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Há 40 anos era preciso coragem

por João Távora, em 15.04.16

"O povo está acima, e sempre, da Constituição."
A coragem de um voto, e uma declaração que se mantém actual:

 

(...) O nosso voto é um voto de liberdade. Porque não quereríamos ver o Estado necessariamente hipotecado à criação maximalista de relações de produção socialista; à apropriação dogmática pela colectividade de meios de produção, dos solos e recursos naturais; à concepção antidemocrática de exercício do poder democrático apenas pelas classes trabalhadoras; ao convite contraditório em democracia, de vinculação das Forças Armadas e Governo a um projecto político restrito; a um ensino particular reduzido às precárias características de suplectividade do ensino público; à impossibilidade de se legislar sobre o âmbito de um justamente inalienável direito à greve; à absurda mitificação do plano como instrumento privilegiado de progresso económico; à aparente recusa de promover o acesso dos trabalhadores à propriedade; às graves limitações acerca do direito de propriedade de pequenos e médios agricultores; à definição limitativa e não criadora do sector privado da economia a um papel remanescente e suberante no quadro geral da actividade económica, à não aceitação positiva da família como fundamento natural da sociedade: às restrições, inexplicáveis e desconfiadas, à legítima autonomia político-administrativa dos Açores e da Madeira no quadro da unidade nacional; e, enfim, ao não reconhecimento, na força histórica do seu puro significado, da ideia de Estado de Direito no articulado constitucional.

Mas se não quereríamos ver o Estado necessariamente amarrado a todos estes liames que consubstanciam, afinal, a visão específica do projecto socialista tradicional, menos nos encoraja a amarração que se pretendeu fazer do próprio povo ao texto constitucional.

O povo está acima, e sempre, da Constituição. Não é a Constituição que está acima do povo.

Por isso, também, o nosso voto não poderia ser favorável ao conjunto do texto constitucional, mesmo que, como acontece, tenhamos aprovado, com verdadeira fé democrática, com autêntico empenhamento em favor da democracia política, social e económica, numerosos artigos do texto constitucional.

De forma solene e inequívoca queremos, todavia, afirmar, sem ambiguidades e com toda a força moral e política, que respeitaremos sempre a Constituição da República Portuguesa.
Queremos afirmar que, apesar das nossas discordâncias políticas, seremos perfeitamente capazes de exercer o Governo com esta Constituição, se a tal formos chamados pelo voto popular. (...)"

 

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13 de Janeiro de 1759

por João Távora, em 13.01.16

Marquesa de tavora.gif

(...) "A marqueza então succumbiu, chorou muito anciada, e pediu que a matassem depressa. O algoz tirou-lhe a capa, e mandou-a sentar n’um banco de pinho, no centro do cadafalso, sobre a capa que dobrou devagar, horrendamente devagar. Ella sentou-se. Tinha as mãos amarradas, e não podia compôr o vestido que cahira mal. Ergueu-se, e com um movimento do pé consertou a orla da saia. O algoz vendou-a; e ao pôr-lhe a mão no pescoço, - não me descomponhas - disse ella, e inclinou a cabeça que lhe foi decepada pela nuca, de um só golpe."

Excerto de "O Supplicio da Marqueza de Tavora" de Camilo Castelo Branco

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40 anos do 25 de Novembro

por João Távora, em 25.11.15

25 de Novembro.jpeg

Tenho para mim que, se celebramos a liberdade no 25 de Abril, deveríamos festejar a democracia no dia 25 de Novembro. Num país cujas efemérides sacralizadas são tantas vezes duvidosas, é importante relembrar os acontecimentos e os protagonistas que, faz hoje quarenta anos, travaram o "Processo Revolucionário" que então paulatinamente instaurava um regime militar comunista em Portugal. É bom hoje lembrar esses tempos agitados, com as cadeias cheias de presos sem culpa formada, a comunicação social condicionada pelos comunistas, uma deriva de nacionalizações e muitas empresas e propriedades ocupadas por piquetes revolucionários. Hoje é bom lembrar que foi a partir do 25 de Novembro de 1975 que as armas e os militares iniciaram a sua lenta recolha aos quartéis e uma verdadeira transição democrática pode ser finalmente negociada entre as forças politicas sobreviventes. Encaremos a democracia não como uma conquista, mas uma tarefa que não acaba mais. 

