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Que país é este?

por Pedro Correia, em 19.09.09

Uma excelente pergunta de Bernardo Lobo Xavier.

Heróis, vilões e o 'jornalismo de causas'

por Pedro Correia, em 11.01.09

 

Parece ter chegado ao fim um dos maiores folhetins que alimentaram nos últimos anos a comunicação social portuguesa, dando origem a diversas erupções do chamado 'jornalismo de causas', que adora transformar uns quantos em heróis e outros tantos em vilões. Refiro-me ao caso Esmeralda, que deu até origem a uma ternurenta figura de estilo - a dos 'pais afectivos', enquanto se estigmatizava o chamado 'pai biológico', como se de uma besta se tratasse.

Em que consistiu afinal este caso? Na contínua e persistente fuga à justiça de um casal que tinha indevidamente acolhido uma menina que no próximo dia 12 completará sete anos. Esmeralda, registada como filha de pai incógnito por uma brasileira então imigrante ilegal, foi entregue pela mãe ao casal Luís Gomes-Adelina Lagarto com três meses e 16 dias, a 28 de Maio de 2002.

Sucede que o pai da miúda tinha rosto e nome: Baltazar Nunes disponibilizou-se a fazer exames hematológicos comprovativos da paternidade, confirmada a 8 de Janeiro de 2003. Um mês depois, perfilhou Esmeralda.

Sublinho: isto aconteceu há seis anos.

 

Seguiu-se um longo calvário de tribunal em tribunal, ilustrativo da degradação a que chegou a justiça portuguesa. A primeira sentença de regulação do exercício do poder paternal que atribuiu a guarda ao pai data de 13 de Julho de 2004, já Esmeralda tinha dois anos e meio. Mas o casal que a mantinha a seu cargo recusou cumprir a ordem judicial: sucedeu-se uma catadupa de recursos.

A Relação de Coimbra e o Supremo deram razão a Baltazar, que desde Julho de 2004 procura - sempre pela via judicial, com um civismo irrepreensível - ficar com a filha. O casal recusou invariavelmente a entrega da menina: nos dois anos seguintes, Luís e Adelina mudaram várias vezes de casa, evitando as notificações do tribunal. Os jornalistas encontravam-nos, a polícia nem pensar (Luís é sargento da GNR). A situação configurava um autêntico crime de sequestro, aplaudido pelo 'jornalismo de causas' e várias senhoras 'da nossa melhor sociedade', como antigamente se dizia.

O sequestro manteve-se mesmo após a Relação de Coimbra, a 26 de Setembro de 2007, confirmar a sentença da regulação do poder paternal que concedia a guarda ao pai. Só em Março de 2008 este teve pela primeira vez acesso à filha - em ambiente de histeria colectiva, onde não faltou quem promovesse o linchamento moral de Baltazar na praça pública, enquanto o sargento e a esposa se desdobravam em campanhas mediáticas.

 

Só agora as decisões dos tribunais estão a ser respeitadas: tarde e a más horas, cumpriu-se a determinação do poder judicial. Pai e filha vivem finalmente sob o mesmo tecto.

De caminho, assistiu-se a um festival de barbaridades. Desde os (ir)responsáveis da Segurança Social que deram luz verde para que Luís e Adelina ficassem com Esmeralda em 2004 sem terem ouvido Baltazar uma só vez até um ilustre pedagogo e uma zelosa pedopsiquiatra que, retomando o tom de histeria das campanhas anteriores, alertam agora para a possibilidade de suicídio da criança. É ainda a mania de forjar vilões - com uma leviandade que arrepia.

 

Ler também:

- António Pais, no Fim de Semana Alucinante (aqui e aqui)

- Eduardo Pitta, no Da Literatura

- Jorge Sousa, no Oh Não!

- Manuel Henriques, n' O Beirão Recalcitrante

- Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória

- Carlos Barbosa de Oliveira, no Delito de Opinião

Estado de mal-estar (II)

por Pedro Correia, em 27.12.08

"Vírus da gripe está a atacar os portugueses", confirma um repórter da SIC Notícias. Azar o nosso. O raio da gripe não ataca os brasileiros, ucranianos, angolanos e caboverdianos residentes em Portugal.

Estado de mal-estar (I)

por Pedro Correia, em 27.12.08

O povo que outrora se fez ao mar em cascas de noz, dando novos mundos ao mundo, entope hoje as urgências hospitalares por causa de uma gripe.

