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Quando o Povo quiser, no Norte

por João Távora, em 09.10.20

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Aos nossos leitores do Norte informo que manhã às 18,00hs estarei perto no Clube de Leça para o lançamento do livro "Quando o Povo quiser", uma novíssima antologia de textos monárquicos, ao lado do Jorge Leão presidente da Real Associação do Porto. A apresentação estará a cargo do jornalista Manuel Queiroz. Não faltem!

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“Realizou-se domingo [14 de Setembro de 1902], na Quinta da Fonteireira em Belas, [Quinta pertencente à família Pinto Basto onde, por via do parentesco da minha avó paterna, eu passava umas divertidas jornadas em pequenino], o match de «Foot-ball» entre o Sport Clube de Belas [dos irmãos Gavazzo] e o Foot-ball Clube Peninsular, ficando este último a vencer por 6 goals contra 1. Aos vencedores foram oferecidas medalhas. O grupo vencedor compunha-se: goal-keeper, J. Lisboa; backs, E. Tito e F.G. Vieira; half-backs, E. dos Santos M. do Nascimento e Afonso Ortis; forwards, Abel Macedo, David Fonseca, C. Botelho, G.P. Basto e R. Pereira; refere, J. G. Vieira.

In “História do Sporting Club de Portugal" de Luís Augusto da Costa Dias com Paulo J. S. Barata – Contraponto

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Fiquei muito feliz na quinta-feira passada por ver a sala tão composta na apresentação do livro "Quando o Povo quiser" (aqui está o registo em vídeo). Da mesa, ao lado do Pedro Mexia e do Nuno Pombo, cujas alocuções encantaram, contei mais de 100 pessoas – não foi como a festa do Avante, mas verdadeiramente o que interessa é a qualidade da assistência. Foi formidável lá ter reencontrado muitos dos meus bons amigos, mesmo que alguns estivessem muito bem disfarçados atrás das máscaras. No fim de contas vale a pena sermos testemunhas uns dos outros neste caminho que vamos fazendo com as nossas causas e coisas. Acontece que ficamos um pouco maiores com os nossos amigos. O resto é vã glória.

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Sobre o livro, passo a transcrever a minha apresentação: 

Depois de termos publicado sob a chancela Razões Reais, obras ou antologias de Mário Saraiva, Gonçalo Ribeiro Telles e Henrique Barrilaro Ruas, tornando acessíveis aos leitores de hoje os seus legados, tão significativos para o movimento monárquico no período 1950-2000, quisemos aproveitar a efeméride da primeira década do Correio Real com uma selecção, sempre subjectiva, dos seus textos mais significativos, que reflectisse um panorama do que a actual geração de monárquicos vem produzindo para renovar o seu ideário e conquistar pacientemente uma maior presença no espaço público. A esta antologia decidimos chamar “Quando o Povo Quiser”, que é o título do 1º capitulo, inspirado no ensaio do Professor Manuel Braga da Cruz “O Rei e a Constituição” com que se inicia o livro.

Os dez anos do Correio Real - nascido da iniciativa do nosso saudoso João Mattos e Silva, e que tenho o privilégio de integrar desde a primeira hora - merecem ser celebrados e postos em perspectiva crítica, tanto mais que coincidem com uma restruturação organizativa do movimento que teve reflexo não só em termos estatutários, mas na unificação estética das marcas da Causa Real, e, principalmente, na adopção duma intensa utilização dos meios electrónicos que a tecnologia colocou ao nosso dispor, através dos nossos sítios na internet, blogues e «redes sociais»,— ferramentas incontornáveis para potenciar a projecção da nossa intervenção em prol da Instituição Real e da Monarquia como opção de regime. De facto, além da revista distribuída pelo correio com pontualidade aos filiados da Causa Real e também disponível na versão electrónica para consulta em rede, as plataformas digitais em expansão tornaram-se o meio ideal para o noticiário quotidiano das actividades das Reais Associações e da própria Casa Real Portuguesa, permitindo ao mesmo tempo identificar, recolher e difundir intervenções monárquicas dispersas. Nesse sentido, e dando também a merecida representação a esses textos, optámos por alargar esta antologia a outros documentos, principalmente difundidos através do blogue da Real Associação de Lisboa.