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Progresso... tecnológico

por João Távora, em 12.05.15

As pessoas que nasceram em 1850, viveram nas cinco décadas seguintes o maior salto tecnológico da história: nasceram com cavalos, carroças e lamparinas, mas chegaram a 1900 com o automóvel, o avião, a fotografia, a luz eléctrica, o telefone e a música gravada. Pelo que se verificou de seguida, em termos comportamentais, o homem não progrediu nada. 

 

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Uma mentira mil vezes repetida...

por João Távora, em 19.04.15

Revelador da cicatriz deixada pelo ambiente revolucionário vivido há 40 anos é o jornalista do Expresso Valdemar Cruz, jornal que esteve então para ser extinto pelos comunistas, não conseguir o distanciamento necessário e definir o Partido da Democracia Cristã de Sanches Osório, que então se preparava para ir a eleições coligado com o CDS, como sendo de "extrema-direita que acolhida muitos jovens neofascistas". Um mau serviço. 

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A modernidade de antigamente

por João Távora, em 13.03.15

Caros amigos, reservem 20 minutos e vejam este vídeo, um documentário português realizado, escrito e narrado por António Lopes Ribeiro, produzido pela Câmara Municipal de Lisboa no ano de 1948 - todo ele um tratado de boa propaganda, inteligível e fundamentada - "Lisboa de Hoje e de Amanhã". Nessa época o Estado Novo encontrava-se no seu auge e uma renovada Lisboa emergia do rasto de escombros deixado por décadas de instabilidade e miséria. As transformações eram significativas: desde a arborização do actual Parque de Monsanto, a inauguração daquela que era uma das primeiras auto-estradas da Europa, a urbanização das Avenidas Novas, (nunca eu tinha visto a Fonte Luminosa a jorrar água) e a criação de uma variada gama de infra-estruturas sociais e culturais.

Para lá da "pequena história" da génese duma Lisboa que nos é tão familiar, a linguagem auto-elogiosa do filme serve-nos de espelho para quando nos nossos dias nos arvorarmos na quintessência da modernidade. Coloca as nossas conquistas e peneiras em perspectiva. Claro que, como refere Henrique Raposo, a legitimidade de um regime não se deveria fundamentar nas conjunturas económicas que atravessa, conclui-se. 

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A Direita e a Democracia em Portugal

por João Távora, em 18.12.14

 "No início dos anos 70 uma grande parte da direita via a ditadura como meio e a democracia como fim ao mesmo tempo que boa parte da esquerda reclamava a democracia como meio e a (sua) ditadura como fim."

A ouvir na integra Rui Ramos a desmontar clichés no passado dia 11 de Dezembro no Instituto Amaro da Costa.

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Salazar, o provinciânico

por João Távora, em 27.07.14

Nesta silly season que ora se inicia, por conta da biografia de Ribeiro Meneses publicada em fascículos pelo Expresso, revisitamos Oliveira Salazar. No meu entender o ditador veste como uma luva as expectativas de uma época que em certa medida hoje persistem: o provincianismo messiânico. Isso justifica a longevidade do seu pontificado. Ontem como hoje são poucos os portugueses que fazem diferença e a mediocridade faz escola - os maus hábitos não acabam por decreto. Ontem como hoje temos aquilo que merecemos, órfãos a mistificar um pai utópico que nos devolva uma Pátria virtuosa escondida nas brumas da memória. Quero dizer: Salazar não instaurou uma mentalidade, mas ele foi fruto dela e soube servir-se dela para "levar os portugueses a viver habitualmente", aquilo que quase toda a gente queria. Resta-nos manter a inquietação.