Um país, dois sistemas

por Pedro Correia, em 14.11.08

As "condenações inequívocas" do Presidente da República ainda não chegaram à Madeira. Lamentavelmente.

As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 06.10.08

Há três anos e meio vivíamos melhor.

O agente que conduzia sem ter carta

por Pedro Correia, em 30.09.08

O agente M., em serviço na divisão de trânsito da PSP de Faro, era considerado, por superiores e colegas, um dos melhores polícias daquele departamento. O seu elevado profissionalismo, aliado a um olho clínico para detectar condutores sem carta, traduzia-se num elevado número de contra-ordenações diárias.
Na semana passada, numa inspecção de rotina, efectuada por um oficial, ficou a saber-se que não possui, nem nunca possuiu, habilitação legal para conduzir qualquer tipo de veículo automóvel.

Durante anos, no comando de Lisboa, onde esteve cerca de uma dúzia de anos, e depois em Faro, onde já está colocado há meia dúzia, o agente conduziu toda a espécie de veículos policiais: automóveis, motos e até reboques e nunca se viu envolvido em qualquer acidente.

 

Uma história bem à portuguesa, que acabo de ler no Correio da Manhã. São casos destes que continuam a fazer deste país um imenso pátio das cantigas, mesmo sem Ribeirinho nem Vasco Santana.

O troglodita travestido de herói

por Pedro Correia, em 20.09.08

Espreito os escaparates dos jornais. Reparo na capa de uma revista, que titula em letras garrafais: "Ainda há homens assim." De que se trata? De um sujeito que foi a um programa de televisão, que não vi nem tenciono ver, e confessou ao País que "bate na mulher e insulta-a em público, não admite que lhe levantem a voz em casa" e "fica fora de si quando o jantar se atrasa." Lá vem a foto do troglodita, subitamente promovido a herói nacional, como se tivesse ganho uma medalha olímpica.

Pensamos ter avançado muito, em grau de civilidade e patamares éticos, mas eis-nos sempre no sítio onde começámos: nas cavernas. Com a diferença de que o homem do paleolítico não era promovido em revistas e jornais...

Hoje, ontem, anteontem - tanto faz

por Pedro Correia, em 12.09.08

"Portugal perdeu ontem com a Dinamarca por 2-3", apregoava esta manhã o noticiário sonoro nas estações de metro de Lisboa. É uma nova forma de masoquismo nacional - o masoquismo electrónico em locais públicos. E fora de prazo, ainda por cima.

A guerra mora ao lado

por Pedro Correia, em 28.08.08

 

O novo czar Putin e o seu duplo, Dmitri Medvédev, aumentam o braço de ferro com a Europa por saberem que boa parte dos países da UE depende fortemente do combustível russo. A Eslováquia, por exemplo, importa da Rússia todo o petróleo que consome. Outros países estão fortemente condicionados pelo crude russo: a Hungria (98%), a Letónia (97%), a Polónia (95%), a Finlândia (81%) e a República Checa (70%). Mesmo países como a Bélgica (que importa da Rússia 39% das suas necessidades petrolíferas), Suécia (35%), Alemanha (34%), Grécia (32%), Áustria (28%), Holanda (27%) e Itália (22%) terão de arranjar novos parceiros comerciais, neste domínio, caso Moscovo jogue a cartada da chantagem energética, aliás implícita nas entrelinhas de cada comunicado e cada proclamação dos seus dirigentes. A situação torna-se ainda mais complexa pelo facto de a Rússia ser também fornecedora de 25% do gás hoje consumido na União Europeia. 

Portugal, como de costume, está noutra. Apenas 1% do crude  que importamos vem da Rússia, o que será um dos motivos para que o grave conflito no Cáucaso esteja ausente das reflexões de vários colunistas e bloguistas de nomeada, alguns dos quais costumam indignar-se a propósito seja do que for de quarto em quarto de hora. O outro, ainda mais compreensível, é o facto de já ter começado o campeonato de futebol. Não há tempo nem paciência para pensar em tudo.

