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Revelações (13) Final

por João Távora, em 08.07.12

 

As efectivas ameaças que pairam sobre a Humanidade mostram a urgente necessidade de «desvendar ou antecipar o que nos espera» na nossa relação com o Céu e a Terra. Dominamos a matéria, manipulamos as eis físicas, acumulamos o poder e o dinheiro, aperfeiçoamos a racionalidade, e, todavia, o caminho que escolhemos parece conduzir directamente ao caos.
É bom acreditar que merece a pena «levantar o Céu», e lembrarmo-nos que não estamos sozinhos. Felizmente há muitas mulheres e homens neste mundo a tentar unir esforços para manter o contacto entre o Céu e a Terra. É esse o caminho que a sabedoria ensina a percorrer para encontrar saída do labirinto em que a vida nos coloca.

 

José Mattoso - "Introdução" In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores 

 

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Revelações (12)

por João Távora, em 07.07.12

 

(...) A contemplação dá a percepção vivencial de que a totalidade do real exige também a realidade da contradição e, ao mesmo tempo, a necessária conciliação do inconciliável. A percepção da totalidade torna-se também vertigem no limiar do abismo que nos separa de Deus, e no insaciável desejo de n’Ele perdermos o próprio ser. Ou seja, de instaurar a unidade.  


José Mattoso - 
"Sabedoria, e Fraternidade" In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores 

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Revelações (10)

por João Távora, em 29.06.12

 

Com efeito, a contemplação mostra-nos a fantástica variedade, complexidade e coerência dos fenómenos da vida, da constituição da matéria, e da prodigiosa dimensão e regularidade do mundo cósmico. A contemplação intensifica a fruição da arte na música, na pintura, na poesia, no teatro e no cinema. A contemplação torna-nos sensíveis ao riso e à frescura das crianças e de tudo o que começa de novo. A contemplação faz-nos descobrir em toda a parte homens e mulheres inesperadamente inventivos, generosos e honestos. A contemplação inspira-nos o respeito e a admiração por quem é capaz de manter a dignidade face ao sadismo dos torcionários nas prisões e campos de concentração. A contemplação abre os nossos ouvidos ao clamor dos famintos e dos oprimidos em todo o mundo e em toda a História, e faz-nos partilhar com eles a compaixão pela humanidade ferida. A contemplação introduz-nos no mistério do sofrimento que se torna passagem para a ressurreição através da morte aceite e vencida, e mostra-o em Jesus Cristo, Filho de Deus, sinal da invencibilidade da vida. A contemplação associa como num único sujeito todos os homens e mulheres que desde o princípio do mundo perscrutaram o mistério do Uno e do Todo. Assim, o homem contemplativo perde o medo do futuro. Vive no presente e descobre, a cada passo, nas coisas grandes e pequenas, nas coisas boas e más, na doença e na saúde, na prosperidade e na pobreza, na paz e na guerra, a espantosa realidade das coisas.

 

José Mattoso - "Contemplação e acção, ontem e hoje" In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores 

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Revelações (9)

por João Távora, em 24.06.12

 

A nossa historiografia tem ignorado este complexo e original movimento (a história ordens religiosas). Deixou-se influenciar pela crítica protestante, que se empenhou em retractar a vida religiosa anterior ao século XVI como uniformemente viciada pela corrupção moral e disciplinar. Depois os historiadores racionalistas e agnósticos generalizaram-na a todas as ordens e congregações, considerando-as escolas de vícios e hipocrisia, baluartes do obscurantismo e antros de ignorância. A deturpação levou a ignorar o significado de factos tão evidentes como o de duas dessas ordens, típicas da renovação pré-tridentina, terem inspirado os dois monumentos mais representativos da cultura portuguesa de todos os tempos: o mosteiro dominicano da Batalha e o mosteiro dos Jerónimos em Lisboa. Na sequencia da deturpação dos factos, a historiografia corrente do século XIX, obcecada pelo suposto hiato entre uma Idade Média bárbara e grosseira e o esplendor do Renascimento, tornou-se incapaz de compreender de que maneira se formou e desenvolveu, no século XV, a energia colectiva que depois sustentou a expansão portuguesa na Índia, no Brasil e em África. Os nossos historiadores, incluindo os defensores da Igreja Católica, ofuscados pelo fulgor de Os Lusíadas ignoraram os valores portugueses do século anterior.

