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Temos o rei dos portugueses

por João Távora, em 24.01.16

D. Duarte.jpg

"É verdade que o cargo [de Presidente da República] se extingue gradualmente: todos os presidentes ajudaram nesse sentido".


António Barreto hoje no DN

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Curioso como afinal interpretação dos Juízes do Tribunal Constitucional da sacrossanta Constituição da República Portuguesa, a vaca sagrada da esquerda política, declara inconstitucional a norma que suspendia as subvenções aos pobres ex-políticos com rendimentos familiares acima de 2000 euros. Dado que para o caso, à excepção de Maria de Belém que subscreveu (à socapa) o pedido de fiscalização ao TC, pouco interessa o que pensam os candidatos a presidente da republica sobre a matéria – sobre a qual na verdade o cargo a que concorrem não possui poderes - será interessante saber se os partidos políticos representados no parlamento tiram daí as consequências e se organizam dois terços dos deputados para fazer passar uma nova lei poupando mais de 10 milhões de euros ao erário público que certamente serão vitais para politicas de socorro aos mais desfavorecidos.

Um zero ao centro

por João Távora, em 05.01.16

marcelo-rebelo-de-sousa07_770x433_acf_cropped.jpgComo monárquico objector de consciência no que a este circo das presidenciais diz respeito, era minha intenção não meter a colher no caldo que se entorna por estes dias a cada dia. Mas acontece que aquilo a que assisti  ontem acidentalmente na SIC notícias, a prestação de Marcelo Rebelo de Sousa no frente a frente com Marisa Matias, pareceu-me mau demais para ser verdade - e não consigo evitar umas palavras. Ora veja-se como o professor, com o fito de evitar o conflito, conseguiu ultrapassar a adversária pela esquerda: começou por descartar-se higienicamente das suas ideias e do combate por si protagonizado em tempos contra o aborto livre, anuiu à reposição da isenção de taxa moderadora do governo PSD-CDS de que quase pediu desculpa por ter-se afirmado favorável há uns meses, e foi incapaz de se distanciar da lei Isabel Moreira sobre adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Finalmente, não deixou de se lamentar, como se de um troféu se tratasse, da falta de apoio dos partidos "da direita" que ele mesmo faz questão de se afastar como da peste.

Ora acontece que a eleição de um presidente da república se procede não só através da avaliação do caracter do candidato, mas por força da adesão às suas convicções e ideias, que Marcelo faz por desvanecer e anular, numa tentativa desesperada de agradar a toda a gente. Acontece que o aspecto distintivo dum presidente da república enquanto instituição é a de ser sufragada pelo voto em função de um conjunto de ideias e não de outras suas opostas, aspecto tanto mais decisivo quanto o facto do nosso sistema semi-presidencialista impor um determinado conjunto de faculdades de interferência nos restantes poderes, legislativo e executivo, ao Chefe de Estado.
Marcelo equivoca-se redondamente pretendendo pairar acima da política em que sempre participou como protagonista ou comentador, e quanto a mim seria sábio que assumisse as suas posições e a sua história. Porque se assim não for, não faz qualquer diferença tê-lo e Belém. Os portugueses podem perdoar tudo a um político mas tenho dúvidas que desculpem a cobardia.

 

P.S.: O âmbito da acção política dos monárquicos insere-se precisamente na questão do modelo Chefia de Estado. Quando esse tema é o fulcro das próximas eleições, os monárquicos podem e devem imiscuir-se no debate.

No centro do centro está o nada

por João Távora, em 04.11.15

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 Respondendo a alguma direita que começa a sentir-se sem representação nestas eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa disse ontem que candidato presidencial não é um candidato à liderança de um "partido ou de uma coligação ou facção" e que um Presidente da República "não é o presidente de um partido, facção ou coligação". Ora acontece que um candidato presidencial é sempre representante de uma facção, a da sua forma de ver o mundo, do seu curriculum e vida pública. O "Professor" não pode renegar a sua natureza, esconder que é um conservador católico, europeísta, e que defende uma economia de mercado. A concorrer às eleições, o professor terá que cativar um certo eleitorado que não se reveja nas outras candidaturas. Na sua fanática deriva em busca do centro “monárquico” (que é uma paradoxo face ao sistema republicano), ao esvaziar um discurso, da alma e da estética que sensibiliza os seus apoiantes naturais, Marcelo arrisca-se a paralisar-se no meio da ponte. Ou escravizar-se à pureza do nada.   

Magnânima república

por João Távora, em 07.10.15

Um grande obrigadinho ao PS por tão generosamente conceder liberdade de voto na eleição do presidente da república à primeira volta.

O "partis pris" de Marcelo

por João Távora, em 10.09.15

O comentador há muito que defende a teoria de que, num país maioritariamente de esquerda, só tem possibilidades de ganhar as presidenciais em contraponto a um governo socialista. Aquela cabeça "republicana" não pára. 

Rio

por João Távora, em 23.07.15

Como os meus amigos sabem sou objector de consciência no que respeita à disputa das presidenciais, mas ao ouvir com atenção Rui Rio tomei nota de como dentro da facção que representa tem um discurso bem menos equívoco que o de Marcelo.

Contorcionismo

por João Távora, em 20.04.15

O Marcelo Rebelo de Sousa a respeito da anunciada greve de 10 dias dos pilotos da TAP insinuava ontem que tem uma teoria sobre o capitalismo (adivinha-se qual por aquele sorriso malandro). Pela minha parte eu assumo que tenho uma teoria sobre ele: falta-lhe carácter. 