Despedimentos liberalizados

por Pedro Correia, em 11.08.08

Andam os nossos liberalíssimos defensores da "flexibilidade" do código laboral a bradar há anos na blogosfera pela "modernização" do quadro legislativo que, garantem eles, praticamente inviabiliza os despedimentos em Portugal. Escrevem e falam como se não vivessem num país com meio milhão de desempregados. Escrevem e falam como se não vivessem num país onde o direito constitucional ao emprego é letra morta. Escrevem e falam como se não vivessem num país onde o adjectivo precário acompanha por sistema o substantivo trabalho. Veja-se o que ainda agora aconteceu com um dos mais antigos títulos da imprensa portuguesa: a administração d' O Primeiro de Janeiro despediu todos os jornalistas em quatro dias depois reabriu o jornal com uma redacção totalmente diferente, composta por pessoas que já produziram outro periódico, chamado Norte Desportivo. Alguém se escandalizou? Claro que não: estes procedimentos tornaram-se rotina na vida empresarial portuguesa.

Isto acontece, recordo, num país onde a legislação laboral é "muito rígida" e onde "é quase impossível" despedir alguém. O país de faz-de-conta que os nossos liberais teimam em confundir com a realidade, não vá esta acabar por lhes atrapalhar as teorias.

De sonho?

por Pedro Correia, em 10.08.08

Acho graça folhear as revistas cor-de-rosa neste Verão, com os "famosos" mais desconhecidos do País apregoando as suas "férias de sonho" num paraíso estival qualquer. Vejo as fotos delas e deles no areal, e mesmo dentro do mar, de telemóvel na mão. E questiono-me: como é possível ter "férias de sonho" levando o telemóvel para a praia?

Férias destas não, muito obrigado. Pintadas de rosa ou de outra cor qualquer.

Heróis e vilões: um retrato português

por Pedro Correia, em 24.07.08

1. Um casal que anda há cinco anos a desrespeitar sucessivas ordens de sucessivos tribunais sequestrando uma criança que ficou irregularmente à sua guarda é levado em ombros pela opinião “esclarecida” e transformado em modelo de cidadania. Inventa-se até um novo conceito, inexistente na lei – o de “pais afectivos” –, para enaltecer ainda mais este edificante modelo de fuga permanente à justiça.
2. Um jovem que anda há cinco anos a procurar obter por todos as vias legais a tutela sobre uma filha que ninguém nega ser sua, e que viu todas as instâncias jurisdicionais confirmarem esta pretensão, é transformado em vilão pela mesma opinião “esclarecida” e vaiado na praça pública como se estivesse a cometer um acto ilícito. Na mesma sociedade, recorde-se, onde o conceito de paternidade responsável tantas vezes – demasiadas vezes – é mera letra morta perante a sistemática indiferença de gregos e troianos.
3. A advogada do casal – que chegou a ser transformada também em heroína de uma causa justa – abandona subitamente este patrocínio. E, num país onde tudo se sabe, de repente parece que ninguém quer indagar quais foram os motivos de tão surpreendente decisão.
É tempo de pararmos para tentar reflectir um pouco no meio desta gritaria “comunicacional” que demoniza uns e notabiliza outros. É tempo de percebermos quem transforma quem em herói e em vilão. E como. E porquê.
E para quê.
 
...........................................................................................
NOTA: Este texto foi originalmente publicado aqui, em resposta a um simpático convite do Rui Castro, do 31 da Armada. Decidi republicá-lo agora por manter toda a actualidade.

As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 30.05.08

Há três anos vivíamos melhor.

Assim vai o País

por Pedro Correia, em 28.05.08

- Um milhão de portugueses (sobre)vive com menos de dez euros por dia.

- Há motivos para optimismo: afinal a Letónia está ainda pior que nós na lista dos países da União Europeia com rendimentos mais desiguais.

- Confirma-se: os voos da CIA para Guantánamo atravessaram território português.

- A futura Escola de Hidrografia e Oceanografia está a ser edificada num terreno em que o plano director municipal de Lisboa não permite qualquer construção.

- Em 1981, Lisboa tinha 170 mil crianças. Vinte anos depois, tinha apenas 60 mil.

- Os novos emigrantes portugueses, que não contam nas estatísticas oficiais do desemprego, continuam a morrer nas estradas de Espanha. Desta vez foram três operários que voltavam sexta-feira à sua aldeia, no concelho da Régua. Sabe-se lá com que cansaço em cima do corpo.

- Os jogadores da selecção nacional concentrados em Viseu apreciam arroz de pato, cabrito assado e bacalhau à Brás, não necessariamente por esta ordem.