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República e o analfabetismo

por João Távora, em 08.05.14

D. Carlos Visita lyceu Passos Manuel.jpg

Rei D. Carlos em visita às obra de construção

do Lyceu Passos Manuel Julho de 1907

 

O número de escolas primárias em funcionamento, que subira de 4.665 em 1901 para 6.412 em 1911, continuava em 6.750 em 1918. A taxa de escolarização, depois de aumentar de 22,1% para 29,3% entre 1900 e 1910, quase estagnou até 1920 (30,3%). Entre 1911 e 1920, o analfabetismo na população maior de 7 anos recuou apenas de 70,2% para 66,2%, isto é, desceu menos que entre 1900 e 1911.

 

História de Portugal

Coordenação Rui Ramos

A Esfera dos Livros 2009

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Anticlericalismo republicano

por João Távora, em 08.05.14
O número de padres ordenados por ano nunca diminuiu (cerca de 50 entre 1910 e 1930. Em paróquias como as de Lisboa, desenvolveu-se um Catolicismo mais rigoroso e participado pelos fiéis, com a generalização da prática da homilia e da catequese. (…) Como em França, emergiu uma nova elite de intelectuais crentes, alguns deles antigos ateus, prontos a fazer literatura a partir a sua conversão, como o ex-anarquista Manuel Ribeiro, com o romance “A Catedral” (1920).
História de Portugal
Coordenação Rui Ramos
A Esfera dos Livros

 

2009

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Much obliged Mr. Carlucci

por João Távora, em 26.04.14

 

Da excelente entrevista de Ricardo Lourenço a Frank Carlucci para a Revista do Expresso de ontem dia 25 de Abril, é arrepiante constatar a dimensão humana, plausível, das decisões que acabam por mudar tão dramaticamente o rumo da história, no lugar das fantasmagóricas teorias da conspiração com que tantos acalentam a sua ilusão de impotência. Ou de como naqueles anos estouvados da nossa História, foi por uma unha negra que nos salvámos dum trágico destino. A realidade é, o mais das vezes, feita de uma arrepiante simplicidade. 

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... e o rio (2)

por Luísa Correia, em 31.03.14
... «E por tanto vinham de desvairadas partes muitos navios a ela, em guisa que com aqueles que vinham de fora e com os que no reino havia jaziam muitas vezes ante a cidade quatrocentos e quinhentos navios de carregação; e estavam a carregar no rio de Sacavém e à ponta do Montijo da parte de Ribatejo sessenta e setenta navios em cada lugar, carregando de sal e vinhos; e por a grande espessura de muitos navios que assim jaziam ante a cidade, como dissemos, iam antes as barcas de Almada aportar a Santos, que é um grande espaço da cidade, não podendo marear por entre eles». (Fernão Lopes, Crónica de D. Fernando).

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A cidade... (1)

por Luísa Correia, em 31.03.14
«Havia outrossim mais em Lisboa estantes de muitas terras não em uma só casa, mas muitas casas de uma nação, assim como genoveses, e prazentins, e lombardos, e catalães de Aragão e Maiorca, e de Milão, que chamavam milaneses, e corcins e biscainhos, e assim de outras nações, a que os reis davam privilégios e liberdades, sentindo por seu serviço e proveito; e estes faziam vir e enviavam do reino grandes e grossas mercadorias, em guisa que afora as outras coisas que em esta cidade abastadamente carregar podiam, somente de vinhos foi um ano achado que se carregaram doze mil tonéis, afora os que levaram depois os navios na segunda carregação de Março.»...

