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Nunca mais acertamos

por João Távora, em 12.05.14

 

Tempos houve que a mulher portuguesa vestida de preto com bigode e pelos no queixo representava o atraso civilizacional do nosso País. Era por essa obscura época que todos os anos numa noite de Maio Portugal inteiro suspendia a respiração em frente ao televisor para assistir ao Festival da Eurovisão, na esperança que o seu representante a bater-se com a Europa elegante não ficasse em último lugar - diga-se de passagem que a Simone de Oliveira nem ía nada mal.
Ironia do destino - após décadas de globalização pop, cinema americano e publicidade a cremes franceses, terem metamorfoseado a lusa fácies feminina nas mais cândidas carinhas-larocas - vinda da sofisticada e melómana Áustria uma figura feminina, Conchita Wurst, arrebata a Europa das cantigas e ganha o Festival Eurovisão, exibindo uma densa pilosidade facial, capaz de provocar inveja ao nosso Pedro Barroso ou até a Pacheco Pereira. Nunca mais acertamos. 

 

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Vestidas de roxo (reedição)

por Pedro Correia, em 15.11.08

Saiam à rua e reparem. Vão a um cinema, a um restaurante. Não saiam sequer do local de trabalho. O que vêem? Roxo. Muito roxo, quase só roxo em redor. Isto acontece, dizem-me, porque o roxo “é a cor da moda”. Houve um imbecil qualquer que se lembrou de decretar isto – e foi quanto bastou para que mulheres de todas as idades, formas, feitios e condições sociais irrompessem por todo o lado como se venerassem o Senhor dos Passos. Vejo-as passar: se amanhã as mesmas luminárias que hoje as mandam vestir de roxo decretassem o branco às riscas pretas como “cor da moda”, elas apareciam pintadas de zebras. Se as mandassem usar pintinhas, lá vinham elas armadas em girafas ou leopardos… Prisioneiras da “moda”. Não duas ou três, mas centenas – milhares. Saio à rua e observo: lá vêm elas, lá vão elas, passeando a cor absurda só porque a “moda” as mandou vestir assim. Até vir outra que ponha a roupa roxa merecidamente à mercê da traça.

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