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Um País "impossibilitado"

por João Távora, em 16.02.12

 

À falta de melhor explicação sobre a "impossibilidade", o cancelamento à última hora da visita do Chefe de Estado à Escola António Arroio, onde era esperado às 10.30 com uma manifestação à porta, é um terrível sinal dos tempos. Onde está por estes dias difíceis - em que tanta falta faz - a tal referência unificadora e apartidária dos portugueses, a tal “ficção benigna” da Nação, como dizia em tempos Miguel Morgado?

O corta-fitas

por Francisco Mota Ferreira, em 04.10.11

“Um líder é alguém que sabe o que quer alcançar e consegue comunicá-lo”, Margaret Thatcher.

 

O Presidente da República está a tornar-se, a cada intervenção que faz, um motivo de gozo e de chacota e caminha a passos largos para a inexistência política. O que confesso, me preocupa, embora ache que os últimos Presidentes da República que tivemos em Portugal têm feito mais pela causa da Monarquia do que propriamente os idealistas que acham que o sistema vai permitir o regresso do Rei. O que, para quem é tendencialmente monárquico como eu, não é assim tão desagradável.

Considero-me institucionalista e respeito as nossas instituições. Sei que a Presidência da República é um órgão de soberania, mas isso não me pode toldar o pensamento e dizer o que penso sobre quem, de dez em dez anos, ocupa o cargo.

Cavaco Silva, o não político mais profissional que tivemos desde 1974, deveria saber que, enquanto representante máximo de Portugal, tem os holofotes apontados para si e os microfones sempre à sua disposição. Pode presidir a Conselhos de Ministros, mandar mensagens ao Parlamento, dissolver a Assembleia da República, nomear e demitir órgãos do Estado e condicionar a forma como Governo, empresas, privados, sector público ou cidadãos encaram o rumo do País. Mais: as suas palavras podem dar alento a um povo que está cada vez mais estrangulado em impostos e com dificuldades crescentes a chegar ao fim do mês. Ou deitá-lo ainda mais para baixo por aquilo que o PR diz ou não diz e deveria dizer.

E se pensarmos, assim de repente, nestes anos todos de magistratura cavaquista em Belém, o que nos lembramos? O que fez ou faz Cavaco Silva? Nada diz de concreto sobre a dívida da Madeira – se não sabia é grave, se sabia e nada disse, mais grave é -  fala do sorriso das vacas na visita aos Açores, faz comunicações ao País sobre o Estatuto dos Açores, quando o País já caminhava para o charco e foge a qualquer assunto polémico que lhe apareça à frente, refugiando-se na forma majestática da terceira pessoa ao dizer, inúmeras vezes, que não cabe ao Presidente da República pronunciar-se sobre isto, aquilo ou aqueloutro.

Não sei se é um estilo pessoal ou um problema de staff. Mas sugiro que vejam a Fox. Estão a passar West Wing, sobre o dia-a-dia na Casa Branca. É ficção, mas pode ser que dê para aprender qualquer coisita.

Sejamos por isso concretos: para que serve mesmo o Presidente da República? Ainda acredito que para muito. Para que nos serve o cidadão Cavaco Silva que, por acaso é, temporariamente, Chefe de Estado? Para muito pouco.

Parece que amanhã irá dizer qualquer coisa sobre o estado do País e das instituições por causa do feriado de 5 de Outubro. Oxalá não se descaia e acabe por falar na vaga de calor ou das últimas promoções de um qualquer hipermercado.

Lembrete

por João Távora, em 02.03.11

 

Logo à Noite Pedro Lomba e Miguel Morgado estarão no primeiro Jantar Debate "Conversas Reais" a debater o Semi-presiedencialismo à portuguesa no Restaurante Maritaca na Av. 24 de Julho. Eu lá estarei.


 

Seja por falta de qualidade intelectual seja por inércia, a nossa incapacidade em modificar aquilo que comprovadamente não dá certo tem muito a ver com o tristíssimo estado da centenária república portuguesa.

 

Reserve já o seu lugar, participe no 1º Jantar debate “Conversas Reais” dia 2 de Março pelas 20,00hs no restaurante Maritaca com os convidados especiais Pedro Lomba e Miguel Morgado.

A Presidência da República portuguesa custa cinco vezes do que a Casa Real espanhola, em valores absolutos e 18 vezes mais por habitante. O Presidente da República português, anualmente, "custa cerca de 2,9 euros por habitante" enquanto os encargos por habitante do Rei de Espanha representam "uns cêntimos por ano" aos cidadãos espanhóis. Em valores absolutos é cinco para um, por habitante é 18 vezes mais. O palácio de Belém sai muito mais caro do que o palácio real espanhol. E vai custar mais em breve. É só esperar para ver!

 

Nota - vejam como, desde que a reportagem foi emitida, o custo do da Presidência da República de Portugal subiu, para cada português, de 1 e poucos euros para 2,9 euros!

Esta é a pertinente pergunta que Carlos Abreu Amorim faz no Blasfémias. Com o título "PROCURA-SE, em estado mudo ou comatoso!", CAA põe a instituição e os seus titulares (e um deles em especial) a nú! Confira aqui.

O que pode um Presidente da República fazer?

por Pedro Quartin Graça, em 27.03.10

Belém: o lado bom do 31

por João Távora, em 23.09.09

 Nuno Miguel Guedes aqui

Foi há três anos

por Tiago Moreira Ramalho, em 22.01.09

 

A 22 de Janeiro de 2006, Cavaco Silva foi eleito Presidente da República



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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