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Atrevimento ou vingança?

por João Távora, em 18.11.11

 

Desta feita as vítimas do inquérito de cultura geral são os professores... um dia foram alunos também.  
Que tal a brincadeira nos Passos Perdidos? O sucesso é garantido.


O comentário do João Ladeiras publicado aqui em baixo, em que denuncia uma espécie de cilada “jornalística” à porta da universidade com vista a obter uma peça de vídeo para replicação viral na internet sobre a "ignorância da juventude", um tema de sucesso garantido, remete-nos para a séria questão do papel do 5º poder na sociedade mediatizada contemporânea. 
É inegável que as políticas de ensino para as estatísticas e a massificação das licenciaturas, muitas delas que não são mais que pequenos cursos técnicos ou simples artimanhas para atrasar a entrada dos jovens no mercado do desemprego, teve como resultado o trasvazar massivo da indigência cultural para o universo universitário. 
Mas tão grave quanto isso é sermos diariamente violentados por um jornalismo impune que subjuga os valores e a própria notícia, não aos factos mas ao preconceito, ao ressentimento social ou ideológico a promover, quando não simplesmente a uma lógica comercial. A salvaguarda da sacrossanta liberdade de expressão remeteu-nos para uma tendência de total impunidade: a auto-regulação é um mito, e o bom senso definitivamente não resulta em parangonas, a racionalidade é má para o negócio.  Num regime cujas instituições hipotecaram o poder pela urgência dum prato de lentilhas, o jornalismo pop que vigora completa e reafirma o mais negro diagnóstico: estamos de facto entregues à bicharada.

 

PS.:  Ao João Ladeiras reafirmo o conselho do meu colega Rui Tabosa: é nos livros que se vai buscar o Saber, e do que V. depreenderá deste caso, jamais aos jornais e muito menos às revistas que quando o abordam, se limitam a comentá-lo, sabe Deus sob que perspectiva e com que bases. Para quem não os puder adquirir nas livrarias estão disponíveis nas bibliotecas. 

Fui eu quem respondeu Miguel Arcanjo à questão "Quem pintou o tecto da Capela Sistina?" Agora que vos consegui cativar a atenção, tenho a dizer que o papel da Sábado foi puramente ignóbil, tendo dado instruções completamente opostas àquilo que se pode constatar tanto no vídeo, como também na revista publicada hoje. A verdade é que me fizeram 10 perguntas e só mostraram a que eu errei que, como podem comprovar os que se encontravam presentes, acabei por corrigir e responder, então, Miguel Ângelo. Em todo o caso, a minha resposta deveu-se ao simples facto de ter frequentado o Externato São Miguel Arcanjo e, ao mesmo tempo, com a pressão da própria entrevista, dei essa mesma gafe - corrigindo-a assim que apercebi -. De acrescentar que quando concluída a entrevista, fiquei à conversa com a jornalista Inês Pereirinha, perguntando-lhe se esta mesma entrevista ia ter semelhanças a uma que o programa 5 para a meia noite já teria feito, tendo obtido uma resposta negativa a este meu comentário. Todavia, para além de ter sido humilhado como nunca tinha sido até à data, ficou em causa o bom nome da instituição que eu frequento - ISPA - IU -, sendo considerada a melhor instituição de ensino na área da Psicologia. Acabei por ser vilipendiado em praça pública, sentindo-me completamente desolado. Acho-me uma pessoa culta que, durante o trajecto Casa-Escola, Escola-Casa, que tem uma duração aproximada de 2h30/3h diárias, lê os jornais gratuitos que consegue adquirir e, ao mesmo tempo, é assinante da revista Visão. Há tanto assunto que poderia ser discutido, como a abolição do desconto de 50% nos passes sociais que, assim, me vão obrigar a pagar cerca de 85€ mensais, ficando-me mais barato dirigir-me à faculdade de carro. Já tentei contactar a jornalista Inês Pereirinha por 2 vezes, acabando por nunca obter qualquer tipo de resposta. Deixo-vos com uma das mensagens que enviei para a jornalista e, aproveito para anunciar, que estou a reunir todos os elementos necessários para processar a jornalista em causa e, igualmente, a revista Sábado. "A ignorância dos nossos universitários", se se sentir bem com o trabalho que realizou, digo-lhe, com tristeza, que você e os restantes colegas são ignóbeis. Vou ainda dirigir-me às autoridades competentes para apresentar uma queixa formal sobre o uso indevido da minha entrevista, sabendo você qual a razão dessa mesma denúncia/queixa. O que mais me impressiona é a generalização que vocês fazem e, mais gravoso, apresentarem ao público uma imagem dos universitários somente com as gafes dos mesmos, não tendo em conta qualquer tipo de pressão momentânea, nem referindo que foi elaborada e apresentada uma panóplia de perguntas a cada universitário.

 

João Ladeiras da caixa de comentários



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