Editado pelo Vasco Rosa, uma colaboração e amizade que vem dando magníficos frutos, o livro organiza-se em capítulos temáticos que dão conta das principais linhas editoriais destes dez primeiros anos da revista, que percorrem as presidências da Causa Real de Paulo Teixeira Pinto, Luís Lavradio, António de Souza-Cardoso e Teresa Côrte-Real, além das presidências da Real Associação de Lisboa por João Mattos da Silva, Nuno Pombo e minha. A determinada altura os noticiário das Reais Associações “distritais” passou a incorporar-se nesta publicação periódica, juntando-se às entrevistas a monárquicos ilustres e aos depoimentos de novos associados do Movimento, que todavia não estão representados nesta antologia, orientada para o debate doutrinário e divulgação histórica, onde também é dada atenção ao comentário de livros que, cada vez em maior número, vêm sendo dedicados à historiografia de figuras régias e dos protagonistas do movimento monárquico e restauracionista do século XX.

Esperamos com este livro, cuja diversidade de ideias e sensibilidades dos seus autores é reflexo da maior virtude da capacidade agregadora da instituição real que a todo o custo nos cabe preservar, cumprir o que pretendia o fundador e director do Jornal “O Debate”, de larga distribuição entre 1951 e 1974, António Jacinto Ferreira (1906 -1995): promover a boa doutrinação que é “a pedra angular de toda a actividade política, (…) pois que é da adesão das inteligências mais do que das inclinações sentimentais, que há-de resultar a profunda transformação em geral desejada”. Porque enquanto não soubermos explicar a todos e a cada um dos portugueses por que é que Portugal será muito melhor encimado pela Instituição Real, estamos proibidos de baixar os braços e descansar. 

Fevereiro de 2020.

O livro encontra-se disponível para venda postal aqui.

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A liberdade portuguesa

por João Távora, em 28.10.19

Veja aqui o registo vídeo do lançamento do livro "A Liberdade Portuguesa", uma antologia de textos dispersos de Henrique Barrilaro Ruas compilada por Vasco Rosa e com prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes publicada sob a chancela Razões Reais da Real Associação de Lisboa. A homenagem ao homem do pensamento e doutrinador monárquico que foi Henrique Barrilaro Ruas teve lugar no dia 17 de Outubro de 2019 no Centro Nacional de Cultura, contou com a apresentação de Augusto Ferreira do Amaral, Guilherme Oliveira Martins e a presença dos Duques de Bragança.

O livro encontra-se apenas disponível para aquisição na sede da Real Associação de Lisboa ou através da internet, aqui

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Uma homenagem a Henrique Barrilaro Ruas

por João Távora, em 14.10.19

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A Real Associação de Lisboa agendou para o próximo dia 17 de Outubro pelas 18:30 o lançamento do livro "A Liberdade Portuguesa", uma antologia de textos dispersos de Henrique Barrilaro Ruas compilada por Vasco Rosa e com prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes publicada sob a nossa chancela Razões Reais. Esta obra, cujo lançamento terá lugar no Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro, nº 10-1º (ao lado do Café No Chiado), constitui uma homenagem ao homem do pensamento e doutrinador monárquico que foi Henrique Barrilaro Ruas e contará com a apresentação de Augusto Ferreira do Amaral, Guilherme Oliveira Martins e a presença dos Duques de Bragança.

Henrique Barrilaro Ruas não foi apenas um dos mais proeminentes pensadores políticos do século XX português, que de forma brilhante fez a síntese entre o Integralismo Lusitano e a Democracia. Distinguiu-se pela incansável militância e efectiva acção política pela monarquia, que teve como apogeu a sua eleição para a Assembleia da República pelas listas da Aliança Democrática. É de João Bigotte Chorão a frase que melhor define a intervenção cívica e cultural deste vulto maior das nossas fileiras: “o ideário monárquico, a fé católica e a ideia de portugalidade”. O seu amor à liberdade manifestou-se na luta contra o centralismo político que não mais deixou de se agigantar desde o século XVIII, e a favor das comunidades e das suas instituições tradicionais – o rei e os municípios - numa perspectiva comunitarista e ecológica, porque intrinsecamente natural e humana. 

O livro poderá ser adquirido aqui ou no local e a entrada é livre.

 

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Quatorze juillet

por João Távora, em 14.07.19

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Hoje, 14 de Julho, quando passam 16 anos sobre a sua morte, é tempo de prestar homenagem a Henrique Barrilaro Ruas – um dos maiores pensadores e políticos do século XX que de forma sublime fez a síntese do Integralismo Lusitano com a Democracia Liberal. Nada melhor do que fazê-lo anunciando para breve a publicação duma sua antologia de textos dispersos, o terceiro volume da chancela “Razões Reais” da Real Associação de Lisboa. O livro intitulado “Liberdade Portuguesa” é organizado pelo Vasco Rosa e tem um prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes. Em Setembro voltarei ao assunto.

