Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Domingo de Páscoa

por João Távora, em 21.04.19

Resucitado_RaffaellinoDelGarbo.jpg

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


No primeiro dia da semana, ao romper da manhã, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia foram ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado. Encontraram a pedra do sepulcro removida e, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com o su¬cedido, apareceram-lhes dois homens com vestes res¬¬plandecentes. Ficaram amedrontadas e inclinaram o rosto para o chão, enquanto eles lhes diziam: «Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’». Elas lembraram-se então das palavras de Jesus. Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze, bem como a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos. Mas tais palavras pareciam-lhes um desvario e não acreditaram nelas. Entretanto, Pedro pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, viu apenas as ligaduras e voltou para casa admirado com o que tinha sucedido. 


Palavra da salvação. 

 

Ilustração: pintura de Raffaellino del Garbo (1466 - 1524)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo de Páscoa

por João Távora, em 01.04.18

Ressurreicao.jpg

Fra Angelico (1395-1445) Fresco. Convento de São Marcos em Florença.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Marcos 


Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?». Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse». 


Palavra da salvação. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo de Páscoa

por João Távora, em 27.03.16

jesus.jpg

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


No primeiro dia da semana, ao romper da manhã, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia foram ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado. Encontraram a pedra do sepulcro removida e, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com o sucedido, apareceram-lhes dois homens com vestes resplandecentes. Ficaram amedrontadas e inclinaram o rosto para o chão, enquanto eles lhes diziam: «Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’». Elas lembraram-se então das palavras de Jesus. Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze, bem como a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos. Mas tais palavras pareciam-lhes um desvario e não acreditaram nelas. Entretanto, Pedro pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, viu apenas as ligaduras e voltou para casa admirado com o que tinha sucedido.

Da Bíblia Sagrada

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Paixão

por João Távora, em 25.03.16

jesus416.jpg

Sexta-feira Santa para os cristãos é tempo de oração, de penitência e introspecção. Se com Jesus partilhámos quarenta dias no deserto, hoje com Ele nos dispomos mais logo a padecer na Via Sacra, um exercício espiritual e físico que se faz revivendo o trajecto seguido por Jesus carregando a cruz, que vai do Pretório até o Calvário no caminho da crucificação. Eu todos os anos participo nesse ritual, juntando-me às orações das gentes do Vale de Acór – instituição católica da margem sul que há mais de 25 anos abriga e trata toxicodependentes - numa inspiradora procissão que serpenteia pelas ruas do Bairro do Pica-Pau Amarelo em direcção à Igreja Matriz do Monte da Caparica. Esta é uma caminhada densa que cada um faz entregando a sua História, as suas angústias, as suas faltas e desejos. No final, já noite escura, prostrados perante Jesus Cristo humilhado, vilipendiado, crucificado e morto num banho de dor lancinante, podemos recordar o seu deseperado apelo: “Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?" eco de uma solidão tão profundamente humana. Nascera assim como o mais pobre dos homens trinta anos antes em Belém, aquecido pelos animais numa manjedoura e reverenciado por pobres pastores. 

Acontece que é também na rendição a um destino ou verdade que se esconde um singular atalho de libertação. Quando paramos de lutar contra os nossos medos e dores, acumulados até à exaustão com os ferimentos duma fuga interminável que perdeu sentido e direcção. Para nos encontrarmos em descanso na profundidade da nossa mais recôndita consciência, numa entrega incondicional ao Criador. “Nas tuas mãos, entrego o meu espírito”. Parece-me que chegamos à maturidade quando descobrimos que é este desprendimento a única saída dos imensos becos que edificamos a cada dia. Que não somos donos do nosso destino, e que só assim actua em nós o perdão redentor que nos vai devolver a vida, a esperança, um amanhecer, um Homem que se renova. O homem novo que se liberta do sepulcro em que se deixou enclausurar, claustrofóbico, egocêntrico, confundido.
A penitência é rejeitada pela modernidade que renega a culpa e o sofrimento, e promove o orgulho, a ilusão da auto-suficiência e do "amor próprio", a fuga para a frente. Sem dar conta que o mal não é um fenómeno exterior a cada um de nós, que a libertação do Homem é um caminho pessoal na aceitação de si próprio inteiro, com todas os falhas, feridas e muita lama nos pés. O mundo seria bem melhor se todos conseguíssemos ressuscitar no Domingo da Páscoa do Senhor. Coisa que não é possível sem a Sexta-feira Santa.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Tríduo Pascal - 3

