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Fado das Escolas

por João Távora, em 12.08.15

De volta às velharias sonoras. Fado de Avelino Teixeira, tenor com com expressivo repertório fonográfico registado na primeira década do século XX de biografia desconhecida  gravado entre 1908 e 1911 altura em que vigorou o seu vinculo à editora Odeon.

Daqui

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1 - Capa_Machinas_Falantes.jpg

"Machinas Falantes" constitui, sem qualquer dúvida, um marco. Espera-se que inspire outros investigadores, e sobretudo desperte o interesse do público em geral, ou ajude a elucidar mais um curioso como eu, que um belo dia me vi seduzido por este fascinante mundo dos sons antigos, ao descobrir numa arrecadação de família um velho fonógrafo de Edison com dezenas de cilindros de cera, que depois de reabilitado, pôde encantar-me com ecos de ambientes e sonoridades do tempo dos avós dos nossos avós. *


*A minha recensão da obra "Machinas Falantes" de Leonor Losa aqui no Observador

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Sons com história

por João Távora, em 27.09.14

A credibilização entre os melómanos da indústria fonográfica emergente no início do Século XX dá-se muito por conta de Enrico Caruso quando este prodigioso tenor italiano concede finalmente registar a sua voz, não para Thomas Edison mas para Emile Berliner e a sua The Gramophone Company para quem gravou múltiplos discos entre 1903 e 1921. Os cilindros de cera estavam definitivamente destronados. Aqui partilho uma pequena pérola recentemente adicionada à minha colecção, nada menos que a área “Viva il vino spumeggiant” da Ópera Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni interpretada por Enrico Caruso, gravado em Inglaterra em 1905 sob a chancela Gramophone Concert Record G.C. 52193 (rótulo cor de rosa). 

 

Publicado originalmente aqui.

 

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Uma pequena pérola

por João Távora, em 23.09.14

Muito curioso este fado “Ouvi Dizer" de Júlio Neuparth (1863-1919) escrito para a soprano Maria Galvany que o canta de forma brilhante nesta magnifica gravação 12 de maio de 1908. Marisa Galvany (1878-1944) consagrada soprano de coloratura, nasceu em Granada e morreu no Rio de Janeiro.

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A moda do vinil

por João Távora, em 22.09.14

É no mínimo estranho como o recente interesse do jornalismo pelo Vinil e colecções de discos patente em diversos artigos e reportagens publicadas ultimamente se circunscreva à segunda metade do século XX, como se a motivação para esse olhar fosse tão só explorar a nostalgia dos leitores mais velhos por esse objecto icónico. Mas acontece que mundo não começou com a formação do nosso umbigo. 

Para contrariar essa perspectiva míope aqui vos apresento uma preciosidade, não só pela idade e rareza, mas pela excelência patenteada neste “Fado da Pallida Madrugada” de 1906 interpretado por Manassés de Lacerda um dos pioneiros da Canção de Coimbra. A investigação desta matéria deverá contemplar as suas origem nos finais do século XIX, tanto mais que a história e inventariação do espólio fonográfico nacional tem muito ainda por fazer. 

 

Originalmente publicado aqui

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Vozes da História (2)

por João Távora, em 23.07.14

Excerto duma célebre interpretação de Vasco Santana do número «O Melro e o Fiel» um monólogo retirado da comédia de 1918 «O Conde Barão» de Ernesto Rodrigues, João Bastos & Felix Bermudes (os autores de o Leão da Estrela) uma adaptação livre dos poemas com o mesmo nome de Guerra Junqueiro. Com o disco lascado no início perdem-se pouco mais de 10 segundos de gravação. 

 

Publicado originalmente aqui.

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Pra levantar a moral....

por João Távora, em 08.07.14

 

Hoje dedico aos meus inconsoláveis amigos brasileiros, esta rapsódia de cantos populares portuguesas orquestrada em 1911 por Xavier Roque a tocar no meu His Master’s Voice de 1914 com campânula de madeira. 

 

Para ouvir as duas partes aqui

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As Fogueiras de São João

por João Távora, em 24.06.14

A propósito das festas de São João na cidade do Porto, fui ao Baú buscar este disco com mais de 100 anos.

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A brejeirice não tem idade

por João Távora, em 20.06.14

Mais uma peça resgatada para o espólio fonográfico português, esta curiosa cançoneta cómica “A Gatinha tinha, tinha” interpretada em 1911 pelo actor cantor Jorge Bastos.   