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O tempo da ira - 255 Anos

por João Távora, em 13.01.14

Belém, 13 de Janeiro de 1759

 

Chegou então a vez de Francisco de Assis de Távora, Marquês que fora de Távora. Apesar de ter evidenciado, ele também, grande coragem ao subir ao patíbulo, arrastado por dois soldados pois que ainda não tinha força nas pernas, de tão feridas que tinham ficado ao receber os tratos a que o tinham sujeito, e de se entregar nas mãos dos carrascos, não conseguiu conter grandes brados de dor e angústia enquanto estes lhe quebravam a golpes de maça os ossos das pernas e braços, até que por fim, o laço do garrote lhe abafou a voz e tirou a vida.

 

D. Leonor de Távora, por Luiz de Lancastre e Távora – Quetzal 2010 pp 180

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Deus o tenha na sua infinita misericórdia

por João Távora, em 09.12.13

Tenho um amigo que vivendo e trabalhando no meio dos livros, chegado à maturidade (um prodígio que infelizmente não acontece a todos e aos outros surge quase sempre tarde de mais), às tantas confrontado com uma incomensurável lista de obras-primas ainda por ler, decidiu numa sábia atitude de economia de recursos, só se dedicar àquelas que tivessem resistido mais de cem anos no escaparate da erudição humana. É também por amor à verdade que o estudo da História, ciência que tem como objecto o homem no tempo (e não a propaganda política) obriga o historiador a um considerável distanciamento temporal face ao acontecimento em análise. 

Não sendo historiador nem tendo a ambição do meu amigo, mesmo assim também eu venho tentando escapar à gigantesca vaga de panegíricos dedicados à sublimação de Nelson Mandela em intermináveis suplementos de jornal, com beatíficos editoriais, encomiásticos artigos, rubricas e programas. Toda esta ensurdecedora campanha ecoa em tudo o que é jornais, revistas, televisões e redes sociais, surge num tão ingénuo quanto inquietante unanimismo, que no mínimo deveria remeter qualquer mente emancipada para uma atitude de profunda desconfiança. Mas não. Não haverá muitas por estes dias, facto que reforça a pertinência da citação de Chesterton por Henrique Raposo “quando não acredita em Deus, o homem tende a acreditar em tudo”.
Depois, no que respeita ao racismo, uma enfermidade social que me incomoda de sobremaneira, deixem-me que partilhe aqui uma impressão minha muito pouco científica, a de que no Ocidente do século XX, para as mentes mais tacanhas, o mais decisivo papel na desconstrução do anátema contra os negros, terá sido afinal o do Jazz, no Rock n' Roll e Hollywood. O capitalismo, portanto. Devagar, demasiado devagarinho, bem sei. 

 

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Memória

por João Távora, em 22.11.13

 

"O principal para que o Governo tenha êxito é saber persistir. Ter a coragem de não mudar de rumo, independentemente dos acidentes de percurso. Recomeçar, pacientemente, quantas vezes forem necessárias. Não se deixar perturbar por agressões verbais, por incompreensões ou por injustiças. Para os homens de convicção e de recta consciência, o que conta é sempre, e só, o futuro'.

 

Primeiro Ministro, Maio de 84

 

(Perspectivas & Realidade, 1984)

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50 anos (só)

por João Távora, em 11.08.13

 

"Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se irá erguer e viver o significado autêntico do seu credo – temos por verdades evidentes que todos os homens foram criados iguais."

 

Martin Luther King, Washington 28 de Agosto 1963  

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Os direitos da Mulher

por João Távora, em 09.08.13

"O génio da liberdade alimenta-se mais dos nossos costumes que do vigor das nossas leis"

(José Joaquim Lopes Praça 1844 - 1920).

 

 

A propósito de um trabalho sobre a história do feminismo que tenho de momento em mãos, aqui vos deixo um pedaço da nossa história menos conhecida, talvez porque não serve os propósitos de propaganda que como se sabe tem de corresponder a uma narrativa estereotipada e linear.  