por João Távora, em 05.04.15

Pietro_Perugino.jpg

 "Ressurreição" 1499-1500 Perugino 

Vigília Pascal -  Evangelho segundo S. Marcos 16, 1-8


Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?». Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse».

 

Da Bíblia Sagrada

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tríduo Pascal - 2

por João Távora, em 03.04.15

crucificacao-jesus.jpg

"Cristo crucificado entre dois ladrões" Rubens

 

Sexta-feira Santa - Evangelho segundo S.Marcos 15:33-39


Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. À hora nona bradou Jesus em alta voz: 'Eloí, Eloí, lamá sabactâni'? que quer dizer, Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste? Alguns que ali estavam, ouvindo isto, disseram: Ele chama por Elias. Um deles, correndo, ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. Jesus, dando um grande brado, expirou. O véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião, que estava em frente de Jesus, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.»

Da Bíblia Sagrada

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Cruz

por João Távora, em 02.04.15

Titian_-_Christ_Carrying_the_Cross_-_WGA22830.jpg

Cristo carregando a sua cruz. Ticiano 1565 

 
A Cruz é sinónimo da libertação: a dor olhos nos olhos, sem resistência à angustia, à dúvida, à incompletude. O desprendimento de nós face a grandiloquência do desconcertante destino torna-se afinal o vislumbre de um lugar de paz interior, de recomeço. A verdadeira revolução que concede a tranquilidade ao Homem: capaz de amar o outro como a si mesmo, capaz de amar o seu inimigo, assumir a sua cruz. A pacificação com o criador – a irmandade em Jesus Cristo. A morte que resulta em Vida, no homem Novo. A cruz é a noite escura de nós que afinal nos faz inteiros, livres do nosso precário personagem, hoje mesmo. A beleza da cruz. Aprendamos a não fugir dela, então. Só assim teremos uma boa Páscoa. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tríduo Pascal - 1

por João Távora, em 02.04.15

640px-The-Last-Supper-large.jpg

 

Jesus profetiza sua traição por Judas, por Carl Heinrich Bloch.
 

 

 Quinta-feira Santa - Evangelho segundo S. João 13, 1-15

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».  

Da Bíblia Sagrada

Autoria e outros dados (tags, etc)

Por mais nada

por João Távora, em 20.04.14

O maior privilégio dos de Cristo, é a confiança íntima de saberem que apenas perante Ele se devem verdadeiramente ajoelhar. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo de Páscoa

por João Távora, em 20.04.14

Evangelho segundo S. Mateus


Depois do sábado, ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o sepulcro. De repente, houve um grande terramoto: o Anjo do Senhor desceu do Céu e, aproximando-se, removeu a pedra do sepulcro e sentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago e a sua túnica branca como a neve. Os guardas começaram a tremer de medo e ficaram como mortos. O Anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui: ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver o lugar onde jazia. E ide depressa dizer aos discípulos: 'Ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis'. Era o que tinha para vos dizer». As mulheres afastaram-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e grande alegria, e correram a levar a notícia aos discípulos. Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante d’Ele. Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que partam para a Galileia. Lá Me verão»

 

Da Biblia sagrada

Autoria e outros dados (tags, etc)

Boa Páscoa

por Luísa Correia, em 19.04.14

Autoria e outros dados (tags, etc)

A noite, a angústia, a solidão, o breu

por João Távora, em 18.04.14

 

Sexta-feira Santa

Autoria e outros dados (tags, etc)

Offline

por João Távora, em 28.03.13

Retiro-me até Domingo para as celebrações do Tríduo Pascal. Votos de uma Santa Páscoa para todos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Semana Santa

por João Távora, em 06.04.12

 

(...) Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. 

Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» 
Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua. 
Depois disso, Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir totalmente a Escritura, disse: «Tenho sede!» 
Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissopo, chegaram-lha à boca. 
Quando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tudo está consumado.» E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 
Como era o dia da Preparação da Páscoa, para evitar que no sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 
Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente. 
Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. 
Porém, um dos soldados traspassou-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. 
Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também. 
É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. 
E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que trespassaram. 
Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas secretamente por medo das autoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e retirou o corpo. 
Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. 
Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os perfumes, segundo o costume dos judeus. 
No sítio em que Ele tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 
Como para os judeus era o dia da Preparação da Páscoa e o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus.

 

Evangelho segundo S. João  

Autoria e outros dados (tags, etc)

O homem novo

por João Távora, em 22.04.11

 

Para muitos, a Páscoa significa hoje em dia apenas uma ocasião para umas pequenitas férias. Uma ansiosa escapadela às opressivas tensões rotineiras, com muitas amêndoas e demais comezainas. Para os católicos praticantes, este deverá ser um período de recolhimento, penitência e oração. Deverá ser um período de reforçada tolerância e entrega aos outros. Deverá ser um tempo de comunhão intensa com Cristo, para uma “travessia interior” que preceda uma sentida redescoberta do “homem novo” em cada um. Homem novo que o cristão empenhado renovadamente deveria alcançar em cada Páscoa. Um homem verdadeiramente amado e assim verdadeiramente livre para viver e amar.

Assim, se Deus quiser, a minha Semana Santa não é uma ocasião para uma escapadela. É a procura de encetar uma outra “viagem”, feita de oração e silêncio na busca da verdadeira felicidade, a Páscoa em comunhão com Jesus.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Tríduo Pascal é um conjunto de três dias celebrado no Cristianismo que preparam a Páscoa. Começou hoje Quinta-Feira Santa, em que se celebrou a Missa do Crisma em que os sacerdotes renovam os seus votos, e a Missa do Lava-pés ao fim da tarde, em memória do gesto pleno de Amor e simbolismo de Cristo que se dispôs lavar os pés aos apóstolos antes da última ceia. Amanhã, Sexta-Feira, é o dia em que se celebra a Paixão, o único do calendário litúrgico sem Eucaristia (Consagração do Corpo e sangue de Cristo). Este é um dia de jejum e oração marcado pelo ritual da Via Sacra, uma oração em marcha solene que nos lembra, através de "14 Estações", o trajeto seguido por Jesus carregando a cruz entre o Pretório e o Calvário. O Tríduo culmina com a celebração da Vigília Pascal na véspera do Domingo de Páscoa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Do vagar

por João Távora, em 30.03.11

 

Já não é só a frenética cidade, mecânica, electrónica, esquizofrénica: atropelados pela vertigem virtual, mediática, escapa-nos a Essência. Caminhamos sem olhar pró caminho, guiados por códigos ergonómicos e imagens plastificadas que nos entram pelos olhos dentro numa cegueira de procura. Entorpecidos e cegos de Sentido. Quando foi a última vez que olhámos para a lua, que ouvimos um coração, escutámos o silêncio?
A realidade fala baixinho mas é coisa completa, sem mediação: só acessível num vagar táctil e silencioso que inquieta. Afinal há uma verdade que se oferece escondida na vontade, subjugada pelas pressas e aflições. Pressa que não tem o meu menino, quando guarda uma folha de árvore seca como se fosse o seu maior tesouro. Quando na espera à janela  (sempre a espera) se espanta, e com o dedito desafia a gota minúscula que desliza hesitante no vidro embaciado.
É só no vagar e no silêncio que ecoa o mistério, o espanto que é urgente, antítese da indiferença, do tempo que passa, envelhece e mata sem sabor nem sentido. O espanto dum demorado abraçar, aninhado numa entrega absoluta. O Amor, com odores familiares, sons secretos e gentis texturas, ardentes de vida. O regresso ao sereno mistério duma Catedral que brilha no silêncio da noite, em festa pelo reencontro, pela ressurreição. Como é urgente o vagar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Sexta-feira Santa