Maria a Belém?

por João Távora, em 12.03.15

Maria de Belem.gif

 

De que cor política será o próximo presidente da república? O nosso regime de Chefia de Estado é uma fonte inesgotável de tricas, uma autentica cobóiada que nos diminui como Nação de 900 anos de história

Está tudo em aberto

por João Távora, em 20.01.14

 

Em pose de vítima, Marcelo Rebelo de Sousa ontem no seu comentário dominical aproveitou, recebeu e agradeceu um presente de Passos Coelho: o reforço da percepção da sua equidistância em relação às atribulações do governo de coligação, essencial para a sua candidatura às presidenciais. 

Os dias do fim

por João Távora, em 22.09.12




Uma coisa são as críticas - duras, indignadas, veementes - ao Governo. Outra é arrasar por igual todos os políticos, defender o fim das instituições democráticas e menosprezar os mecanismos constitucionais. Confundir tudo numa amálgama de impropérios onde só falta pedir um "pulso forte" para "endireitar o País" é meio caminho andado para desembocarmos numa situação muito pior do que a actual.

 

Pedro Correia no Forte Apache

 

Imagem roubada ao Eurico de Barros

Quem não se sente…

por João Távora, em 25.01.11

 

Concordo com Freitas do Amaral quando ontem dizia à Ana Lourenço na SIC Notícias compreender o discurso magoado de Cavaco Silva, ao contrário de Mário Soares que o condena. E como é agradável reencontrar estes dois velhos senadores da política lusa em contradição!

De facto o modelo de campanha ad hominem utilizado contra Cavaco, tirando períodos revolucionários da nossa história, não tem tradição na disputa política doméstica, desprestigia a politica, e de pouco me interessa que seja pratica corrente noutras paragens: a "merdização" do debate é autofágico e conspurca tudo à sua volta. De resto a magnanimidade reclamada a Cavaco no discurso de vitória pelos comentadores é hipocrisia pura: todos sabemos que Cavaco Silva ou outro qualquer não é de facto presidente de todos os portugueses. Se não querem saber da minha opinião, perguntem aos abrantes, às câncios e quejandos.

Os limites duma quimera extremista

por João Távora, em 24.01.11

 

 

 

Os 830.000 votos resultantes da coligação de Alegre

significam o tecto máximo a que nossa esquerda radical pode ambicionar,

traduz a fuga do eleitorado moderado para o centro,

enxotado para Cavaco, Fernando Nobre ou simplesmente para a abstenção.

 

Se nestas eleições presidenciais há um claro derrotado, esse é o socialista Manuel Alegre, que reaparece cinco anos depois da sua romântica incursão, numa obtusa aliança de estrema-esquerda, obtendo menos trezentos mil votos. Se estas eleições presidenciais contêm uma boa notícia é a dos limites dessa linguagem, desatradamente acalentada por um PS na iminência de ser oposição: não colhe. Uma coisa é praticar esse extremismo experimental em meios recatados como blogues de arrastão, jugulares ou corporativos; outra é exibi-lo como bandeira eleitoral. Assim, parece-me que esta alegre hecatombe é fruto duma fuga do eleitorado moderado para o centro, enxotado para Cavaco, Fernando Nobre e para a abstenção. Os 830.000 votos resultantes desta coligação não são mais do que o tecto máximo da nossa esquerda radical. Daí que se compreenda que Louçã exulte de satisfação, e que isso até seja uma boa notícia.

O regime em plebiscito (último)

por João Távora, em 23.01.11

 

Os resultados destas eleições não trouxeram qualquer novidade. A notícia escondida está nos "não resultados": os 6% de votos brancos e nulos que significam record absoluto, já não falando da abstenção que rondou 53%. O Chefe de Estado foi eleito por 2.228.083 votos de 9.622.306 inscritos, pouco mais que um quinto dos portugueses. Reflecte a importância que os cidadãos atribuem ao cargo de presidente da república: um assunto de somenos importância. Tirem-se as ilações e concentremo-nos agora em coisas sérias.

O regime em plebiscito (8)

por João Távora, em 23.01.11

 

Quando 4.045 freguesias estão apuradas, foram contados 3.853.325 votos de 8.157.397 inscritos, a abstenção ronda nos 53%, e os votos brancos e nulos somam 213.429, cerca de 6%. O plebiscito parece claro.

 

Nota: O que irá Fernando Nobre fazer com os seus 500.000 votos?

O regime em plebiscito (7)

por João Távora, em 23.01.11

 

O mundo não muda assim do pé para a mão: o regime transpira saúde, a republica respira de alívio quando se ouve Francisco Lopes do PCP declarar vitória. A 32ª do seu partido desde o 25 de Abril.

O regime em plebiscito (6)

por João Távora, em 23.01.11

 

Alberto João que se cuide: José Manuel Coelho é o segundo mais votado na Madeira.

O regime em plebiscito (5)

por João Távora, em 23.01.11

 

O mundo de pernas para o ar: Cavaco vence em Beja.

O regime em plebiscito (4)

por João Távora, em 23.01.11

 

Abstenção: Fernando Nobre salvou a república dum autentico escândalo.

O Regime em plebiscito (2)

por João Távora, em 23.01.11

 

Com a previsão de 47 a 51 % pela eurosondagem, a abstenção vence as eleições presidenciais. Resta saber se com maioria absoluta.



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Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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