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"A redacção de O Liberal (Partido Progressista), tendo sido insultada pelo sr dr. Eduardo Souza, director do Diário da Tarde (Partido Regenerador), entendeu dever desforçar-se. Havia quatro campos à escolha: - o tribunal judicial; - o tribunal d' honra; - o duello ; - o desaggravo pessoal. O tribunal judicial foi logo posto de parte - era ridículo. O tribunal d' honra era impossível com o sr dr Eduardo de Souza que é um desqualificado. O duello, pelos mesmos motivos, egualmente impossível: um duello, que em Lisboa tem muito de ridiculo, no Porto era decididamente ultra-cómico, e com o Sr. Eduardo de Souza humilhante. Restava-nos o desforço pessoal. Tirámos à sorte e a sorte designou o redactor Alexandre de Albuquerque. Partiu para o Porto com o firme proposito de cumprir briosanmente o que lhe mandava a sua honra profissional e pessoal
Os factos deram-se taes como os contou o nosso correspondente, em seu telegramma de hontem, que de novo transcrevemos: "Porto, 6 - 1 e 17 da tarde, O Liberal galhardamente desaffrontado. Às 10 horas e meia chegou dr Eduardo de Souza à porta da redacção do Diário da Tarde. O dr. Alexandre d'Albuquerque não o conheceu por causa das barbas e da gordura. O dr Souza prevenido pelo aviso de O Liberal, conhecendo o dr Albuquerque, fugiu para as escadas, denunciando-se. O dr Alexandre d'Albuquerque, completamente desarmado, correu sobre o dr Eduardo de Souza, que se achava armado de bengala, e derrubou-o a murro, saltando sobre elle e soccando-o fortemente, pretendendo o dr Souza arranha-lo, mas sem o conseguir. Accudiu o povo, segurando o dr Albuquerque, o que o dr Souza aproveitou para lhe jogar duas bengaladas que lhe fizeram uma ligeira escoriação na testa. O dr Albuquerque, soltando-se, derrubou outra vez o dr Souza, soccando-o e calcando-o aos pés, sovando-o fortemente. O dr Souza retirou-se para a redacção do Diário da Tarde. Povo felicitou o dr. Albuquerque."

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Luta de classes deu a volta...

por João Távora, em 27.11.18

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“Devolvam-nos o caviar” é o titulo do novo livro do João Gomes de Almeida, que reúne as crónicas que ele vem publicando (à borla) no jornal i e Eco. Isto confirma a minha suspeita de que o melhor do João,  que é um belíssimo publicitário, sempre foram os títulos – não desfazendo.  

Mas a questão principal é que este título nos remete para uma trágica realidade a que urge a ciência política debruçar-se: aqui chegados o poder político e económico, não está na direita liberal ou conservadora dos Joões Gomes de Almeida ou Lancastre e Távora da vida, que nos dias de hoje se esmifram a trabalhar sem descanso semanal para todos os meses levarem um parco sustento para casa, espremidos pelos impostos que servem unicamente (não há investimento público e os serviços do Estado degradam-se todos os dias) para pagar doses de caviar para a esquerda que nas ultimas décadas se instalou nas empresas, organismos e cargos estatais - um autêntico progresso civilizacional. É confirmar este fenómeno na proveniência laboral dos deputados na assembleia da república e atestar quem, antes de ocupar lugares públicos pagava ou consumia os nossos impostos. O problema é que no que concerne à luta de classes esta realidade inverte o ónus da dialéctica: o levantamento revoltoso a verificar-se algum dia (populista, certamente) terá proveniência dos novos descamisados, que são explorados pelos esquerdistas e seus familiares que capturaram o Estado, e que à falta de melhor, com os chavões, causas fracturantes e identitárias, tentam entreter o neoproletariado enquanto os sugam até ao tutano. 

Definitivamente eles não nos vão devolver o caviar, e até eu já me sinto um revolucionário.  

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Há mais vida para além das autárquicas

por João Távora, em 03.10.17

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"Porque sou Monárquico" é uma antologia de textos políticos dispersos do Arquitecto Ribeiro Telles compilados pelo Vasco Rosa, da lista monárquica a Lisboa de 1961, passando pela Convergência Monárquica de 1971 até à democracia, num livro publicado pela Real Associação de Lisboa. Uma história de resistência monárquica, um precioso documento histórico cujo lançamento está marcado para o próximo dia 4 de Outubro, quarta feira, pelas 18:30 no Centro Nacional de Cultura naquela que será uma homenagem ao prestigiado homem de pensamento e doutrinador monárquico que contará com as intervenções do Doutor Guilherme d’Oliveira Martins e do Arquitecto Fernando Santos Pessoa seu biógrafo e colaborador.

