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A obra do diabo

por João Távora, em 25.08.21
O mundo nos nossos dias, escravizado às dinâmicas marxistas (chamemos-lhes assim), analisa tudo o que de si emana como se fora sempre reflexo duma disputa de hegemonia entre indivíduos, facções, políticas, culturas, sexos, raças ou etnias. Essa frenética alienação a que estamos escravizados, gera pessoas profundamente revoltadas e infelizes, sentimentos absolutamente contrários àqueles que essa mundivisão promete para um dia de glória vindouro. É contra essa fantasia que nós os cristãos nos batemos. No centro da grande clivagem da humanidade sempre ficou a perder o Amor.

Até parece obra do diabo.

A metáfora dos pilaretes

por João Távora, em 21.07.21

Pilaretes.jpg

Sou sempre muito crítico com as regras e restrições que me impõem talvez porque fui educado para cumpri-las ao contrário da maioria dos meus compatriotas. A praga dos pilaretes que empestam as nossas cidades, e a de Lisboa em especial, é toda uma metáfora da nossa dificuldade de viver em liberdade. Os portugueses têm uma relação ambígua com as regras, relativizam os princípios que gostam de usar consoante as suas conveniências a cada momento – não, não somos rebeldes, apenas oportunistas (o exemplo chega-nos de cima). Se um automóvel estacionado em segunda fila bloqueia a sua saída, o português, ufano do alto do seu apurado sentido de justiça vocifera contra a falta de civismo alheia, independentemente de no dia anterior ter feito o mesmo – talvez sem consequências de maior a não ser empatar o tráfego - só para beber a bica ao fundo da avenida a caminho do escritório.

O que seria dos nossos passeios, das nas nossas ruas e calçadas, sem os pilaretes de que toda a gente se queixa por serem inestéticos ou armadilhas para os invisuais ou os mais distraídos? Todos nos lembramos a balburdia do estacionamento automóvel quantas vezes impedindo a passagem de peões antes de surgirem os malditos pilaretes.

Mas o importante é percebermos como nos relacionamos com as regras de civilidade estabelecidas e a atenção ao próximo para entender se merecemos ou não ser tratados como crianças pelas “autoridades” que no sofá em frente à televisão bajulamos a vê-las por na ordem os hooligans da equipa adversária, mas que desprezamos quando nos manda parar numa operação stop por excesso de velocidade, quando julgávamos que ninguém nos estava a ver.

Voltando ao início desta conversa: sou muito crítico com regras e restrições, gosto de indagar sobre o seu sentido e protestar pela falta dele, porque fui educado para obedecer.  No fim de contas acabo por entender o porquê de nesta fase da pandemia sermos um dos povos da Europa que ainda reclama por mais e mais restrições (caso contrário o goveno já as tinha aliviado há muito): isso acontece porque cultivando o chico-espertismo (o exemplo vem de cima), poucos são os que lhes obedecem verdadeiramente, pois que cada um se sente no direito de ser excepção.

Não nos queixemos portanto de viver num emaranhado de pinos e pilaretes. Essa é a única forma dos portugueses comportarem-se com civilidade, e um sinal do nosso grande atraso. Temos aquilo que merecemos, somos tratados como criancinhas com direito a uma ração ao final do mês. Triste sina a nossa.  

Já não é proibido proibir?

por João Távora, em 06.05.21

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Anda p'raí um escarcéu nas redes sociais por causa dumas “denúncias” de alegados assédios a figuras públicas como se fora uma campanha de sensibilização – não é razão para menos. Pela minha parte tenho a convicção de que haverá poucas atitudes mais cobardes e indecentes do que o assédio sexual, e que tal terá de ser radicalmente condenado socialmente. Fazer disso uma “guerra de sexos” é que não me parece que faça sentido.

A questão é que não é possível uma sociedade boa sem pessoas moralmente bem formadas. As soluções aos desafios sociais e humanos não se resolvem só com legislação, muito menos com ideologias. E hoje reconheço que, antes de nós cá em casa, já os meus pais travaram uma dura batalha contra o "ar do tempo", que nos anos setenta era da democratização da vulgaridade, não das virtudes. 

Uma coisa boa deste “movimento” é um certo cheiro contra-revolucionário que dele emana e que me agrada. Durante décadas tivemos a impressão que a boa educação, a delicadeza e o cavalheirismo, fundados em valores fundamentais como o “respeito” tinham caído em desuso, como que atributos considerados hipócritas, caretas, pouco viris. Será que é desta que os bons valores da boa educação voltam de novo a estar na moda entre as elites ou será que estou a perceber mal? Ou será esta indignação fogo fátuo, mero entretenimento de burgueses anafados com demasiado tempo livre, a importação de uma histeria colectiva? 

