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Jornalismo de causas

por João Távora, em 27.06.13

A reportagem sobre a greve no Primeiro Jornal, o noticiário da hora do almoço da SIC generalista constitui em si uma parábola dos tempos vertiginosos que vivemos. Provavelmente à falta dos serviços da Lusa, os incidentes com os piquetes de greve na Carris foram ilustrados com filmagens de telemóvel retirados do site do Partido Comunista Português. A peça fecha com chave de ouro quando a magnânima repórter sugere a um talhante de S. Bento que não concorda com a greve como forma de luta, a alternativa das "manifestações como no Brasil”. 
Como inevitável conclusão, fica que a greve está a ter um significativo sucesso na Função Pública e nas empresas do Estado. Para os portugueses em geral é só mais um dia difícil. 

 

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A realidade é tramada e não vem nas notícias

por João Távora, em 15.11.12


Entretanto, as mesas do restaurante ficaram repletas de povo. Deve ter sido por isso que um piquete de greve resolveu entrar pelo restaurante adentro aos berros, gesticulando e com cara de mau. Sabem qual é o efeito de um megafone dentro de quatro paredes? Não é bonito, é como ter os No Name Boys a fazer uma serenata mesmo junto aos tímpanos. Não, não foi bonito assistir à agressividade daquele piquete de greve. 
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Só se reclama a morte a quem está vivo.

por João Távora, em 14.11.12



Conta quem lá estava que esta tarde quando a manifestação passava em frente da sede da Causa Real no Largo Camões um grupo mais radical estancou berrando furioso "morte ao Rei!". A isto se chamam "tempos interessantes"... 

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Uma parábola:

por João Távora, em 14.11.12

 

Algumas das pedras arremessadas pelos manifestantes fizeram ricochete nos escudos da polícia acabando por atingir algumas das pessoas que se manifestam junto à Assembleia da República.

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A realidade de costas voltadas para as notícias

por João Távora, em 14.11.12

 

Tal como o sol radioso com que amanheceu este dia, a realidade ainda é um aspecto fantástico desta vida, pela poderosa resistência aos noticiários, que a não conseguem capturar, reduzi-la a uma mensagem política, a filas de trânsito (coisa linda de se ver nestes dias), indivíduos revoltados e a um piquete de privilegiados grevistas, numa obscura e deficitária empresa Estatal. As greves gerais, tornaram-se por estes dias em sofisticadas operações de marketing político autonomizadas da própria "substância".
Pela minha parte, oiço telefonia, os miúdos estão entregues nas respectivas escolas, encontro as lojas abertas, não faltam jornais nas bancas, vejo muita gente na rua e ainda conto dar um salto ao ginásio. No jardim em frente do meu escritório os comerciantes aproveitam esta radiosa quarta-feira e montam as bancadas para o habitual mercado de velharias. Para lá do folclore mediático, ponhamos mãos à obra, pois por cada dia sua pena e o maior inimigo da liberdade é desespero. 

 

Foto Instagram efeito Lo-fi: Feira de Velharias, Jardim Visconde da Luz, Cascais. 

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O espectáculo não pode parar

por João Távora, em 22.03.12

 

Quando hoje em pleno horário de trabalho eu descia o corredor lateral da Avenida da Liberdade, um pouco a baixo do Cinema S. Jorge  deparei-me com um engarrafamento e desvio do transito, por causa de umas aparatosas filmagens para cinema (presumo). É assim a Lisboa dos nossos dias, em que metade das fachadas estão ocas e se aguentam literalmente por arames: pouco mais do que um exótico cenário de cinema.
Para o Rossio confluíam outros figurantes para outra encenação: o comício do Sr. Manuel Victor e seus capangas de emprego vitalício que não passará ao cinema mas alimentará os telejornais e as manchetes e editoriais de amanhã. O espectáculo não pode parar.

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Sobreviveremos

por João Távora, em 22.03.12

 

Durante o dia de hoje a sucursal do partido comunista português liderada pelo Sr. Arménio Carlos, mobilizará os seus 8% de eleitorado a impor ao resto do País (que desespera na luta por manter a viabilidade do seu posto de trabalho), um bloqueio geral através das empresas “estratégicas” do Estado que mina e domina desde 1974. Uma banalidade a que vamos sobrevevivendo. 

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Pela fresca deixados os pequenos nas suas escolas aqui no Estoril, a minha mulher voltou à pressa para casa a terminar um trabalho de tradução urgente para uma conhecida farmacêutica enquanto eu dirigi-me para o meu escritório em Cascais. Na vila o comércio está em pleno, ao cimo da minha rua, constato que a EDP está aberta e à frente quatro funcionários da câmara trabalham numa vala aberta no passeio. Apesar da minha perspectiva parcial, suspeito que, tirando os militantes sindicais e alguns funcionários bafejados com "empregos" vitalícios, com mais ou menos dificuldade a vida continua. Apesar do boicote.

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A catarse

por João Távora, em 24.11.10

 

Muitos justificam a greve geral que hoje se realiza por este país fora como uma inevitável catarse face ao acumular de descontentamento com a incontornável falência do socialismo que vivemos há quase quarenta anos. Aliás, uma greve geral destas só tem efeito num país como o nosso, fundado num gigantesco e incontrolável Estado, hoje falido e em risco de desmantelamento. A somar a estas considerações, há que ter em conta o nosso desgraçado e ancestral ADN esquerdista, espelhado numa cultura de desresponsabilização e de vitimismo, na ancestral dificuldade ou recusa de cada um em assumir o seu protagonismo na alteração do seu destino.

De resto, como eu afirmei aqui há dias, com o que aí vem, não se aconselha a sobrevalorização do protesto de "rua" que, apesar de legitimo possui uma natureza anti-democrática insubestimável. Para mais, Portugal é terra fértil de ressentimentos sociais, invejas e outros mesquinhos embaraços, é pasto nutritivo para as mais delirantes demagogias radicais daqueles que, como crianças birrentas, recusam a realidade como ponto de partida para a mudança.

Finalmente, acredito que aqueles que verdadeiramente dependem da criação de riqueza para viverem, hoje tudo fizeram para ir trabalhar. De resto, também eu estou apreensivo com o meu futuro e zangado com o regime inepto e irresponsável que na troca de votos por ilusões aqui nos trouxe. Na falta de um punching ball, certamente arranjarei uma fórmula saudável de renovar as minhas energias interiores de forma a continuar a acrescentar alguma coisa, aquilo que me compete.

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