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Cavaco Silva: O descontentamento continua

por Pedro Quartin Graça, em 12.06.10

Guião da Igreja 'abençoa' Bagão ou SantanaAs jornalistas autoras da peça costumam ser pessoas bem informadas. A edição de hoje do Diário de Notícias revela, no fundo, aquilo que se sente "no terreno". Escreve o diário que "a direita católica e a conservadora não desistiram de encontrar um candidato alternativo a Cavaco Silva. Bagão Félix e Pedro Santana Lopes continuam a ser as duas mais fortes hipóteses para estes sectores. Uma coisa é clara: a Igreja não perdoa ao actual Presidente da República a promulgação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que tem sido apelidada de "pirueta da triste figura".

E prossegue o texto: "Os sacerdotes acusam-no de ter arranjado duas razões falsas para aprovar o diploma. A primeira é a sua justificação ser "ofensiva da dignidade e inteligência de um povo: estamos tão em crise e tão miseráveis que não podemos distrair-nos com este tipo de debates!" - refere o texto-base que percorre a Igreja. A crise, afirmam, "é de valores". Pelo que rejeitam também a tese de que o Parlamento voltaria a aprovar o diploma, tornando inevitável a promulgação. E a própria Igreja lembra aos fiéis, que também são eleitores, que o Presidente até poderia "dissolver a Assembleia". Acresce que a avaliação que vários sectores políticos fazem do mandato de Cavaco é negativa, não tendo o discurso presidencial do 10 de Junho ajudado em nada a mudar esta avaliação. Fontes contactadas pelo DN não gostaram de ouvir Cavaco dizer que o "País chegou a uma situação insustentável". Consideram que ele tinha poderes para actuar e não apenas para "avisar".

A dúvida parece agora colocar-se entre quem será o candidato alternativo. Pedro Santana Lopes, com os apoios que tem recebido ao longo das últimas semanas para protagonizar ele próprio uma candidatura alternativa à de Cavaco Silva ou Bagão Félix, também desejado por alguns sectores.

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Entrevista à TVI: Santana tece duras críticas a Cavaco* Palavras de Pedro Santana Lopes sobre Cavaco Silva e a promulgação da lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. «Portugal precisa de um Presidente mobilizador, com uma leitura dinâmica da Constituição da República, que exerça os seus poderes e leia os seus poderes de um modo que leve os outros órgãos do Estado a sentirem-se exaltados e motivados para trabalhar em conjunto por um projecto nacional», afirma Santana Lopes. A entrevista do antigo primeiro-ministro à TVI fica marcada por duras críticas a Cavaco. Veja aqui.

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Belém 2011

por Pedro Quartin Graça, em 28.05.10

Existe uma única "solução" para tentar ainda salvar a moribunda III República. E sou insuspeito de o dizer já que, como monárquico, não aposto na continuação deste Regime mas sim na sua queda. Mas, acima disso penso em Portugal, defensor que sou da ideia que a restauração monárquica apenas se dará se essa for a vontade democrática dos Portugueses. A solução para a III República reside então em algo que não é novo mas se tem todavia revelado impossível de concretizar: os titulares dos órgãos de soberania fazerem uma inversão completa, a começar por "cima" e a terminar em "baixo" da sua forma de actuar na política e de lidar com a coisa pública. Terem, no fundo aquilo que se costuma designar de "sentido de Estado". E esse, infelizmente, poucos o têm no presente em Portugal. Na prática, e para começar pelo cargo mais importante da Nação, existir alguém como Presidente da República que defenda e concretize um conjunto de princípios que são comuns a um cada vez maior número de portugueses: a defesa da Família e das suas instituições tradicionais, a defesa da Vida; a defesa dos direitos liberdades e garantias; a recuperação da capacidade económica dos portugueses e do emprego, o combate à corrupção e a defesa do Ambiente e da Qualidade de vida dos cidadãos. Com base na praxis do passado e do presente fácil é concluir que esse alguém não é definitivamente Aníbal Cavaco Silva.

Preso a compromissos assumidos em nome de uma estabilidade podre das actuais instituições da República e dos seus titulares, autor da promulgação do casamento "gay", co-responsável pela actual situação económica do País, Cavaco Silva rompeu definitivamente com a confiança que vastos sectores de Portugueses ainda nele depositavam. É uma Presidente enredado na sua lógica de manutenção no poder. Nada acrescenta de novo a Portugal. Mas hoje Cavaco ganhou uma nova dor de cabeça. Aquilo que o deve passar a preocupar daqui para a frente não é saber se Alegre ou Nobre lhe vão tirar votos. É ter de olhar para o seu eleitorado habitual e recear vir a não estar sozinho na "corrida a Belém". E tudo isto por culpa própria.