Um sentido para a vida

por João Távora, em 22.06.19

Era uma vez uma pessoa que, para não se maçar muito, passava a vida a matar o tempo embrenhada em toda a sorte de jogos e paciências. Foi já no fim da vida, não sem um leve sentimento de frustração, que percebeu que fora bem sucedido: já lhe faltava pouco tempo para matar.

Paz na terra aos homens de boa vontade

por João Távora, em 25.12.18

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Curioso é como por estes dias se ouve demasiada gente preocupada com a exibição de muita hipocrisia e incoerência. As festas familiares às vezes forçadas induzem essa percepção. Pela minha parte não vejo as coisas assim: sendo os maus sentimentos e vulnerabilidades inevitáveis no relacionamento interpessoal por via da complexidade humana (que é nossa riqueza, também) julgo que a festa do Natal justifica que as pessoas contrariem gestos e atitudes que reflitam esses "desamores" e conflitos. Se os nossos sentimentos não são controláveis, os juízos que deles emanam envenenados são-no; e o que nos resta fazer é agir contrariando-os com vista à harmonia. 

Como se pode exigir a paz no mundo se não a conseguimos implementar nem que seja por um dia nas nossas vidas? Bendita hipocrisia nos permite conviver com os outros. O que seria se assumissemos sempre as palermices que nos passam pelo traiçoeiro coração...

Um Santo Natal para todos os leitores são os meus votos. 

A falta que faz um pai

por João Távora, em 13.12.18

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Queria escrever um texto sobre a importância da paternidade, advogar em causa própria (tornei-me um pai a tempo inteiro), algo que nestes tempos de feminismos exacerbados e decadência da chamada “cultura patriarcal”, talvez seja um atrevimento. Não quero de todo contrariar o cânone contemporâneo de que Pai e Mãe devem partilhar funções em casa: de facto não está escrito nos cromossomas quem deve lavar a loiça, mudar a fralda ao bebé a meio da noite ou pendurar a roupa no estendal. Mas parece-me importante homenagear as virtudes masculinas inscritas na paternidade, mais ainda quando tenho a convicção de que os tempos modernos consolidaram a matriz maternal do Ocidente, em cima da marca feminina da cultura católica, e se chega ao democrático século XX da revolução Pop, pelas utopias do Maio de 68 “Imagine all the people”, que cimentou o império do amor romântico e outros sentimentalismos muito femininos, já para não falar do predomínio da psicologia, da introspecção, do autoconhecimento, do diálogo e da compreensão, de afectos e negociações, tudo atributos de forte pendor maternal – que me perdoe o Eduardo Sá que é um modelo de mãe. Toda a cultura moderna exorta o pai a ser mais como a mãe, a seguir estes valores pacifistas, a saber interpretar sinais subtis, nuances emocionais, desejos não explícitos, sentimentos implícitos, negociações infindáveis; e há que conceder que perante este caldo, o macho arrisca-se a perde-se em pieguices melosas, terrenos pantanosos que não são inteiramente seus; e pior que isso, os filhos arriscam à grande perda de terem de crescer com duas “mães” ternurentas e protectoras, e muita confusão nas suas cabeças. Sim, é importante que o Pai procure entender e tire vantagem da sensibilidade e da astúcia feminina da sua companheira, e saiba optar por diferentes estratégias para a aproximação com os filhos – em matéria de educação, levar a carta a Garcia exige equilíbrios sensíveis, muito afecto, diplomacia, algum contorcionismo e, principalmente, razão. Aqui chegados e entendidos parece-me que hoje em dia é preciso reclamar a libertação do papel masculino da repressão igualitária que arrisca fazer do casal uma cataplasma incipiente e incapaz de cumprir os seus desígnios. Tanto mais que acho injusto exigir à mulher outras disposições que não as suas mais naturais, que significariam uma sobrecarga ao instinto maternal que lhe confere demasiadas obrigações e, quem sabe, complexos de culpa. O facto é que a “veia masculina” do Pai faz falta às crianças, com tudo o que o excesso de endorfinas lhe confere, para cortar a direito quando é preciso, de empurrar as crias para a arena do risco e do desafio, ou de assumir a tirania de clarificar as meias tintas, de desmontar a manipulação, assumir a voz grossa para impor limites ao que não se pode mais tolerar, disfarçar a angústia numa resolução salomónica, sacrificar a acomodação e a paz que se tornou podre, impedir uma injustiça, pôr um adolescente na ordem... enfim. 

