cedência ao primitivismo higiénico, Ben Affleck, apesar da barba cerrada e dos colarinhos imensos e desgargalados - ou "pour cause", vendo bem - está de se co... tirar o chapéu. Affleck, durante muitos anos o "menino bonito" do cinema norte-americano, transforma-se, em Argo, num "moço bonito", ponto de exclamação.



Não sei se já aqui o disse, mas as minhas simpatias políticas orientam-se pela personalidade e pelo carácter dos actores - que vou deduzindo dos seus actos - muito mais do que pelas ideologias. É por isso que não deixo de lastimar o ex-ministro Mendonça, tão cruelmente surpreendido e tão vivamente inconformado com o cenário de chocas lazarentas em que teve de se mover. E a Sócrates, consigo reconhecer qualidades de liderança, com a mesma "objectividade" com que afirmo que o seu entendimento e capacidade de gestão são pouco elásticos, no sentido de se ajustarem - talvez... - às dimensões de um lugar ou mercearia de bairro, mas não às de um país que, embora pequeno, sempre teve e vai tendo uns orçamentos e alguns vestígios de economia.
Do actual Governo evito falar - fica mal falar bem de políticos... Sendo certo que também nele detecto umas quantas personagens bastante indigestas. Mas gosto - confesso a heresia - do ministro Gaspar. Gosto das bolsinhas de cansaço que carrega sob os olhos; gosto do balanço lento do seu discurso, próprio de quem o filtra para reter a asneira; e gosto do seu ar sereno, meio ingénuo, modesto, mas "cuidado" - sexy, ao seu jeito - que não abjura o direito à falaciazinha de circunstância, mas que, no essencial, preserva a autenticidade. E não discordo, sequer, da tal austeridade que me propõe, ou impõe. É que, sobre o forrobodó da última década, já me tinham criado expectativas de ter de o pagar muito, mas muitíssimo, mais caro!

Sexta-feira sénior

por Corta-fitas, em 08.01.10

 

 

Nicole Kidman

Sexta

por Corta-fitas, em 18.12.09

 

 Kirsten Dunst



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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