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Amigos para siempre (por José Carreras)*

por Teresa Ribeiro, em 21.02.09

E uma vez juntos aproveitarão para trocar experiências e descobrir o muito que têm em comum! Almas gémeas? Que sas, que sas, que sas...

Bom conselho (Chico Buarque)

por Teresa Ribeiro, em 14.01.09

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, falou e disse.

Quando o Pedro chegou, pendurado em duas namoradas, já a tia Manela lá estava, junto à lareira, com o neto ao colo. Cumprimentaram-se com alguma frieza e creio que não voltaram a trocar palavra o resto da noite. Já o outro Pedro, indiferente ao clima gélido que se instalara na sala, atirava-se com apetite à carne assada: É para me ir habituando, gracejou ele para o primo Marco António que acabara de chegar do Porto e dele se acercara. Do seu canto a tia Manela dardejou-o com o olhar, demonstrando que tinha ouvido perfeitamente a graça. O incidente fê-lo engasgar-se, mas logo o tio Luís Filipe o veio socorrer com umas palmadinhas nas costas. Vê lá não me espetes alguma coisa sem querer!, brincou, cinicamente, o Pedro. E os dois riram-se muito.

O Zé Manel, indiferente áquelas quezílias, circulava descontraído pelos convivas oferecendo-lhes chocolates belgas. Ao fundo da sala e de costas voltadas para todos, o tio da Marmeleira cofiava a barba enquanto de palm pilot na mão se concentrava na arroxada que queria dar a um jornalista que tivera o topete de se meter com ele na blogosfera.

Sempre simpático, o tio Marcelo oferecia rebuçados às crianças que cirandavam à sua volta enquanto despachava, a um ritmo frenético, a última correspondência de Natal e mordiscava uns sonhos que lhe tinham enviado da presidência da república. Só ele percebeu que naquele momento entrava na sala de fininho o PP.

O PP aqui? Começaram uma a uma a comentar as pessoas que iam notando a sua presença. Cuidado que ele é um infiltrado ao serviço dos cubanos, vociferou o tio Alberto João, acabado de chegar da cozinha com duas garrafas de whisky. E logo algumas vozes engrossaram: Mas por que não vai ele passar o Natal com a sua família? Ao que outros retorquiram: Qual família?

O clima ficou muito tenso, mas mal começou o relógio a dar as doze badaladas a juventude irrompeu pela sala aos gritinhos: Já é meia-noite! Já é meia-noite!, salvando a situação. A excitação dos pequenos era tanta que nem perceberam que o Pai Natal tinha chegado no seu elegante fatinho cor-de-rosa (o encarnado, definitivamente, está out). Olá, meninas e meninos! - cumprimentou naquele tom  professoral, que é seu apanágio. Como este ano se portaram muito melhor do que alguma vez eu poderia ter sonhado - prosseguiu muito pausado - trago-vos um saco cheio de presentes!

E enquanto dizia isto começou a distribuir uma série de embrulhos, todos iguais, e de peso não superior a 1,4 Kg. Cheio de curiosidade o menino Pedro, líder da juventude, foi o primeiro a desvendar o conteúdo do seu presente: Oh! É um Magalhães!

Love is in the air (John Paul Young)

por Teresa Ribeiro, em 15.12.08

O Sol vai trazer

a esperança

novo dia

ventos de mudança

nos trará.

Nunca esqueças

que a vida

é mesmo assim

que toda a tormenta

tem um fim.

Na nossa jornada

desistir é nada

Estaremos contigo aqui

Unidos em tudo

Rumando ao futuro

E sempre perto de ti.

 

Gostaram? Querem mais? Estes versos são lindos, eu sei, mas não são meus. Na verdade, e sem falsa modéstia, presumo que me sejam dedicados. Mas seria tola se não reconhecesse no pulsar do poeta um amor mais universal. Foi por esse motivo que decidi partilhar convosco aquilo que penso ser um poema dedicado a todos nós, assinado pelo... Millenium BCP em vários jornais sob o título "Juntos Rumando ao Futuro".

Avec le temps (Léo Ferré)

por Teresa Ribeiro, em 23.11.08

Enviuvou há pouco tempo. Na verdade já tem idade para ser viúva, por isso tem consciência de que a situação lhe é ainda mais adversa por ser banal. Parca em palavras e amarga no timbre, sabe que nada do que disser despertará mais do que a polida compreensão de quem a ouve. Afirma não saber o que fazer com o que lhe ficou no colo: só inutilidades e recipientes vazios, a começar pelo tempo. O que fazer com essa tralha de horas, minutos e longos segundos? Depois olha-me nos olhos, à procura, quem sabe, de uma emoção que faça justiça à sua dor, e percebo que só nessa altura toma verdadeira consciência de mim. Deita contas à minha vida, avalia-me, calcula que possibilidades ainda me aguardam, e então, num acesso de generosidade, alheia-se da sua rígida formação católica e incita-me: “Aproveite, Teresa!” Do fundo da íris desmaiada dos seus setenta anos trata-me por tu: “Não sejas parva!”.

Mas logo recupera aquele ar abnegado que tão bem combina com o preto e se despede, formal como sempre: “Gostei de a ver. Cumprimentos lá em casa.”

Dei-te Quase Tudo (Paulo Gonzo)

por Teresa Ribeiro, em 22.02.08
Ficou com maioria para governar e um povo com predisposição para os sacrifícios (que já se sabia serem inevitáveis). Como brinde, ainda foi presenteado com uma oposição incompetente.
Mesmo assim, de acordo com um relatório divulgado hoje pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), uma das mais antigas associações cívicas portuguesas, sente-se no país “um mal estar difuso que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional”. Desta espiral, vaticina a SEDES, “emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever”.
O que é que lhe terá faltado?   

Let's do it (Cole Porter)

por Corta-fitas, em 06.02.08

Primeiro o namoro foi festejado como o sinal de que também na vida amorosa Sarkozy é um homem de sucesso e cheio de vigor. Agora publicam-se editoriais e fazem-se sondagens a questionar o seu carácter.
Que moral se tira disto? Que líderes de coração volátil atraem eleitores voláteis? (Segundo uma sondagem publicada agora pelo Libération, a popularidade de Sarko desceu 13 pontos - para 41 por cento - durante o mês de Janeiro, enquanto que em Julho atingia os 65 por cento de aprovação entre os eleitores).
Parece que o país do amor preferia confiar o seu destino a um presidente menos apaixonado...



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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