Fui educado por um pai que, talvez por ser muito brincalhão e afectuoso avant la lettre, do alto do seu 1,90 de tirania e potente voz de tenor, muitas vezes me desconcertou com as suas fúrias bravias – boa parte delas com alguma razão. Passadas mais de duas décadas de saudade, tenho a certeza que muita falta faz para a formação do bom carácter dum infante a complementaridade harmónica mas distinta das marcas paternal e maternal. Que a febre da igualdade não acabe com isso é o meu desejo. De resto, a vida descobre sempre caminho e um pai faz muita falta.

Dá cá um beijinho...

por João Távora, em 19.10.18

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Sobre a discussão do beijo coercivo dos netos aos avós levantada por um descabelado participante do programa Prós e Contras que eu faço empenho em não ver mas cuja intervenção me chegou pelas redes sociais, tenho a dizer que, tirando casos extremos, cada um educa os seus filhos como achar melhor, na certeza de que dessas opções um dia haverá consequências e contas a saldar. Os cientistas sociais que se metam na sua vida.

Mas visto que o tema, para lá dos insultos que gerou de um lado e de outro, para espanto meu foi levado a sério por gente que reputo de séria, também eu quero molhar o pão na sopa e aqui dar asas à minha nada modesta opinião: sendo certo que a formação de um individuo saudável, cortês e autónomo obriga à prática de doses industriais de coercividade nas criancinhas (por exemplo para acordar cedo para ir à escola, não tirar macacos do nariz ou arrumar os brinquedos depois de os usar) decretar aos petizes a obrigação de cumprimentarem com beijinho os elementos da família chegada é definitivamente um preço barato para a promoção de um agregado familiar harmonioso e (se for o caso) um treino de renúncia que vai ser útil ao infante durante toda a sua vida, em que terá de prescindir da sua vontade e reprimir a expressão de certas emoções e pensamentos para não se tornar num pária social. É que a tão exaltada "sinceridade" o mais das vezes não é tanto uma qualidade pessoal, antes uma forma de desleixo, um perigoso preceito com valor inflacionado, que só nos serve para comprar conflitos inúteis e tornar-nos mais sós e infelizes. Além disso estou convencido que um mundo melhor só é possível amando-nos uns aos outros, que sabemos muito bem é uma atitude que não vem com os nossos instintos ou apetites. E é de pequenino que se torce o pepino.

Música para os meus ouvidos

por João Távora, em 12.04.18

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Já não é a primeira vez que ao revisitar velhos amigos reparo que baniram os discos, os CDs e a aparelhagem sonora da sala, ou a têm desmontada a um canto. Isso entristece-me, principalmente quando são daqueles que tinha por melómanos, com quem partilhei na juventude a descoberta de novas sonoridades ou de velhos clássicos em audições que eram como que sessões religiosas. Claro que para a maior parte dos meus amigos ou colegas de escola a música nunca terá sido propriamente um culto, existia nas suas vidas porque era próprio da idade, era um pretexto instrumental no ritual de engajamento social ou de sedução e acasalamento, e que chegados à maturidade despromoveram-na a um acessório de consumo acidental pelo rádio do carro, uma distracção para as filas de trânsito, ou companhia no escritório através de “play lists” no YouTube. De facto, entrada que está a minha geração na meia-idade, corremos o risco de ficarmos moucos da alma, perdidos na gestão da carreira profissional, entalados a cuidar dos pais e dos filhos, e emergidos noutras actividades utilitárias de elevado reconhecimento social. 

Tenho para mim que a capacidade nos deixarmos encantar com novas ou velhas músicas exige espaço e dedicação, porque é uma extensão qualitativa da nossa existência, intimo encantamento a que temos de nos manter permeáveis e que nos eleva do contingente, como que uma abertura a um Dom de Deus que nos desinquieta contra a tentação do fechamento, da insensibilidade, da morte.
Sinal dessa alma arejada é mantermos uma aparelhagem sonora cuidada e a uso num sítio nobre da nossa casa, como na nossa juventude, que a dispúnhamos como se fora um pequeno altar no centro do nosso quarto. Tenho dito.

Da decadência

por João Távora, em 11.03.17

Com a coesão social no ocidente profundamente ameaçada não só pelas ideologias, estes tempos confusos, de perda de valores e de profunda crise económica (sim o paraíso da geringonça é uma espécie de experiência psicadélica que vai passar depressa), somos desafiados a saber ler os sinais mais desconcertantes dos lados mais improváveis. Perigoso é o preconceito que tolda a inteligência e empobrece o pensamento, nesta época conturbada em que mais se exigem respostas sábias. E é um erro tomarem-se por garantidas as "seguranças" que temos hoje.

