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Ora bolas

por João Távora, em 31.03.14

Ouvir o treinador do Porto na TV dizer que a sua equipe se sente prejudicada pela arbitragem é um curioso sinal dos tempos.

Mais considerações aqui

 

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Cá se fazem, cá se pagam

por Pedro Correia, em 13.04.09

Ouço o director de comunicação do Benfica clamar contra o árbitro após o Benfica-Académica, jogo em que o clube da águia foi derrotado, levando os últimos crentes da Luz a perder a fé num título conquistado por milagre. Para João Gabriel, o homem do apito "fez um péssimo trabalho", roubando uma putativa vitória ao Benfica. Curioso: este é o mesmo responsável que há duas semanas foi incapaz de reconhecer que o clube ainda presidido por Luís Filipe Vieira e ainda treinado por um tal de Quique Flores só conquistou a Taça da Liga por brinde do pior árbitro desta temporada - e, não contente com isso, ainda se fez filmar com a referida taça em pano de fundo, numa provocação gratuita ao Sporting. Confirma-se o adagio: cá se fazem, cá se pagam.

 

Ler também isto.

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Contabilista, precisa-se

por Pedro Correia, em 29.03.09

Voltámos à fase das contas neste cada vez mais falhado apuramento para o Mundial. Não precisamos de um seleccionador: precisamos antes de um bom contabilista.

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Por vezes a bola não entra

por Pedro Correia, em 29.03.09

Cristiano Ronaldo filosofando após o Portugal-Suécia (0-0) desta noite: "A bola não quis entrar. Futebol é assim: por vezes a bola não entra."

 

Tão bom a filosofar como a jogar pela selecção. Melhor que ele, só mesmo Carlos Queiroz a organizar a equipa contra o poderosíssimo onze sueco, pondo Deco a suplente. Na noite do apagão planetário, nada mais adequado. Com o resultado que sabemos.

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Registo

por Pedro Correia, em 27.03.09

José Medeiros Ferreira mantém intacta a capacidade de análise que o celebrizou: "Vendo as imagens chega-se à fácil conclusão que a bola não foi jogada pela mão do peitudo Silva. Falta mal assinalada portanto. Como tantas outras. Faltavam vinte minutos para o fim da partida. Ninguém mais pensou em desempatar. As substituições indicavam que os dois treinadores, que dão o seu melhor a comunicar com o público, lançavam em campo os tecnicistas da marcação de grandes penalidades."

No futebol como na política, eis o nosso principal defeito: passamos a vida à espera que tudo se resolva com uma grande penalidade.

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Os coveiros do futebol

por Pedro Correia, em 23.03.09

 

Textos como o do Miguel Somsen, aqui em baixo, fazem-me ainda crer no futebol como sinónimo de desporto. Em perfeito contraste com as atitudes de Lucílio Baptista, que vem reconhecer que errou sem pedir desculpa aos espectadores que acompanharam a final da Taça da Liga no estádio ou em casa, vem diluir as suas responsabilidades num suposto parecer do seu auxiliar que só ele terá ouvido e vem reconhecer que não se apercebeu do facto de Pedro Silva lhe ter dado um forte 'encosto' com o peito, o que só comprova que não estava em condições de arbitrar aquele jogo. Quanto mais fala, mais se enterra. E o problema maior é que pessoas como ele enterram também o futebol com isto.

 

ADENDA - Não têm faltado portistas e até benfiquistas a reconhecer, com isenção, que não houve verdade desportiva nesta final. Como este. Ou este e este. E até este. Mas estranho o silêncio deste.

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Menos que primários

por Pedro Correia, em 22.03.09

O João Tunes vem acusar-me, na caixa de comentários deste post, de ter "roubado o direito ao uso da inteligência por parte dos benfiquistas". Isto, vejam lá, porque me atrevi a escrever que o árbitro Lucílio Baptista, ao inventar um penálti, lesou o Sporting num título que vale um milhão de euros, roubando-lhe a vitória em campo e concedendo "um generoso brinde" a seis milhões de benfiquistas. É uma "indignação primária", assegura ele, dando a entender que ninguém embandeirou em arco com este monumental esbulho. Sugiro-lhe uma espreitadela a este blogue antes de chamar primários aos outros. E assim, sobre este assunto, ficamos conversados.

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O "campeão de Inverno" e os oficiosos da bola

por Pedro Correia, em 23.12.08

Nem a manchete garrafal do oficioso A Bola a puxar, rivalizando em zelo propagandístico com o jornal do Benfica, ajudou o onze comandado por um tal de Quique Flores a dar o grande salto em frente no campeonato. Vale-lhe ser o "campeão de Inverno, o que não acontecia há 15 anos", como ainda há pouco garantia na televisão outra figura isenta do jornalismo desportivo. Não sei o que é um "campeão de Inverno", a menos que estejamos a falar de snowboard ou esqui alpino. Mas sei que é divertido rever depois dos jogos estas manchetes que nunca passariam pela cabeça de um Carlos Miranda, um Vítor Santos ou um Carlos Pinhão.

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O pretexto que faltava

por Pedro Correia, em 02.12.08

Agora é que  que este senhor deve deixar de ser convocado para a selecção. Já pode ficar a contemplar o prémio e a mirar-se ainda mais ao espelho enquanto dá lugar a outro. A selecção precisa de quem saiba jogar. Mas precisa sobretudo de quem queira jogar.

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O clube de fãs de Queiroz

por Pedro Correia, em 24.11.08

No tempo extra-longo* que a SIC Notícias lhe concede, Rui Santos acaba de dar quatro no cravo e cinco na ferradura a comentar o Brasil-Portugal de tristíssima memória. Ele, que foi um dos maiores entusiastas da vinda de Carlos Queiroz para o lugar de Luiz Felipe Scolari, reconhece que a exibição da equipa portuguesa foi "um desastre" mas mantém os elogios descabelados ao seleccionador que tem falhado em toda a linha e desbaratou num par de meses o que o antecessor construiu ao longo de vários anos.

