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por João Távora, em 15.05.22

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Ainda com o coração cheio de tantos e tantos amigos que ontem acorreram ao Palácio da Quinta da Piedade para o lançamento do meu livro Casa de Abrantes, Crónicas de resistência. Com a honrosa presença do Senhor Dom Duarte de Bragança e do Presidenteda Câmara Municipal de Vila Franca de Xira Dr. Fernando Paulo Ferreira, o evento foi animado. O debate sobre a obra foi moderado João Miguel Tavares e nele participaram os meus amigos Carlos Bobone e Francisco Lobo de Vasconcelos. Não tenho palavras para agradecer a todos.
 
Para os potenciais interessados informo que o livro está à venda aqui

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Amanhã, na Póvoa de Sta. Iria...

por João Távora, em 13.05.22

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O lançamemto do livro Casa de Abrantes, crónicas de resistência, decorrerá amanhã dia 14 de Maio às 11:00hs no Salão Nobre do Palácio da Quinta da Piedade, na Póvoa de Sta. Iria, antigo refúgio e paradisíaco retiro espíritual da família, um sugestivo passeio a uma bucólica quinta às portas de Lisboa (veja como chegar aqui).

O evento de entrada livre, contará com um debate moderado pelo jornalista João Miguel Tavares

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"De qualquer maneira, para os crentes a oração é já um bunker, espiritual e verbal, forma de protecção; o betão será uma espécie de 2a camada, material e densa. E claro, matéria e convicção não têm tempos semelhantes - e pode parecer estranho, mas por vezes a crença demora mais tempo a construir do que um bunker compacto. Como se constrói aquilo que não ocupa espaço como a crença?"

Gonçalo M. Tavares na revista do Expresso de ontem

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Imagem: aspecto do fascinante Oratório eremítico de São Jerónimo na Quinta da Piedade na Póvoa de Sta Iria (a reclamar restauro urgente), minúscula e erudita jóia arquitectónica do renascimento, um espaço que foi concebido para a oração individual e meditação.

Com quantas linhas se faz uma "Casa"

por João Távora, em 06.05.22

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"(...) Passando às paixões políticas, onde se consumiram as energias de boa parte dos nossos biografados e onde também se sumiram os seus avultados recursos económicos, encontramos uma alusão a elas desde o subtítulo desta obra. As últimas gerações da casa de Abrantes construíram uma história de resistência, diz-nos o autor. E a que resistiram os descendentes de tão distintas cepas? Ao declínio económico, à extinção dos morgados e dos direitos senhoriais, mas sobretudo à implantação do regime liberal (1820 – 1834) e à do regime republicano (1910). Os marqueses de Abrantes foram os mais íntimos e fiéis companheiros de D. Miguel no seu esforço para contrariar a instauração do regime “representativo”, que veio a impor-se pela força das armas. Tanto nos momentos de triunfo como no exílio nunca se afastaram dos destinos do seu rei. E nas gerações seguintes mantiveram-se fiéis à causa da legitimidade, entre todos os abalos que esta sofreu, como veremos nos documentos finais do presente livro. Não faltará quem veja nestes combates políticos um esforço inglório, o abraçar de “causas perdidas” ou um romântico apego a tempos que já não podiam voltar. Semelhantes veredictos só se podem sustentar numa visão curta e fatalista do processo histórico, segundo a qual todas as inovações políticas e sociais deviam desfilar sem contradição perante os olhares agradecidos de um público destituído de capacidades críticas. Mas a história é mais que uma competição desportiva, nela não encontramos vencedores absolutos nem causas totalmente esquecidas. Mesmo os próceres das mais famosas doutrinas inspiradas no dinamismo social foram capazes de vislumbrar este axioma: quando duas vontades entram em confronto, o produto final do embate é um terceiro resultado, diferente do que cada uma delas desejou. Deve concluir-se, pois, que “cada uma contribui para a resultante, e a esse título está incluída nela”, segundo a justa expressão de Friederich Engels. (...)"