Um casamento feliz

por João Távora, em 03.01.17

Um casamento feliz não dá um bom romance muito menos uma boa crónica. Ninguém que tenha um casamento feliz é louco suficiente para assumi-lo em público. Um casamento feliz pode ser uma maçada para os outros e um incómodo para os casamentos que estão na luta para serem felizes ou não sabem que o são. Depois, toda a gente sabe que até no casamento mais feliz cai a nódoa. Certo é que um casamento feliz é um problema para a literatura. E a falta que fazem à cidade histórias de casamentos felizes...

O exemplo que vem de cima

por João Távora, em 23.12.16

Se encararmos o Natal com o espírito de "o que é que eu posso dar" em vez de "o que é que eu vou receber", no final estaremos sempre mais realizados. 

Tempos modernos

por João Távora, em 27.11.16

My Fair Lady deveu parte do seu sucesso à história duma rapariga da rua que com esforço aprende a ser como uma princesa. Se a peça fosse feita hoje, para alcançar o mesmo sucesso teria que contar a história de uma princesa revoltada que sem muito esforço se tornava numa rapariga da rua.

Todos os nomes

por João Távora, em 11.10.16

Todas as pessoas têm direito ao seu nome. Um nome que sintetize a sua genealogia com as memórias da sua existência numa unidade com o presente. Nessas circunstâncias é que pode soar como música alguém nos tratar pelo nome - na acepção de pessoa única e irrepetível, criada à imagem de Deus. Devíamos todos ser capazes de nos tratar uns aos outros pelo nome, pois isso significa interesse pelo outro e pela sua circunstância. Isso é Amor, o único Amor que pode resgatar o Homem da sua precária contingência. De resto, não se é aristocrata por nascimento ou vontade, mas é-o quem desse modo interpreta o sentido da vida. 

 

(Reeditado)

Pessoas que nunca mais acabam

por João Távora, em 05.07.16

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"As pessoas que mais admiro são aquelas que nunca acabam." Escreveu Almada Negreiros citado um dia destes num programa de rádio. A frase deixou-me a pensar, chegado que estou à meia-idade, fase em que o cinismo nos exige alguma luta, pois a descrença é tentação perante uma existência que ameaça encolher-se à dimensão das repetições que esmorecem o espanto. O cinismo não é mais que o império da realidade descarnada do amor… ou a arrogância de tomarmos o outro pela ofuscada lente do nosso cansaço. 

Acontece que, como o amor, o espanto, o susto ou encanto pelos misteriosos interstícios da existência, tudo isso depende mais do nosso olhar e da sua capacidade de regeneração. E depois, ninguém se redime à conta do seu semelhante, que isso é o mais vil estado de servidão. Há olhares que são insaciáveis buracos negros onde “uma pessoa que nunca mais acaba” se perde insignificante no vazio.
Eu também prefiro as pessoas que nunca mais acabam, de alma grande e densa, mas desconfio que essas são aquelas a que nos ligamos pela vontade. Cujo encanto sobrevive à rotina e renasce mesmo depois de estafado. Porque cremos. Com a conivência do nosso olhar.

Realidade

por João Távora, em 21.04.16

Uma prova de provincianismo e mesquinhez é a que vem daqueles que se babam de deleite com uma fotografia da Família Real Britânica e ao mesmo tempo espumam de obscuros ressentimentos perante uma fotografia da Família Real Portuguesa.

Ora batatas!

por João Távora, em 14.03.16

Andam há mais de duzentos anos cada vez mais a sublimar o individualismo e agora dizem que a culpa é do Facebook e das redes sociais.

Pobres mas mimados

por João Távora, em 14.03.16

 Nestes tempos de crise, na política à falta de melhor prometem-se afectos, carradas de afectos, que são de borla.

Um mundo melhor

por João Távora, em 15.12.15

As maldades e perversões que devastam a harmonia e a paz entre as pessoas não são ilegais. Talvez afinal um mundo melhor não caiba numa ideologia ou projecto político.

Relido e revisto

por João Távora, em 13.10.15

O casamento tradicional foi "vendido"  por hollywood
à geração dos meus pais como um conto "happily ever after"
e resultou num estrondoso "baby boom".
Completamente fora de moda por estes dias,
não se prevê que eu tenha grande sucesso explicando-o aos meus filhos
como instituição ligada à responsabilidade, ao altruísmo, à perseverança e ao prazer diferido.

Aos revolucionários de sofá

por João Távora, em 02.07.15

A política é arte do possível. Quantas vezes nos confrontamos com esses limites na vida, com a família, com os filhos, com o trabalho. Lidar com o poder é enfrentarmos a nossa real falta de poder, que trocamos por consensos, pelos equilíbrios, contra as rupturas, cujas consequências têm de ser sabiamente pesadas. Por forma a salvaguardar um bem comum, mais valioso que a nossa vontade.



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