A direita desaparecida em combate

por Pedro Correia, em 17.05.08

O noticiário das 22 horas de ontem da SIC Notícias era bem a imagem da cena política actual. Nos primeiros 28 minutos desfilaram na pantalha oito membros do actual Governo. Primeiro: o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, pronunciou-se em Bruxelas sobre os últimos indicadores macro-económicos. Segundo: o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, falou sobre o contínuo aumento dos combustíveis. Terceiro: o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, abordou os mais recentes índices do desemprego. Quarto: o primeiro-ministro, José Sócrates, fez declarações em Lima (Peru) sobre a situação económica do País. Quinto: o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, defendeu na Assembleia da República a posição governamental em matéria economico-financeira. Sexto: o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, falou também no Parlamento em defesa do "acordo ortográfico". Sétima: a ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou medidas para reduzir a lista de espera em cirurgia oftalmológica. Oitavo: o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, falou em estúdio também sobre esta questão.

Decorridos os mesmos 28 minutos, quem ouvimos da oposição? Intervenções enérgicas das bancadas parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda contra o incumprimento das metas económicas traçadas pelo Governo. Só. Também surgiu Pedro Santana Lopes, por duas vezes - a primeira, para aplaudir o "acordo ortográfico"; a segunda para criticar... Pedro Passos Coelho.

Eis o retrato perfeito de um país onde o Governo é omnipresente e a oposição fala apenas pelas vozes que se situam à esquerda de Sócrates. A direita é um imenso deserto, um imenso vazio. Desapareceu em combate. Contra si própria.

Eu vi, tu 'vistes'

por Pedro Correia, em 16.05.08

Esta manhã, no metro.

- Já vistes? - pergunta uma aluna universitária a outra.

Nunca é de mais gabar as excelsas virtudes do nosso ensino. Alegadamente superior.

Um retrato de Portugal

por Pedro Correia, em 16.04.08

 

"Há dias, um casal estrangeiro meu amigo, que tinha acabado de conhecer a A-2 e a A-6 num dia de semana, comentava comigo que nunca, em lado algum, tinha visto auto-estradas tão boas e tão desertas, ao que eu respondi que nós éramos um país bem mais rico do que as estatísticas económicas mostravam: um terço da população activa, com crise ou sem ela, viaja compulsivamente para destinos exóticos distantes, no Verão, no Natal e na Páscoa; temos 1,5 fogos por habitante e continuamos desenfreadamente a construir segundas habitações no que resta de litoral ou interior ainda disponível; temos mais de um automóvel por habitante; e temos auto-estradas para todo o lado e algumas sem portagens, que fazem corar de inveja esses casos de sucesso económico sem auto-estradas nem TGV que são a Irlanda, a Suécia, a Noruega, a Dinamarca."

Miguel Sousa Tavares, Expresso

Que coincidência, você por aqui?

por Pedro Correia, em 10.04.08

O momento mais emocionante da Quadratura do Círculo de ontem aconteceu quando Lobo Xavier revelou que também integra a administração da Mota-Engil, onde passará a ser colega de Jorge Coelho. Deliciosa dança de cadeiras, esta. Bem prega Frei Pacheco contra a promiscuidade entre interesses empresariais e políticos cá no burgo. Não façam caso.

Uma estátua para Jardim

por Pedro Correia, em 08.04.08

Aplaudo e subscrevo a proposta de uma estátua de Alberto João Jardim - essa "figura incontornável da nossa história recente" - feita pelo deputado do PND na Assembleia Regional da Madeira. A exposição de motivos, revelada hoje no DN pela minha colega Lília Bernardes, diz tudo. Passo a transcrever alguns trechos da referida proposta, com a devida vénia ao deputado Baltasar Aguiar:

"[Que essa estátua] seja colocada no cimo do antigo Forte de S. José, na entrada do porto do Funchal (Pontinha); que seja concebida de forma a possuir uma escada interior que permita aos visitantes a subida até à altura da cabeça dessa obra de arte, de onde poderão observar a baía e a mui nobre cidade do Funchal, através dos olhos do seu amado líder.
Que, na base do pedestal, sejam colocadas pequenas rodas em aço, como nos antigos moinhos da ilha do Porto Santo, ligadas por correias transmissoras a um mecanismo propulsor interno, que permita que a estátua acompanhe o movimento do sol, como fazem os girassóis; que, na altura do zénite do astro-rei, emita a estátua um forte silvo, que simbolize para as gerações vindouras os imortais dotes oratórios de Jardim; que a energia necessária ao movimento de rotação e apito da estátua seja fornecida pelas ondas do mar".

 

Imagem: Colosso de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Um modelo adequado à estátua de Jardim, que certamente Jaime Gama terá todo o gosto em inaugurar.



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