por João Távora, em 06.04.07
Hoje, pela noite dentro, comunidades cristãs oram e velam Jesus Cristo, traído e condenado. Fazem-no discretamente enquanto a vida corre, cada vez mais indiferente, ali no repleto casino, no trânsito agitado ou no imponente shopping.
Em muitos templos e paróquias pelo país afora, há um povo cristão que nesta noite de Quinta para Sexta-feira Santa reza fervorosamente e pede perdão a Deus. Pedimos perdão pelas vezes sem conta que displicentemente entregamos Nosso Senhor aos fariseus por umas míseras moedas. Pelas nossas distracções e traições. Pedimos perdão pela pesada cruz que há dois mil anos Lhe teimamos em depositar nas costas torturadas.
Hoje pela noite dentro, na Igreja de Stº António do Estoril, com o sacrário vazio e a figura de Cristo coberta por um manto branco, por entre cânticos e silêncios, reza-se, faz-se penitência por Jesus crucificado e pela humanidade. Que tarda a discernir a sua matriz divina e o seu caminho para Deus, para o bem e para Liberdade.
Hoje, por algumas horas roubadas à minha agitada rotina, de joelhos, rezei e pedi a Deus por todos e por mim - o único sobre qual possuo alguma influência para a mudança. E então, de coração aberto, ter a Graça de participar na festa do próximo Domingo. O dia em que celebraremos a ressurreição de Nosso Senhor triunfante em toda a glória. A Páscoa Cristã.

Imagem: O pacto de Judas de Duccio di Buoninsegna
(N. 1255, Siena, M. 1319, Siena)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Serviço público

por M. Isabel Goulão, em 05.04.07
Para quem vive por Lisboa, o Paulo Ferrero (O Carmo e a Trindade) dá sugestões de confeitarias e pastelarias onde se podem comprar todo o tipo de amêndoas.
O roteiro vai desde amêndoa tipo francês, amêndoa de sobremesa, com cobertura de caramelo, amêndoa exótica (prata, de cacau, etc.) e também de trufas com champagne ou mascarpone (ainda mais exóticas).
Uma Páscoa doce.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

A escapadela e a Liberdade

por João Távora, em 01.04.07
A Semana Santa, para muitos, significa hoje em dia apenas uma ocasião para umas pequenitas mas ansiadas férias. Uma ansiosa escapadela às opressivas tensões rotineiras, com muitas amêndoas e demais comezainas.
Para os católicos praticantes, este deverá ser um período de recolhimento, penitência e oração. Deverá ser um período de reforçada tolerância e entrega aos outros. Deverá ser um tempo de comunhão intensa com Cristo, para uma “travessia interior” que preceda uma sentida redescoberta do “homem novo” em cada um. Homem novo que o cristão empenhado renovadamente deveria alcançar em cada Páscoa. Um homem verdadeiramente amado e assim verdadeiramente livre para viver e amar.
Assim, se Deus quiser, a minha Semana Santa não será ocasião para uma mera escapadela. Será sim uma oportunidade de encetar uma redentora “viagem” na busca de uma verdadeira paz e felicidade, que é o que significa uma Páscoa em comunhão com Jesus.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Luís Lavoura

    Sobre o linque para a "família cristã" do João Táv...

  • EMS

    Qual é o interesse jornalístico em noticiar um gru...

  • Rezingão

    As pessoas é que não confiam neste estado de sítio...

  • Anónimo

    As pessoas é que não confiam neste estado de sítio...

  • Anónimo

    Sempre que há celebrações e ajuntamentos de grande...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2006
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D

    subscrever feeds