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A grandeza de Sophia

por João Távora, em 02.07.14

Decorrem hoje em Lisboa as cerimónias de trasladação da grande escritora Sophia Mello Breyner Andresen, que se distinguiu, para lá da sua extraordinária obra poético-literária, pela sua intensa actividade cívica, na luta pela liberdade no seu País como monárquica e democrata. A propósito da agenda e nomeadamente da missa por sua  alma que será celebrada pelo patriarca de Lisboa mais logoàs 18,30 na capela do Rato, não foi sem estranheza que esta manhã nas notícias pela rádio, em modos de justificação, ouvi ser referido que a escritora era católica "mas de esquerda". Pena que tanta miopia não deixe alguns ver a verdadeira dimensão de Sophia

 

Publicado originalmente aqui.

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Mr. Darcy

por Luísa Correia, em 14.03.13

Mr. Darcy faz duzentos anos. A personagem apresentou-se ao mundo em 1813, embora a sementinha viesse germinando nos papéis de Jane Austen desde havia mais de uma década. São duzentos anos de uma existência polémica, que divide, opinativa e ferozmente, os dois sexos. As mulheres adoram-no, porque o sonho de todas elas é fazerem entrar nos carris - ou nos seus carris - um homem rico, bonito e descarrilado. E os homens detestam-no, porque o sonho de todos eles é possuirem riqueza e charme... e poderem, graças a ambos, descarrilar. As mulheres quereriam ter Mr. Darcy; os homens, ser.
Mr. Darcy conseguiu sobreviver, sabe Deus como, a tão extremados gostos e desgostos. Sabe Deus como e eu adivinho. Sobreviveu porque é feito do estofo das letras de Jane Austen, única no manejo da delicada, quase enternecida ironia com que representa a classe média, baixa e alta, do seu tempo e expressa emoções verdadeiramente universais. Sobreviveu porque, nesta quadra de materialismo, de cepticismo, de oportunismo e de toda uma série de outros desgraçados ismos que poderiam dar-lhe o golpe de misericórdia, se viu encarnado na figura insuperavelmente atraente de Colin Firth e enquadrado numa das mais hábeis adaptações televisivas de sempre de uma obra literária.
"Long live Mr. Darcy!"

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walter hugo mãe

por Vasco M. Rosa, em 17.07.11

 

 vhm foi ao camarote de Elza Soares em Paraty com uma câmara de filmar nas costas, para — sejamos sérios! — registo dum momento promocional da sua própria pessoa diante duma artista puríssima, duma brasileira extraordinária. Tremendo equívoco: se se sentiu tocado por ela só teria de falar-lhe ou escrever-lhe da maneira mais anónima possível e não fazer dessa aproximação um trunfo pessoal. Não foi capaz de lhe dizer nada que não fosse banal. E quando ela lhe falou de Florbela Espanca, vhm não teve uma frase ou a expressão duma surpresa digna desse momento, pois tudo o que ali se jogava era ele, ele, ele e ele.

Petit homme e nada mais.

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Viva LLosa!

por José Mendonça da Cruz, em 08.10.10


É preciso recuar até 2005, e Harold Pinter, ou até 2003, e Coetzee, para ver um prémio Nobel da Literatura entregue a um grande, como foi este ano, ontem, entregue a Mário Vargas Llosa. Entre os livros extraordinários deste homem extraordinário, não esqueço A Guerra do Fim do Mundo, muito por sobre Conversa na Catedral, A Tia Júlia e o Escrevedor, A Casa Verde, e outros. A primeira aparição, poucas páginas andadas, de António Conselheiro é um daqueles momentos inesquecíveis em que um livro nos agarra e nunca mais larga.

E já agora, a bem do acinte, pode quem quiser recordar aqui a polémica que chegou a vias de facto entre Llosa e o ídolo da esquerda, o propagandista de Castro e da sua ditadura, Gabriel Garcia Márquez. Justa e afortunadamente nunca mais poderá escrever-se «a polémica entre Llosa e o prémio Nobel Garcia Marquéz». Agora são-no os dois, um deles tardia e justamente.

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A despropósito

por João Távora, em 04.01.10

Por mais que alivie as nossas consciências pensar que vivemos entre pessoas que são fenómenos de malvadez, o facto é que a maldade vive disseminada em pequenas quantidades pelas pessoas comuns, o que por junto resulta no mundo em que vivemos. De resto gostei dos Territórios de Caça, o livro mais recente do Luís Naves, cuja sólida trama e serena amargura me tocaram deveras. 

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