Trecho do prefácio de Carlos Bobone ao meu livro "Casa de Abrantes, crónicas de resistência" 

Saiba mais sobre o lançamento desta obra no próximo dia 14 de Maio aqui

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Quinta da Piedade, o refúgio

por João Távora, em 01.05.22

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"Chegaram ao meu conhecimento indícios certos de que o movimento estava para breve [incursões monárquicas]. Dirigi-me então ao Visconde dos Olivais, que eu tinha descoberto estar muito metido no negócio. Disse-lhe as minhas intenções e pedi-lhe que me avisasse a tempo, para eu partir com os meus de maneira a não me eternizar em Espanha, pois os meus meios mo não permitiam, mas também a não correr risco de achar a fronteira fechada.
Ele disse-me que partisse brevemente e pusemo-nos a caminho para o Porto a 17 de maio, dia dos anos do Pedro, a cuja saúde bebemos, no vagão restaurante do rápido duplo do Porto, uma garrafa de champanhe. Eu ia radiante e supunha que a nossa volta seria uma marcha triunfal da fronteira a Lisboa. Estranhei muito ao sair do portão da Quinta na nossa carruagem de ver chorar a Maria e o Pedro. Eles disseram-me então que tinham o pressentimento de não tornarem a ver a Póvoa. Com efeito, o Pedro tornou a vê-la quando já não era minha e fui lá recolher as nossas coisas."
 
 
Imagem: fotografia aérea da Quinta da Piedade nos anos 50.

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Lançamento do livro "A Casa de Abrantes – crónicas de resistência"

Sábado, Quinta da Piedade, 14 de Maio - 11:00hs

por João Távora, em 29.04.22

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(…) “Neste livro, estão as memórias de uma “resistência”: a de uma casa que, nos séculos XIX e XX, foi miguelista no tempo do liberalismo, e monárquica no tempo da república. Na medida em que ajudou a manter a pluralidade cultural e filosófica contra doutrinas triunfantes, essa resistência deve ser valorizada, independentemente das suas orientações, como parte do que hoje estimamos como liberdade. Descobrir esta “Casa de Abrantes” com João Lancastre e Távora é descobrir histórias e tradições que são dos seus familiares e antepassados, mas também de todos os portugueses, na medida em que Portugal é uma casa feita de muitas casas.”

Excerto da apresentação de Rui Ramos do “A Casa de Abrantes – crónicas de resistência”.
Saiba mais sobre o lançamento deste meu livro aqui

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O dia mundial do livro...

por João Távora, em 23.04.22

... é a data ideal para desvendar a capa do meu livro a saír (muito) em breve.

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Um legitimista avant la lettre

por João Távora, em 20.04.22

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“Francisco de Sá e Meneses, foi um político senhor de grande moderação e equilíbrio, as decisões difíceis que se viu obrigado a tomar, por fidelidade ao Cardeal Dom Henrique, mancharam de certo modo a sua memória, anátema que terá sido cultivado na cidade do Porto, onde a sua família detinha posições de relevo. Ainda segundo Luís de Sá Fardilha, da Universidade do Porto, a preocupação principal de Francisco de Sá e Meneses terá sido a de «limitar, tanto quanto possível, as vítimas e a destruição que uma guerra aberta, cujo desfecho estava decidido à partida, não deixaria de provocar». Não esqueçamos que a catastrófica batalha de Alcácer-Quibir, que depauperara o país em meios e pessoas, se dera pouco menos de dois anos antes. Para mais, a história ensina-nos a oposição às decisões difíceis em face ao populismo sempre ribombante.”
 
Este é um trecho sobre o grande poeta e político que foi I Conde de Matosinhos, retirado de um capítulo a ele dedicado no meu livro “A Casa de Abrantes, crónicas de resistência” cujo lançamento anunciarei muito em breve.