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O horror feito belo

por João Távora, em 11.07.17

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O Meças, de José Rentes de Carvalho trata-se em minha opinião de uma obra de uma beleza superior, na forma encontrada – sublime, diga-se - para descrever os meandros mais obscuros da condição humana. Para mim, essa narração encontra o seu cúmulo no capítulo em que o Meças, do interior do seu predilecto Mercedes observa uma família feliz a fazer um picnic ruminando um ódio explosivo, emergente da conjugação desordenada dum cocktail de sentimentos chamados de “baixos”. Ou de como afinal o leitor “inocente” possuí a intuição natural de descodificar tamanha malvadez, e assim embalar numa inquietante tensão que se nos cola do principio ao final da novela. Há no Meças um mergulho profundo nos interstícios de uma mente perturbada, do potencial de violência que um individuo pode (não) conter. Tão plausível quanto o retrato dum café incaracterístico de província. Ou de diferentes misérias contrastantes, como o caso da figura flacidamente vulgar e cândida do filho do Meças.

E terminamos esta leitura densa com a sensação de termos assimilado um quadro próximo do perfeito, assim sendo do Belo. Há uma mestria sublime de Rentes de Carvalho na construção frásica, na utilização da palavra e da tensão que ela gera. Em que cada palavra é escolhida para a construção dum sentido próprio, uma coloração, uma textura, uma sonoridade meticulosa que nos revela cada poro que dá forma a um retrato profundamente humano da gente com que nos arriscamos cruzar nos abismos de nós próprios. Pois que se assim não fosse toda a leitura resultaria num nonsense.

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O lançamento é amanhã

por João Távora, em 28.06.17

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A notícia de que o Carlos Bobone decidiu partilhar um pouco da sua imensa erudição e conhecimento em forma de Livro é para mim, seu amigo de longa data, uma das grandes notícias do ano.

Tendo tido eu o privilégio de o acompanhar no projecto do Centenário da República que durante 3 anos foi dinamizado com muitos dos seus ensaios e crónicas com vista à desconstrução da propaganda nas celebrações da revolução de 1910, fui testemunha da preocupação do Carlos, não em exibir a sua imensa sabedoria, mas com o cuidado de imprimir uma grande clareza nos seus textos, sempre com a tónica assente nas singularidades que dão colorido à informação, sem jamais comprometer um sério compromisso com a verdade, sempre complexa, como bem sabemos. Estes são sinais que alimentam a minha curiosidade a respeito do seu livro “Os apelidos portugueses - Um panorama histórico” a ser lançado amanhã 5ª feira às 18,00hs no Salão Nobre do Palácio da Independência, na certeza de que se trata de uma obra de grande exigência intelectual e científica, digna de um distinto historiador.

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Em “Os apelidos portugueses - Um panorama histórico” a ser lançado na próxima 5ª feira às 18,00hs no Palácio da Independência, o que Carlos Bobone seu autor pretendeu fazer foi uma História que revelasse a ligação dos apelidos portugueses à emaranhada teia social e ideológica que sempre os envolveu. O apelido como fonte de controvérsias jurídicas e de distinções sociais, instrumento para afirmar exclusivismos de classe numas circunstâncias, ou para integrar minorias religiosas e étnicas, noutras; detonador de fortes emoções sociais, fonte de inspiração de lendas, sátiras, anedotas e provérbios, em que se sintetizaram orgulhos e despeitos, venerações e desprezos, reflexões e indignações.

O apelido, esse poderoso aglutinador de todo o prestígio das famílias, ciosamente guardado e protegido por figuras patriarcais, objecto de recomendações à hora da morte e de maldições a quem o não respeitasse; vestígio vivo, e por vezes solitário da passagem portuguesa por longínquas terras; o apelido, enfim, uma das mais frondosas árvores que a sociedade portuguesa plantou, é matéria de estudo que transborda da mais diversa documentação histórica, pronta a ser colhida por quem lhe preste atenção. Com esparsos elementos, recolhidos em todo o tipo de fontes, procurou-se formar um ensaio que alargasse os horizontes da onomástica, transportando-a para a dimensão da história cultural e conferindo-lhe um papel social mais eminente do que até aqui se lhe reconhecia.

Carlos Lourenço do Carmo da Camara Bobone nasceu em Lisboa em 1962. Alfarrabista, dono da Livraria Bizantina, colaborou nas revistas portuguesas Armas e Troféus, Raízes & Memórias e na Enciclopédia Verbo Século XXI. Estudioso de longa data dos apelidos portugueses, é autor de vários trabalhos de investigação nas áreas da História e da Genealogia.