 

José Mattoso - "Contemplação e acção, ontem e hoje" In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores 

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Revelações (8)

por João Távora, em 23.06.12

 

Há cada vez mais pessoas que não estão satisfeitas com o mundo em que vivemos. Raras são, porém, aquelas que fazem alguma coisa para o transformar. Destas, uma procuram torna-lo melhor por meio do esforço, individual ou colectivo; outras acham que os defeitos do mundo não estão no próprio mundo, mas no olhar de quem nele vive; por isso procuram transformar-se a si próprias e mudar o olhar com que o vêm. As primeiras são partidárias da acção; as segundas confiam nos efeitos da contemplação.  Ambas as atitudes são universais. Encontram-se em todas as sociedades civilizadas. Determinam os princípios fundamentais das grandes religiões. O oriente cultivou mais a contemplação; o Ocidente, sobretudo depois do século XIII, desenvolveu mais a acção. A relação do homem com o mundo deu lugar a opções diferentes. Os programas de intervenção ou de não intervenção diversificaram-se e evoluíram. Há, portanto uma história da acção e da contemplação. No ocidente essa história confunde-se com a história da Igreja, e mais precisamente, com a história das ordens religiosas, ou seja, com a história do seu sucesso ou insucesso de mudar o mundo para melhor, isto é, para resolver os problemas decorrentes da vida do homem em sociedade.

A minha tese, se assim lhe posso chamar, é que não basta acção; é preciso também contemplação. Talvez mais ainda: sem ela de nada vale a acção. Creio que a história da humanidade mostra isso mesmo. Não a história factológica, superficial, externa, mas a história da realização das potencialidades do género humano. Ou a história da Humanidade em busca da sua plenitude (…)

 

José Mattoso - "Contemplação e acção, ontem e hoje" In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores 

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Revelações (7)

por João Távora, em 18.06.12

Na nossa época, em que os jornais e a televisão projectam constantemente diante de nós as imagens do atroz sofrimento dos inocentes, no Afeganistão, no Darfur ou no Iraque, nos bairros de lata ou nos campos de treino das crianças africanas para a guerra, nas prisões e nos hospitais, nos lugares atingidos pelos terramotos e tsunamis ou nos barcos e camionetas em que os traficantes de homens e mulheres transportam emigrantes em busca de emprego, não podemos ignorar que é essa a sorte da maioria da população mundial. A nossa identificação com a parte sofreadora da Humanidade tem, pois, um suporte muito concreto.

(…) Atribui-se ao abade Poemen, e foi depois transmitida, de boca em boca, entre os monges do Egipto, até mais tarde ser recolhida por escrito. O abade Isaac, diz a sentença, contou o seguinte aos seus monges:

 

Estava eu um dia sentado junto do abade Poemen, e vi-o em êxtase; e, como tinha com ele grande confiança prosternei-me e supliquei-lhe dizendo: “diz-me onde estavas” e ele, todo constrangido, disse: "o meu espírito estava lá onde se encontra a Santa Maria mãe de Deus que chorava sobre a cruz do Salvador. E, por mim, quereria chorar assim todo o tempo".

 

Notem bem o presente do indicativo “encontra” o pretérito imperfeito “chorava”, e o condicional “quereria”, que marcam o caracter intemporal da cruz, da presença de Maria e do choro. De facto, Santa Maria representa aqui o género humano cujas dores e angústias da Humanidade são tomadas por Jesus e oferecidas por Ele ao Pai. É um estado permanente: as dores e angústias da Humanidade, que Jesus tomou sobre si, não cessam nunca. É aí, nesse lugar, nessa situação, que Santa Maria, Mãe do Filho do Homem, se encontra, até ao fim dos tempos, porque é a personificação do género humano indefeso e autêntico desde o princípio do mundo até à consumação dos séculos. (…)

 

José Mattoso - Contemplação e Intercessão In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores

 

 

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Revelações (6)

por João Távora, em 17.06.12

 

O facto de a Igreja ter inúmeras vezes abençoado práticas e devoções incorrectas do ponto de vista teológico não deve levar-nos a tentar ocultar os erros das autoridades eclesiásticas, mas antes a insistir nas suas responsabilidades. Por outro lado, temos que admitir que «Deus escreve direito por linhas tortas», isto é, que a ignorância, ou até a tolerância para com formas sincréticas, por influência de rituais pagãos admitidos conscientemente, permitiu alargar o âmbito da Igreja, receber muitos povos no seu seio, procedendo depois a um longo trabalho de catequese e de purificação. Foi assim que a Igreja pôde converter os povos germânicos, aceitando práticas mágicas e supersticiosas que demoraram muitos séculos a abandonar. (...)

 

José Mattoso - Contemplação e Intercessão In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores

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Revelações (5)

por João Távora, em 07.06.12

 

Mas a exclusão da Igreja, como instituição orientadora da cidade dos homens, proposta pelo iluminismo e o liberalismo, trouxe uma consequência grave: a perda da noção do sagrado, inerente ao princípio de que os homens podiam excluir a perspectiva divina e atingir a perfeição por meio das suas próprias forças, ou seja por meio do poder da razão e da técnica. Tal como os construtores da Torre de Babel. Esqueceram que a Humanidade só pode crescer com um todo, e que esse todo não é apenas material, mas sobretudo espiritual e cultural. Ora este princípio não é só uma questão de bom senso: é um princípio sagrado. Impõe o respeito total, absoluto. Não pode ser imposto pela força exterior; baseia-se no imperativo categórico que obriga em consciência que não pode ser discutido e que está acima de todas as justificações e raciocínios. Inversamente o desprezo dos mais fracos, a humilhação dos pobres, a utilização dos indefesos, a matança dos inocentes são formas de profanação. Atingem o que há de mais sagrado no homem, que é a sua dignidade, aquela dignidade que a Bíblia exprime afirmando que o homem for criado á imagem e semelhança de Deus.