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Quinta da Piedade, o tesouro da Póvoa

por João Távora, em 22.03.22

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Na imagem, o fontanário central do jardim da Quinta da Piedade, na Póvoa de Sta. Iria, com o brasão Lancastre e Távora, homenagem póstuma ao enlace de D. Isabel de Lancastre (1713-42) e Manuel Rafael de Távora (1715-89). Isto e muito mais se poderá encontrar no livro (quase ponto) "Casa de Abrantes, crónicas de resistência" a história generosamente ilustrada de cinco geracões dos Marqueses de Abrantes entre os séculos XVIII e XX, suas aventuras e desventuras, glórias e fracassos, não esquecendo uma visita guiada às principais moradas família, o Palácio de Santos e a Quinta da Piedade.

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Informo os meus amigos que a Real Associação de Lisboa agendou para o próximo dia 11 de Novembro pelas 18:30hs o lançamento do livro "Memórias de um Roialista" da autoria de Tomás Moreira, uma obra ilustrada que dá testemunho dos cerca de 40 anos que o autor dedicou ao serviço da Causa Real. A obra será apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, e o evento terá lugar na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, contando com a presença dos Duques de Bragança. 

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Quando o Povo quiser, no Norte

por João Távora, em 09.10.20

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Aos nossos leitores do Norte informo que manhã às 18,00hs estarei perto no Clube de Leça para o lançamento do livro "Quando o Povo quiser", uma novíssima antologia de textos monárquicos, ao lado do Jorge Leão presidente da Real Associação do Porto. A apresentação estará a cargo do jornalista Manuel Queiroz. Não faltem!

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“Realizou-se domingo [14 de Setembro de 1902], na Quinta da Fonteireira em Belas, [Quinta pertencente à família Pinto Basto onde, por via do parentesco da minha avó paterna, eu passava umas divertidas jornadas em pequenino], o match de «Foot-ball» entre o Sport Clube de Belas [dos irmãos Gavazzo] e o Foot-ball Clube Peninsular, ficando este último a vencer por 6 goals contra 1. Aos vencedores foram oferecidas medalhas. O grupo vencedor compunha-se: goal-keeper, J. Lisboa; backs, E. Tito e F.G. Vieira; half-backs, E. dos Santos M. do Nascimento e Afonso Ortis; forwards, Abel Macedo, David Fonseca, C. Botelho, G.P. Basto e R. Pereira; refere, J. G. Vieira.

In “História do Sporting Club de Portugal" de Luís Augusto da Costa Dias com Paulo J. S. Barata – Contraponto

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Fiquei muito feliz na quinta-feira passada por ver a sala tão composta na apresentação do livro "Quando o Povo quiser" (aqui está o registo em vídeo). Da mesa, ao lado do Pedro Mexia e do Nuno Pombo, cujas alocuções encantaram, contei mais de 100 pessoas – não foi como a festa do Avante, mas verdadeiramente o que interessa é a qualidade da assistência. Foi formidável lá ter reencontrado muitos dos meus bons amigos, mesmo que alguns estivessem muito bem disfarçados atrás das máscaras. No fim de contas vale a pena sermos testemunhas uns dos outros neste caminho que vamos fazendo com as nossas causas e coisas. Acontece que ficamos um pouco maiores com os nossos amigos. O resto é vã glória.

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Sobre o livro, passo a transcrever a minha apresentação: 

Depois de termos publicado sob a chancela Razões Reais, obras ou antologias de Mário Saraiva, Gonçalo Ribeiro Telles e Henrique Barrilaro Ruas, tornando acessíveis aos leitores de hoje os seus legados, tão significativos para o movimento monárquico no período 1950-2000, quisemos aproveitar a efeméride da primeira década do Correio Real com uma selecção, sempre subjectiva, dos seus textos mais significativos, que reflectisse um panorama do que a actual geração de monárquicos vem produzindo para renovar o seu ideário e conquistar pacientemente uma maior presença no espaço público. A esta antologia decidimos chamar “Quando o Povo Quiser”, que é o título do 1º capitulo, inspirado no ensaio do Professor Manuel Braga da Cruz “O Rei e a Constituição” com que se inicia o livro.