O ex-primeiro ministro Pedro Santana Lopes deu hoje ao jornal "i" uma longa entrevista. Uma excelente entrevista, diga-se. Uma entrevista na qual o antigo presidente das Câmaras de Lisboa e da Figueira da Foz critica Cavaco Silva mas fá-lo esgrimindo uma argumentação de peso: "Os actos devem bater certo com as palavras. Uma pessoa não deve fazer o contrário daquilo que defende, principalmente um Presidente", diz Pedro Santana Lopes. Santana Lopes é um homem de valores e de princípios e afirma que o assunto "casamento gay" o fez reabrir a questão do possível apoio a Cavaco. Santana tem razão. Esta mesma dúvida paira no espírito de milhares de Portugueses que, se em ultimo caso vierem a votar em Cavaco, o farão contudo como numa eleição presidencial do passado tapando a cara do candidato no boletim de voto. Será sempre um mal menor e não uma eleição por convicção. Perfila-se todavia a possibilidade de uma mudança, a hipótese do surgimento de uma alternativa credível que evite precisamente que estas eleições presidenciais se venham a revelar as menos participadas da história da democracia portuguesa. Uma alternativa que defenda precisamente os valores que têm sido abandonados ao longo das ultimas décadas. Como refere Santana Lopes, "sabe-se lá se não aparece outro candidato a Belém"...

Sabe-se lá mesmo... afinal hoje quem é a "má moeda"?

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Ainda a "Lei da Rolha"...

por Pedro Quartin Graça, em 16.03.10

Uma coisa era criticar antecipadamente a proposta apresentada por Pedro Santana Lopes no Congresso - e que este votou favoralmente, recorde-se - e que ficou conhecida como "Lei da Rolha". Outra, bem diferente, é a dificuldade de muitos dos participantes em Congresso em reconhecer que, ao contrário da sua fraca prestação em sede de análise de propostas de alteração estatutária, Santana fez atempadamente os trabalhos de casa e eles, "maus alunos", não, vindo só agora a terreiro gritar "aqui d´el Rei"...

De um ponto de vista partidário bem compreendo Pedro Santana Lopes dado que os líderes partidários são inacreditavelmente apoucados pelos seus opositores nos media tempos antes das eleições sem que nada possam fazer contra. Por outro lado, creio que a norma é realmente de duvidosa constitucionalidade por violação do direito à liberdade de expressão. Ora aqui começa a demogogia. Em primeiro lugar por parte do Partido Socialista que se "mete" num assunto com o qual nada tem a ver. Se existe entidade que deve verificar da legalidade dos Estatutos do PSD é o Ministério Público junto do Tribunal Constitucional. Por outro lado, por parte de todos os candidatos à presidência do PSD que, no local certo, nada disseram sobre a polémica proposta e agora se aprestam a vociferar contra ela.

A conclusão que se pode tirar é que 99% dos participantes no Congresso votou algo que não leu - o que se lamenta - e que quem promoveu o Congresso - Santana Lopes - apresentou propostas sérias, ainda que polémicas, de alteração estatutária e que apenas beneficiam quem vier a ser presidente do PSD, mas, no final,"ficou com a fava". No fundo, e se necessário fosse, apenas a confirmação de quão ingrata é a política.

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5 anos de degradação da qualidade de vida dos portugueses

por Pedro Quartin Graça, em 12.03.10

Faz este mês 5 anos. Foi no ano de 2005. O tal ano em que Pedro Santana Lopes deixou de ser Primeiro-Ministro, afastado através de uma dissolução, em finais de Dezembro de 2004, da Assembleia da República, que mais não foi do que um golpe de estado constitucional do Dr. Sampaio destinado a favorecer o Partido Socialista. Foi nesse mesmo ano, recordam-se(?) que o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, "descobriu" o alegado "caos" em que as Finanças Públicas se encontravam. Lembro-me bem. Muitos portugueses também se lembram. A verdade é que, como bem assinala Pedro Correia, se vivia melhor nessa época. De lá para cá, qual truque de magia negra, assistou-se à continua degradação da sociedade portuguesa, a todos os níveis. Desde o desmantelamento das maternidades até às "faces ocultas", de tudo se tem passado neste País à beira-mar plantado. Mas para o PS e o seu Secretário-Geral a actual situação política deve-se, apenas, a muito azar e, sobretudo, à crise financeira internacional. Agora, sempre debaixo da necessidade de "estabilidade" das decrépitas instituições da República, encontraram em Cavaco Silva o parceiro ideal para a sua perpetuação no poder. Com um aliado destes só um louco se aventura a apoiar Alegre.

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