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A vanguarda monárquica

por João Távora, em 29.12.18

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A ler o artigo "Integralismo e Modernismo" de Diogo Ramada Curto publicado hoje na revista do Expresso sobre a rejeição da república e do seu puritanismo conservador "pelos homens de arte livre, os humoristas, os modernistas e futuristas"; da influência de Maurras ao Municipalismo nos escritores e artistas de vanguarda do primeiro quartel do séc XX - a maior parte assumidamente monárquicos, de Amadeo de Souza-Cardoso, passando por Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Alberto Monsaraz, António Sardinha, Luís de Almeida Braga, Santa-Rita, Hipólito Raposo, Cortes-Rodrigues etc...  

A realidade é muito mais complexa do que a pintamos.

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Chefe de Estado?

por João Távora, em 28.09.18

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Independência

por João Távora, em 13.11.15

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Àqueles que criticam o posicionamento do Chefe da Casa Real Portuguesa em face da actual crise: O rei não pode ser o reflexo dos meus desejos e sensibilidades. O rei não pode entrar em conflito com os partidos (deputados) do parlamento de que não gosta - o cidadão pode. O rei não faz política partidária - o cidadão deve. Quem não percebe isto, quem quer o "seu" rei, é simplesmente republicano. Só tem de apoiar o candidato do seu partido a ver se ele ganha nas urnas. O magistério do rei é muito superior a estas questiúnculas. O Rei só se deve pronunciar sobre questões que toquem a sua consciência ou naquelas em que pressentir choque com a cultura social predominante.O seu principal capital tem de ser a independência e o exemplo de vida.

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Democracia

por João Távora, em 20.10.14

Atentem esta manifestação de republicanos em Londres, vejam bem até ao fim e reparem no número de jornalistas presentes. Talvez em Portugal nos falte alguma maturidade e uma monarquia para termos uma democracia assim.

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Sorte a deles

por João Távora, em 05.06.14

No final dos anos noventa do século passado tive a oportunidade de testemunhar em Caracas e na Ilha Margarita, onde se desenrolava uma Cimeira Ibero Americana, um dos principais argumentos a favor da chefia de Estado Real: o impacto da visita do rei de Espanha à Venezuela, ex-colónia espanhola, foi arrasador e o furor emanava das ruas engalanadas pelo povo exultante. O facto é que a instituição monárquica espanhola, através do seu prestígio, teve um papel preponderante na afirmação da grandiosa Espanha moderna no Mundo e constitui por estes dias o elemento unificador do frágil puzzle de nacionalidades que a compõe. Sorte a deles.  

Se é verdade que nos últimos anos tudo vinha correndo mal no reinado de João Carlos o facto é que todas as sondagens hoje apontam para o apoio de larga maioria dos espanhóis ao regime que foi sufragado em 1978. Nesse sentido, segundo o jornal El País, e salvo algum imprevisto, o príncipe Filipe será proclamado rei pelo parlamento espanhol com cerca de 91% votos dos deputados eleitos democraticamente. Sorte a deles.  
Ora acontece que a imprensa regimental tem dificuldade em lidar com este panorama, que é uma afronta aos preconceitos que sustentam o nosso disfuncional regime semipresidencialista e o tão perorado inquilino do Palácio de Belém eleito por pouco mais de 21% dos portugueses. E é porque sou português e vivo numa triste e falida república, com as suas instituições desacreditadas e em decadência acelerada, que este ponto me incomoda de sobremaneira: a debilidade do nosso regime contrasta com a grandiloquência da instituição real dos nossos vizinhos. E isso, por oposição, torna-nos mais pequenos e mais irrelevantes na cena internacional. É esta realidade que a generalidade dos media portugueses tem medo de encarar, preferindo salientar a marginal, posto que legítima, contestação dos republicanos em Espanha, ignorando, de um só passo, duas cruas realidades:  a de que foi a monarquia que permitiu consolidar a democracia em Espanha e de que a república se instaurou em Portugal por meios violentos e antidemocráticos. De resto, como referia há dias um amigo meu, esperemos que o novo Chefe de Estado espanhol não escolha Lisboa como sua emblemática primeira visita. Seria muito azar, o nosso.

 

Publicado originalmente aqui.

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República ou Monarquia?

por João Távora, em 03.06.14

"A figura do Presidente da República não consegue a mesma unidade que um rei.

Em Espanha há uma divisão política

grande e penso que, de outra forma,

não seria possível manter a unidade do país".

 

Belén Rodrigo, jornalista 

 

Pilar del Rio diz que não faz sentido falar nesse tipo de referendos. "Fazia mais sentido saber se as políticas da troika se deviam aplicar porque estão a destruir o estado social. A república é um regime mais moderno mas não é perfeito", contrapõe. Pilar defende ainda que, com a renúncia de Juan Carlos, "a monarquia arcaica mostrou ser capaz de renovar-se antes dos partidos políticos que têm apenas 38 anos de vida".

Para a jornalista e tradutora e companheira do Nobel da Literatura, José Saramago: "Filipe é sensível, educado, uma pessoa do nosso tempo. Não impõe o que está na sua cabeça. Tem um projeto e está a trabalhar nele. Faço votos que a sua primeira viagem seja à Catalunha e para falar de federalismo. Federalismo e pluralismo. Porque Espanha é um estado plural, livre, com referendos."

.../...

A esta pergunta colocada pelo Jornal Expresso respondeu Belén Rodrigo, jornalista e correspondente do jornal espanhol ABC em Portugal e a viver há 13 anos em Lisboa, dizendo que, foi na república portuguesa que mais se apercebeu das vantagens da monarquia espanhola, concluindo que: "A figura do Presidente da República não consegue a mesma unidade que um rei. Em Espanha há uma divisão política grande e penso que, de outra forma, não seria possível manter a unidade do país".

.../...

Quique Flores, antigo treinador do Benfica e fiel apoiante da monarquia, defende que Juan Carlos soube sair na hora certa e realça o legado do rei. "Tal como a maioria dos espanhóis, acredito, tenho muito a agradecer a Juan Carlos, que soube fazer uma maravilhosa mudança do regime ditatorial de Franco para a democracia", diz o antigo treinador do Benfica, nada surpreso com a abdicação "voluntária".

Ler mais no Expresso 

 

Nota final: Salvo algum imprevisto, o príncipe Filipe será proclamado rei pelo parlamento espanhol com cerca de 91% votos a favor dos PP, PSOE, UPyD, CiU e parte do Grupo Mixto

 

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Descubra as diferenças...

por João Távora, em 13.10.12


Dirigindo-se para uma cerimónia, o futuro Rei de Espanha percorre com serenidade 1 Km a pé em Madrid.

Via Estado Sentido

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Diz que o prato foi a malhar no Cavaco. Pois é, o mais fácil é o fogacho da guerrilha facciosa que convida os portugueses à fractura, objecto próprio dos partidos, cuja genética é contrária à Instituição Real. O difícil é cativar as pessoas à volta de valores e causas perenes - a coisa não dá escândalo nem promove vaidades. Enfim, é difícil "vender". 


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“Beber um copo com o regime” é um debate que promete ser renhido na Sexta-feira à noite no Bar Frágil. Patrocinado pelo PPM com Aline Gallasch-Hall em sua representação,  incluirá monárquicos de vários de várias paragens, como os membros do Conselho Monárquico da Causa Real Gonçalo Ribeiro Telles e Luís Coimbra, além de ilustres "independentes" como o Miguel Castelo Branco. Dos republicanos não conheço nenhum. De qualquer forma é um acontecimento a não perder.

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