Anotei alguns desses elogios:

"Carlos Queiroz treinou os melhores jogadores do mundo."

"Eu não duvido nunca das capacidades de Carlos Queiroz."

"Carlos Queiroz faz muita falta ao futebol português."

"É um treinador necessário a qualquer federação de futebol do mundo."

Isto, sublinho, depois do desastre brasileiro. O culto de Queiroz que persiste entre os comentadores domésticos que saudaram quase em uníssono a sua vinda é um dos motivos que melhor explicam a sucessão de desaires da selecção. Perca por poucos ou perca por muitos, há sempre alguém pronto a pôr-lhe a mão por baixo. Curiosamente, estes membros honorários do clube de fãs de Queiroz são os mesmos que não perdoavam o mínimo deslize a Scolari. Alguém aí falou em coerência? Deixem-me rir.

 

* Expressão, ajustadíssima, do nosso leitor Manuel Leão

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Toma lá mais seis, Queiroz

por Pedro Correia, em 20.11.08

Foi um grande jogo de futebol, cheio de golos. Só teve um problema: havia apenas uma selecção em campo. O Brasil-Portugal desta madrugada acabou em 6-2, com golos brasileiros para vários gostos. Portugal há 25 anos que não perdia por tantos, desde um nada saudoso encontro com a ex-URSS no dia 27 de Abril de 1983 em que levámos 0-5. Os "canarinhos" foram compinchas: podiam ter marcado bastantes mais. A selecção portuguesa, onde até figurou um tal de César Peixoto, andou desaparecida durante toda a partida: viram-se uns lances individuais, protagonizados por um Cristiano Ronaldo cheio de vocação para futebol de praia, mas nada de equipa. Nadinha.

Parabéns ao escrete brasileiro: Kaká, Robinho, Elano, Luís Fabiano e todos os outros deram espectáculo. Carlos Queiroz, à sua maneira, também deu: um confrangedor espectáculo de passividade, conformismo, falta de liderança, falta de leitura de jogo e absoluta incapacidade de construir uma equipa. Felizmente para ele, deste lado do Atlântico não faltam jornalistas amigos capazes de o absolver de tudo: aposto que transformarão esta copiosa derrota numa nova "vitória moral".

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A zero (parte II)

por Pedro Correia, em 16.10.08

A selecção portuguesa jogava em casa. Com estádio cheio - cerca de 30 mil pessoas em Braga. O adversário era a modesta Albânia, situada em 83º lugar na classificação da FIFA (Portugal, fruto do bom trabalho de Scolari, está em décimo). Como se isto não bastasse, jogou grande parte do encontro em superioridade numérica devido à expulsão de um jogador albanês. Nada disto foi suficiente para esta descolorida e desgarrada selecção de Queiroz descolar da chapa zero a que o novo seleccionador nacional começa a habituar-nos: a mediocridade voltou a imperar no relvado, onde não se viu uma equipa mas uns rapazitos de calções que pareciam jogar juntos pela primeira vez. O meio-campo foi inofensivo e desarticulado: até o astro Cristiano Ronaldo, presença assídua em todas as revistas del corazón, estava irreconhecível. A linha dianteira abusou da inépcia, com destaque para um tal Danny, a grande novidade de Queiroz nesta selecção pós-Scolari que ontem demonstrou não ter qualidade para titular da equipa.

É certo que Hugo Almeida mandou a bola ao poste. E que Nuno Gomes fez um excelente passe para golo, logo desperdiçado por Nani. Mas - repito - Portugal tinha um jogador a mais e jogava contra uma selecção classificada 73 furos abaixo da nossa. Nem assim se salvou do zero. "Azar", concluiu Queiroz. Não é azar: é falta de liderança - no campo e fora dele. Com cinco pontos já perdidos em casa, entre seis possíveis, a selecção das quinas pode antecipadamente dizer adeus à qualificação para o Mundial da África do Sul.

Ficam assim satisfeitos todos os comentadores desportivos que praticamente sem excepção, e com Rui Santos à cabeça, acolheram entusiasticamente o regresso de Queiroz ao cargo de seleccionador. Nunca se deve voltar a um lugar onde se foi infeliz. Ele voltou: os resultados estão à vista. Batam palmas.

 

ADENDA: Naturalmente, só posso estar de acordo com o que o João Távora e o Paulo Cunha Porto já aqui escreveram sobre este assunto.

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Porreiros, pá

por Pedro Correia, em 12.10.08

Leio os títulos da imprensa desportiva sobre o medíocre jogo Suécia-Portugal. Parecem os títulos de antigamente, cheios de referências à suposta vitória moral da selecção das quinas e ao malandro do árbitro que nos roubou o triunfo.

Títulos como estes:

- "Nervo de Ronaldo e super Quim"

- "Medo combatido com garra"

- "Já não há penalties na Europa"

- "Árbitro italiano não deixou o génio sair da lâmpada"

- "Enorme João em país de gigantes e o verdadeiro mestre Alves"

Chega para amostra. Como haveremos de esperar mais e melhor dos jogadores portugueses se o nível de exigência é este na imprensa da especialidade?

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A zero

por Pedro Correia, em 11.10.08

Depois do 2-3 contra a Dinamarca, em casa, um frouxo empate a zero contra a Suécia, lá fora. Agora sob a batuta do "professor" Queiroz, a selecção portuguesa voltou à mediocridade de sempre, depois do interregno Scolari. Nada que espante. O que mais me admira é haver quem fique satisfeito com isto. Há gostos para tudo.

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