Publicado originalmente com mais informações aqui.

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Salsa, Couves e Nabiça

por João Távora, em 04.05.14

Esta cançoneta de Duarte Silva gravada entre 1910 e 1920 vale como testemunho de que a vulgaridade (inofensiva, admitamos) é um predicado ancestral: a malandrice revisteira da analogia dos legumes ao sexo.  

 

Outras curiosidades fonográficas aqui

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Vozes da história

por João Távora, em 30.04.14

Muito curioso este monólogo bem humorado de Vasco Santana publicado num disco (infelizemente lascado ao início) Brunswick dos anos 30. 

 

A acompanhar mais curiosidades aqui.

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Saint Louis Blues

por João Távora, em 06.02.14

Vale bem a pena coscuvilhar velharias, é o que eu vos digo. Ora oiçam aqui este precioso "Saint Louis blues" de 1921 pela Original Dixieland Jazz Band e repare-se no estilo gingão da vocalização "à negro” de Al Bernard, nas harmonias Blues que hoje nos são familiares e no arrojado improviso da corneta no final. 

 

foto daqui 

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Coisas giras

por João Távora, em 31.12.13

Novidades do coleccionador de sons, aqui

 

 

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Coleccionador de sons (2)

por João Távora, em 28.10.13

Quando no início do Século XX a indústria fonográfica florescia na forma de cilindros de cera ou de discos de goma-laca gravados em série, era comum algumas editoras de segunda categoria produzirem gravações “descritivas”, em que se reproduziam teatralmente os sons de um quadro invulgar, como a partida das tropas para a guerra ou como acontece no caso vertente, o socorro a um incêndio “interpretado” pela Empire Guards Band.

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Coleccionador de sons

por João Távora, em 01.10.13


Da editora do anglo-alemão Emile Berliner, a E. Berliner's Gramophone, o inventor dos ditos. Gravado em Londres editado em Hanover, final do século XIX. Mr Charles Foster canta "Why did i leave my little black room"... e encanta.

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Cujus Animam - by Mr. E. Keneke

por João Távora, em 29.08.13

 

Como prometi há dias, aqui reproduzo um disco de 1888/89 com 7 polegadas (exactamente o tamanho de um single de 45 rpm) da marca Zon-O-Phone. O tema é “Cujus Animam” de Rossini num solo de corneta pelo Senhor E. Keneke (informação “cinzelada” ao centro) de quando a indústria fonográfica vivia uma fase experimental, assim como o disco de baquelite, ainda sem “rótulo” e sem um tamanho padrão, que se veio a fixar nas 10 polegadas a partir de 1907.

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Zon-O-Phone

por João Távora, em 21.08.13

Surgida ainda no final do século XIX de uma cisão na equipa de Emile Berliner que então laborava arduamente nos melhoramentos técnicos do gramofone e do disco, a "Zon-o-Phone" é uma marca fundada pelo vendedor de máquinas de escrever Frank Seaman. No fundo trata-se de um dos primeiros rótulos discográficos a surgir no mercado e a competir com o cilindro de cera de Edison. Aqui vos deixo em primeira mão a reprodução dum disco de 1903 “Bonnie Sweet Bessie” (ainda com 7 polegadas – o formato mais tarde normalizado fixou-se nas 10 polegadas). Após resolvidos os múltiplos diferendos com a justiça a Zon-o-Phone veio a ser integrada na Gramophone Company de Emile Berliner e de Eldridge Reeves Johnson como marca “económica” que irónicamente hoje ainda publica como marca de culto nos catálogos da EMI.

Prometo um dia destes partilhar uma gravação desta "etiqueta rebelde" produzida em 1898. 

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Um disco fora do vulgar

por João Távora, em 14.08.13

Aqui vos desvendo um dos primeiros discos gravados, produzido em 1898 pela empresa americana "Gramophone" do anglo-alemão Emile Berliner (que os inventara dez anos antes). Trata-se de um solo de clarinete por A.P. Stengler "Blue Bells Of Scotland". De notar que 1901 é considerada a data "oficial" (in história do Séc. XX de Martin Guilbert) do início da comercialização dos discos que vieram mais tarde destronar os cilindros de cera prensada. Ainda não consegui encontrar nada deste género a um preço razoável para a minha colecção.

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