Os dez anos do Correio Real - nascido da iniciativa do nosso saudoso João Mattos e Silva, e que tenho o privilégio de integrar desde a primeira hora - merecem ser celebrados e postos em perspectiva crítica, tanto mais que coincidem com uma restruturação organizativa do movimento que teve reflexo não só em termos estatutários, mas na unificação estética das marcas da Causa Real, e, principalmente, na adopção duma intensa utilização dos meios electrónicos que a tecnologia colocou ao nosso dispor, através dos nossos sítios na internet, blogues e «redes sociais»,— ferramentas incontornáveis para potenciar a projecção da nossa intervenção em prol da Instituição Real e da Monarquia como opção de regime. De facto, além da revista distribuída pelo correio com pontualidade aos filiados da Causa Real e também disponível na versão electrónica para consulta em rede, as plataformas digitais em expansão tornaram-se o meio ideal para o noticiário quotidiano das actividades das Reais Associações e da própria Casa Real Portuguesa, permitindo ao mesmo tempo identificar, recolher e difundir intervenções monárquicas dispersas. Nesse sentido, e dando também a merecida representação a esses textos, optámos por alargar esta antologia a outros documentos, principalmente difundidos através do blogue da Real Associação de Lisboa.

Editado pelo Vasco Rosa, uma colaboração e amizade que vem dando magníficos frutos, o livro organiza-se em capítulos temáticos que dão conta das principais linhas editoriais destes dez primeiros anos da revista, que percorrem as presidências da Causa Real de Paulo Teixeira Pinto, Luís Lavradio, António de Souza-Cardoso e Teresa Côrte-Real, além das presidências da Real Associação de Lisboa por João Mattos da Silva, Nuno Pombo e minha. A determinada altura os noticiário das Reais Associações “distritais” passou a incorporar-se nesta publicação periódica, juntando-se às entrevistas a monárquicos ilustres e aos depoimentos de novos associados do Movimento, que todavia não estão representados nesta antologia, orientada para o debate doutrinário e divulgação histórica, onde também é dada atenção ao comentário de livros que, cada vez em maior número, vêm sendo dedicados à historiografia de figuras régias e dos protagonistas do movimento monárquico e restauracionista do século XX.

Esperamos com este livro, cuja diversidade de ideias e sensibilidades dos seus autores é reflexo da maior virtude da capacidade agregadora da instituição real que a todo o custo nos cabe preservar, cumprir o que pretendia o fundador e director do Jornal “O Debate”, de larga distribuição entre 1951 e 1974, António Jacinto Ferreira (1906 -1995): promover a boa doutrinação que é “a pedra angular de toda a actividade política, (…) pois que é da adesão das inteligências mais do que das inclinações sentimentais, que há-de resultar a profunda transformação em geral desejada”. Porque enquanto não soubermos explicar a todos e a cada um dos portugueses por que é que Portugal será muito melhor encimado pela Instituição Real, estamos proibidos de baixar os braços e descansar. 

Fevereiro de 2020.

O livro encontra-se disponível para venda postal aqui.

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A liberdade portuguesa

por João Távora, em 28.10.19

Veja aqui o registo vídeo do lançamento do livro "A Liberdade Portuguesa", uma antologia de textos dispersos de Henrique Barrilaro Ruas compilada por Vasco Rosa e com prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes publicada sob a chancela Razões Reais da Real Associação de Lisboa. A homenagem ao homem do pensamento e doutrinador monárquico que foi Henrique Barrilaro Ruas teve lugar no dia 17 de Outubro de 2019 no Centro Nacional de Cultura, contou com a apresentação de Augusto Ferreira do Amaral, Guilherme Oliveira Martins e a presença dos Duques de Bragança.

O livro encontra-se apenas disponível para aquisição na sede da Real Associação de Lisboa ou através da internet, aqui

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Uma homenagem a Henrique Barrilaro Ruas

por João Távora, em 14.10.19

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A Real Associação de Lisboa agendou para o próximo dia 17 de Outubro pelas 18:30 o lançamento do livro "A Liberdade Portuguesa", uma antologia de textos dispersos de Henrique Barrilaro Ruas compilada por Vasco Rosa e com prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes publicada sob a nossa chancela Razões Reais. Esta obra, cujo lançamento terá lugar no Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro, nº 10-1º (ao lado do Café No Chiado), constitui uma homenagem ao homem do pensamento e doutrinador monárquico que foi Henrique Barrilaro Ruas e contará com a apresentação de Augusto Ferreira do Amaral, Guilherme Oliveira Martins e a presença dos Duques de Bragança.

