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Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 08.05.14

 

Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidas. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas. 

 

Agustina Bessa-Luís

Um passeio por Londres

por Luísa Correia, em 07.05.14
Tendo trabalhado com ingleses  durante uns anos, conheço bem os esforços que empenham em planeamento e organização. Nem sempre têm sucesso. Mas com Londres e as suas recentes olimpíadas saíram-se muito bem. Aplicaram à cidade um «extreme makeover» e fizeram dela um lugar particularmente atraente e habitável.

 

O Tamisa saltou do «meridiano» dos nossos velhos Remolares para o «paralelo» do velho Sena. Tem agora uma «promenade» que permite acompanhá-lo no seu percurso citadino entre Battersea e Tower Bridge.

 

É um percurso interessante, o moderno combinando com o antigo com inegável gosto.

 

A cidade encheu-se de verdes e expulsou o «smog». Até nos dias nublados - que se sabe serem muitos - há frescura no ar.

 

Os ingleses sabem como adquiriram muitos dos bens que conservam nalguns dos seus museus. Na era do politicamente correcto, de que , em certa medida, são porta-estandarte, abrem-nos gratuitamente ao mundo… e são de louvar por isso.

 

Gostei do que vi da sua vida social e cultural.

 

 

Finalmente, uma palavrinha de enorme apreço pela qualidade dos seus transportes públicos de superfície. Os ingleses quantificaram, há uns anos, os ganhos da pontualidade, que concluíram (não sei, exactamente, por que via aritmética) ser superiores aos ganhos da mera poupança de combustível. Por isso, a pontualidade dos seus autocarros não deve ter paralelo no planeta. 

 

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 06.05.14

 

Earth has not anything to show more fair:

Dull would he be of soul who could pass by

A sight so touching in its majesty:

This City now doth, like a garment, wear

The beauty of the morning; silent, bare,

Ships, towers, domes, theatres, and temples lie

Open unto the fields, and to the sky;

All bright and glittering in the smokeless air.

Never did sun more beautifully steep

In his first splendour, valley, rock, or hill;

Ne'er saw I, never felt, a calm so deep!

The river glideth at his own sweet will:

Dear God! the very houses seem asleep;

And all that mighty heart is lying still!

 

William Wordsworth, Composed Upon Westminster Bridge



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