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Há um elefante gigantesco e malcheiroso no meio da sala para o qual a opinião publicada continuar a evitar olhar: são os prejuízos reputacionais que o caso Ronaldo infringe nas entidades que dele se vêm servindo para se projectar há mais de uma década. O que é facto é que independentemente da possibilidade de condenação ou não do craque por violação de Kathryn Mayorga, o caso descrito pelo Der Spiegel é demasiado feio para o país que durante mais de uma década da sua fama tanto se promoveu dele sair incólume. Isso ajuda a explicar as declarações complacentes (a raiar a irresponsabilidade) de Marcelo Rebelo de Sousa e o silêncio daqueles que viam no “melhor do mundo” o representante duma nova geração para competir com Eusébio no Panteão do heroísmo nacional e internacional - lembrem-se do jovem indonésio Martunis sobrevivente ao tsunami e de outros milhares para quem o ídolo se arrisca a desfazer rapidamente em barro enlameado.
Independentemente do modo como Cristiano Ronaldo se saia deste imbróglio de dimensão global, nele já se vislumbram perdedores evidentes e um deles é o patriotismo pacóvio. E pelo andar da carruagem receio que o aeroporto da Madeira ainda venha a mudar de nome e o museu do Sporting tenha de ser reconfigurado. É assim a vida hipermediatizada destes nossos ingratos tempos: é chato mas o Eusébio viveu noutra época e a idolatria nos nossos dias dá inevitavelmente nisto.
Publicado originalmente aqui
Estive a ver um directo do treino da selecção em Campinas e desconfio que segunda-feira muita gente vai ficar surpreendida quando descobrir que Portugal tem mais jogadores para além de Cristiano Ronaldo. Que ele é um jogador fora de série não tenho dúvidas, mas nunca gostei de idolatrias.
Imagem daqui.
Por incrível que pareça trata-se, não de uma nova técnica de marcar livres ou de um novo par de chuteiras, mas sim de um... “protector bucal” a mais recente arma secreta do craque português. Segundo notícia o jornal desportivo espanhol "A Marca" na sua edição desta terça-feira, Cristiano Ronaldo terá ficado com maior potência de remate!
E isto porque, aparentemente, o “protector bucal” aumenta a força muscular na medida em que coloca o maxilar de forma adequada em relação ao crânio, cérebro e tórax, quando é mordido.
Tudo isto por uns módicos cem euros...Fantástico!
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Peço desculpa por o escrito não ter cumprido a fun...
"Acreditam mesmo que o Chega se irá encher de brio...
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