Henrique Barrilaro Ruas não foi apenas um dos mais proeminentes pensadores políticos do século XX português, que de forma brilhante fez a síntese entre o Integralismo Lusitano e a Democracia. Distinguiu-se pela incansável militância e efectiva acção política pela monarquia, que teve como apogeu a sua eleição para a Assembleia da República pelas listas da Aliança Democrática. É de João Bigotte Chorão a frase que melhor define a intervenção cívica e cultural deste vulto maior das nossas fileiras: “o ideário monárquico, a fé católica e a ideia de portugalidade”. O seu amor à liberdade manifestou-se na luta contra o centralismo político que não mais deixou de se agigantar desde o século XVIII, e a favor das comunidades e das suas instituições tradicionais – o rei e os municípios - numa perspectiva comunitarista e ecológica, porque intrinsecamente natural e humana. 

O livro poderá ser adquirido aqui ou no local e a entrada é livre.

 

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Quatorze juillet

por João Távora, em 14.07.19

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Hoje, 14 de Julho, quando passam 16 anos sobre a sua morte, é tempo de prestar homenagem a Henrique Barrilaro Ruas – um dos maiores pensadores e políticos do século XX que de forma sublime fez a síntese do Integralismo Lusitano com a Democracia Liberal. Nada melhor do que fazê-lo anunciando para breve a publicação duma sua antologia de textos dispersos, o terceiro volume da chancela “Razões Reais” da Real Associação de Lisboa. O livro intitulado “Liberdade Portuguesa” é organizado pelo Vasco Rosa e tem um prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes. Em Setembro voltarei ao assunto.

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"A redacção de O Liberal (Partido Progressista), tendo sido insultada pelo sr dr. Eduardo Souza, director do Diário da Tarde (Partido Regenerador), entendeu dever desforçar-se. Havia quatro campos à escolha: - o tribunal judicial; - o tribunal d' honra; - o duello ; - o desaggravo pessoal. O tribunal judicial foi logo posto de parte - era ridículo. O tribunal d' honra era impossível com o sr dr Eduardo de Souza que é um desqualificado. O duello, pelos mesmos motivos, egualmente impossível: um duello, que em Lisboa tem muito de ridiculo, no Porto era decididamente ultra-cómico, e com o Sr. Eduardo de Souza humilhante. Restava-nos o desforço pessoal. Tirámos à sorte e a sorte designou o redactor Alexandre de Albuquerque. Partiu para o Porto com o firme proposito de cumprir briosanmente o que lhe mandava a sua honra profissional e pessoal
Os factos deram-se taes como os contou o nosso correspondente, em seu telegramma de hontem, que de novo transcrevemos: "Porto, 6 - 1 e 17 da tarde, O Liberal galhardamente desaffrontado. Às 10 horas e meia chegou dr Eduardo de Souza à porta da redacção do Diário da Tarde. O dr. Alexandre d'Albuquerque não o conheceu por causa das barbas e da gordura. O dr Souza prevenido pelo aviso de O Liberal, conhecendo o dr Albuquerque, fugiu para as escadas, denunciando-se. O dr Alexandre d'Albuquerque, completamente desarmado, correu sobre o dr Eduardo de Souza, que se achava armado de bengala, e derrubou-o a murro, saltando sobre elle e soccando-o fortemente, pretendendo o dr Souza arranha-lo, mas sem o conseguir. Accudiu o povo, segurando o dr Albuquerque, o que o dr Souza aproveitou para lhe jogar duas bengaladas que lhe fizeram uma ligeira escoriação na testa. O dr Albuquerque, soltando-se, derrubou outra vez o dr Souza, soccando-o e calcando-o aos pés, sovando-o fortemente. O dr Souza retirou-se para a redacção do Diário da Tarde. Povo felicitou o dr. Albuquerque."

