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A espiral recessiva por via fiscal

por João Távora, em 16.09.16

Esta era a altura de resgatar o ministro da economia Manuel Caldeira Cabral das catacumbas do largo do Rato onde se encontra sequestrado vai para um ano para nos dizer alguma coisa sobre o imposto mortágua.

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Os ricos

por João Távora, em 15.09.16

metralhas.jpg

 Já sabíamos que no imaginário da extrema-esquerda que nos apascenta abundam em Portugal aos magotes uns maduros de cartola refastelados a fumar charuto em mansões milionárias (€500.000,00) a quem há que sacar uns valentes cobres para ajudar a pagar a nossa moderada despesa pública. Eu (já) não conheço nenhum, mas se tivermos em consideração que o conceito de rico neste paraíso de austeridade socialista anda em rendimentos pouco acima dos mil euros, há que recear a sanha do governo. Certo é que boa parte dos proprietários não tira rendimentos do seu património e vivem acossados por um mercado de arrendamento disfuncional.
Ah, e depois não se esqueçam que os investidores, de quem depende o tão propalado crescimento económico e o consequente emprego, fogem da imprevisibilidade fiscal como gato de água fria.

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Em sentido contrário

por João Távora, em 22.08.14

Tenho muitas dúvidas que a nova ““lei da cópia privada” e a respectiva taxa sobre os suportes de gravação digital adiante alguma coisa na luta inglória contra a pirataria e muito menos que venha a compensar as suas verdadeiras vítimas. Até eu em minha casa já desisti de controlar a forma como os miúdos acedem a toda a sorte de conteúdos que vêm e escutam nos seus computadores ou gadgets – a pirataria vulgarizou-se, é socialmente aceite, e, ironia do destino, na vertigem do gratuito ninguém quer mais saber da qualidade (lastimável) como consomem.
Mas mais importante do que embarcar no protesto fácil contra esta lei (de notar que a taxa já existia incidindo sobre os aparelhos analógicos entretanto caídos em desuso), seria bom um debate focado em soluções para a questão da cópia ilegal: a extrema facilidade com que pela Internet, através de recursos hoje vulgarizados, se trafica da forma impune toda a sorte de produtos audiovisuais assim “desmaterializados”. Esta realidade vem alterando de forma radical ao longo das últimas décadas todo um modelo de negócio da indústria da edição musical sem que se vislumbre uma fórmula de remuneração equitativa para os seus intervenientes. E quem gosta de boa música ou bom cinema, por exemplo, devia preocupar-se a sério com estes assuntos. 

 

Publicado originalmente aqui

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Ou há moralidade...

por João Távora, em 18.05.12

 

A cada trimestre que passa quando chega a altura de pagarmos o IVA, que inclui facturação não cobrada (há clientes a exigir condições de pagamento a 60 e 90 dias), é sempre um susto que atinge a economia doméstica. Não entendo aqueles que defendem que o sector da restauração, que recebe sempre a pronto e em cash, deveria ser dispensado desta fatalidade.

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Do bolso para a boca!

por Pedro Quartin Graça, em 09.10.10

Agora já se percebe um pouco melhor onde é que o dinheiro dos nossos impostos vai parar. Sabia-se que a sua utilização era mais do que duvidosa, destinada a premiar boys e girls do clube que todos sabemos qual é . Mas a última novidade é que, afinal, o seu destino era bem mais fungível: acabou na boca de uns quantos funcionários de finanças... Foram "só" 220 mil euros dos nossos impostos que foram, direitinhos, para os gulosos comensais no passado mês de Novembro de 2009 quando a "todo poderosa" DGCI resolveu gastar essa verdadeira fortuna a comemorar o seu aniversário. Muito se come e se janta neste consulado socialistó-socrático! A pouca vergonha continua! Razão tem o Rui quando sugere medidas práticas "anti-crise". Uns foram atirados da varanda, outros enforcados no pelourinho. O Tejo sempre era, apesar de tudo, uma solução mais económica...

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Engº Sócrates, aprenda qualquer coisinha com esta Senhora!

por Pedro Quartin Graça, em 01.10.10

É "2 em 1". Bom inglês e uma lição sobre como lidar com o dinheiro dos contribuintes.

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"Corruptisima republica plurimae leges"

por Pedro Quartin Graça, em 17.09.10


Contribuinte ? Gostava de comprar um carro.
Estado ? Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte ? Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?
Estado ? Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA) *
Contribuinte ? Ah... Só isso.
Estado ? ... e uma ?coisinha? para o pôr a circular. O selo.
Contribuinte ? Ah!..
Estado ? ... e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro
efectivamente circule. O ISP.
Contribuinte ? Mas... sem gasolina eu não circulo.
Estado ? Eu sei.
Contribuinte ? ... Mas eu já pago para circular...
Estado ? Claro!..
Contribuinte ? Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado ? Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte ? Diferente?!
Estado ? Muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte ? ... Porque existe?!
Estado ? Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram
petróleo. E você paga.
Contribuinte ? ... Só isso?
Estado ? Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte ? Como assim?!
Estado ? Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte ? ... Para o estacionar?
Estado ? Exacto.
Contribuinte ? Portanto, pago para andar e pago para estar parado?
Estado ? Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte ? Então pago para circular, pago para conseguir circular
e pago por estar parado.
Estado ? Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte ? Novo?
Estado ? É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está
em condições de andar por aí.
Contribuinte ? Pago para você ver se pode cobrar?
Estado ? Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha?
Contribuinte ? ...Mais uma coisinha?
Estado ? Para circular em auto-estradas
Contribuinte ? Mas... mas eu já pago imposto de circulação.
Estado ? Pois. Mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte ? ... Diferente?
Estado ? Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte ? Só mais isso?
Estado ? Sim. Só mais isso.
Contribuinte ? E acabou?
Estado ? Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.
Contribuinte ? Quais 25 euros?!
Estado ? Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte ? Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado ? Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte ? Quais 25 euros?
Estado ? Os 25 euros é quanto custa o chip.
Contribuinte ? ... Custa o quê?
Estado ? Pagar o chip. Para poder pagar.
Contribuinte ? Não perc...
Estado ? Sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte ? Pagar custa 25 euros?
Estado ? Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte ? Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado ? Imagine que um dia quer?tem que pagar.
Contribuinte ? Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado ? Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte ? E se eu não quiser?
Estado ? Paga multa.

 

* Agora com pretensa "ajuda amiga" da Comissão Europeia

 

Texto chegado por e-mail

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Read my lips!

por Pedro Quartin Graça, em 22.06.10

“O aumento de impostos [previsto nas medidas aprovadas] é suficiente para os objectivos orçamentais”

 

José Sócrates, 4 de Junho de 2010

 

Read my lips. No new taxes! Cá estamos para ver.

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A ignomínia total

por Pedro Quartin Graça, em 13.05.10

AGORA: ANTES:

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A (triste) anedota do ano

por Pedro Quartin Graça, em 08.03.10

*

" O desejo do Governo é que não se aumentem impostos na Legislatura e consigamos fazer essa perspectiva até 2013. É a nossa vontade, é a nossa orientação», sustentou o primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas à saída do debate quinzenal na Assembleia da República. - José Sócrates, 15-01-2010

 

Não passou mesmo só de um desejo...

 

* Foto: 31 da Armada, com a devida vénia.

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