A história das causas feministas em Portugal só por falta de “massa critica” não recua para muito antes do Portugal constitucional, e a parte mais conhecida cinge-se aos escritos e intervenções das (desiludidas) militantes republicanas do inicio de Século XX, Carolina Beatriz Angelo, Ana de Castro Osório e Maria Veleda. Mas acontece que pedido de concessão do direito de voto às mulhe­res foi oficialmente feito pela primeira vez em Portugal, no dia 22 de abril de 1822 por Domingos Borges de Barros (na imagem), na sessão das Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, quando o deputado representante da Baía, propôs que as mães de seis filhos legítimos (!) pudessem votar nas eleições.

Aqui partilho um pequeno excerto do discurso do tribuno mais tarde “nacionalizado” brasileiro: “Ninguém tem mais in­teresses e apego a um país do que aquele que possui nele mais caros objectos, e ninguém mais atendido deve ser de uma Nação do que aquele que mais lhe presta: a mãe que tem seus filhos em um país, é sem dúvida, quem mais interesse, e apego por ele tem; e ninguém dá mais a uma Nação do que quem lhe dá os cidadãos: sendo como são estes princípios de suma verdade, temos que à mãe de família se não deve negar o direito de votar naqueles que devem representar a Nação. Não têm as mulheres defeito algum que as prive daquele direito, e apesar do criminoso desleixo que muito de propósito tem havido em educá-las, por isso que o homem mui cioso de mandar, e temendo a superioridade das mulheres as tem conservado na ignorância, todavia não há talentos, ou virtudes em que elas não tenham rivalizado, e muitas vezes excedido aos homens;” (…) “A Nação portuguesa que tanto se tem distinguido, eu quisera que em si fizes­se sobressair o amor filial, e que nós não negássemos a nossas mães, o que concedemos aos nossos assalariados; nem levados de prejuízos, o duvidemos fazer pela novida­de que a preposição parece encerrar. No estado de New Jersey, nos sete primeiros anos da sua independência, as mulheres votaram nas eleições, e confessam os America­nos que votaram sempre muito bem, confessam que torna ainda mais pecaminosa a cabala, e o partido que fez alterar, sem razão mais que o repreensível ciúme e amor de mandar nos homens, aquele tão louvável arbítrio que tinham tomado homens justos, e conhecedores do cora­ção humano. Por todas estas razões concluo, que quando a todas as mulheres que tiverem os requisitos que a lei exigir não for concedido votar nas eleições, ao menos te­nham esse direito as mães de seis filhos legítimos.”

 

In A Concessão do Voto às Portuguesas - Breve Apontamento de Maria Reynolds de Souza, Colecção Fio de Ariana – CIG, Comissão para a Igualdade de Género 2006

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António Costa o magnânimo

por João Távora, em 04.06.13

É sabido como na toponímia de Lisboa abundam canalhas e tiranetes. Eu era incapaz de morar numa avenida Álvaro Cunhal e seria um suplício viver numa avenida Afonso Costa. O facto é que com tanta magnanimidade, falta só a edilidade devolver a fluidez à Avenida da Liberdade e o nome original à ponte sobre o Tejo.

 


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O Século de Fátima

por João Távora, em 02.06.13

(…) Fátima tornou-se com o tempo um espaço agregador da expressão do religioso, dos seus itinerários e da sua diversidade. Fátima sedimentou, por um lado, a sua identidade no espaço do catolicismo oficial, repropondo uma espiritualidade ao alcance não já apenas das elites religiosas mas acessível a todos (ao facto não será indiferente o facto dos videntes serem crianças e provirem de uma cultura campesina), mas ao mesmo tempo tornou-se um polo de atracção de uma religiosidade em bruto e heterogénea, um porto  para peregrinos em diferentes estágios de crer. (…)

O século XX em Portugal foi o século de Fátima, mas ele ainda não sabe. 

 

Excerto da crónica de José Tolentino Mendonça - Expresso Revista 1 de Junho 2013

 

 

 

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