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Luta de classes deu a volta...

por João Távora, em 27.11.18

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“Devolvam-nos o caviar” é o titulo do novo livro do João Gomes de Almeida, que reúne as crónicas que ele vem publicando (à borla) no jornal i e Eco. Isto confirma a minha suspeita de que o melhor do João,  que é um belíssimo publicitário, sempre foram os títulos – não desfazendo.  

Mas a questão principal é que este título nos remete para uma trágica realidade a que urge a ciência política debruçar-se: aqui chegados o poder político e económico, não está na direita liberal ou conservadora dos Joões Gomes de Almeida ou Lancastre e Távora da vida, que nos dias de hoje se esmifram a trabalhar sem descanso semanal para todos os meses levarem um parco sustento para casa, espremidos pelos impostos que servem unicamente (não há investimento público e os serviços do Estado degradam-se todos os dias) para pagar doses de caviar para a esquerda que nas ultimas décadas se instalou nas empresas, organismos e cargos estatais - um autêntico progresso civilizacional. É confirmar este fenómeno na proveniência laboral dos deputados na assembleia da república e atestar quem, antes de ocupar lugares públicos pagava ou consumia os nossos impostos. O problema é que no que concerne à luta de classes esta realidade inverte o ónus da dialéctica: o levantamento revoltoso a verificar-se algum dia (populista, certamente) terá proveniência dos novos descamisados, que são explorados pelos esquerdistas e seus familiares que capturaram o Estado, e que à falta de melhor, com os chavões, causas fracturantes e identitárias, tentam entreter o neoproletariado enquanto os sugam até ao tutano. 

Definitivamente eles não nos vão devolver o caviar, e até eu já me sinto um revolucionário.  

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Há mais vida para além das autárquicas

por João Távora, em 03.10.17

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"Porque sou Monárquico" é uma antologia de textos políticos dispersos do Arquitecto Ribeiro Telles compilados pelo Vasco Rosa, da lista monárquica a Lisboa de 1961, passando pela Convergência Monárquica de 1971 até à democracia, num livro publicado pela Real Associação de Lisboa. Uma história de resistência monárquica, um precioso documento histórico cujo lançamento está marcado para o próximo dia 4 de Outubro, quarta feira, pelas 18:30 no Centro Nacional de Cultura naquela que será uma homenagem ao prestigiado homem de pensamento e doutrinador monárquico que contará com as intervenções do Doutor Guilherme d’Oliveira Martins e do Arquitecto Fernando Santos Pessoa seu biógrafo e colaborador.

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O horror feito belo

por João Távora, em 11.07.17

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O Meças, de José Rentes de Carvalho trata-se em minha opinião de uma obra de uma beleza superior, na forma encontrada – sublime, diga-se - para descrever os meandros mais obscuros da condição humana. Para mim, essa narração encontra o seu cúmulo no capítulo em que o Meças, do interior do seu predilecto Mercedes observa uma família feliz a fazer um picnic ruminando um ódio explosivo, emergente da conjugação desordenada dum cocktail de sentimentos chamados de “baixos”. Ou de como afinal o leitor “inocente” possuí a intuição natural de descodificar tamanha malvadez, e assim embalar numa inquietante tensão que se nos cola do principio ao final da novela. Há no Meças um mergulho profundo nos interstícios de uma mente perturbada, do potencial de violência que um individuo pode (não) conter. Tão plausível quanto o retrato dum café incaracterístico de província. Ou de diferentes misérias contrastantes, como o caso da figura flacidamente vulgar e cândida do filho do Meças.

E terminamos esta leitura densa com a sensação de termos assimilado um quadro próximo do perfeito, assim sendo do Belo. Há uma mestria sublime de Rentes de Carvalho na construção frásica, na utilização da palavra e da tensão que ela gera. Em que cada palavra é escolhida para a construção dum sentido próprio, uma coloração, uma textura, uma sonoridade meticulosa que nos revela cada poro que dá forma a um retrato profundamente humano da gente com que nos arriscamos cruzar nos abismos de nós próprios. Pois que se assim não fosse toda a leitura resultaria num nonsense.

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