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Consagração

por João Távora, em 16.03.17

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O prémio de “Melhor Livro de Ficção” da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) foi atribuído ao romance O Meças, de J. Rentes de Carvalho, publicado em 2016 pela Quetzal. 

Saiba mais aqui

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Lançamento no Porto

por João Távora, em 06.03.17

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Uma tarde inesquecível com Francisco José Viegas, Álvaro Sequeira Pinto, Jorge Leão e Vasco Lobo Xavier, no Museu Soares dos Reis para apresentação do meu livro "Crónicas Moralistas" na cidade do Porto. A apresentação teve o apoio da Real Associação do Porto, no âmbito do seu protocolo com a Associação dos Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

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Alô Porto

por João Távora, em 28.02.17

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No próximo Sábado dia 4 de Março às 18h00 estarei no Porto na Sala da Música do Museu Nacional Soares dos Reis com o Vasco Lobo Xavier e o Francisco José Viegas para a apresentação do meu novo livro "Crónicas Moralistas". 

Entretanto, os meus amigos que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

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Video lançamento "Crónicas Moralistas"

por João Távora, em 17.02.17

 

Aqui partilho o registo intergral da aprresentação do meu livro “Crónicas Moralistas” em Lisboa no IDL no passado dia 11 de Fevereiro de 2017 pelos oradores convidados, Eduardo Cintra Torres, Pedro Mota Soares e o Cónego Carlos Paes.
Aqueles que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

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As minhas "Crónicas Moralistas"

por João Távora, em 13.02.17

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Os meus amigos que não puderam estar comigo no IDL em Lisboa para lançamento do meu livro "Crónicas Moralistas" e que não façam planos de participar na sessão do Porto no próximo dia 4 de Março, podem recebê-lo comodamente em casa através do meu novo site, aqui à distância de um clique.

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Encontramo-nos lá?

por João Távora, em 10.02.17

 É já amanhã Sábado o lançamento e apresentação do meu livro "Crónicas Moralistas", às 15.30 no Instituto Amaro da Costa (Rua do Patrocínio nº 128) por Eduardo Cintra Torres, Pedro Mota Soares e Cónego Carlos Paes. Mais informação aqui no meu novo site.

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Save the date

por João Távora, em 23.01.17

O lançamento público em Lisboa de "Cónicas Moralistas", a minha segunda colectânea de apontamentos e comentários, terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro pelas 15,30 no Instituto Amaro da Costa (Rua do Patrocínio nº 128 A em Campo d’ Ourique). O livro será apresentado por Eduardo Cintra Torres, por Pedro Mota Soares e pelo Cónego Carlos Paes, pelo que peço desde já aos meus amigos que reservem a data para estarem comigo nesse dia muito especial para mim. 

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Nós os pais...

por João Távora, em 08.10.16

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"(...) Como sabes, não percebo aquelas pessoas que dizem que sentem logo empatia com os filhos acabados de nascer; não entendo a conversa sobre o encaixe perfeito logo no primeiro segundo, do amor imediato por aquelas criaturinhas, do choro comovido no parto (...) E não me parece que esteja sozinho, não sou um coração seco no meio de uma luxuriante e viçosa humanidade. No fundo do coração humano não existe uma vontade de amor à espera de ser convocada pelo choro de um bebé (...) Eu só senti a tal magia da paternidade quando a mais velha me olhou pela primeira vez com olhos conscientes, talvez aos seis meses. Por outras palavras, só senti o amor quando elas aprenderam a pousar o seu olhar no meu. Como vês, este processo de construção amorosa demorou meses a fechar o círculo. Até lá, o que segurou o mundo não foi a emoção, mas sim o dever, o temor, o dever ético que estava para lá dos afectos ou ligações de sangue. Agora sucede exactamente a mesma coisa nos momentos de fadiga e secura emocional. É a minha decisão racional que suporta o meu papel de pai, não as minhas emoções. Ser pai não está no coração, está na cabeça, até porque é no coração que se escondem as trevas. O amor não é uma emoção, é uma decisão. Parece-me até que 'amor racional' devia ser pleonasmo, tal como 'ódio natural'. O ódio é que é natural, emocional e afectuoso. O reino dos afectos é o reino do ódio, porque esse é que flui sem esforço. O amor é de outro campeonato. Tal como a fé, é uma escolha, um salto de confiança que se toma com os neurónios. Se eu dependesse apenas das minhas emoções, apetites ou afectos, nunca teria casado contigo – teríamos continuado solteiros numa eterna lua de mel. Ou então nunca teríamos tido a segunda filha, ou se calhar nem a primeira teria aparecido na nossa vida (...)".

Henrique Raposo em "Nós os Pais", já à venda

 

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