Creio que a perspectiva meramente ética, cívica e laica acerca do valor do princípio da cidadania como factor de desenvolvimento humano é ineficaz. Encerra os cidadãos num plano limitado e material e este torna-se inoperante para neutralizar a tendência egoísta e gananciosa do homem.

 

José Mattoso – In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores

 

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Revelações (4)

por João Távora, em 06.06.12

(…) A sabedoria medieval mantém-se sempre, portanto, na convicção de que não pode haver verdadeira sabedoria senão em Deus. Propõe-se chegar a ela pela razão e pelo amor. Os teólogos preferem a razão, mas os monges e os místicos, o afecto. Renovam, assim, o antiquíssimo debate que opõe a filosofia à poesia. Paradoxalmente, ambas as escolas na explicação platónica do mundo, que gaz de Deus o arquétipo das ideias e dos seres criados. A perspectiva filosófica não impede porém, a expressão poética e, muito menos, o privilégio concedido ao afecto. Paradoxalmente, também, é o mais poético dos sábios medievais, Francisco de Assis, aquele que mais ama as criaturas e menos sabe de filosofia. Nesse sentido é também ele que contribui para considerar a realidade deste mundo em si mesma, embora receba de Deus o que mele há de bom. Contribui portanto, para libertar a concepção do mundo da interpretação platónica. Neste sentido, abre também caminho ao humanismo, cristão e não cristão. Ou seja, abre também o caminho a Cervantes, Shakespeare e Montaigne.

 

José Mattoso – In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores

 

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Revelações (3)

por João Távora, em 05.06.12

(…) A esperança cristã baseia-se na identificação com o Filho de Deus, que, por amor à humanidade, renuncia a todo e qualquer poder. Que Deus tenha encarnado, como diz (…) Eduardo Lourenço, “é a notícia mais incrível que se possa imaginar (…) Crer nisto é qualquer coisa que responde aos anseios mais profundos da humanidade (…).
A fé e a esperança têm que ser explicitadas.  Só assim podem expandir-se e comunicar-se. Só assim podem tornar-se colectivas. Só assim podem transmitir vida. Como expressão de vida, esses gestos não são só símbolos, mas também, como poderíamos dizer, apropriando-nos da sabedoria oriental, começo histórico de uma realidade que busca a harmonia universal, a ordem correcta das coisas, a vontade de Deus. (...)

 

José Mattoso – In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores

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Revelações (2)

por João Távora, em 04.06.12

(…) Não admira que muitos analistas políticos de formação histórica concluam que a História se repete sem qualquer mudança fundamental, sobretudo sem qualquer mudança para melhor. Parece portanto, que o lugar da História, na sociedade contemporânea, se situa perto do lugar do desespero. Na verdade, consideradas as coisas em termos racionais não é fácil escapar a esta conclusão. (…)|Mas| O cristianismo, como todas as religiões, é uma escola de esperança. Há nele um último recurso e uma convicção fundamental. Apesar de não o podermos demonstrar, acreditamos que não há só tempo, há também eternidade; não há só natureza, há também sobrenatureza;  não há só presente e passado, há também futuro – isto é promessa. E mesmo de um ponto de vista humano, não há só ódio, violência e pecado, há também amor; mansidão e justiça. Não há só egoísmo e cobiça, há também solidariedade e renúncia voluntária. Não há só domínio, há também serviço vigor e renascimento. (…)

 

 José Mattoso – In Levantar o céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores

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Revelações (1)

por João Távora, em 03.06.12

(...) O colapso da ideia de progresso universal e quase mecânico é, na minha opinião, um bem. Veio desfazer as ilusões criadas por uma esperança insensata. Imaginar que bastaria o esforço e o sacrifício de uma ou duas gerações para alcançar a harmonia e a justiça foi, na verdade, uma ilusão perniciosa. Teve o efeito perverso de sugerir que o sacrifício temporário garantiria um resultado definitivo e feliz. A crença no progresso constante foi um engano porque pressupõe a superação do tempo e a supressão da liberdade. Com efeito, o tempo traz consigo o envelhecimento e a morte. E a liberdade tem como contrapartida a possibilidade de escolher o bem, mas também a violência, a opressão e a crueldade. Ora o homem não pode viver sem tempo e sem liberdade. Tem de morrer para dar lugar a outros homens. Tem de conquistar a sua dignidade de forma livre e consciente. Estas imposições do próprio ser trazem as desigualdades e a morte. Daí a necessidade de reparar o mal que ambas implicam. Só se pode imaginar a vitória definitiva sobre os males fundamentais quando se esquece a própria condição humana. (...)

 

José Mattoso – In Levantar o Céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores

 

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